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quarta-feira, 30 dezembro 2015 16:21

Marco Guerra Rocha: a Medicina e a Estética!

[caption id="attachment_17448" align="alignnone" width="300"]Rocha, Marco Guerra Marco Guerra Rocha - Interno de Formação Específica em MGF, USF Canelas - Especialização em Acupunctura - Licenciatura em Ciências Farmacêuticas[/caption]

Na atualidade, a demanda por procedimentos estéticos eletivos por pessoas saudáveis que procuram melhorar a sua aparência ou retardar os sinais visíveis do envelhecimento é cada vez maior. Não se pode ignorar a importância da estética do ponto de vista psicossociológico, especialmente quando a sociedade atual valoriza uma aparência atrativa.

A desinformação abunda nos media e na internet, o que pode levar a que as pessoas que procuram estes procedimentos possam tomar decisões mal informadas, formem expectativas irrealistas ou subestimem os riscos médicos.

A maioria dos países ocidentais evoluíram no sentido de reconhecer e regulamentar a prática médica nesta área, pois consideram que trará benefício para o médico e para o paciente.

Os tratamentos anunciados preenchem uma lista infindável e complexa, da qual realço as injeções de neurotoxinas e produtos de preenchimento reabsorvíveis, fios implantáveis, plasma ativado, peelings químicos, mesoterapia, microdermabrasão, tratamentos anticelulíticos, nutrição, transplante capilar, foto depilação definitiva e a escleroterapia.

Quando os seres humanos atingem as necessidades básicas e uma vivência com saúde, anseiam pela beleza, algo perfeitamente legítimo, mas que não deve ser banalizado. Mesmo no campo da beleza, qualquer procedimento terapêutico destinado a preservação ou aumento da mesma, deve ser considerado um procedimento médico real. Sempre que um paciente demonstre vontade em efetuar um tratamento deste tipo, o médico deve reforçar as seguintes recomendações:

  • O paciente deverá dar preferência a referências pessoais, mais do que à publicidade que tenta apresentar tudo muito fácil;
  • Alertar para que verifique se o centro médico a que se dirige tem a autorização administrativa adequada à atividade desenvolvida;
  • Deve dar pouco valor a primeiras consultas gratuitas;
  • Deve exigir que seja um médico a apreciar o seu caso. Se tiver dúvidas sobre as qualificações e licenciamento de um médico deve certificar-se no site da Ordem dos Médicos;
  • Evitar ideias preconcebidas sobre o tratamento;
  • Reforçar que não deve esconder qualquer informação pessoal de saúde, por mais irrelevante que possa parecer;
  • Insistir para que todas as informações lhe sejam dadas de modo claro, detalhado e compreensível;
  • A Medicina Estética tenta atenuar o envelhecimento fisiológico. Requer um diagnóstico preciso, e não um simples parecer a respeito do seu problema;
  • Chamar a atenção para que este ajuste as suas expectativas às reais possibilidades do tratamento proposto;
  • Esclarecer que para o mesmo diagnóstico podem corresponder diversos tratamentos. Devem acordar a melhor opção, sem esquecer que podem ser necessários outros procedimentos complementares, terapêuticos, avaliação ou retoque;
  • O paciente deve sempre procurar saber quais os inconvenientes, efeitos colaterais, implicações familiares, sociais, laborais, emocionais;
  • Nunca deve escolher por impulso, nem optar por um tratamento com base no preço sem saber se é o mais adequado para si;
  • Antes de qualquer tratamento, e principalmente antes de um tratamento cirúrgico, deverá ser submetido uma avaliação geral.
  • É necessário formalizar a relação com o médico através de documentação apropriada: Consentimento Informado, Documentos descritivos dos tratamentos, Documentos comerciais;
  • Informar que por lei, o médico deve ter sempre um seguro de responsabilidade civil profissional;
  • Deverá autorizar a utilização de fotos para o processo clinico, permitir uma avaliação diagnóstica e terapêutica;
  • Mesmo tratando-se de uma decisão totalmente pessoal, deverá envolver a sua família ou alguém da sua confiança, para acompanhá-lo;
  • Explicar que deverá haver um controle clínico adequado e monitorização dos sinais vitais durante todo o tratamento, especialmente se se tratar de um procedimento cirúrgico.
  • Realçar que este deve seguir rigorosamente as instruções pré e pós-tratamento que lhe foram indicados, não subestimando a importância dos cuidados gerais: dermatológicos, hábitos de sono saudáveis, exercício, dieta, etc.;
  • Se durante o tratamento for infiltrado ou implantado no corpo algum material, tal requer o registo em diário clínico, especificando todas as suas características. Deve saber o que lhe está a ser aplicado, composição, laboratório, duração média esperada se se tratar de um produto reabsorvível.

Resumindo, mesmo tratando-se na generalidade de tratamentos minimamente invasivos, devem estar sempre a cargo de um médico. O paciente deve ser alertado para que na procura de se sentir melhor com o seu aspeto físico, tal não tenha implicações futuras negativas para a sua saúde.

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Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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