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quarta-feira, 03 agosto 2022 10:55

Pedro Correia Azevedo: Fortalecer a amamentação

Leia o artigo de opinião da autoria de Pedro Correia Azevedo, coordenador do Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), acerca da amamentação e dos seus benefícios quer para a mãe, quer para o bebé, a propósito da Semana Mundial do Aleitamento Materno, assinalada de 1 a 7 de agosto.

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As vacinas contra a COVID-19 não causaram efeitos adversos às mulheres em fase de amamentação, revelou um estudo das Faculdades de Medicina e de Enfermagem da Universidade da Cantábria, em Espanha.

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Um estudo europeu – no qual participou um grupo de investigadores do Porto – mostra que cerca de 60% das crianças portuguesas são amamentadas durante seis meses ou mais, período superior ao registado noutros países europeus, incluindo França, Grécia e Reino Unido.

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Familia bebe

A Ordem dos Médicos entrega na terça-feira no Parlamento a petição que reclama a redução do horário de trabalho para acompanhamento dos filhos até aos três anos, que recolheu mais de 15.300 assinaturas até hoje.

Segundo fonte oficial da Ordem, a entrega das assinaturas da petição será feita pelo bastonário José Manuel Silva ao vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão.

Também presente deverá estar Aurora d’Orey uma mãe que idealizou a petição “Projeto Mães – Licença de aleitamento até aos três anos”, que foi lançada em março, e que se associou em abril a esta iniciativa da Ordem dos Médicos.

A petição da Ordem pugna pela redução de duas horas no horário de trabalho para um dos pais, até cada filho completar três anos, independentemente de a criança ser amamentada ou não.

Logo nas primeiras 24 horas, a petição tinha atingido as quatro mil assinaturas exigíveis para que a proposta seja debatida pelo Parlamento. A petição ultrapassa já as 15.300 assinaturas.

A redução do horário laboral em duas horas está já consagrada no Código de Trabalho, para efeitos de amamentação e até aos bebés terem um ano de idade, sendo que, a partir desse momento, as mulheres terão de fazer prova – por atestado – de que estão a amamentar.

A redução de horário a um dos pais independentemente do tipo de aleitamento permitiria, segundo a Ordem, ultrapassar as dificuldades de certificar a amamentação por parte da mulher quando a criança faz um ano.

A certificação da amamentação chegou a criar polémica e problemas em algumas instituições, com mulheres a serem forçadas a espremer os seios para mostrar que ainda amamentavam.

Contudo, o principal argumento para o lançamento desta petição respeita ao desenvolvimento emocional dos bebés e à convicção de que a relação precoce com os cuidadores “é absolutamente determinante para a construção da personalidade”.

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sexta-feira, 29 janeiro 2016 12:13

Amamentar faz bem aos bebés, às mães e à economia

Amamentacao
Um estudo científico, conduzido pelo investigador brasileiro Cesar Victora, demonstra que a amamentação pode evitar, todos os anos, a morte de mais de 800.000 crianças e de cerca de 20.000 mulheres por cancro da mama.

O estudo é publicado hoje na revista britânica The Lancet e reúne informações retiradas de 28 artigos e investigações científicas, que demonstram que amamentar é uma das medidas preventivas mais eficazes para a saúde dos bebés e das mães, independentemente do lugar onde vivem, e que isso tem impacto na economia global.

"Há uma ideia pré-concebida de que os benefícios da amamentação só estão relacionados com os países pobres. Nada podia estar mais longe da verdade. O nosso trabalho demonstra claramente que amamentar salva vidas e poupa dinheiro aos países, tanto ricos e como pobres", afirma Cesar Victora, da Universidade Federal de Pelotas, no Brasil.

Nos países com elevados níveis de alimentação com leite materno, o risco de morte súbita dos bebés diminui em mais de um terço dos casos. Sabe-se ainda que o leite materno tem propriedades que protegem as crianças contra a obesidade e diabetes e que amamentar reduz, para as mães, o risco de cancro da mama e ovários.

Há ainda razões económicas relacionadas com a amamentação, sublinha o estudo. As perdas para a economia global pelo desconhecimento dos benefícios do leite materno atingiram em 2012 os 276 mil milhões de euros.

Se nos Estados Unidos e no Brasil aumentassem para 90 cento a taxa de amamentação de crianças até aos seis meses, os sistemas de saúde de cada país poupariam por ano 2,2 mil milhões de euros (EUA) e 5,4 milhões de euros (Brasil).

Com estes dados, os investigadores apelam a um compromisso político e a um investimento financeiro para proteger, promover e facilitar a amamentação entre as mulheres e para criar regras para apertadas para a indústria de substitutos do leite materno.

Lusa

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Portugal deve prolongar a licença de maternidade paga até aos seis meses para apoiar a amamentação exclusiva dos bebés, segundo recomendam os autores do relatório da Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno.

“Prolongar a licença de maternidade paga para apoiar o aleitamento materno exclusivo durante seis meses, tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, é uma das propostas do relatório hoje divulgado pela Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno.

A licença parental é atualmente de 120 a 150 dias, podendo ser gozada por ambos os progenitores.

Esta Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno, que documenta a aplicação de estratégias e políticas para esta área em cada país, é coordenada em Portugal pela pediatra e ex-ministra da Saúde Ana Jorge.

No que se refere à proteção da maternidade, o documento, a que a agência Lusa teve acesso, sugere que os empregadores passem a ter zonas específicas para que “as mães possam amamentar os seus bebés e/ou extrair e armazenar leite materno”.

Globalmente, o relatório dá pontuação positiva a Portugal em vários indicadores, especialmente no caso das políticas e programas para assegurar que as mães com VIH/sida tenham apoio para cumprir as práticas recomendadas de alimentação de lactentes.

Contudo, a pontuação de Portugal é baixa no que se refere à duração média do aleitamento materno e ao uso do biberão.

A duração mediana do aleitamento materno (não em exclusivo) é de seis meses, com os autores do relatório a considerarem este resultado baixo e que aumentar este valor deve ser “uma prioridade”.

Quanto ao uso do biberão, quase 80% dos bebés amamentados dos 0 aos 12 meses recebem alimentos ou bebidas (incluindo leite materno) através de biberão, um valor considerado demasiado elevado.

De acordo com o relatório, falta em Portugal uma campanha nacional específica pró-aleitamento materno e é ainda recomendada a criação de um Comité de Aleitamento Materno, com um coordenador nacional, e que reúna representantes de vários setores.

Os especialistas sugerem ainda que mais unidades sejam abrangidas pela iniciativa 'hospitais amigos dos bebés' (que promove a amamentação), frisando que a percentagem de aderentes é ainda reduzida e que não há unidades privadas acreditadas por esta iniciativa.

O documento critica a ausência de vigilância das autoridades quanto ao cumprimento da lei sobre publicidade e marketing dos substitutos de leite materno (fórmulas infantis), aconselhando a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) a criar um órgão próprio para este fim.

Sobre a alimentação de lactentes durante emergências, a Iniciativa Mundial do Aleitamento Materno lembra que não existe informação disponível para os serviços de emergência nem para o público sobre como lidar com a proteção do aleitamento materno em situações de desastre natural.

A Rede Internacional Pró-alimentação Infantil (IBFAN, na sigla inglesa) considera que Portugal “teve pontuação positiva na sua primeira avaliação internacional” no âmbito desta iniciativa.

“Como representante da iniciativa em Portugal, estou ansiosa para trabalhar em estratégias com os parceiros nacionais relevantes para colmatar as lacunas identificadas no relatório para que possamos ter melhores resultados na próxima avaliação, que será em 2018", referiu Jacqueline de Montaigne (do IBFAN), em declarações à Lusa num comentário ao relatório.

Lusa

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O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos anunciou hoje que vai instaurar um inquérito de averiguação disciplinar aos médicos envolvidos nos casos das mulheres que tiveram de fazer prova de evidência de leite e licença de amamentação.

O jornal Público noticiou no domingo que duas enfermeiras, uma do Hospital de Santo António e outra do São João, ambos no Porto, se queixam de terem tido que comprovar às entidades laborais que estavam a amamentar “espremendo leite das mamas à frente a médicos de saúde ocupacional”.

Em comunicado de hoje, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM) revela que “decidiu instaurar um inquérito de averiguação disciplinar aos médicos envolvidos nos casos agora relatados”.

Segundo o presidente do CRNOM, citado no comunicado, aquele organismo vai também pedir, com “carácter de urgência, a todos os directores clínicos e responsáveis da Saúde Ocupacional dos hospitais do norte do país os procedimentos que estejam (…) a adoptar no caso das licenças de amamentação”.

A Ordem dos Médicos do Norte avisa que a licença de amamentação é um direito consagrado no Código do Trabalho e classifica de uma “ilegalidade” e “ofensa grave” aos direitos das trabalhadoras lactantes a convocatória para uma consulta no serviço de Saúde Ocupacional a fim de realizar uma prova de evidência de leite.

No comunicado, o Conselho Regional classifica as afirmações proferidas a respeito desta matéria pelo ministro da Saúde de “imprudentes”. Isto porque Paulo Macedo disse que o seu ministério não tinha dado “quaisquer orientações nesse domínio” e que não tinha conhecimento das metodologias.

“Num qualquer outro país estas afirmações teriam consequências graves, tanto mais que é inequívoco o poder de superintendência que o Ministério da Saúde exerce sobre os hospitais”, lê-se na nota de imprensa.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Porto, Sollari Allegro, já veio afirmar que, “em função deste escândalo”, decidiu-se alterar os testes para comprovar a amamentação, que serão feitos por análises à prolactina às mães lactantes que o aceitem fazer.

No domingo, o ministro da Saúde disse não conhecer a metodologia aplicada pelos dois hospitais do Porto que pediram provas de evidência de leite às funcionárias que recorrem à possibilidade de redução do horário de serviço por amamentarem.

No mesmo dia, a porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu alterações legislativas para acabar com os atentados contra a dignidade das mulheres e pediu esclarecimentos ao ministro da Saúde sobre as enfermeiras que tiveram de espremer leite para provarem estar a amamentar.

No mesmo sentido foram as declarações do deputado do PCP Jorge Machado, que disse que o partido ia questionar o Governo na sequência da denúncia de que há trabalhadoras em hospitais no Porto a serem forçadas a espremer leite para provar que estão a amamentar.

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.