Relógio - 01

Os serviços de urgências dos centros de saúde da Ribeira Grande, Vila Franca do Campo e Nordeste, em São Miguel, vão encerrar à meia-noite, a partir do dia 1 de Julho, segundo o secretário regional da Saúde.

"Pretendemos, dentro do plano da reestruturação do Serviço Regional de Saúde, impor um horário de funcionamento dos SAU (Serviços de Atendimento Urgente) da Ribeira Grande, de Vila Franca e do Nordeste idêntico ao horário de funcionamento do serviço de atendimento da Praia da Vitória, na ilha Terceira", frisou.

O secretário regional da Saúde dos Açores, Luís Cabral, falava, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha da Terceira, em Angra do Heroísmo.

À excepção do Centro de Saúde de Ponta Delgada, que fica situado no concelho em que existe um hospital, os centros de saúde da ilha de São Miguel têm serviços de urgência abertos 24 horas por dia, mas a partir de Julho, apenas o da Povoação permanecerá com este horário, porque tem menores condições de acesso ao Hospital.

Segundo Luís Cabral, o executivo regional criou, no entanto, várias medidas para "garantir uma resposta alternativa aos atendimentos nocturnos", como "a contratualização directa das camas de cuidados continuados com médicos das instituições", que permitem "alargar a rede de cuidados continuados integrados da região às unidades de saúde públicas".

O secretário da Saúde salientou que foi assegurado, desta forma, que "os doentes continuem internados em regime de cuidados continuados".

Também o funcionamento da viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), em Ponta Delgada e na Ribeira Grande, durante 24 horas, e a linha de atendimento de emergência asseguram uma alternativa aos atendimentos nocturnos, segundo Luís Cabral.

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Utentes em espera

A falta de substituição de médicos de família que passaram à reforma está a provocar longas listas de espera nas unidades de saúde de Oliveira do Bairro, segundo a comissão de utentes, que convocou uma reunião para sexta-feira.

Fernando Picanço, da comissão de utentes de serviços públicos de Oliveira do Bairro, disse à Lusa que "as pessoas começam a fazer filas a partir das cinco da manhã para conseguir uma consulta e quase é preciso mendigar para ser atendido por um médico".

A causa, aponta Fernando Picanço, deve-se à sobrecarga dos médicos que prestam serviço nas unidades do concelho, porque "há médicos que se estão a reformar e que não estão a ser substituídos".

Aquele membro da comissão de utentes dá como exemplo a unidade do Troviscal, onde apenas um médico continua a prestar serviço quando anteriormente contava com três e mesmo nas situações em que foram providenciadas consultas, "aparecem médicos, mas não há qualquer relação de proximidade com os utentes".

Fernando Picanço diz ainda que as instalações são subaproveitadas, porque há pequenos tratamentos que não são feitos por falta de pessoal e também de meios, sendo os utentes encaminhados para o Hospital de Aveiro, onde permanecem horas à espera.

Outra realidade descrita pela comissão de utentes é o "convite" feito aos doentes que se deslocam às unidades de saúde para levarem, eles próprios, o material necessário aos tratamentos.

"Temos pessoas que se deslocam para fazer tratamentos e têm de comprar e levar os pensos, medicamentos e pomadas e são situações que se têm vindo a agravar", descreve Fernando Picanço.

Perante a ausência de resposta a um pedido de audiência à Administração Regional de Saúde, a Comissão de Utentes de Serviços Públicos de Oliveira do Bairro optou por convocar a população para reunir na sexta-feira, às 21H30, na Junta de Freguesia de Oiã, a fim de "analisar a grave situação dos serviços de saúde no concelho, bem como de encontrar formas de acção a serem desenvolvidas para a defesa do direito da população a serviços de saúde com qualidade".

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Espera 2

Mais de 8.600 utentes dos 21.131 inscritos no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos não têm médico de família, admitiu o Ministério da Saúde, que reconhece a dificuldade em contratar os seis clínicos necessários.

Na resposta a uma pergunta feita no final de Fevereiro pelo Bloco de Esquerda, o Ministério da Saúde afirma que 41% dos utentes inscritos no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos estão sem médico de família, sendo a situação mais grave a de Glória do Ribatejo, onde “cerca de 80% da população não tem médico de família”. Em Marinhais 69% da população não tem médico de família e em Foros de Salvaterra são cerca de 40%, adianta o Ministério.

A resposta às questões colocadas pelos deputados bloquistas João Semedo e Helena Pinto adianta que a Unidade de Cuidados de Saúde de Salvaterra de Magos tem actualmente sete clínicos, dois deles com pedido de aposentação pendentes e um aposentado com contrato de trabalho até Julho de 2015, sendo necessários “mais seis médicos para garantir a atribuição de médico de família aos mais de 8.600 utentes sem médico”.

“Até à presente data (03 de Junho) apenas foi possível a contratação de uma médica em regime de prestação de serviços com 40 horas semanais, não havendo médicos interessados em preencher as horas de prestação de serviço contratadas e disponíveis”, afirma.

Segundo o Ministério, não é possível a abertura imediata de concurso para integração de médicos que tenham concluído a especialidade de Medicina Geral e Familiar por não existirem no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria médicos internos a concluir o internato em 2014.

Assim, adianta, “apenas se vislumbra a possibilidade de contratação, com recurso a contratos de trabalho” a termo certo, de duas médicas que tinham saído do quadro da Sub-região de Saúde de Santarém e que pediram para voltar a exercer funções no ACES Lezíria.

O Ministério refere, ainda, a entrada em funcionamento, no final de Outubro último, da Unidade de Cuidados na Comunidade de Salvaterra de Magos (único concelho servido pelo ACES Lezíria que não dispunha desta estrutura), o que obrigou à reafectação dos enfermeiros colocados nas extensões de saúde.

Segundo o documento, ficou assegurada a permanência de pelo menos um enfermeiro em cada extensão de saúde, tendo sido reforçada a equipa de enfermagem do Centro de Saúde de Salvaterra com mais um elemento.

“Não obstante, o Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo está ciente das dificuldades e, juntamente com a direcção executiva do ACES Lezíria, está a trabalhar no sentido de encontrar soluções que possibilitem a melhoria dos cuidados a prestar às populações deste concelho”, acrescenta.

As perguntas feitas pelo BE sobre quando serão reabertas as extensões de Granho e Muge ficaram sem resposta, afirmando apenas o Ministério, quanto à data de inauguração da extensão de Foros de Salvaterra, que as novas instalações estarão concluídas “em breve”, mantendo-se afecto o médico que tem contrato de trabalho como aposentado até Julho de 2015.

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Conselho Popular

Dezenas de pessoas impediram, na manhã de hoje, a abertura das instalações da Junta de Freguesia em Almargem do Bispo, concelho de Sintra, em protesto contra a transferência do centro de saúde local para Negrais.

O presidente da União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, Rui Maximiano (PS), disse à Lusa que se deslocava para Lisboa quando lhe “telefonaram da junta a dizer que um grupo de pessoas não deixa abrir as instalações".

O protesto prende-se com a decisão do Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra (ACSS) de concentrar, a partir de hoje, os serviços prestados nas unidades de Almargem do Bispo, Dona Maria e Sabugo na extensão de saúde de Negrais.

A decisão levara já dezenas de populares de Dona Maria, na sexta-feira de manhã, a cortarem a estrada municipal 544, que liga a aldeia a Almargem do Bispo. Os moradores queixaram-se da distância de mais de 15 quilómetros e da falta de transportes públicos para Negrais. Os protestos estenderam-se esta manhã ao Sabugo e a Negrais, com a GNR a confirmar que dezenas de pessoas estão também concentradas junto ao posto médico do Sabugo.

Em Negrais, a CDU de Sintra promoveu uma concentração que juntou cerca de três dezenas de pessoas.

O Centro de Saúde de Negrais “esteve para fechar no ano passado e não se percebe como é que agora dizem que é o único pólo com condições para concentrar as extensões de saúde da freguesia", afirmou Paula Borges, da CDU de Sintra.

A coligação tinha marcado uma visita pelos centros de saúde que iam fechar, mas decidiu transferir a acção para "denunciar a incapacidade" do equipamento de Negrais para "suportar os utentes abrangidos pelas extensões a encerrar".

Os eleitos da CDU e do movimento independente Sintrenses com Marco Almeida manifestaram na última reunião de câmara "preocupação" pela deficiente prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares no concelho.

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (eleito pelo PS), escreveu uma carta ao ministro Paulo Macedo a solicitar uma reunião com carácter de urgência para analisar a situação da saúde no município.

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Sinalética centro de saúde

Dezenas de populares bloquearam hoje, entre as 11H50 e as 12H45, a Estrada Municipal 544, que liga D. Maria a Almargem do Bispo, no concelho de Sintra, em protesto contra o encerramento do centro de saúde local, previsto para segunda-feira.

"O posto é nosso, fomos nós que o construímos!", gritaram os manifestantes contra a decisão do Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra de juntar no posto de Negrais os serviços de saúde de Almargem do Bispo, Sabugo e D. Maria.

O presidente da Junta de Freguesia de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, Rui Maximiano, já manifestou "a discordância com a opção de concentrar os serviços de saúde em Negrais" a partir de 9 de Junho, decisão que terá sido tomada "por falta de médicos".

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (PS), deslocou-se ao local, onde comunicou que a autarquia vai, "ainda hoje, contactar o Ministério da Saúde", propondo-se "contratar um médico" para assegurar o funcionamento do centro de saúde de Dona Maria.

"É de uma desumanidade sem nome", indignou-se o autarca, que com a garantia de apoiar a luta da população para manter os serviços a funcionar conseguiu que os moradores deixassem reabrir a estrada.

"A câmara não pode consentir este encerramento, porque se trata de uma população idosa que não tem condições para se deslocar para Negrais", afirmou Basílio Horta, reiterando a disponibilidade para colaborar com o Ministério da Saúde na construção de novos centros de saúde no concelho.

"Estamos a falar de duas manhãs de consultas", salientou, por seu lado, Rui Maximiano, classificando os serviços prestados em Dona Maria como "uma oferta muito insignificante".

O presidente da junta de freguesia notou que a localidade "não tem um transporte público directo para Negrais", o que penaliza ainda mais a população, na sua maioria idosa.

Rui Maximiano aguarda que a o Ministério da Saúde responda com "uma solução definitiva" de construção de um novo centro de saúde em Almargem do Bispo, no seguimento da disponibilidade da Câmara de Sintra para ceder o terreno e comparticipar em 30% do custo da obra.

O presidente da autarquia solicitou esta semana ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, uma reunião "com carácter de urgência" para analisar a situação "preocupante" da prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares no concelho.

A população de Dona Maria já tinha tentado bloquear, no dia 25 de Maio, a assembleia de voto nas eleições para o Parlamento Europeu, atrasando em uma hora a abertura das urnas.

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quinta-feira, 05 junho 2014 16:49

Nova unidade de saúde familiar em Ílhavo

Abertura Instalações

A Administração Regional de Saúde do Centro anunciou hoje a entrada em funcionamento da Unidade de Saúde Familiar "Leme", no Centro de Saúde de Ílhavo, que vai cobrir um universo de 10.500 utentes.

Integrada no Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, a nova Unidade de Saúde Familiar (USF) destina-se a garantir cuidados de saúde de forma personalizada e será coordenada por Alice Pereira de Oliveira.

Com uma equipa multiprofissional de seis médicos, seis enfermeiros e cinco assistentes técnicos, a nova USF vai funcionar de segunda a sexta, entre as 08H00 e as 20H00, disponibilizando aos utentes consultas programadas, atendimento de situações de doença aguda em todo o horário de funcionamento, cuidados de enfermagem e cuidados domiciliários.

"Constituída por profissionais experientes, a equipa da USF Leme compromete-se a dar resposta a todas as solicitações, sejam de índole médica ou de enfermagem, no próprio dia e durante todo o horário de funcionamento", refere uma nota informativa da Administração Regional de Saúde do Centro.

Actualmente, e na área do Baixo Vouga, funcionam 16 unidades de saúde familiar, duas das quais iniciaram a actividade já este ano.

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Paciente

No primeiro trimestre deste ano realizaram-se mais 6.580 cirurgias nos hospitais públicos em relação a 2013, tendo crescido também o número de consultas hospitalares, enquanto o número de atendimentos nas urgências diminuiu, segundo dados oficiais.

Os números da monitorização da catividade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) referentes a Março deste ano mostram um crescimento de 4,7% nas intervenções cirúrgicas, mas graças a um aumento das cirurgias em ambulatório. Aliás, as cirurgias convencionais tiveram mesmo um decréscimo de 1,4% no primeiro trimestre do ano em comparação com o período homólogo do ano anterior.

Pelo contrário, as operações em ambulatório cresceram 9,6% e representam já 57,8% das 147.104 cirurgias realizadas entre Janeiro e Março de 2014.

A Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS), que elabora o relatório de monitorização, lembra que as cirurgias de ambulatório “realizam-se com a possibilidade de o doente ser operado e ter alta no mesmo dia, melhorando a sua comodidade”.

As consultas nos hospitais do SNS aumentaram 5,4% no primeiro trimestre em comparação com o anterior período homólogo, tendo-se registado um acréscimo superior a 160 mil consultas.

As primeiras consultas nos hospitais continuam a ter um peso reduzido em relação às consultas subsequentes.

Nos centros de saúde, o número de consultas sofreu poucas alterações, com uma variação positiva de 0,9%, o que significou a realização de mais de 7,6 milhões de consultas nos três primeiros meses do ano.

“É desejável que ocorra transferência de cuidados dos hospitais para os cuidados de saúde primários, aumentando o acesso às primeiras consultas hospitalares e uma redução das consultas subsequentes”, refere o relatório da ACSS.

Quanto às urgências, registou-se um decréscimo quer nos hospitais quer nos centros de saúde.

Nos hospitais houve menos 18.955 atendimentos de urgência no primeiro trimestre deste ano, num total de 1,53 milhões de episódios. Em comparação com o período homólogo do ano anterior, a redução foi de 1,2%.

Nos Serviços de Atendimento Permanente (nos centros de saúde), a redução foi mais significativa, com menos 99 mil atendimentos, o que represente um decréscimo de 17,1%.

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Sinalética centro de saúde

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Alto Seixalinho e a Câmara do Barreiro exigiram hoje a construção de um novo centro de saúde na freguesia, alertando que o fecho da Unidade do Bocage causa problemas à população.

António Pacheco, da Comissão de Utentes, disse à agência Lusa que a população está contra o encerramento da Unidade de Saúde do Bocage e a transferência para a unidade de Santo André, considerando que vão ser causados problemas de acessibilidade e financeiros. "Estamos preocupados com os cerca de 16 mil utentes deste centro de saúde que vai encerrar. A sua transferência para Santo André, que é insuficiente para os absorver, vai também trazer problemas aos utentes desse centro de saúde", afirmou.

No dia em que se realizou um protesto junto às actuais instalações, este responsável acrescentou que o edifício actual da Unidade de Saúde do Bocage é "inadequado", defendendo que a solução passa por construir um novo equipamento de raiz na freguesia. "Grande parte da população que aqui está é idosa, com dificuldades de mobilidade e financeiras, e não está disponível para esta mudança, que vai causar também um pandemónio no hospital. Queremos a urgente construção de um centro de saúde de raiz digno para utentes e profissionais", salientou, referindo que existe um terreno cedido pela autarquia para o efeito.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) confirmou recentemente que a Unidade de Saúde do Bocage, no Barreiro, vai ser encerrada depois da conclusão do novo Centro de Saúde de Santo António da Charneca, pois não reúne condições. Segundo aquela entidade, a decisão de construção do Centro de Saúde de Santo António da Charneca, que está prestes a ser inaugurado, vem dar resposta às necessidades no concelho.

Carlos Humberto (PCP), presidente da Câmara do Barreiro, afirmou-se, por seu turno, “solidário” com os utentes no protesto de hoje. "A minha presença é sinal de solidariedade para com os utentes que vão perder a proximidade e uma parte dos utentes são pessoas idosas. O encerramento cria problemas financeiros mas, acima de tudo, de proximidade e de acesso à saúde", disse.

O autarca lembrou que a autarquia tem colocado à disposição das entidades oficiais terrenos e equipamentos, criticando a decisão de transferência dos utentes. "Cria um problema sério às pessoas que precisam com regularidade do médico ou postos de enfermagem", frisou.

A Comissão de Utentes, em conjunto com a autarquia e a União de Freguesias vai pedir reuniões com o ministro da Saúde e a Comissão de Saúde da Assembleia da República, bem como avançar com uma petição para reunir 4.000 assinaturas e levar a discussão ao parlamento.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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