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Células Cancro
Um novo tratamento para o cancro, baseado na ativação do sistema imunológico, através de moléculas biológicas, tem "resultados muito interessantes", mas é caro e a sua aplicação vai depender da decisão dos responsáveis hospitalares, afirmou hoje um especialista.

"Estes tratamentos são uma grande revolução e estão indicados para cancros mais avançados, pois para cancros em fases iniciais temos outras alternativas", disse à agência Lusa o vice diretor do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

Bruno Silva Santos avançou que o tratamento, na área da imunoterapia, chamado pembrolizumab, vai estar disponível em Portugal a partir deste mês e "é necessário que o Serviço Nacional de Saúde tenha dinheiro para comparticipar", uma decisão que "tem de ser tomada ao mais alto nível nos vários hospitais", pois é "realmente caro", custando cerca de 100 mil euros.

Já o ipilimumab, o outro tratamento que segue o mesmo princípio, já está aprovado nos EUA e na Europa e é usado em Portugal para o melanoma metastático e "é impressionante o efeito que essa molécula teve", acrescentou.

O investigador falava a propósito de um encontro marcado para sábado, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, para informar profissionais ligados à investigação pré-clínica e à prática clínica acerca do avanço desta alternativa.

"Trata-se de anticorpos, moléculas biológicas produzidas por células vivas", diferentes dos tratamentos feitos com drogas químicas, como a quimioterapia, e que começaram por ser usadas no tratamento do melanoma metastático, referiu.

No último ano, os resultados foram alargados a outros tipos de cancro, incluindo o do pulmão, e atualmente decorrem ensaios clínicos para perceber em que cancros sólidos estes anticorpos têm resultados mais interessantes.

"O que eles fazem é remover o travão que impede que o sistema imunitário, neste caso os linfócitos T, esteja ativamente a combater o cancro", explicou, e o objetivo é "reverter o processo em que o sistema imunitário está a perder a batalha para o cancro".

Até agora, tentava-se focar a luta nas células cancerígenas, eliminando-as com quimioterapia, radioterapia ou com cirurgia, mas em muitos casos os cancros são resistentes a estas terapias.

Para poder receber este tratamento, o doente não pode estar demasiado debilitado ou ter doenças autoimunes.

"Se tivermos um tumor em estadio 1 e 2, os estados iniciais, ainda são relativamente fáceis [de ser] alvejados pelos outros tratamentos mais baratos, mais estabelecidos na clínica e de mais fácil acesso", enquanto a imunoterapia "surge para os estadios 3 e 4 que são casos mais avançados".

E para o cancro do pulmão, "tipicamente induzido pelo fumo do tabaco, este tratamento pode dar uma nova esperança", realçou o responsável do IMM, um dos especialistas a participar no encontro.

Acerca do valor do novo tratamento, Bruno Silva Santos defendeu ser necessário fazer as contas ao custo dos outros tratamentos, nomeadamente quando se prolongam por vários anos.

"Os locais credenciados para tratamentos médicos de saúde têm todos e por igual acesso a este tratamento, depois é a questão de quem é que consegue pagar", admitiu.

Perante a taxa de sucesso entre 50% e 60% apresentada pela imunoterapia, os investigadores procuram "biomarcadores, parâmetros biológicos, que permitam prever a resposta dos doentes para otimizar os recursos".

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Ressonancia_Magnetica

Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) demonstraram que a utilização de novos estudos de ressonância magnética permitem diagnosticar a doença de Parkinson, o que vai contribuir para detectar a patologia, anunciou hoje a instituição.

Trata-se de um "avanço significativo para a detecção desta doença crónica com uma prevalência estimada em cerca de 18.000 indivíduos", salienta a informação do IMM.

O diagnóstico precoce da doença de Parkinson permite orientar a terapêutica, "seleccionando um plano adequado para optimizar os recursos farmacológicos disponíveis e permitindo a definição do prognóstico, com marcadas implicações pessoais e familiares", defende o instituto.

A doença de Parkinson caracteriza-se, na análise anátomo-patológica, por uma perda de coloração da "substantia nigra", uma área do tronco cerebral onde se localizam células responsáveis pela produção de dopamina, muito ricas num pigmento chamado neuromelanina, desempenhando um papel muito importante no controlo da motricidade.

O trabalho da equipa de investigadores do IMM, liderada por Joaquim Ferreira, conclui que a "substantia nigra" pode ser identificada através da realização de uma ressonância magnética.

"Os estudos de ressonância magnética, através da análise da neuromelanina, podem auxiliar o diagnóstico da doença de Parkinson, devendo ser integrados na avaliação clínica dos doentes por neurologistas especialistas na área das doenças do movimento", salienta o IMM.

Os investigadores defendem que estes exames de imagem podem responder a dúvidas relativas ao diagnóstico da doença de Parkinson ou à sua diferenciação relativamente a outras situações clínicas.

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Investigacao_1

Quatro instituições portuguesas vão receber um total de cerca de 10 milhões de euros da Comissão Europeia para potenciar a investigação científica de excelência e aumentar a capacidade destas instituições de captar verbas, foi ontem anunciado.

O Instituto de Medicina Molecular (IMM), o InBIO – Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva, a Universidade de Coimbra e a Universidade do Minho – Grupo de Investigação 3B’s vão receber cerca dois milhões e meio de euros cada, do European Research Area – Chairs (ERA-Chairs), revelam em comunicado.

Trata-se de um financiamento da Comissão Europeia inserido no programa Horizonte 2020, ao qual foram submetidas 88 propostas das quais 13 foram aprovadas, quatro destas, portuguesas.

Estes projectos terão a duração de cinco anos e permitem atrair investigadores de topo, para que as instituições possam competir com os centros de excelência pertencentes ao Espaço Europeu de Investigação, explicam.

Os investigadores a serem adstritos a cada uma das instituições serão seleccionados com base em critérios de qualidade e inovação científica, assente nos projectos que desenvolvem com as suas equipas, bem como a sua rede de colaborações internacionais.

O projecto EXCELLtoINNOV irá dotar o IMM dos meios necessários para atingir um patamar de excelência científica, através do recrutamento de um ERA Chair em investigação biomédica translacional na área de imunidade e infecção.

O objectivo será posicionar o IMM na primeira linha da investigação, desenvolvimento e inovação, de forma a poder expandir o potencial nacional além-fronteiras e actuar como interface da Europa, América e África.

Henrique Veiga-Fernandes, investigador principal e director de estratégia institucional refere que “o fortalecimento da área de imunologia e infecção permitirá alavancar a excelência científica em todas as áreas de investigação e desenvolvimento (I&D) do IMM”.

EnvMetaGen é o nome da proposta apresentada pelo Laboratório Associado InBIO – Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva que será também financiada.

Este projecto tem como objectivo ampliar a capacidade de investigação e inovação do InBIO através da metagenómica ambiental e pretende fortalecer o potencial de investigação, dos recursos humanos, laboratórios e equipamento de nova geração de sequenciação de genomas do InBIO.

Os resultados poderão ser aplicados na conservação da biodiversidade, controlo de espécies invasoras, avaliação de serviços dos ecossistemas e monitorização da qualidade ambiental.

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Investigadores 4

Uma equipa do Instituto de Medicina Molecular (IMM) obteve financiamento de seis milhões de euros da Comissão Europeia, para coordenar uma investigação sobre o tratamento de uma complicação do transplante da medula óssea, foi hoje anunciado.

A equipa liderada por João Forjaz de Lacerda do IMM, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), obteve financiamento do Programa Horizonte 2020 para coordenar um projecto de investigação clínica para o tratamento da doença do enxerto contra o hospedeiro, explica o instituto em comunicado.

Denominado TREGeneration, o projecto tem a duração de cinco anos e será conduzido pela equipa do IMM, em parceria com o Hospital de Santa Maria e a FMUL. Fazem ainda parte do consórcio a Alemanha, a Bélgica, a Itália e o Reino Unido.

Este consórcio realizará um conjunto de cinco ensaios clínicos paralelos em doentes com uma complicação do transplante de medula óssea denominada doença do enxerto contra o hospedeiro, na qual as células imunitárias do dador “atacam” tecidos e órgãos do doente transplantado, uma doença que ocorre em 30% a 50% dos doentes.

Este projecto vai testar uma abordagem terapêutica mais específica e com menos efeitos secundários em doentes que não respondem às actuais estratégias de tratamento, sendo que cada ensaio contará com cerca de 20 participantes.

Os doentes vão ser tratados com células do respectivo dador de medula óssea com função supressora (células T reguladoras), que são purificadas no laboratório e subsequentemente infundidas ao doente.

Trata-se de ensaios clínicos de Fase I/II que procuram identificar o número seguro de células a administrar e dados preliminares de eficácia.

“Dado que as células com função supressora são raras no sangue periférico, temos de utilizar três passos sucessivos para as purificar no laboratório antes de as administrar ao doente”, afirmou João Forjaz de Lacerda.

Em Portugal, para além dos doentes do Serviço de Hematologia e Transplante de Medula do Hospital de Santa Maria, os serviços de transplante de medula óssea dos IPO do Porto e de Lisboa irão também participar no estudo, acrescenta a nota.

O grupo de João Forjaz de Lacerda, Maria Soares e Rita Azevedo conceberam o projecto e propuseram-no a financiamento, cabendo-lhe agora a sua coordenação científica e financeira.

O TREGeneration tem atribuída uma verba de 6 milhões de euros, dos quais cerca de 1,6 milhões são para os estudos desenvolvidos em território nacional.

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Investigação

Investigadores portugueses identificaram uma proteína em células estaminais da medula óssea e do cordão umbilical que poderão contribuir para o sucesso de transplantes em doentes com leucemia ou linfomas.

A molécula chama-se RET e pertence ao tipo de proteínas que são ativadas por outras que actuam nos neurónios – células do sistema nervoso.

Contudo, só agora foi identificada a sua expressão nas células estaminais (células capazes de gerar qualquer tecido) da medula e do cordão umbilical, explicou Henrique Veiga-Fernandes, coordenador da equipa de investigadores, do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Segundo Henrique Veiga-Fernandes, a RET, detectada à superfície das células estaminais, funciona como um interruptor, que, quando está ligado, faz com que elas funcionem muito bem, "permitindo uma eficácia terapêutica superior à utilização das células com os métodos convencionais".

As células, descreveu, passam a ser mais eficientes, a serem capazes de "resistir, de forma muito eficaz, a agressões celulares que acontecem durante a transplantação".

A experiência foi feita com ratinhos e com a proteína manipulada geneticamente.

Posteriormente, células do cordão umbilical humano, com mais ou menos expressão da proteína, foram transplantadas, com sucesso, nos roedores.

O próximo passo da equipa de investigadores é estudar, em doentes humanos, a sobrevivência, a expansão e a transplantação do mesmo tipo de células estaminais.

Os resultados do estudo serão publicados na revista Nature.

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Instituto Medicina MolecularUma equipa de investigadores portugueses descobriu que o que a mãe ingere durante a gravidez determina a forma como o filho conseguirá combater as infecções, uma descoberta que ontem foi publicada na revista científica Nature.

“Ao contrário do que se pensava, o que nós viemos demonstrar é que esse período de formação do sistema imunitário está absolutamente dependente dos factores ambientais, sendo a dieta um dos mais importantes”, disse à Lusa o investigador Henrique Veiga Fernandes, do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

A equipa de Henrique Veiga Fernandes concluiu que, quando as mães são sujeitas a uma dieta sem vitamina A, os seus descendentes vão ter órgãos linfóides (do sistema imunitário) muito pequenos e terão problemas ao longo da sua vida adulta a combater as infecções a que serão sujeitas (virais ou bacterianas).

“A qualidade da dieta é muito importante, em particular para um micronutriente (vitamina A) que descobrimos ser essencial para a formação das células responsáveis pela formação do sistema imunitário, enquanto estamos no ventre da mãe”, adiantou.

O imunologista adverte que “Se há uma alteração no período intra-uterino, essa alteração nunca vai ser recuperada, com consequências muito importantes na vida adulta”.

Os investigadores concluíram que “os efeitos a longo prazo da malnutrição materna não podem ser menosprezados”.

”A deficiência de vitamina A pode não só causar deficiências físicas, como também comprometer a eficácia das campanhas de vacinação infantil nas regiões mais pobres”.

Além disso, prosseguem, “mulheres grávidas com comportamentos de risco apresentam mais vulnerabilidade, já que tanto o tabaco como o álcool estão associados à deficiência em vitamina A”. Henrique Veiga Fernandes defende uma dieta de “bom senso”, rica em vegetais e fruta.

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[caption id="attachment_6319" align="alignleft" width="300"]institutodemedicinanuclear O IMM-FMUL vai acolher nos dias 3 e 4 de Fevereiro a primeira reunião de lançamento do novo programa de investigação e formação de recursos humanos em Glicobiologia de Parasitas financiado por quatro anos pelo programa FP7 da Comissão Europeia, adianta o instituto em comunicado[/caption]

O Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (IMM-FMUL) vai coordenar um projecto para descoberta de novas ferramentas no combate a infecções parasitárias, que tem um financiamento europeu de 3,5 milhões de euros.

O IMM-FMUL vai acolher nos dias 3 e 4 de Fevereiro a primeira reunião de lançamento do novo programa de investigação e formação de recursos humanos em Glicobiologia de Parasitas financiado por quatro anos pelo programa FP7 da Comissão Europeia, adianta o instituto em comunicado.

“Existe uma necessidade urgente de encontrar novas ferramentas para combater as infecções parasitárias que continuam a afectar as populações de diversos países em desenvolvimento”, afirma João Rodrigues, investigador do IMM e coordenador do projecto

Este programa visa proporcionar formação avançada a dez alunos de doutoramento e três pós-docs nas áreas de Biologia, Química e Medicina.

 

 

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[caption id="attachment_5450" align="alignleft" width="300"]ratodelaboratorio1 Os resultados são publicados na revista PLOS Pathogens, tendo os cientistas testado "in vitro" e em ratinhos a resistência da bactéria Escherichia coli (E. coli) aos macrófagos, células de primeira linha de defesa do organismo contra agentes agressores[/caption]

Uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência descobriu que estirpes benignas da bactéria E. coli, que habita o intestino, acabam por causar doenças, na presença de células do sistema imune.

Os resultados são publicados na revista PLOS Pathogens, tendo os cientistas testado "in vitro" e em ratinhos a resistência da bactéria Escherichia coli (E. coli) aos macrófagos, células de primeira linha de defesa do organismo contra agentes agressores.

A equipa observou que estirpes benignas da E.coli, chamadas comensais, conseguem, de uma forma ou outra, superar as barreiras do sistema imune e tornar-se patogénicas, um processo que ocorre numa fase "muito precoce", destacou à agência Lusa Ana Margarida Sousa, uma das investigadoras, do Instituto Gulbenkian de Ciência.

As estirpes patogénicas da bactéria E. coli estão na origem de infecções, sobretudo intestinais, mas também urinárias.

No caso da variante que provocou, há dois anos, centenas de infecções, algumas mortais, na Europa, a E. coli trocou material genético com outros organismos.

Na experiência da equipa de investigadores portugueses, em contrapartida, estirpes comensais da bactéria foram isoladas e, depois, postas em contacto com os macrófagos, em placas de Petri. As populações multiplicaram-se e formaram colónias, muito pequeninas ou com aspecto mucoso, típicas nos doentes.

Regra geral, as células do sistema imune "engolem" as bactérias e acabam por matá-las.

Ana Margarida Sousa explicou que "as colónias pequeninas conseguiam sobreviver mais tempo dentro dos macrófagos do que a bactéria inicial, resistir aos mecanismos que os macrófagos têm para matar rapidamente as bactérias e a uma grande bateria de antibióticos".

As colónias de aspecto mucoso, por sua vez, conseguiam resistir "muito mais" ao entrar para o interior dos macrófagos e multiplicar-se, adiantou a investigadora, do Grupo de Biologia Evolutiva do Instituto Gulbenkian de Ciência.

Depois dos testes "in vitro", seguiram-se as experiências com ratinhos.

Segundo o estudo, em menos de 30 dias as bactérias "tornam-se resistentes à eliminação pelas células do sistema imune e adquirem capacidade de causar a morte em ratos". Como?

Os cientistas sequenciaram o genoma das bactérias que se tornaram patogénicas e descobriram que a característica adquirida se deveu, essencialmente, ao movimento de pequenos fragmentos de material genético, que "se podem copiar para novas posições do genoma, criando novas funções e desactivando as existentes".

O estudo contou com colaboração de investigadores do Instituto de Medicina Molecular e do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, além de Ana Margarida Sousa e Isabel Gordo, também do Instituto Gulbenkian de Ciência e que coordenou a equipa.

 

 

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É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Jornal Médico
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários

Neste momento os CSP encontram-se sobrecarregados de processos burocráticos inúteis, duplicados, desnecessários, que comprometem a relação médico-doente e que retiram tempo para a atividade assistencial.