A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) anunciou ontem que garantiu um investimento de 1,3 milhões de euros para a construção de um novo centro de saúde em Alfena, concelho de Valongo, substituindo as "exíguas" instalações atuais.

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quinta-feira, 29 dezembro 2016 15:21

Construção da nova UCSP de Campo arranca amanhã

As obras de construção da nova Unidade de Saúde de Campo, no concelho de Valongo, vão arrancar amanhã, num investimento superior a um milhão de euros, anunciou ontem a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

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Centro Saude Generico

A construção de um novo centro de saúde em Campo, concelho de Valongo, vai avançar este ano, indicou hoje a câmara local, citando informações da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N).

Em causa está um equipamento que servirá mais de 10 mil habitantes, substituindo um edifício pré-fabricado "sem condições dignas".

De acordo com nota remetida às redações, a garantia foi dada pelo presidente do Conselho Diretivo da ARS-N, Pimenta Marinho, numa reunião em que participaram além do presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro (PS), vereadores do PSD e da CDU, eleitos da Assembleia Municipal e presidentes de Junta.

"Foi ainda assegurado que haverá um reforço médico no Centro de Saúde de Campo, no primeiro semestre de 2016", acrescenta a nota, na qual a câmara de Valongo aponta ainda que a ARS-N pretende criar uma nova Unidade de Saúde Familiar na freguesia.

"Estamos muito satisfeitos e confiantes na melhoria da qualidade do acesso à Medicina Geral e Familiar para toda a população do concelho de Valongo", refere o presidente da câmara, José Manuel Ribeiro sobre uma reunião pedida pelo Município.

Além do centro de saúde de Campo, outra das mais antigas reivindicações de Valongo, distrito do Porto, prende-se com a construção de um equipamento de saúde para servir a freguesia de Alfena.

Sobre esse centro de saúde, que servirá cerca de 16 mil pessoas, a câmara de Valongo aponta que do encontro com a ARS-N "saiu também a esperança" de que o projeto de Alfena "avance entre o final de 2016 e o primeiro trimestre de 2017".

Recorde-se que estes temas foram alguns dos elencados por José Manuel Ribeiro numa carta que o autarca entregou ao ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, quando este visitou a 18 de março a Unidade de Saúde Familiar de Valongo, considerada a melhor do país.

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O presidente da câmara de Valongo reivindicou ao ministro da Saúde a construção de centros de saúde em Alfena e Campo e referiu que "milhares de munícipes" continuam sem médico de família.

José Manuel Ribeiro aproveitou a visita de Adalberto Campos Fernandes à unidade de saúde familiar (USF) de Valongo - descrita como "a melhor USF do país" graças aos prémios e certificados conseguidos ao longo dos anos - para entregar uma carta ao responsável pela Saúde, na qual diz ter "fortes expectativas" que esta tutela (PS) concretize "uma série de compromissos assumidos pelo anterior Governo" (PSD/CDS).

Na carta, o autarca de Valongo aponta que "no âmbito do reforço da rede de cuidados de saúde primários no Município, continua por cumprir o compromisso de solucionar o grave problema de milhares de munícipes do concelho continuarem a não ter atribuído médico de família".

José Manuel Ribeiro também refere que "continua por concretizar o prometido alargamento dos horários de funcionamento das USF existentes" e reivindica a construção de novos centros de saúde em Alfena e Campo, lembrando que estas são "infraestruturas absolutamente necessárias" e que, por essa razão, foram incluídas no mapeamento das prioridades de investimentos públicos do Ministério da Saúde a executar na região Norte, tendo sido aceite pela Comissão Europeia a 10 de dezembro de 2015.

Questionado pelos jornalistas sobre estas pretensões, o ministro da Saúde garantiu apenas que "as matérias estão a ser discutidas" quer com a Administração Regional de Saúde do Norte, quer com a câmara de Valongo, mas não adiantou prazos.

"A palavra na política tem de ser uma palavra honrada. O que posso neste momento dizer é que aquilo que eu contratualizar com a câmara será feito", disse Adalberto Campos Fernandes, admitindo que as questões "são legítimas" e "até muito urgentes".

Instado também a fazer um ponto de situação acerca do projeto de reabilitação e melhoramento das atuais instalações do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, o governante também preferiu ser cauteloso.

"Vamos fazer com o hospital de Gaia aquilo que está definido ser feito com o devido enquadramento orçamental e no tempo certo", referiu o titular a pasta da Saúde.

Ainda sobre Valongo, lê-se na carta entregue pelo presidente da câmara que a criação do Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) Maia/Valongo, estrutura que abarca mais de 240.000 habitantes, é um "retrocesso no Serviço Público de Saúde" e "contraria o objetivo da coesão territorial".

"[É evidente] que os motivos que presidiram à sua criação se prendem com questões economicistas e na com motivações de natureza clínica", refere a carta entregue numa cerimónia na qual também estiveram presentes membros da Comissão de Utentes da USF de Valongo que, sobre este equipamento de saúde, juntaram à questão do ACES Maia/Valongo necessidades relacionadas com o estacionamento e com o transporte.

A USF de Valongo, equipamento coordenado por Margarida Aguiar, tem oito médicos e igual número de enfermeiros, somando-se seis secretárias clínicas para cerca de 15.200 utentes.

Adalberto Campos Fernandes elogiou esta unidade de saúde, afirmando mesmo que a quer "replicar por todo o país".

"Viemos aqui para celebrar a excelência de um trabalho que é reconhecido nacional e internacionalmente e que é um bom exemplo daquilo que é a reforma dos cuidados de saúde primários", afirmou o governante.

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O presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, questionou a Autoridade Regional de Saúde do Norte (ARS-N) sobre o "risco" de 1.700 utentes em Alfena virem a perder o seu médico de família.

Em causa está o concurso para contratação de médicos de família na Região Norte e, conforme se lê na carta que o autarca enviou quarta-feira à ARS-N, esta câmara teme que "1.700 cidadãos de Alfena percam a sua médica de família", referindo-se a uma profissional que integra o Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo.

Aproveitando para lembrar que os autarcas dos dois municípios, referindo-se a Valongo e à Maia, ambos do distrito do Porto, "nunca estiveram de acordo" com a organização deste agrupamento, José Manuel Ribeiro recorda à ARS-N compromissos assumidos designadamente aquando do encerramento do Serviço de Urgência Básica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, unidade que integra o Centro Hospitalar de São João.

"Ainda existem alguns milhares de cidadãos no nosso município que infelizmente não possuem médico de família", lê-se na carta que o autarca de Valongo dirigiu à ARS-N que solicita esclarecimentos com "caráter de urgência".

É também objetivo da autarquia de Valongo, referiu o presidente, "tranquilizar o município sobre a inexistência de situações similares nas restantes unidades de saúde públicas que existem no concelho".

A agência Lusa contactou a ARS-N que, em resposta escrita, garantiu que "não há qualquer utente, nem de Alfena, nem do concelho de Valongo que, agora, tenha ficado sem médico de família".

"E a ARS-N pode garantir que não serão reduzidos os atuais níveis de cobertura assistencial", lê-se na resposta.

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Conselho Popular

O anúncio do encerramento do serviço de urgência do hospital de Valongo originou uma vigília esta noite, que juntou cerca de centena e meia de pessoas junto àquela unidade hospitalar na esperança de conseguir "reverter a decisão".

"Também estamos a lutar pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). Estamos a lutar contra as razões que só se prendem com o lucro [referindo-se à existência de um hospital privado na freguesia de Alfena]. Estamos a lutar pelos utentes deste hospital que precisam da urgência, sem a qual terão de se deslocar ao Porto", explicou o representante da comissão de utentes, Joaquim Delgado.

Esta vigília/protesto foi marcada na sexta-feira passada, quando foi conhecida a decisão do Centro Hospitalar de São João (CHSJ) de encerrar a urgência básica do hospital de Valongo, unidade de saúde de Valongo, conhecida por Hospital Nossa Senhora da Conceição, que integra esse centro hospitalar, com sede no Porto.

Esta decisão foi comunicada pelo CHSJ, por carta, à Câmara Municipal, que, no entanto, afirmou aguardar uma explicação por parte da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), entidade com a qual o presidente socialista, José Manuel Ribeiro, diz ter vindo a dialogar sobre esta matéria, não percebendo agora a decisão, a qual classificou de "unilateral".

"Esta é uma situação lamentável. Fomos desafiados pela ARS-Norte para um diálogo que estava a decorrer. Existiram reuniões. Tínhamos outra agendada, mas aparece esta decisão que foi unilateral", disse o autarca.

A carta do CHSJ remetida à autarquia de Valongo refere que, além da abertura de várias valências, a reorganização de serviços no hospital deste concelho inclui a "implantação de viatura de Serviço Imediato de Vida (SIV)", mas as pessoas presentes na vigília de hoje à noite foram unânimes em recusar ver este item como solução.

"Um dia fazem um hospital em Lisboa e espalham ambulâncias por todo o país. Esta medida não faz sentido e cria constrangimentos nos hospitais do Porto, que vão sofrer uma sobrecarga", disse o presidente da União de Freguesias de Fânzeres/São Pedro da Cova, concelho de Gondomar, Daniel Vieira.

Este hospital serve, para além do concelho de Valongo, freguesias dos concelhos de Gondomar e de Paredes.

Esta noite, com velas acesas e a entoar gritos de ordem como "a saúde é um direito, sem ela nada feito", também marcaram presença representantes de associações sindicais, como o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e da Administração Pública.

Para Fátima Monteiro, do SEP, "está a assistir-se a um ataque às funções sociais do SNS", sendo esta uma situação que, apesar de não estarem em causa postos de trabalho, "os enfermeiros, como cidadãos, quiseram associar-se", por se tratar de uma "preocupação enorme com a qualidade de vida das populações".

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A Unidade de Saúde Familiar (USF) de Valongo, que presta assistência a 15.200 utentes, venceu o 1.º Prémio Kaizen Lean, revelou hoje, em comunicado, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte).

"De referir que a USF de Valongo, cujo modelo de organização assenta no trabalho em equipa, conta, para além da sua coordenadora, com mais sete médicos especialistas em medicina geral e familiar, oito enfermeiros e seis secretários clínicos", refere o comunicado.

De acordo com a ARS-Norte, este equipamento de saúde presta assistência a 15.200 utentes do concelho de Valongo, "numa perspectiva de vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença nas diversas fases da vida". Entre as principais especialidades e atribuições da USF de Valongo destacam-se a medicina geral e familiar, saúde da mulher, saúde do recém-nascido, da criança e do adolescente, saúde do adulto e do idoso, cuidados em situação de doença aguda, acompanhamento clínico das situações de doença crónica e patologia múltipla.

O equipamento galardoado também conta com serviço de cuidados no domicílio e está integrado "em rede com outros serviços, sectores e níveis de diferenciação, enquanto gestor de saúde do cidadão", lê-se no comunicado da ARS-Norte.

Este prémio é atribuído pelo Instituto Kaizen, em parceria com a Sociedade Portuguesa para a Qualidade em Saúde.

"No mesmo concurso, para além de grandes empresas do sector privado, encontravam-se outras instituições públicas, nomeadamente centros hospitalares e outras, igualmente prestadoras de cuidados de saúde", acrescenta a nota remetida às redacções.

A ARS-Norte destaca que além do prémio agora atribuído, a mesma USF tinha sido galardoada em 2011, com o 1.º Prémio "Saúde Sustentável", do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge "Faltas dos Doentes às Consultas Programada – Razões e Impacto no Funcionamento de uma USF" e em 2010 obteve o Certificado de Acreditação Avançada, atribuído pela Agencia de Calidad Sanitaria de Andalucia.

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[caption id="attachment_6114" align="alignleft" width="300"]csvalongo José Manuel Ribeiro pediu uma reunião com o presidente da ARS do Norte “para manifestar a sua preocupação face às ameaças do encerramento do Serviço de Urgência e da transferência de serviços de saúde para a Maia”. “Esta matéria preocupa-nos muito, pois representa mais uma dificuldade no acesso dos cidadãos ao Serviço Nacional de Saúde”, afirmou o autarca.[/caption]

O presidente da Câmara de Valongo manifestou-se preocupado com as ameaças de encerramento e transferência de serviços de saúde do concelho, tendo pedido uma reunião com o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

De acordo com comunicado enviado pela autarquia, o presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, tomou esta posição na reunião de hoje do executivo, tendo-se manifestado contra encerramento de serviços de saúde no concelho.

José Manuel Ribeiro pediu uma reunião com o presidente da ARS do Norte “para manifestar a sua preocupação face às ameaças do encerramento do Serviço de Urgência e da transferência de serviços de saúde para a Maia”.

“Esta matéria preocupa-nos muito, pois representa mais uma dificuldade no acesso dos cidadãos ao Serviço Nacional de Saúde”, afirmou o autarca.

De acordo com o presidente da Câmara de Valongo, no âmbito da reorganização do Serviço Nacional de Saúde está prevista a transferência dos serviços de Nutrição, Psicologia e Terapia da Fala para a Maia.

“A iminência do encerramento do Serviço de Urgência Básica do Hospital Público de Valongo foi outras das preocupações manifestadas pelo autarca”, acrescenta o comunicado.

Na mesma reunião da autarquia foi aprovada uma proposta, apresentada pelo vereador CDU, para a realização de uma auditoria à situação económica e financeira do município, incluindo as empresas municipais.

“Há áreas em que precisamos de avançar com uma auditoria. Ninguém convive mal com a decisão de formalizar uma auditoria”, defendeu.

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