O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), Helder Roque, admitiu que o hospital trabalha "no limite" devido ao número insuficiente de médicos.

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A Medicina Geral e Familiar, a Medicina Interna, a Anestesiologia e a Ortopedia são algumas das especialidades com mais vagas por preencher em zonas com falta de médicos e nas quais até 150 clínicos irão receber incentivos se aceitarem trabalhar nessas regiões.

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sexta-feira, 30 dezembro 2016 11:40

PSD preocupado com falta de médicos no SNS

O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Miguel Santos, manifestou, ontem, a preocupação do seu partido com a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e anunciou que vai questionar o Governo sobre os concursos para a contratação de clínicos.

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O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) considera de "extrema importância" o preenchimento das 46 vagas a concurso para a contratação de médicos para a região, de forma a resolver alguns dos principais constrangimentos sentidos nas especialidades mais carenciadas.

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hospitalbraga

O PCP denunciou que utentes com "prioridade urgente" tiveram que esperar "mais de sete horas" para serem atendidos, no passado dia 1 de agosto, no Hospital de Braga, indicando que o atendimento àqueles doentes era assegurado apenas por um médico.

Questionado pela agência Lusa, o Hospital de Braga – parceria público-privada com o Grupo Mello Saúde – confirmou, por escrito, que aquela unidade de saúde tem vindo a "assinalar níveis bastante elevados" de afluência devido ao calor e que a 1 de agosto se registou efetivamente "um pico" de afluência ao serviço de Urgência, garantindo que tem "envidado todos os esforços" para "fazer face ao aumento de afluência de doentes e para garantir a resposta adequada às necessidades da população".

Segundo o PCP, "no passado dia 1 de agosto os doentes do serviço de Urgência do Hospital de Braga, a quem foi atribuída a prioridade urgente (pulseira de cor amarela segundo a triagem de Manchester) tiveram que aguardar mais de sete horas para serem vistos por um médico".

A deputada comunista Carla Cruz denuncia ainda a falta de água nas máquinas dispensadoras de alimentos colocadas na área e quer saber se o Governo tem conhecimento da situação descrita, questionando ainda o ministério de Adalberto Campos Fernandes sobre "quantos profissionais (médicos, enfermeiros, assistentes operacionais) estiveram a trabalhar no dia 01 de agosto de 2016 no serviço de urgência geral do Hospital de Braga".

Ao PCP interessa ainda saber quantos médicos dos que prestam funções naquele serviço são do quadro do Hospital de Braga e quantos são os recrutados a empresas de trabalho temporário.

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ulsnordeste

O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, diz que “tem havido falta de médicos no centro de saúde (CS) local” e que esta situação já foi transmitida à Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULS/Nordeste).

"O modelo de implementação organizacional de saúde no distrito de Bragança não surtiu efeito e foi um autêntico desastre. A transformação do centro hospitalar em unidade [local] de saúde correu mal, porque a agregação dos cuidados de saúde primários (CSP) só veio a agravar a situação", denunciou o autarca socialista.

O também presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes acrescentou que os centros de saúde do território tinham uma organização “própria” e que o seu funcionamento era “melhor” em relação ao que acontece atualmente.

“Na semana passada, esta situação piorou significativamente, com o centro de saúde a estar toda a semana sem médico, o que é uma situação vergonhosa”, lamentou Aamérico Pereira.

Numa altura em que a população aumenta consideravelmente devido, nomeadamente, às férias dos emigrantes na região, o autarca diz não aceitar que não existam médicos no CS para atender as populações. "No século XXI e num país da Europa isto não pode acontecer", atirou.

Caso o assunto não se resolva nos próximos dias, o autarca deixou o aviso de que poderão ser decididas novas tomadas de posição, sem especificar quais. “A saúde das pessoas não pode estar sujeita a critérios economicistas, de partidos ou de políticas”, enfatizou.

Em nota enviada à agência Lusa, a ULS Nordeste já fez saber que é garantida toda a assistência clínica devida aos seus utentes, através dos três hospitais e dos 14 CS que a integram. "Na defesa dos seus utentes e da garantia da assistência clínica dos mesmos, a ULS Nordeste desenvolve uma estratégia de partilha de recursos humanos, nomeadamente médicos, com vista a minimizar imprevistos dessa ordem e eventuais constrangimentos daí decorrentes, o que se verifica de igual modo, sempre que necessário, no CS de Vinhais”, refere.

Segundo a mesma nota, “o mês de agosto, por ser um período em que se regista um maior número de profissionais de saúde em gozo de férias, é também, por isso, um daqueles que, a par de outras épocas festivas como o Natal ou a Páscoa, exige um maior esforço na organização de escalas de trabalho – neste caso dos cinco médicos em funções no CS de Vinhais –, o que é tido em conta por esta ULS, de modo a garantir a necessária e adequada assistência", destaca aquela entidade.

A ULS Nordeste admitiu que se verificaram algumas dificuldades na operacionalização dessas escalas, mas considerou tratar-se de situações pontuais, e não de uma situação de "toda a semana sem médico", como foi referido pela Câmara Municipal de Vinhais.

“Aliás, na semana de 1 a 5 de agosto, dos cinco médicos do quadro daquele CS, quatro estiveram ao serviço, com exceção de um, por motivo de doença, comprovada através de atestado”, diz.

A ULS do Nordeste refuta, deste modo, qualquer acusação no sentido de obedecer a “critérios economicistas, de partidos ou de políticas”, reforçando que a sua missão “se pauta pela primazia da salvaguarda dos superiores interesses dos seus utentes”.

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Depois de demoras na ordem das seis horas, um médico foi transferido de Faro para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Albufeira, pertencente ao Centro Hospitalar do Algarve (CHA). Completa-se assim a equipa de dois especialistas que deve estar ao serviço, situação que já tinha motivado críticas por parte do bastonário da Ordem dos Médicos (OM).

O Presidente do Conselho de Administração do CHA, Joaquim Ramalho, afirmou que, pouco depois das 00:00 horas de segunda feira, os tempos médicos de espera naquele SB para as pulseiras verdes rondavam as cinco horas, enquanto para as amarelas eram de cerca de duas horas.

Aquele responsável reconheceu a falha nas escalas dos especialistas em virtude de uma falha de um médico contratado se ter ausentado, mas garantiu que a equipa foi reforçada com um médico que se encontrava ao serviço no Hospital de Faro.

“Quando se trata de um hospital é mais fácil resolver as situações de imediato, as equipas estão mais disponíveis, são profissionais nossos e há uma comunicação antecipada que nos permite agir rapidamente”, afirmou Joaquim Ramalho acrescentando que as escalas estão organizadas, mas se há um profissional contratado por uma empresa que falha, à semelhança do que ocorreu em Albufeira, a administração só pode atuar “em cima da hora”.

A demora média de duas horas durante o fim da tarde e a noite de ontem levou ao abandono de uma parte significativa dos utentes que aguardavam atendimento, de acordo com as opiniões recolhidas no local pela Agência Lusa.

Ordem critica situação no Algarve

Consciente das necessidades do Serviço de Urgências, José Manuel Silva já tinha afirmado, antes da situação se resolver, que se “fazem planos para as ondas de calor, mas depois não há médicos, e não há médicos porque estes serviços continuam a depender de empresas” que fornecem estes profissionais.

Para o responsável da tutela, “é inadmissível que estes serviços continuem a recorrer às empresas e que tudo continue igual, mesmo depois do ministro da Saúde ter garantido acabar rapidamente com esta dependência”, avançando que “o Estado, em vez de fazer contratos estáveis com médicos, continua a privilegiar as empresas como fornecedoras de mão-de-obra”, adiantou.

O bastonário lamentou “o desespero” do único médico que se encontrava sozinho ao serviço até à noite de ontem, quando eram esperados pelo menos dois, bem como a situação dos doentes que se veem obrigados a esperar horas para ser atendidos.

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Face à recorrente falta de médicos no Algarve, fruto de “más políticas de Saúde, quer na Medicina Geral e Familiar (MGF), quer nas especialidades hospitalares, devido ao abandono do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por um elevado número de médicos”, a Ordem dos Médicos (OM) exortou, em comunicado, soluções por parte do Governo. De acordo com aquele organismo, o problema assenta “não na falta de médicos em Portugal”, mas na “desvalorização do trabalho médico no SNS, cujo Ministério da Saúde tem formas de resolver”.

Segundo a Ordem dos Médicos (OM), as especialidades hospitalares com maior carência são as de Anestesiologia, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia.

Aludindo ao caso da substituição da diretora de Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Alexandra Adams, no início de julho, a Ordem critica a administração pelos “inesperados e inusitados comentários sobre a sua competência técnico-profissional”, referidos na carta de demissão da própria, salientando: “Não é admissível que qualquer conselho de administração e um qualquer administrador ponham em causa a competência técnico-profissional de um médico sem que haja sequer um processo de averiguações que o prove”.

Também os diretores de departamento e diretores de serviço se manifestaram, numa onda de protestos, solidarizando-se com Alexandra Adams, pelo facto de “o seu trabalho ser reconhecido como de grande competência técnica em prol da Neurocirurgia do Algarve”.

A OM, através do Conselho Distrital do Algarve/Conselho Regional Sul e do seu bastonário, expressou solidariedade para com a profissional, reconhecendo o “excelente trabalho como neurocirurgiã em prol dos doentes algarvios, e recomendando ao Conselho de Administração do CHA o investimento em formação para melhorar competências a nível de gestão de recursos humanos altamente diferenciados”.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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