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Uma proteína que ajuda os tumores a escaparem ao sistema imunológico e, em certos tipos de cancro, está associada a uma menor probabilidade de sobrevivência, foi identificada por um grupo de investigadores liderados pelo português Caetano Reis e Sousa. 

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Assinala-se hoje, 11 de maio, o Dia Europeu do Melanoma, doença que surge devido à proliferação maligna dos melanócitos e que, em 95% dos casos, é cutânea. 

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A 2ª edição do Workshop “O doente no centro da decisão”, dedicado ao papel da imunoterapia nos carcinomas genito-urinários, vai decorrer no próximo dia 9 de novembro.

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A 3ª edição do Workshop “O doente no centro da imunoterapia”, dedicado ao tratamento no cancro do pulmão, vai decorrer no dia 12 de outubro.

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O Prémio Nobel da Medicina 2018 foi atribuído aos investigadores James P. Allison e Tasuku Honjo, pelas descobertas relacionadas com o papel do sistema imunitário na luta contra o cancro, anunciou esta manhã o comité Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.

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O Infarmed aprovou a avaliação prévia do pembrolizumab, a terapêutica de Imuno-Oncologia anti-PD-1 da MSD, determinando as condições de aquisição do medicamento pelos hospitais do SNS, para o tratamento, em meio hospitalar, do melanoma avançado (irressecável ou metastático) em adultos. A dose aprovada é 2 mg/kg a cada 3 semanas. 

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O investigador do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa Bruno Silva Santos disse ontem no Porto que o melanoma, o cancro do pulmão e do rim e as leucemias estão a ter resultados “muito promissores” aos tratamentos de imunoterapia.

“O objetivo é perceber quais são os cancros que vão ser os bons alvos da imunoterapia, para já o melhor é o melanoma, a seguir temos o cancro do pulmão e do rim, com resultados muito esperançosos, e as leucemias também com resultados muito interessantes”, afirmou o investigador.

Bruno Santos Silva, que recentemente foi distinguido pela Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO) e pelo European Research Council (ERC) pelo seu trabalho de investigação sobre as chamadas células T nas respostas imunitárias a infeções e tumores, falava aos jornalistas no congresso Internacional da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC), a decorrer no IPO/Porto até hoje.

“Achamos que a imunoterapia tem uma grande vantagem que é: as nossas células do sistema imunitário conseguem permanecer no nosso organismo durante muito tempo e, por isso, tem uma perspetiva de ter respostas muito duradouras, ao contrário das outras terapias, que têm de constantemente estar a administrar drogas para conter o desenvolvimento do tumor”, referiu.

Os investigadores estão apostados em “reprogramar o nosso sistema imunitário, as nossas defesas, para respostas duradouras contra o cancro como sabemos que temos contra infeções, por exemplo. Quando nos vacinamos contra o sarampo, por exemplo, sabemos que temos uma resposta protetora duradoura e é isso que estamos a tentar, e achamos que vamos conseguir”, disse.

“A grande diferença é que as vacinas para infeções são dadas preventivamente para evitar a infeção e, neste caso, só vamos entrar com a imunoterapia num doente que já tem cancro. É a chamada vacina curativa que é mais difícil do que a prevenção porque prevenir uma coisa que ainda não existe é mais fácil do que curar um cancro que já está estabelecido”, acrescentou.

Em seu entender, “a grande dificuldade que se coloca é que a imunoterapia é bastante cara, é um grande desafio para o Serviço Nacional da Saúde. É nisso que temos de trabalhar, temos de garantir a melhor hipótese de tratamento, que, em alguns casos, vai sem dúvida ser a imunoterapia, como já é para o melanoma avançado”.

“O que podemos dizer é que no caso do melanoma, em que há maior historial, doentes tratados há cerca de oito ou dez anos continuam sem recidiva e poderão estar curados, portanto não foi necessário um novo tratamento para esses doentes e o cancro ainda não voltou. Há essa perspetiva de cura”, sublinhou.

Contudo, Bruno Santos Silva considera que é cedo para “gritar” cura, por não existir tempo suficiente de follow-up, mas, “no caso do melanoma, oito a dez anos já é impressionante ainda não ter havido recidiva do tumor, portanto, esperemos que seja a cura”.

A presidente da ASPIC, Leonor David, sublinhou que a imunoterapia é “uma área nova, que se tem desenvolvido imenso e que tem levado ao aparecimento de novos medicamentos que têm a capacidade de alterar, modelar o nosso comportamento perante a neoplasia e, portanto, de nos fazer reagir e, eventualmente, recusar o cancro, ou pelo menos atrasar substancialmente o seu desenvolvimento”.

“Há muita aplicação neste momento, as farmacêuticas estão muito ativas no desenvolvimento de novos medicamentos e, esta sessão, além de trazer o que está no terreno de novo, traz também a investigação básica que está por trás, isto é, os mecanismos que estão subjacentes ao desenvolvimento desta potencial nova arma terapêutica”, acrescentou.

O presidente do Congresso e do IPO/Porto, Laranja Pontes, salientou a importância do encontro porque “aborda essencialmente novas terapêuticas, que estão a ser discutidas e que são alternativas as terapêuticas clássicas”.

“São novas terapêuticas e novas abordagens cujo princípio fundamental é pôr o organismo a atacar o cancro e não usar as drogas. Serão provavelmente muito menos tóxicas e provavelmente muito mais eficazes, porque será pôr o hospedeiro a tentar matar o tumor”, disse.

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Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.