[caption id="attachment_6656" align="alignleft" width="300"]antoniojoseseguro1 No final da visita ao Hospital Amadora/Sintra, o secretário-geral do PS manifestou a sua apreensão pela situação no sector da saúde, alegando que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem sido privado de importantes recursos públicos, já que estava previsto "um corte na ordem dos 925 milhões de euros, mas acabaram por ser cortados ainda mais 700 milhões" de euros[/caption]

O secretário-geral do PS manifestou hoje apreensão face à situação da saúde em Portugal, defendendo uma maior integração entre cuidados primários, cuidados continuados e centros hospitalares, e uma progressiva separação entre público e privado neste sector.

António José Seguro falava aos jornalistas após uma vista de hora e meia ao Hospital Amadora/Sintra, durante a qual esteve acompanhado pelos dirigentes socialistas Álvaro Beleza, Marcos Perestrello, Joaquim Raposo, pelos deputados do PS Luísa Salgueiro e Filipe Neto Brandão, e pela presidente da Câmara da Amadora, Carla Tavares.

No final da visita ao Hospital Amadora/Sintra, o secretário-geral do PS manifestou a sua apreensão pela situação no sector da saúde, alegando que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem sido privado de importantes recursos públicos, já que estava previsto "um corte na ordem dos 925 milhões de euros, mas acabaram por ser cortados ainda mais 700 milhões" de euros.

"A esta situação de ruptura em algumas unidades do SNS, que é reportada por utentes, médicos e outros profissionais, ainda se junta um problema de natureza social. É preciso que haja uma integração das unidades de saúde, envolvendo os cuidados primários, os centros hospitalares e as unidades de cuidados continuados", defendeu.

Neste ponto relacionado com a gestão do sistema, António José Seguro referiu também que entre os serviços de segurança social e de saúde tem de ser operada "uma distinção entre o que é social e o que são cuidados de saúde a prestar".

"Há pessoas que vão até aos hospitais porque não têm condições em casa, ou porque não dispõem de recursos para fazer face à alimentação e aos gastos com medicamentos, ou ainda porque as suas famílias não têm condições para cuidar deles", apontou o líder socialista a título de exemplo.

António José Seguro defendeu depois uma progressiva "separação de águas entre os sectores privados e público" na área da saúde.

"Para futuro, consideramos que deve haver uma incompatibilidade para os profissionais da área da saúde. Quem trabalha num hospital público ou no serviço público deve fazê-lo em exclusividade de funções e não ter outra actividade no privado", advogou.

Na perspectiva do secretário-geral do PS, uma separação entre as esferas pública e privada, "é importante para garantir um melhor aproveitamento da capacidade instalada em todas as unidades de saúde".

"Costumo dizer que uma lista de espera no SNS corresponde a uma carteira de clientes no privado. É fundamental que haja uma separação de águas", vincou António José Seguro.

Nas declarações que fez aos jornalistas, o secretário-geral do PS ressalvou que não defende uma aplicação imediata das incompatibilidades entre os vínculos público e privado no sector da saúde.

A incompatibilidade "pode aplicar-se aos novos contratos. Em relação aos contratos que estão em vigor, deverá fazer-se uma progressiva saída de uma forma sustentável", referiu.

Interrogado pelos jornalistas sobre a existência de duas situações graves recentes ocorridas no Hospital Amadora/Sintra - uma nas urgências e outra com uma doente com cancro - que tiveram consequências fatais por demora no atendimento, Seguro transmitiu a informação que lhe foi fornecida pela administração do hospital.

"Fizemos perguntas sobre esses casos - e esses casos foram extremamente graves. A administração do hospital disse-nos que se trataram de casos isolados. De qualquer maneira são casos extremamente graves", frisou António José Seguro.

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[caption id="attachment_6249" align="alignleft" width="300"]dpoc “O ministro nunca se referiu a dados de 2012 sobre pneumonias”, diz o comunicado do Ministério, acrescentando: “o ministro referiu no Parlamento que existem, relativos a 2013, dados provisórios encorajadores (…) referentes a mortalidade abaixo dos 70 anos, a mortalidade infantil e ainda a melhoria de resultados na tuberculose (não pneumonia), a qual, como sabemos, tem taxas de incidência acima da média na União Europeia”[/caption]

O Ministério da Saúde acusa o PS de tentar “tirar proveito político” de um relatório sobre doenças respiratórias, divulgado na terça-feira, e nega contradições do ministro, como acusam os socialistas.

“O ministro nunca se referiu a dados de 2012 sobre pneumonias”, diz o comunicado do Ministério, acrescentando: “o ministro referiu no Parlamento que existem, relativos a 2013, dados provisórios encorajadores (…) referentes a mortalidade abaixo dos 70 anos, a mortalidade infantil e ainda a melhoria de resultados na tuberculose (não pneumonia), a qual, como sabemos, tem taxas de incidência acima da média na União Europeia”.

O PS afirmou ontem que os mais recentes dados sobre um aparente aumento da mortalidade causada por doenças respiratórias em 2012 contrariam afirmações feitas no parlamento pelo ministro da Saúde, e pediu-lhe explicações.

A deputada socialista Luísa Salgueiro citou dados do relatório anual do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias que apontam para um aumento de 17 por cento em 2012, em comparação com o ano anterior, no número de mortes devido a doenças respiratórias.

Essas doenças provocaram a morte de 50 portugueses por dia em 2012, diz o relatório divulgado na terça-feira.

No comunicado o Ministério lembra a divulgação em Outubro de um relatório sobre doenças respiratórias denominado “Portugal Doenças Respiratórias em Números – 2013”. Na altura a Direcção Geral da Saúde (DGS) divulgou também um comunicado síntese “com os relatórios das doenças oncológicas, cerebrovasculares, VIH SIDA e tuberculose, controlo de infecções e de resistência aos antimicrobianos, saúde mental, alimentação saudável, diabetes e prevenção e controlo do tabagismo”.

O relatório divulgado na terça-feira “tem por base a mesma realidade divulgada pela DGS em Outubro. Com base naqueles indicadores, o Observatório avança algumas causas e determinantes que a DGS considera carecerem ainda de demonstração. Por este facto, a DGS está a estudar a matéria e em breve terá interpretações sólidas sobre as incidências verificadas”, afirma o comunicado do Governo.

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antoniojoseseguroO secretário-geral do PS considerou hoje que os cortes na saúde estão a deixar o sector em situação de ruptura, mas o primeiro-ministro negou e criticou Seguro por explorar para efeitos políticos dos picos de procura nas urgências.

Durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, António José Seguro motivou protestos na bancada do PSD ao apontar situações que estarão a ocorrer em urgências hospitalares em que o doente chega a esperar cerca de 20 horas para ser atendido.

Pedro Passos Coelho rejeitou qualquer situação de ruptura, defendeu que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem aumentado a sua resposta e acusou o líder socialista de "obter aproveitamento" a partir de "picos de utilização do sistema" - posições que levaram António José Seguro a contrapor a tese de que, enquanto líder do maior partido da oposição, é sua obrigação apresentar estes casos perante o Governo.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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