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Rui Cernadas: As coisas são como são
DATA
31/05/2012 09:27:54
AUTOR
Jornal Médico
Rui Cernadas: As coisas são como são

Claro que é sempre melhor inaugurar, construir, abrir, ligar e festejar...

Claro que é sempre melhor inaugurar, construir, abrir, ligar e festejar. Mas tudo tem no seu, ou em outro tempo, o inverso ou o oposto e portanto também há que contar com encerrar, destruir, fechar, desligar ou não festejar, para ficarmos por aqui...

É por isso que em Portugal, as pessoas e algumas instituições, incluindo muitos decisores, alinham com facilidade, quantas vezes inusitada e não devidamente contabilizada, no verdadeiro sentido da palavra, na primeira parte. E pela mesmíssima razão, contestam, em regra, a segunda parte, ainda que documentada e tecnicamente consistente!

Foi assim que teremos chegado ao que chegámos e que, cumulativamente, vamos ter que pagar para corrigir os erros. E nem falo só de auto-estradas, de escolas, de tribunais, de centros de saúde ou de hospitais. Falo de tudo, porque os exemplos são tantos e tão visíveis - quando não dramáticos - que a lista se tornaria infindável.

Os outros são diferentes. Deixemo-nos de tretas!

Veja-se o caso recente dos suíços que, por uma maioria de cerca de 70% dos eleitores, acabaram por rejeitar uma proposta de referendo que aumentava o período de férias de quatro para seis semanas por ano! E quanto aos feriados, também são modestos e nadas ambiciosos, contando com apenas sete.

 

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Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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