Prevenir para não remediar
DATA
06/06/2017 12:03:04
AUTOR
Diana Rocha - Médica interna de Medicina Geral e Familiar na USF Sete Caminhos
ETIQUETAS

Prevenir para não remediar

Nos dias de hoje e cada vez mais os utentes entendem a necessidade dos cuidados de saúde primários e claro do Médico de Família.

Progressivamente o Médico de Família foi adquirindo um papel diferente na sociedade, distinguindo-se do tão bem conhecido “médico da caixa” que tinha como função entendida pela população, a de pedir “exames de rotina”, fisioterapias, “baixas” e renovação da medicação habitual.

Atualmente os utentes entendem que o Médico de Família, para além de ser um médico que atua não só nas patologias agudas que vão surgindo ao longo da vida do utente e da família, este representa também um papel fundamental na prevenção de várias doenças.

Os rastreios dirigidos a situações transversalmente conhecidas, tais como o cancro de colo do útero, da mama ou do cólon, são cada vez mais aceites e entendida a sua relevância pela população em geral, permitindo alcançar um grande número de pessoas nas idades chave de realização dos mesmos e atingir o seu principal objetivo de implementação: o do diagnóstico precoce. Atualmente e felizmente, muitas vezes os doentes chegam até nós já enunciando que está na altura de cumprir determinado rastreio, quer por informação fornecida anteriormente pelo próprio médico, quer por informação do próprio junto de outros utentes ou profissionais de saúde, quer mesmo por pesquisa realizada pelos mesmos.

Por outro lado, a medicina preventiva e de acompanhamento realizada a vários níveis, como a saúde infantil, salientando aqui o cumprimento do plano nacional de vacinação desde o nascimento, os rastreios de patologia da visão entre outras ações preventivas instituíram-se como um dos grandes marcos da Medicina Geral e Familiar. Por outro lado, o acompanhamento das grávidas de baixo risco, dos grupos de risco salientando os hipertensos e diabéticos, permite igualmente não só a monitorização e acompanhamento da doença e ajustes terapêuticos, como visar a prevenção ao nível secundário e terciário.

Efetivamente um dos principais papéis dos cuidados de saúde primários passa pela prevenção, sempre que possível visando a prevenção primária, mas abrangendo igualmente o nível da prevenção secundária, terciária e até quaternária.

DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Depois de três meses de confinamento é necessário aceitarmos a prudência de DES”confinar sem DISconfinar. Não vamos querer “morrer na praia”! As aprendizagens da pandemia Covid-19 são uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde com uma nova visão e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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