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A MSD Portugal vai promover o primeiro Congresso Virtual Acute Care. Trata-se de uma iniciativa que decorre, exclusivamente, em ambiente digital para profissionais de saúde, entre os dias 29 de junho e 2 de julho.

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Tuberculose Doente

A presidente da Associação SOS Hepatites, Emília Rodrigues, disse ontem que no espaço de um ano foram evitadas “cerca de 2.050 mortes” prematuras de doentes com hepatite C, graças às novas terapêuticas disponibilizadas em Portugal.

“Até este mês de abril, temos cerca de 9.100 doentes em tratamento e temos cerca de 2.050 curados”, afirmou Emília Rodrigues.

Segundo explicou à Lusa, há doentes que estão a iniciar o tratamento e outros que eventualmente estão curados, mas “só seis meses após a conclusão do tratamento é que se pode ter essa certeza”. Em relação aos 2.050, já passaram os seis meses, pelo que se consideram curados.

O acordo entre o Estado e o laboratório que fornece os medicamentos inovadores para a hepatite C foi formalizado há um ano, tendo sido apresentado pelo então ministro da Saúde, Paulo Macedo, no dia 6 de fevereiro de 2015.

Este acordo foi alcançado depois de meses de luta dos doentes para conseguirem obter o tratamento, processo que ficou marcado pela intervenção, na Assembleia da República, de um portador de hepatite C, José Carlos Saldanha, que interrompeu a audição do então ministro da Saúde pedindo-lhe que não o deixasse morrer.

“Termos estes doentes em tratamento e estes doentes curados para nós é uma vitória porque são pessoas que não vão morrer precocemente, é também uma vitória porque deixou de ser a ‘doença dos divórcios’ para passar a ser a doença da alegria. Com 97% de cura é uma alegria”, sublinhou.

Segundo a responsável, há um ano existiam 13 mil doentes com hepatite C nas consultas do Serviço Nacional de Saúde, mas “o número de infetados não diagnosticados deverá ser muito superior”.

A experiência nacional da terapêutica da hepatite C e as complicações da doença hepática crónica vão estar em análise no Congresso Português de Hepatologia 2016, que começa na quinta-feira, no Porto, organizado pela Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF).

Em declarações à Lusa, a presidente da APEF, Isabel Pedroto, referiu que “a terapêutica na hepatite C tem evoluído muito, têm sido tratados milhares de pessoas, mas há um grupo de doentes para os quais urgem novas terapêuticas e com melhor resposta, nomeadamente os doentes com doença muito avançada do fígado e os doentes com um subtipo muito específico, que é o tipo 3 do vírus da hepatite C”.

“Estes doentes ainda estão sem uma terapêutica tão eficaz quanto os restantes, mas tem havido um grande avanço nesta área. Algumas terapêuticas estão em fase de desenvolvimento, ainda não estão aprovadas, mas vêm de facto preencher essa lacuna”, sublinhou.

No congresso, segundo a especialista, pretende-se “refletir sobre o problema”, na medida em que “não chega só tratar os doentes que conhecemos, mais importante é identificar a percentagem de doentes que estão infetados, e são muitos, e que não sabem”.

“Não podendo tratar esses doentes, não investindo no diagnóstico e no rastreio, dificilmente vamos conseguir ganhos em saúde, mesmo com as melhores terapêuticas do mundo. Temos de saber a quem dar essas terapêuticas e saber onde é que esses doentes estão”, defendeu Isabel Pedroto.

“A situação de Portugal é excelente, tratamos milhares de doentes, mas também temos a consciência de que só conseguimos reduzir a transmissão da doença, se formos procurar aqueles que estão numa fase inicial”, disse.

Segundo dados da associação, em Portugal apenas 30% dos indivíduos infetados pelo vírus da hepatite C estão identificados.

“Em termos de saúde pública, a terapêutica para a hepatite C só pode ser considerada um bom investimento se se fomentar o diagnóstico, a prevenção, a vigilância dos grupos de risco e uma maior acessibilidade ao tratamento”, frisou.

O tumor maligno do fígado encontra-se no ranking das dez causas de morte mais frequentes em Portugal, ocupando a 8.ª e a 9.ª posições nas faixas etárias dos 45-64 anos e dos 65-74 anos respetivamente.

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Um total de 107 doentes com hepatite C ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após meses de negociações entre o Governo e a indústria e de reivindicações de doentes e familiares, anunciou o Infarmed.

De acordo com uma nota do organismo que regula o setor do medicamento em Portugal, foram autorizados 6.815 tratamentos, dos quais 4.060 foram já iniciados pelos hospitais.

“Dos tratamentos finalizados, e após a necessária análise virológica efetuada 12 semanas depois, constatou-se que 107 doentes estavam curados e apenas dois foram reportados como não curados”, lê-se na informação do Infarmed.

Estes dados constam de uma página com as estatísticas do programa da hepatite C que a partir de hoje está disponível no site do Infarmed, a qual visa “dar resposta aos pedidos dos profissionais de saúde e dos media acerca da evolução dos tratamentos realizados”.

O programa para o tratamento da hepatite C foi anunciado pelo ministro da Saúde a 6 de fevereiro. O acordo com a indústria farmacêutica, conseguido após meses de negociações e de exigências dos doentes, inclusivamente no interior do parlamento, prevê “o pagamento por doente tratado, e não por embalagem dispensada, e contempla todos os cerca de 13 mil doentes de hepatite C inscritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“Com vista a assegurar o acesso equitativo dos doentes a estes novos tratamentos foi desenvolvido o programa da hepatite C, tendo sido criado no seu âmbito um portal para o registo anónimo de doentes e para a tramitação do tratamento, o qual está a permitir acompanhar e estudar a evolução de todos os casos”, prossegue o Infarmed.

"Uma história de sucesso", diz hepatologista

O hepatologista Rui Tato Marinho considerou hoje que os 107 doentes com hepatite C curados através do novo programa de tratamento “são os primeiros a chegar à linha da meta” e uma "história de sucesso".

Rui Tato Marinho, hepatologista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, comentava assim em declarações à agência Lusa os dados revelados pelo Infarmed.

“No meu entender, isto é uma história de sucesso porque se conseguiu em seis meses pedir um medicamento para mais de seis mil pessoas com hepatite C. É quase único no mundo e em países com a nossa dimensão. Estamos a falar de mil pessoas por mês, entre médicos, Infarmed, ministério. Está tudo a fazer um esforço grande”, salientou o clínico.

Segundo Rui Tato Marinho, estes resultados só foram possíveis graças à aprovação rápida do medicamento, que permitiu começar e tratar os doentes.

“Estes mais de cem são os primeiros a chegar à linha da meta. Já temos resultados. Depois de três meses de acabarem o tratamento ficaram com o vírus negativo e para toda a vida. Estes foram os primeiros, mas acredito que dentro de quatro, cinco ou seis meses vamos ter alguns milhares curados. Calculamos que sejam à volta de 90%”, declarou à Lusa.

De acordo com o especialista em Hepatologia, os resultados correspondem ao que se conhecia dos casos clínicos e dos ensaios clínicos.

“Claro que vai haver sempre gente que não se cura, estamos a falar de 10 a 15%, por causa dos efeitos secundários que não estávamos à espera”, admitiu Rui Tato Marinho, lembrando que os doentes sujeitos a tratamento têm a doença há 20 ou 30 anos e a média de idade situa-se nos 50 a 55 anos.

“Alguns já tinham feito tratamentos com imensos efeitos secundários e sem eficácia. Haver 5 a 10% que não curam é espantoso. A investigação não parou”, sublinhou.

O especialista disse ainda que este programa é um modelo que pode servir para outras doenças a nível da organização dos sistemas de saúde.

“Contudo, as histórias não se repetem. É difícil aparecer um medicamento com uma eficácia deste teor para uma doença crónica. É difícil voltar a acontecer”, concluiu.

Lusa/Jornal Médico

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quarta-feira, 17 junho 2015 19:43

Porto Liver Meeting

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Data: 23 de Junho

Local: Mosteiro de São Bento da Vitória

Dedicada ao tema "Acute on Chronic Liver Failure – Monothematic Conference" decorre, a 23 de Junho, a segunda edição do Porto Liver Meeting, dirigida pela Prof.ª Doutora Helena Pessegueiro Miranda e pelo Prof. Richard Moreau.

Esta é uma iniciativa da Associação dos Cuidados Intermédios Médicos (ACIM) com a Unidade de Transplante Hepato-Pancreática do Centro Hospitalar do Porto (UTHP) e a Associação de Cuidados Intensivos (ASCI).


A conferência monotemática, que terá lugar no Mosteiro de São Bento da Vitória, agrega o interesse de várias especialidades como a Medicina Interna, a Gastrenterologia, Hepatologia, Cuidados Intensivos e Intermédios, entre outros. O encontro científico prevê a participação de 8 palestrantes nacionais e 13 internacionais.

O programa científico pode ser descarregado aqui.

Mais informações no website do evento.

Contactos:
ACIM
Centro Hospitalar do Porto
Lg. Prof. Abel Salazar, s/n
4099-001 Porto
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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Especialistas e doentes defendem a realização de um rastreio nacional à hepatite C em todas as pessoas que nasceram entre 1950 e 1980, como a única forma de saber quantos doentes existem realmente em Portugal e encaminhá-los para tratamento.

Durante uma sessão que hoje reuniu em Lisboa médicos, doentes e indústria farmacêutica, o hepatologista Fernando Ramalho sublinhou que há um número significativo de pessoas que não sabem que estão infectadas com o vírus da hepatite C e, como tal, não recebem cuidados médicos.

“É necessário aumentar o número de pessoas diagnosticadas”, afirmou o especialista, defendendo a realização de testes rápidos de detecção da hepatite C nos cuidados primários de saúde.

Estes testes deviam ser realizados por toda a população que tenha nascido entre 1950 e 1980, considerando Fernando Ramalho que a definição das populações em risco deve ser feita com base nos anos de nascimento.

O hepatologista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, lembrou que entre 1961 e 1974 Portugal teve quase um milhão de pessoas que foram para África, durante o período da Guerra Colonial, onde terão corrido maior risco de exposição ao vírus devido a ferimentos e falta de condições de tratamento adequadas.

Actualmente estão identificados pelos hospitais públicos cerca de 13 mil doentes com hepatite C, um número muito abaixo do que será a realidade.

Emília Rodrigues, da associação SOS Hepatites, que representa os doentes, estima que o número real de casos ande bem acima dos 150 mil, admitindo mesmo a possibilidade de atingirem quase 300 mil pessoas.

Para a SOS Hepatites, rastrear as pessoas nascidas entre 1950 e 1980 tem a vantagem de se abranger a faixa de ex-combatentes e ainda as pessoas que “passaram pelo boom da droga em Portugal”.

O hepatologista Fernando Ramalho salientou ainda que o rastreio não deve ser baseado em grupos de risco com base em comportamentos, uma vez que os doentes podem negar esses comportamentos ou até desconhecê-los.

“Se fizermos o teste rápido, a prevalência da doença em Portugal vai disparar”, comentou em declarações à agência Lusa, lembrando que vários estudos apontam para uma incidência de hepatite C na ordem dos dois a três por cento da população nos países do sul da Europa.

Também o médico Rui Tato Marinho vincou a importância de se fazer o teste à hepatite C“ pelo menos uma vez na vida”, enquanto indica que cerca de 20 por cento dos doentes não apresentarão os clássicos factores de risco (como transfusões de sangue até década de 1990 ou toxicodependentes). Além disso, em Portugal são já cerca de um terço os doentes que apresentam o fígado afectado e com risco de evoluir para cancro.

Sobre os custos que um rastreio feito pelo Serviço Nacional de Saúde possa representar, o médico Fernando Ramalho argumenta que, quantos mais doentes se diagnosticarem, mais barato ficará cada tratamento.

“Quantos mais doentes detectarmos, mais os laboratórios serão sensíveis a baixar os preços”, declarou.

Em Portugal, desde Fevereiro que os hospitais disponibilizam aos doentes com hepatite C medicamentos inovadores comparticipados a 100 por cento pelo Estado, depois de um longo processo negocial com a indústria farmacêutica.

O acordo entre o Ministério da Saúde e o laboratório Gilead determina que a farmacêutica é paga quando o doente fica curado.

Estes medicamentos inovadores têm sido apontados como tendo uma taxa de cura superior a 90%, representando um passo importante também para a prevenção de novos contágios.

Contudo, o médico Fernando Ramalho alertou que os ensaios clínicos destes fármacos foram feitos “em doentes altamente seleccionados”.

“A minha previsão é que isto não é o mar de rosas que toda a gente previa. Os ensaios clínicos são óptimos porque escolhem os melhores doentes. Vamos ver o que acontece no mundo real”, avisou.

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DATA: 13 a 14 de Fevereiro

LOCAL: Lisboa

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Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro

O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.