A Administração Regional de Saúde do Norte anunciou ontem ter realizado, em 2016, mais de 12 mil consultas no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários, registando um aumento de 1,6% em Medicina Geral e Familiar, comparativamente ao período homólogo de 2015.

Published in Atualidade

conceitos-ucspusfaeb

No passado dia 1 de setembro as Unidades de Saúde Familiar (USF) Balsa e Levante transitaram de modelo A para modelo B, o que permitirá atribuir equipa de família a um total de 2.046 utentes do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sotavento, nomeadamente, dos concelhos de Tavira e de Vila Real de Santo António.

A USF Balsa, localizada no concelho de Tavira, é constituída por uma equipa de oito médicos, oito enfermeiros e sete assistentes técnicos e abrange atualmente um total de 13.128 utentes. Por sua vez, a USF Levante, em Vila Real de Santo António, é composta por seis médicos, seis enfermeiros e cinco assistentes técnicos, e abrange 10.317 utentes.

Com a passagem para modelo B – no âmbito do Despacho Conjunto n.º 6580-A/2015 da Ministra de Estado e das Finanças e do Ministro da Saúde, de acordo com o artigo 2º alínea e) – estas duas USF, além de alargarem a cobertura assistencial, vão simultaneamente alargar as atividades previstas nos programas de prevenção e promoção da Saúde, constituindo-se como uma mais-valia para a população abrangida por estas Unidades e contribuindo para a obtenção de ganhos em saúde.

De referir que, o conselho diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve homologou a transição das USF Balsa e Levante de modelo A para B com base nos pareceres técnicos da Equipa Regional de Apoio e Acompanhamento da ARS do Algarve, do diretor-executivo do ACES Sotavento e na sequência da análise do instrumento de avaliação organizacional DiOr_USF da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), bem como na revisão dos resultados obtidos nos indicadores constantes da respetiva carta de compromisso de 2015, e que comprovam o bom desempenho das equipas destas unidades, avança a ARS em notícia no seu website.

De acordo com a ACSS, o modelo B “é o indicado para equipas com maior amadurecimento organizacional onde o trabalho em equipa de saúde familiar seja uma prática efetiva e que estejam dispostas a aceitar um nível de contratualização de patamares de desempenho mais exigente”.

Neste momento encontram-se em atividade onze USF na região do Algarve, sete das quais em modelo B.

Published in Atualidade

sinaletica - centro de saúde

Cinco especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) iniciaram funções no início deste mês no Centro de Saúde (CS) de Portimão, permitindo alargar a cobertura assistencial em cuidados de saúde primários (CSP) e atribuir médico de família (MF) a cerca de 9.500 utentes do concelho de Portimão que se encontravam sem MF atribuído.

De acordo com a notícia avançada no website da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, estes profissionais, colocados no âmbito do concurso nacional lançado no passado mês de junho pelo Ministério da Saúde para médicos de MGF para as unidades de CSP do SNS, foram recebidos pelo presidente do Conselho Diretivo da ARS do Algarve, Dr. Moura Reis, a 4 de agosto, na sede do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Barlavento, em Portimão, onde tiveram oportunidade de ficar a conhecer as instalações e os profissionais das diversas unidades funcionais deste ACES, facilitando desta forma o seu processo de integração na equipa.

Published in Atualidade

cmseixal

A Câmara Municipal do Seixal anunciou que existem 28.279 pessoas sem médico de família inscritas nas unidades de saúde do concelho, referindo que é necessário mais investimento na área da saúde.

"De acordo com dados de 2015 disponibilizados pelo ACES Almada/Seixal regista-se a existência de 28.279 utentes sem médico de família inscritos nas unidades de saúde, dos quais 14.619 na freguesia de Amora e 13.660 na freguesia de Corroios", refere uma tomada de posição da autarquia liderada por Joaquim Santos.

O documento acrescenta que os dados "totalizam 17,4% da população inscrita nos serviços de saúde públicos, percentagem acima da média nacional que é de 12,1%".

"É também evidente a insuficiência de recursos humanos e equipamentos na Península de Setúbal, como podemos constatar pela cobertura de camas hospitalares a nível nacional que em 2010 era de 3,4 camas para mil habitantes, enquanto na Península de Setúbal era de 1,73 camas por mil habitantes em 2012", frisa o autarca do PCP.

A autarquia reafirma que é necessário construir o hospital no Seixal, construir o novo Centro de Saúde de Corroios e concretizar o alargamento imediato dos horários de funcionamento nos três centros de saúde do concelho.

De acordo com Joaquim Santos, "o município tem, desde sempre, assumido a promoção da saúde da população como uma prioridade da agenda política".

Published in Atualidade

usf_ilustracao

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, reiterou hoje que a solução a prazo para a falta de médicos de família nas ilhas passa pela criação de unidades de saúde familiar (USF), algo já testado a nível nacional “com sucesso”.

“A solução a prazo passa por unidades de saúde familiar. Não são núcleos de saúde familiar, que agora estão a ser instituídos” nas ilhas pelo Governo Regional socialista, afirmou Duarte Freitas aos jornalistas, após uma visita à Unidade de Saúde da ilha do Pico.

Em agosto de 2015, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, anunciou que seriam constituídos nos Açores 165 ou 166 núcleos de saúde familiar para permitir maior proximidade entre utentes e profissionais de saúde, sendo estes organismos compostos por médicos, enfermeiros e administrativos de família.

Para Duarte Freitas, os cuidados de saúde primários no arquipélago “têm de ser muito mais capazes e desenvolvidos”, até porque “foi o Governo Regional que prometeu que todos os açorianos iriam ter médico de família até ao final de 2016”.

“Ao nível dos médicos de família temos de fazer muito mais. Há cerca de 50 mil açorianos sem médico de família. Já propusemos uma solução, que não é para resolver o problema de imediato”, referiu o líder do maior partido da oposição, reconhecendo, porém, que “não há varinhas de condão nesta matéria, como em muitas outras”.

A vantagem da proposta social-democrata, segundo Duarte Freitas, é que permitiria aumentar a cobertura de médicos de família, prestar melhores serviços aos cidadãos e poupar em termos financeiros, contrapondo que os núcleos de saúde familiar não aumentam a cobertura, nem resolvem o problema da proximidade.

Duarte Freitas, que elogiou os profissionais de saúde, considerou ainda que o Centro de Saúde da Madalena “tem de ter cuidados de saúde diferenciados”, algo que “infelizmente ainda não responde às expectativas dos picoenses perante aquilo que foi anunciado” pelo executivo.

Published in Atualidade

Medico

A maioria dos coordenadores das unidades de saúde familiar (USF) identifica a falta de material para tratar utentes como o principal problema para o seu bom funcionamento, conclui um estudo sobre cuidados de saúde primários em Portugal.

O estudo "O Momento Atual da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários em Portugal 2015/2016", revela que "91% das USF referem ter tido falta, no último ano, de material considerado básico" para a sua atividade normal.

Segundo os resultados divulgados, dessas unidades, 32% referem ter "faltado material entre três e dez vezes" e 36,3% "mais de dez vezes".

Os dados para o estudo, desenvolvido pelos médicos André Rosa Biscaia e António Pereira e pela psicóloga Ana Rita Antunes, foram obtidos através de um questionário realizado aos coordenadores das USF em funções.

A finalidade foi "tomar o pulso à reforma e estabelecer um guião de forma a saber o que é necessário para que as condições das USF continuem a melhorar", indicou André Rosa Biscaia.

Cerca de 62,9% dos 450 coordenadores participaram no inquérito, efetuado em abril de 2016, o que, segundo o médico, demonstra o "empenho das USF na monitorização, avaliação e melhoria da reforma".

A falta de equipamento informático, a falha nos sistemas de informação e a falta de recursos humanos para o atendimento telefónico foram outros dos problemas mais referidos pelos coordenadores.

De acordo com André Rosa Biscaia, a maior parte dos utentes recorre ao atendimento telefónico para contactar as unidades de saúde, mas este método "é uma fonte de problemas e de conflito diário nas USF", situação que "piorou com as alterações nos contratos".

"Passados dez anos da reforma, só metade da população é que está coberta" por uma destas unidades, referiu o médico, para quem este é o principal fator negativo, podendo, no entanto, ser colmatado com a abertura das 44 unidades que efetuaram a candidatura para tal.

Apesar da insatisfação quanto a estes fatores, verifica-se "uma melhoria no acesso da população aos cuidados, uma maior satisfação dos profissionais e dos utentes quanto aos serviços, bem como uma maior eficiência", acrescentou.

Naquela que é a sétima edição deste estudo, 92% dos coordenadores indicaram que uma maior autonomia dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) podia trazer melhorias e resolver os problemas com maior celeridade e eficiência.

O "O Momento Atual da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários em Portugal 2015/2016" vai ser apresentado hoje, na Universidade de Aveiro, durante o 8.º Encontro Nacional das USF - Unidades de Saúde Familiar, subordinado ao tema "Cuidados de Saúde Primários: a aposta do novo ciclo político?".

Published in Mundo

Medica Família 1

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou ontem que até ao final do verão serão colocados, em Sintra, 19 novos médicos de família, metade das necessidades do concelho.

Adalberto Campos Fernandes, que esteve presente na assinatura dos contratos-programa para a construção de três unidades de saúde em Sintra, revelou que 19 jovens médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar vão integrar o quadro de médicos de família do concelho até ao final do primeiro semestre deste ano.

"Cobre-se, assim, metade do défice de cobertura de médicos de família no concelho de Sintra. Daqui a um ano vamos colocar os restantes 19 que faltam. Ou seja, no verão do ano que vem poderemos declarar Sintra como um concelho livre da ausência de médicos de família", afirmou o ministro.

A comunicação mereceu fortes aplausos de toda a plateia presente, sobretudo do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, que minutos antes, na sua intervenção, tinha alertado, precisamente, para a necessidade de médicos de família no concelho.

Sintra vai ter quatro novos centros de saúde que, no total, vão implicar um investimento de 6,5 milhões de euros, sendo que o Governo disponibiliza-se a financiar três unidades em 5,6 milhões.

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo irá investir na construção das novas unidades de cuidados de saúde de Agualva, Algueirão-Mem Martins e de Queluz, onde será também instalada uma unidade de pedopsiquiatria do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

Desse investimento, segundo consta dos contratos-programa, a Câmara de Sintra vai contribuir com 1,8 milhões de euros, além de executar a obra e ceder os terrenos e edifícios recuperados.

Além disso, a autarquia vai ainda financiar totalmente o Centro de Saúde na Estefânia, no valor de 875 mil euros.

As quatro novas unidades de saúde vão, no total, servir cerca de 135 mil pessoas.

A autarquia informou ainda que na segunda-feira vai ser lançado o concurso público para a construção do Centro de Saúde de Queluz (1,4 milhões de euros), cujas obras de construção deverão arrancar em setembro.

Basílio Horta disse hoje que "a parceria virtuosa" com o Governo traduziu-se na "chegada a bom porto" de uma "velha aspiração" da Câmara Municipal.

"Depois de um longo caminho, nem sempre fácil, chegámos hoje a bom porto. Sintra foi abandonada na Saúde. Depois de muito lutarmos, quase três anos, finalmente temos a concretização de uma velha aspiração", sustentou o autarca.

Já o ministro da Saúde afirmou que o investimento nos novos equipamentos "não são mais do que obrigação".

"Não estamos a fazer nada de especial. Estamos a fazer a nossa obrigação, com enorme sentido de responsabilidade. O tempo perdido está perdido e vamos é falar no que se está a fazer e para fazer", sublinhou.

Adalberto Campos Fernandes adiantou também que "seguramente, ainda este ano" haverá um "impulso significativo" na criação de novas unidades de saúde familiar em todo o país, sem precisar o número.

Published in Mundo

Centro Saude Generico

A Câmara do Seixal defendeu ontem a construção do novo Centro de Saúde de Corroios, referindo que o atual equipamento não tem "o mínimo de condições" para os seus utentes.

Segundo uma tomada de posição aprovada pelo executivo municipal, liderado por Joaquim Santos (PCP), em Corroios, cerca de um terço dos utentes não tem médico de família, o que faz com que esta seja "uma das freguesias com maior percentagem de cidadãos sem médico de família a nível nacional".

"O atual Centro de Saúde de Corroios encontra-se a funcionar num edifício de habitação adaptado para o efeito com quatro andares, sem elevador e que apesar de ter sofrido sucessivas obras de requalificação, continua sem o mínimo de condições para assegurar a acessibilidade plena dos utentes", refere o documento.

A autarquia acrescenta que existe também "falta de condições" para que o Centro de Saúde receba novos médicos.

A Câmara Municipal do Seixal já disponibilizou há vários anos o terreno para a construção do novo Centro de Saúde, em Santa Marta do Pinhal.

"Num concelho com cerca de 160 mil habitantes, dos quais mais de 40.000 não têm médico de família, deixou de funcionar o único SAP, agora transformado em Serviço de Atendimento Complementar que encerra às 20h00 em dias úteis e às 17h00 aos fins de semana e feriados", afirmou Joaquim Santos.

O presidente da autarquia do Seixal salienta que esta medida obriga à deslocação da população para o Hospital Garcia de Orta (HGO) que se encontra sobrelotado.

"Tal situação origina uma afluência inusitada ao HGO, provocando uma situação de rotura na urgência e serviços complementares deste hospital", concluiu.

Published in Mundo
Pág. 3 de 11
A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

Mais lidas