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[caption id="attachment_6098" align="alignleft" width="300"]tac Segundo o relatório, a que a agência Lusa teve hoje acesso, há “uma clara subutilização da capacidade física instalada em matéria de equipamentos imagiológicos, subsistindo margem de progressão/optimização da capacidade instalada”.
Para a IGAS, o nível de produção de exames de imagiologia está mais associado a “condicionamentos de organização”, disponibilidade de pessoal e horários de trabalho, do que à inactividade dos equipamentos[/caption]

A Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) considera que há uma “clara subutilização” de equipamentos de imagiologia em quatro hospitais públicos auditados que impede melhores indicadores de ofertas nessas unidades.

A auditoria da IGAS, que ocorreu no ano passado, abrangeu os centros hospitalares de São João, Universitário de Coimbra, de Lisboa Norte e o Hospital Fernando Fonseca e tinha o objectivo de identificar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde em matéria de meios complementares de diagnóstico (exames).

Segundo o relatório, a que a agência Lusa teve hoje acesso, há “uma clara subutilização da capacidade física instalada em matéria de equipamentos imagiológicos, subsistindo margem de progressão/optimização da capacidade instalada”.

Para a IGAS, o nível de produção de exames de imagiologia está mais associado a “condicionamentos de organização”, disponibilidade de pessoal e horários de trabalho, do que à inactividade dos equipamentos.

Contudo, a síntese conclusiva da auditoria refere a existência de equipamentos em uso que ultrapassam ou estão perto do seu final de vida útil, o que “acarreta constrangimentos na sua utilização”.

Outra das conclusões da auditoria aponta para a dispersão de equipamentos, sem que haja uma adequada articulação entre as várias unidades, o que impede que sejam identificadas horas disponíveis para que os equipamentos possam ser usados por outros serviços clínicos.

A IGAS aponta também para a ausência de procedimentos que permitam um efectivo controlo dos tempos de produção ou produtividades dos profissionais.

As conclusões do relatório indicam ainda que as unidades hospitalares desconhecem com rigor a sua capacidade instalada de equipamentos para meios complementares de diagnóstico, como a produção máxima potencial.

Segundo a IGAS, o total do universo hospitalar do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentava, em Novembro de 2012, 154 milhões de euros de custos com o fornecimento de meios complementares de diagnóstico.

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[caption id="attachment_5894" align="alignleft" width="300"]assembleiadarepublica2 "O problema com a realidade não é do PCP. Quem continua a enfiar a cabeça na areia é o PSD, sem avaliar as consequências das suas políticas", afirmou Paula Santos, em resposta aos reparos, após a sua declaração política, no parlamento[/caption]

O PCP criticou o Governo da maioria PSD/CDS-PP porque "continua a enfiar a cabeça na areia", sem perceber os resultados da política seguida, sobretudo na saúde, e a maioria condenou "linguagem bélica", garantindo preocupação com o sector.

"O problema com a realidade não é do PCP. Quem continua a enfiar a cabeça na areia é o PSD, sem avaliar as consequências das suas políticas", afirmou Paula Santos, em resposta aos reparos, após a sua declaração política, ontem, no parlamento.

O grupo parlamentar comunista tinha pedido na semana passada uma audição ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, iniciativa hoje aprovada em sede de Comissão Parlamentar de Saúde, mas ainda sem data. Os deputados comunistas tinham apontado o caso de uma doente de cancro que esperou dois anos por um exame, entre outros problemas para justificar a chamada do responsável pela tutela.

"É uma linguagem bélica, vil, miserável e sem qualquer despudor político, pegar num caso dramático, que pode ser uma falha no sistema, num universo de 70 mil colonoscopias na região de Lisboa e utilizá-lo para o discurso político é inaceitável. Entre aquilo que sonha, imagina e a realidade vai uma grande distância", tinha-se insurgido o deputado social-democrata Miguel Santos.

A deputada centrista Isabel Galriça Neto defendeu que "o respeito pelo sofrimento das pessoas e preocupação pelo acesso à saúde não são monopólio do PCP".

"O Governo vem tomando medidas para corrigir a situação gravíssima de 300 milhões de euros de dívida que ameaçaram a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde. Resolver o endividamento é um imperativo ético. Apesar do cenário de dificuldades, temos, pelo segundo ano consecutivo taxas moderadoras sem aumento", disse.

Paula Santos afirmara que "o Governo e a maioria PSD/CDS estão a impor aos portugueses a indignidade, o desrespeito pela vida e pela saúde e um retrocesso de décadas ao país" e que "nega os cuidados de saúde de que os portugueses necessitam e condena as pessoas à morte antecipada".

"Para o Governo, o que importa são os números e o negócio que os grupos económicos fazem à custa da doença dos portugueses. Os portugueses são seres humanos que precisam de cuidados de saúde, não são números", continuou a parlamentar comunista, salientando a apreciação parlamentar do PCP, marcada para quinta-feira, sobre "promiscuidade entre público e privado".

A deputada socialista Maria Antónia Almeida Santos assegurou que "as indicações que vinham no memorando (sobre o sector da Saúde) foram ultrapassadas em muito e os portugueses viram o acesso à saúde reduzido de forma inexplicável", um "direito fundamental, o primeiro a seguir à vida".

"Os serviços de urgência do país estão em rotura, com tempos de espera inadmissíveis. Há uma degradação constante das condições do exercício dos cuidados de saúde no nosso país fruto da política deste Governo. Verifica-se um retrocesso de mais de 20 anos", apontou, por seu turno, a bloquista Helena Pinto.

 

 

 

 

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[caption id="attachment_5690" align="alignleft" width="300"]saude24 Em comunicado, a comissão de trabalhadores justifica o protesto “perante o silêncio por parte de vários dos responsáveis públicos interpelados” que acusam de tentar impor-se “à voz ruidosa dos trabalhadores que exigem dignidade, condições de trabalho legais e um serviço público de qualidade”.[/caption]

Os colaboradores da Linha Saúde 24 marcaram para segunda-feira uma marcha em Lisboa pelo “fim das coacções, reduções salariais, falsos recibos verdes e despedimentos” neste serviço, informou a comissão informal de trabalhadores.

Em comunicado, esta comissão justifica o protesto “perante o silêncio por parte de vários dos responsáveis públicos interpelados” que acusam de tentar impor-se “à voz ruidosa dos trabalhadores que exigem dignidade, condições de trabalho legais e um serviço público de qualidade”.

No passado sábado, cerca de metade dos funcionários deste serviço não trabalhou, em protesto contra a proposta da administração da empresa concessionária (LCS) de redução do valor pago por hora.

A comissão acusa a Autoridade para Condições de Trabalho de continuar “sem realizar uma inspecção urgente nos 'call centers' da Linha Saúde 24, num contexto de inequívoca ilegalidade”.

“Não compreendemos se a defesa do vínculo laboral legal e justo e a defesa do trabalho digno estão a ser preteridas quando confrontadas com as consequências para a empresa da denúncia das várias ilegalidades que abrangem 400 enfermeiros que suportam esta parte integrante do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, lê-se no comunicado.

Segundo esta comissão informal, a LCS “insiste no despedimento de trabalhadores e mantém reuniões individuais diárias de persuasão, para que aceitem o corte proposto de cerca de 40-45 por cento na remuneração”.

“Os trabalhadores da Saúde 24 não se resignam ao silêncio e mantêm-se intransigentes na defesa do direito ao trabalho digno e legal, mesmo perante situações dramáticas de dificuldades familiares que vão surgindo, fruto do contexto económico-social de crise permanente no país”, adianta o documento.

A marcha dos trabalhadores vai realizar-se entre a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e o Ministério da Saúde.

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[caption id="attachment_5637" align="alignleft" width="300"]presos A acção de fiscalização conjunta entre a Polícia Judiciária e a Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) decorreu terça-feira e hoje na zona de Lisboa e do Algarve, tendo sido feitas buscas a farmácias e unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).[/caption]

Médicos e farmacêuticos foram hoje detidos no âmbito de uma investigação relacionada com prescrições fraudulentas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), disse à Agência Lusa fonte ligada ao processo.

A fonte adiantou que entre os detidos está uma médica estrangeira.

A acção de fiscalização conjunta entre a Polícia Judiciária e a Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) decorreu terça-feira e hoje na zona de Lisboa e do Algarve, tendo sido feitas buscas a farmácias e unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A mesma fonte não soube precisar o montante da fraude, referindo apenas que é bastante elevado.

Contudo, num verão de 2012, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, estimou que as fraudes no SNS pudessem atingir os 100 milhões de euros.

A investigação a fraudes no SNS tem sido feita pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, no âmbito de um inquérito em curso no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

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[caption id="attachment_5631" align="alignleft" width="300"]policiajudiciaria A investigação a fraudes no SNS tem sido feita pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, no âmbito de um inquérito em curso no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).[/caption]

Vários elementos da PJ efectuaram hoje buscas, em locais distintos do país, no âmbito da investigação do Ministério Público sobre burla e falsificação de documentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), disse à Lusa fonte ligada ao processo.

A fonte confirmou a dimensão nacional da operação, mas não quis precisar os locais alvo de buscas, nem se já foram efectuadas quaisquer detenções.

A informação sobre a realização das buscas foi avançada pelo Diário de Notícias, que indica a participação de dezenas de inspectores da Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária.

Em Julho do ano passado, três médicos, dois farmacêuticos, um delegado de informação médica (DIM) e um empresário ligado ao armazenamento de medicamentos foram detidos Polícia Judiciária no decurso de uma investigação a fraudes no Serviço Nacional da Saúde (SNS) que motivou 24 buscas na área da Grande Lisboa e região centro e norte do país.

A actividade delituosa dos detidos prendia-se com a "falsificação de receituário médico" e as contrapartidas oferecidas aos médicos e em causa estavam crimes de corrupção passiva para acto ilícito e burla qualificada (de elevado valor) ao SNS, entre outros ilícitos.

A investigação a fraudes no SNS tem sido feita pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, no âmbito de um inquérito em curso no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, já declarou que as fraudes no SNS que estão a ser investigadas podem ultrapassar os 100 milhões de euros.

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As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: