Diagnóstico precoce e progressos terapêuticos já permitiram uma significativa diminuição da taxa de mortalidade mas é preciso aumentar a taxa de rastreio

O cancro da mama feminina tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, embora sendo uma das localizações tumorais com maior capacidade de prevenção. A combinação do diagnóstico precoce e, particularmente do rastreio, e os progressos terapêuticos alcançados permitiram uma significativa diminuição da taxa de mortalidade, insuficiente, no entanto, para as legítimas aspirações da sociedade.

A nível nacional foram já realizadas mais de 4 milhões de mamografias de rastreio (em 1.2 milhões de mulheres) e encaminhadas para diagnóstico e tratamento mais de 20.000 mulheres, o que permitiu aos mais de 10.000 cancros detetados um tratamento menos agressivo e mais eficaz.

Tal como na esmagadora maioria dos países europeus a taxa de adesão ao Rastreio de Cancro da Mama apresenta valores assinaláveis - a taxa média de participação nacional do Programa de Rastreio de Cancro da Mama (da LPCC) é de 65,3%. No entanto, há necessidade de um particular empenho no aumento desta taxa e na finalização da cobertura populacional do país.

Programas populacionais organizados e com controlo e garantia de qualidade a todos os níveis mostraram já cientificamente que são efetivos e eficientes, como é o caso do Programa de Rastreio de Cancro da Mama da responsabilidade do Estado Português e da execução maioritária por parte da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Redimensionar as listas de utentes e rever a Carreira Médica é um imperativo
Editorial | Jornal Médico
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A dimensão das listas de utentes e a Carreira Médica são duas áreas que vão exigir, nos próximos tempos, uma reflexão e ação por parte dos médicos de família.

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