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Jorge Pedrosa: cancro e gravidez… Uma combinação possível
DATA
02/12/2015 14:00:06
AUTOR
Jornal Médico
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Jorge Pedrosa: cancro e gravidez… Uma combinação possível

[caption id="attachment_17127" align="alignnone" width="300"]Pedrosa, Jorge (Hospital da Trofa) Jorge Pedrosa - Diretor Clínico do Hospital Privado da Trofa[/caption]

Mas que raio de combinação… Juntar uma doença grave a um estado que deve ser o melhor possível, de alegria, de graça, de jovialidade, da melhor coisa que há no mundo, de um novo ser, a melhor coisa da vida! Isso mesmo, porque na vida o mais importante para nós são os nossos filhos, que provém de nós, que serão a nossa continuação, não só em aspetos físicos como também psicológicos e genéticos.

Isto vem a propósito do tema de umas Jornadas Médicas que se realizam no Hospital Privado da Trofa.

No campo da Ginecologia/Obstetrícia, aliados à Pediatria, já ocorreram 7 edições das Jornadas Materno-Infantis do Hospital Privado da Trofa.

E este ano, o tema escolhido (e bem, segundo grandes especialistas na área) foi «A Doença Oncológica na Mulher Grávida». Foi o tema das Jornadas de Novembro de 2015.

Este tipo de patologia é rara na grávida (1/3000 gravidezes), mas quando acontece é como que uma tragédia no melhor acontecimento do mundo, que é uma gravidez, que tem como objetivo ser uma vivência única, cheia de entusiamo e felicidade. E por não ser frequente, os médicos das várias especialidades, durante a sua vida clínica terão acompanhado poucos casos. Daí decorre a extrema relevância de aproveitarem todos os “poucos” casos para partilharem as suas experiências.

Mas o mais importante é uma modificação da atitude dos profissionais, perante uma gravidez numa mulher com uma neoplasia, quer concomitantemente, quer separada no tempo. Pelo menos no 2º e no 3º trimestre de gravidez, o aparecimento de uma gravidez não implica a orientação para uma IMG (Interrupção Médica da Gravidez), que era quase uma regra no passado recente. Atualmente, a gestação avança até ao fim na maioria dos casos, mesmo os que necessitam de quimio ou radioterapia, não havendo a registar quase nenhuns efeitos secundários do tratamento no feto.

As Jornadas foram organizadas por um grupo de profissionais conceituado, que vale a pena referir: Dr. Artur Osório, vice-presidente do Grupo Trofa Saúde, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que fez a abertura das Jornadas; Dr. Vidal Pinheiro, coordenador do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital da Trofa; Dr. Joaquim Saraiva, notável especialista do Centro Hospitalar do Porto, que colabora também no Hospital Privado da Trofa; Dr. Pedro Vieira de Castro, importante ginecologista/obstetra com relevante atividade na área da Oncologia Ginecológica do Hospital de Guimarães; Dr. Justino Paixão, pediatra com mais de 30 anos de experiência dedicados à saúde infantil; e outros profissionais ligados ao Hospital da Trofa, nomeadamente o Dr. Ricardo Rodrigues, administrador, Enf.ª Adelaide Matos, uma dedicação completa à Maternidade, Enf.º Paulo Gonzaga, Coordenador-Chefe da Enfermagem do HPT e a Enf.ª Inês Moura, especialista em Obstetrícia.

A relevância destas Jornadas, já conhecidas a nível nacional, foi enriquecida com a presença de alguns conceituados especialistas do nosso país.

Saliento a presença do Prof. Dr. Daniel Pereira da Silva dos H.U.C., que nos falou do cancro do ovário na gravidez. Vindos do IPO do Porto, o Dr. José Moutinho deu a conhecer aspetos da Cirurgia Conservadora para o carcinoma do colo na mulher, e o Dr. Abreu de Sousa, também colaborador no Hospital Privado da Trofa, falou do tema que o envolve no seu dia-a-dia, o cancro da mama, que é só a neoplasia mais frequente da mulher grávida. A Dr.ª Joana Mesquita Guimarães, do Centro Materno-Infantil do Norte, referenciou as implicações da doença oncológica na saúde reprodutiva e de algumas soluções para se manter a capacidade de procriação após o tratamento da doença neoplásica. A Dr.ª Maria João Gil da Costa, hemato-oncologista do Hospital de S. João, falou das neoplasias infantis e foi corroborada pela Dr.ª Filipa Flor-de-Lima e pela Dr.ª Andreia Leitão, que fez aa sua apresentação via Skype. As apresentações mostraram, para além da grande qualidade dos preletores, o pioneirismo da iniciativa e a necessidade de continuar a investigação neste domínio.

Por isso, o “pequeno” Hospital Privado da Trofa teve um número de pessoas que ultrapassou a lotação, e muitos profissionais, alguns de Hospitais importantes a nível nacional, não conseguiram inscrever-se para assistir a este evento científico.

O objetivo do Grupo Trofa Saúde é continuar a sua expansão, em que privilegiará o melhor atendimento aos seus clientes, oferecendo-lhes a melhor qualidade, acompanhando sempre o desenvolvimento das ciências médicas, pois, de dia para dia, surgem novas formas de diagnóstico, novos tratamentos e mais qualidade no objetivo que é a melhoria, ou se possível, a cura dos pacientes.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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