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Rui Lourenço: 12 de dezembro – o dia da saúde para todos Suporte #health for all
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22/12/2015 10:48:52
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Rui Lourenço: 12 de dezembro – o dia da saúde para todos Suporte #health for all

[caption id="attachment_17350" align="alignnone" width="300"]Rui Lourenço Médico de família - Docente convidado da Ualg[/caption]

Comemorou-se no passado dia 12 de Dezembro o “Universal Health Coverage Day”, data escolhida pelas Nações Unidas para assinalar o dia em que a Assembleia-geral das Nações Unidas (12.12.2012) aprovou por unanimidade a cobertura de saúde universal como um dos pilares do desenvolvimento sustentável e da segurança global.

Desde que em 2005 na Assembleia Mundial da Organização Mundial de Saúde todos os estados membros se comprometeram com a cobertura universal de saúde, muitos progressos se têm realizado quanto ao provimento de cuidados de saúde e à proteção contra riscos financeiros. O objetivo da cobertura universal de saúde é garantir que todas as pessoas tenham acesso aos serviços de saúde de que necessitam – prevenção, promoção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, sem riscos de ruína financeira ou empobrecimento, no momento e no futuro.

Comemorado pela primeira vez em 2014, o “Universal Health Coverage Day” ganhou este ano mais visibilidade através do lançamento no passado dia 18 de Setembro, na revista Lancet e no jornal New York Times, com o apoio da Rockefeller Foundation (em vésperas da aprovação pela Assembleia-geral da ONU da “Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”) do manifesto “Economists’ Declaration on Universal Health Coverage” subscrito por 267 economistas de 44 países, liderados pelo Professor Lawrence Summer, com o apoio de cinco prémios Nobel – Joseph Stiglitz, Kenneth Arrow, Alvin Roth, Vernon Smith e Christopher Pissarides –, de economistas da saúde – Anne Mills e Victor Fuchs –, e outros economistas de renome como: Thomas Piketty, Linah Mohohlo, Bjørn Lomborg, Tony Atkinson, John Irons, André Sapir e Paul Collier apelando aos responsáveis políticos de todo o mundo para colocarem como primeira prioridade a cobertura universal de saúde para todos os cidadãos. Afirmando que a saúde é um investimento e não um custo, a Declaração exorta os países a desenvolverem serviços de cobertura universal, aumentando o financiamento interno para a saúde e apelando aos países doadores e às lideranças políticas para que façam avançar nos países de renda média e baixa, reformas dirigidas aos mais desfavorecidos integrando-os em serviços de cobertura universal.

Neste ano de 2015, três instituições portuguesas, a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade do Algarve e a Associação “Saúde em Português” decidiram pela primeira vez associar-se à organização deste dia, juntando-se às mais prestigiadas instituições mundiais na afirmação de que assegurar serviços de saúde essenciais e de qualidade para todos, sem barreiras financeiras, é a decisão certa, inteligente e acessível.

Como escreveu Amartya Sen no jornal Guardian em Janeiro de 2015 no artigo “ Universal healthcare: the affordable dream” esta é a oportunidade de conseguir um sonho possível, um sistema universal de cuidados de saúde.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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