O papel do médico e do doente na gestão da dislipidemia

Da comunicação do médico para com o doente até aos cuidados a ter com uma doença silenciosa. O controlo do colesterol elevado pode ser uma missão que acompanha a vida do paciente, porque não há forma de garantir que o risco não volta a aumentar.

Fator de risco para as doenças cardiovasculares, a necessidade de ter atenção aos níveis de colesterol é por vezes difícil de compreender por parte dos doentes, explica o médico Francisco Araújo. A doença não dá sinais.

"As pessoas sabem que o colesterol é um fator de risco importante, mas desvalorizam-no. É o mesmo que sabermos que não cuidarmos das nossas matas corremos risco de incêndio e não o fazermos sistematicamente", explica o especialista.

"Há muita gente com colesterol elevado ou tensão alta nunca tem ou teve problemas. Acontece o mesmo com quem tem tensão alta", lembra Francisco Araújo. Mas o risco é real aumenta progressivamente, porque os estudos epidemiológicos e genéticos o demonstram.

Tratamento para a vida

E esta é uma doença silenciosa, que pode durar 50 ou 60 anos sem dar sintomas. "Se o colesterol doesse, todos nós, à boa maneira portuguesa, teríamos ali, na mesa-de-cabeceira, um comprido preparado para tomar", explica o médico.

O colesterol é o principal fator de risco para enfarte agudo miocárdio, e, a par da hipertensão, o maior fator para o acidente vascular cerebral.

"É importante salientar que não falamos de algo "tipo yoyo", ou seja, que vai e que volta. É preciso diagnosticar, estabelecer um tratamento duradouro, que é para vida. Para a maior parte das pessoas é um tratamento de longo prazo", justifica Francisco Araújo.

O papel dos médicos é por isso fundamental no diálogo com os doentes. É necessário, aponta, "passar a mensagem que quando há indicação de medicamentos para baixar ao colesterol, essa medicação é para seguir à risca: não se trata uma análise, mas sim para reduzir o risco de um evento cardiovascular".

Pode consultar o episódio do programa “Pela sua saúde Cardiovascular” aqui.

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 Texto cedido por TSF

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