O centro da Medicina é o doente
DATA
09/02/2012 07:17:51
AUTOR
Jornal Médico
O centro da Medicina é o doente

Há figuras e pessoas que nos marcam ao longo da vida...

Há figuras e pessoas que nos marcam ao longo da vida pelo que nos ensinam, pelos seus exemplos, pelas suas actividades, pelos seus escritos ou pelas suas lições.

Há professores e mestres que nos impressionam e fazem pensar, sobretudo quando despertam em cada um de nós a necessidade de pensar e de reflectir.

O Professor João Lobo Antunes é um desses casos.

O pretexto para o chamar a este artigo.... a sua comunicação na abertura do Congresso de Neurologia que se realizou em Novembro passado, em Lisboa.

Foi uma brilhante página de análise do que é hoje ser médico e de como o doente precisa de ser o centro da medicina!

 A questão do desenvolvimento tecnológico da medicina confunde-se com um certo esquecimento da face humana da medicina, sendo dramático como a relação entre o aparente avanço assistencial se inverteu com a relação de confiança personalizada entre os dois actores: o médico e o doente.

Desde logo, porque a noção de esperança e o respectivo sentimento nunca poderá ser substituída por qualquer máquina ou técnica...

 

Texto integral apenas disponível na versão impressa

 

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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