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sexta-feira, 09 abril 2021 10:36

Comunicação médico-doente: a linguagem e a dor

A linguagem é a moeda de troca com a qual compramos o entendimento do outro. Cresce de uma matriz linguística básica, da qual nos educam, universal nos seus alicerces, mas florida de distintos ruralismos e estrangeirismos, mais ou menos coloquiais. Pauta-se pela flexibilidade do seu cariz, ora grave e austera, ora leve, ora sucinta, ora fluída de poética. É neste caudal imenso que nos tentamos rever uns nos outros, descodificar necessidades, pedidos, auxílios.

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Um projeto-piloto iniciado em 2014 nos centros de Saúde do Alto Minho vai atingir, no próximo dia 27, as 5000 espirometrias realizadas a utentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), de acordo com informação avançada pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) em comunicado enviado à Agência Lusa.

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O serviço de Pneumologia do hospital de Viana do Castelo "personalizou" uma aplicação para smartphones que permite monitorizar os doentes com insuficiência respiratória crónica, "à distância, em tempo real", reduzindo "drasticamente" as deslocações à urgência.

"Percebemos que tínhamos que adaptar a tecnologia a cada doente para a eficácia do sistema e por outro lado face ao nível cultural baixo dos pacientes selecionados, alguns dos quais nunca tiveram um telemóvel na vida", explicou à Lusa, o diretor do serviço Pneumologia, Rui Nêveda.

O projeto de telemedicina, a decorrer há mais de um ano da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), acompanha 15 pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), doença que se estima afetar cerca de 5,3% população portuguesa, sendo o tabagismo a maior causa.

"Era impossível colocar o projeto em prática tal como tinha sido desenhado. Foi preciso simplificar toda a tecnologia, adaptando-a ao doente porque todos são diferentes, tem níveis de escolaridade diferentes, apesar de todos terem uma patologia grave", explicou.

Há 23 anos responsável pela área de pneumologia do hospital da capital do Alto Minho, Rui Nêveda apontou que o "segredo do sucesso" deste projeto passou por "aliar a tecnologia ponta ao conhecimento médico".

A plataforma tecnológica foi desenvolvida por uma empresa especializada, e o "algoritmo criado para cada doente resultou da investigação do corpo clínico".

"O sucesso passou muito pela equipa que está envolvida, que foi a casa de cada um dos 15 doentes conhecer as famílias, perceber as condições em que vivem. O que provamos é que é possível usar tecnologia desde que bem explicada e adaptada ao doente", sublinhou.

Com aquela aplicação "o doente coloca o dedo no oxímetro, e os parâmetros do seu estado de saúde são transmitidos para o sistema, sediado na unidade de cuidados intensivos do hospital, permitindo, em tempo real, a avaliação dos dados", sublinhou.

"Os resultados são excelentes. Há uma redução de 50% de idas ao serviço de urgência e, consequentemente, uma redução em cerca de 70% de internamentos", adiantou Rui Nêveda.

"Isto não é um call center. Não é alguém impessoal que está do outro lado do telefone a dar indicações. Preservamos as relações humanas entre o paciente e o profissional de saúde e, por isso, é um sistema que transmite muita segurança", frisou.

Manuel Gaivoto, de 79 anos, residente na cidade é um dos 15 doentes seguidos naquela unidade e que ainda tem bem presentes as "idas diárias" à urgência.

"Ia tantas vezes ao hospital que só não corriam comigo por pena. Cheguei a ter mais de 70 internamentos. Um dia, o médico disse-me: você fuja daqui porque o ministro da Saúde se vê isto acaba-lhe com a reforma", afirmou brincando com a situação que viveu.

Desde que integrou o projeto, a urgência "é só para casos muito graves", garantindo sentir-se "mais seguro a ser tratado em casa".

"Sinto que tenho a equipa ao pé de mim. A tal ponto que ainda há dias, por ter as mãos frias, ao medir, no oxímetro as saturações de oxigénio, com o dedo frio os valores estavam alterados. O enfermeiro ligou-me logo para casa a saber o que se estava a passar. Nesse aspeto sou um privilegiado", explicou.

A rotina diária de Manuel Gaivota começa com a medição da saturação de oxigénio, da temperatura corporal, da diabetes, da tensão arterial.

"Eu próprio posso controlar a minha doença e mandar os dados para o doutor e os enfermeiros. Este sistema trouxe-me mais qualidade de vida, apesar da doença crónica", rematou.

Os "excelentes" resultados alcançados com a telemonitorização da DPOC levam o serviço de pneumologia a querer alargar a tecnologia aos 260 doentes identificados no Alto Minho.

"Todos têm direito a integrar este projeto mas para isso é preciso uma estrutura mais profissional e mais recursos", apontou.

Atualmente o projeto envolve quatro médicos e 22 enfermeiros dos cuidados intensivos.

Lusa

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segunda-feira, 11 janeiro 2016 17:45

Deputados do PS questionam Governo sobre UCCI de Melgaço

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Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Viana do Castelo revelaram hoje que questionaram o Governo sobre o prazo previsto para a abertura da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Melgaço, concluída desde 2012.

No requerimento enviado ao ministro da Saúde, José Manuel Carpinteira, líder da distrital do PS de Viana do Castelo, e Sandra Pontedeira querem saber se "o Orçamento do Estado para 2016 prevê meios financeiros necessários para suportar, quer o funcionamento, quer o alargamento da Rede de Cuidados Continuados".

Os dois deputados socialistas eleitos pelo Alto Minho pretendem ainda saber "quando prevê o Ministério da Saúde a abertura da UCCI", defendendo que aquela estrutura "está devidamente equipada e pronta a entrar em funcionamento".

Em causa está uma UCCI está concluída desde setembro de 2012 mas aguardar, desde então, a realização de protocolo que permita a sua entrada em funcionamento.

A sua criação foi protocolada a 08 de agosto de 2008 entre a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) e a Câmara Municipal de Melgaço, no âmbito da requalificação dos serviços do Centro de Saúde local. Foi executada e paga pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), representando um investimento público de 1,5 milhões de euros.

Em setembro passado, durante a campanha para as eleições legislativas, o secretário-geral do PS, António Costa, visitou aquela unidade, apontando-a como "um péssimo exemplo do abandono a que o Governo PSD/CDS votou o setor da saúde, considerando que o desenvolvimento de unidades de saúde primária e de cuidados continuados são fundamentais para desenvolver o SNS".

"Este espaço construído, equipado, há três anos fechado apesar de pronto para poder ser uma Unidade de Cuidados Continuados (UCC) e as UCC são uma valência fundamental para o desenvolvimento do SNS para podermos prestar melhores cuidados de saúde com menos custos e com maior proximidade às pessoas e às famílias. É absolutamente inaceitável que um equipamento destes esteja pronto e graças ao desinvestimento que o governo fez no SNS ele continue a estar fechado e a não poder ser aproveitado pela população quando há tantas carências de camas de cuidados continuados", sublinhou na ocasião.

No requerimento apresentado a semana passada na Assembleia da República, os dois deputados do PS eleitos pelo Alto Minho sublinham a importância da abertura da estrutura por se situar num concelho que "tem dos índices de envelhecimento mais elevados do país, e mesmo o maior do distrito"

"Vários indicadores corroboram a necessidade de prestação deste serviço à população neste território", lê-se no documento.

Os deputados sustentam que "foi um investimento considerado necessário e, por isso, efetuado pelo Ministério da Saúde, através da ARS-N, e da ULSAM", adiantando que "a Câmara Municipal de Melgaço manifesta disponibilidade para colaborar na criação de condições para a abertura desta unidade".

"Nos últimos anos a abertura dessas unidades sofreram atrasos em todo o distrito, apesar de se ter verificado um aumento da população idosa e uma maior prevalência de doenças crónicas de evolução prolongada e com elevado grau de dependência", acrescentaram.

Lusa

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O hospital de Viana do Castelo anunciou hoje um projeto "inovador na região" que permite identificar mais cedo os doentes com diabetes tipo 2, e ajudar os que estão diagnosticados a ter uma vida melhor.

Em comunicado, a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que gere o hospital de Santa Luzia, adiantou que "a implementação deste projeto vai permitir ao doente o contacto direto para a consulta de Endocrinologia, duas vezes por semana, e a consulta presencial de Endocrinologia, no centro de saúde de Arcos de Valdevez, de dois em dois meses.

De acordo com a ULSAM o objetivo do projeto, intitulado "Saber viver com diabetes", é "melhorar a articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares, de forma a promover uma referenciação mais rápida e um acompanhamento mais adequado às pessoas com diabetes que vivem no Alto Minho".

O hospital de Santa Luzia serve cerca de 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

"Com esta iniciativa pretendemos consciencializar as pessoas para a sua doença, motivando-as à mudança de estilo de vida e à adesão à terapêutica, para que possam melhorar o controlo metabólico, reduzindo o recurso ao serviço de urgência por híper/hipoglicemias, e evitar as complicações e comorbilidades associadas à diabetes", explicou o presidente do conselho de administração da ULSAM, Franklim Ramos, citado naquela nota.

O responsável adiantou que o objetivo, "a longo prazo, é reduzir gastos em saúde, ao evitar a duplicação de cuidados, ao aumentar o número de utentes seguidos nos cuidados de saúde primários, e ao melhorar a qualidade de vida e produtividade da pessoa com diabetes, diminuindo o absentismo".

Aquele projeto, que vai ser apresentado publicamente no próximo dia 10, em Lisboa, integra-se no programa "Boas Práticas de Governação", uma iniciativa da Novartis em parceria com a Universidade Nova de Lisboa.

Além do hospital instalado na capital do distrito de Viana do Castelo, a ULSAM integra o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, e 13 centros de saúde espalhados pelo Alto Minho.

Lusa

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Os Hospitais Santa Maria Maior (Barcelos) e de Braga, os Centros Hospitalares Tâmega e Sousa e do Porto e a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Minho apresentaram os melhores níveis de desempenho global em 2014.

Este top 5 foi escolhido pela IASIST, empresa multinacional dedicada à realização de estudos que incidem sobre a atividade clínica desenvolvida pelas organizações prestadoras de cuidados de saúde.

A lista de vencedores foi divulgada hoje, através de um comunicado, juntamente com a lista de nomeados onde também estão incluídos o Hospital Vila Franca de Xira, o Centro Hospitalar Povoa do Varzim/Vila do Conde, o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, o Hospital Beatriz Ângelo, o Centro Hospitalar Tondela, o Hospital Espírito Santo (Évora),  o Centro Hospitalar de São João, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, a ULS de Matosinhos e a ULS do Nordeste.

A IASIST atribui então cinco prémios, "um para cada tipologia de hospitais, de acordo com os critérios de classificação da ACSS" e a participação dos hospitais é voluntária, sendo que, de acordo com a empresa, “todos aceitaram a sua inclusão nesta iniciativa, iniciada no ano passado” e que conta com o patrocínio oficial do ministro da Saúde.

“A disponibilização de indicadores objetivos e rigorosos sobre o desempenho clínico hospitalar, utilizando como comparador os melhores resultados obtidos num conjunto de hospitais similares, é uma ferramenta fundamental para a gestão clinica”, refere a multinacional que, garante não ter como objetivo apresentar um ranking de hospitais, apenas “distinguir os que apresentam os melhores resultados” e fornecer mais tarde “de forma personalizada e confidencial, a cada hospital, um documento com o seu posicionamento global e a sua avaliação em cada um dos indicadores utilizados”.

Esta avaliação é feita através de vários indicies e números que dizem respeito a indicadores de qualidade e de eficiência e está limitada aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Continente, incluindo as Parcerias Público Privadas (PPP).

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Um ano depois…
Editorial | Susete Simões
Um ano depois…

Corria o ano de 2020. A Primavera estava a desabrochar e os dias mais quentes e longos convidavam a passeios nos jardins e nos parques, a convívios e desportos ao ar livre. Mas quando ela, de facto, chegou, a vida estava em suspenso e tudo o que era básico e que tínhamos como garantido, tinha fugido. Vimos a Primavera através de vidros, os amigos e familiares pelos ecrãs. As ruas desertas, as mensagens nas varandas, as escolas e parques infantis silenciosos. Faz agora um ano.

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