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Adalberto_Campos_Fernandes
O PS e o PCP aprovaram hoje um requerimento para ouvir o ministro da Saúde e os dirigentes da saúde demissionários na sequência da morte de um jovem com um aneurisma roto no Hospital de São José, em Lisboa.

O requerimento do PCP foi aprovado na Comissão Parlamentar de Saúde, com as abstenções do PSD e do CDS, disse fonte do grupo parlamentar comunista, acrescentando que o Bloco de Esquerda não estava presente.

O requerimento solicitava a audição urgente do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e dos demissionários presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa, Cunha Ribeiro, e presidentes dos conselhos de administração dos centros hospitalares de Lisboa Norte (CHLC), Carlos Martins, e de Lisboa Central (CHLC), que inclui o hospital de São José, Teresa Sustelo.

Em causa está a morte de David Duarte, de 29 anos, que deu entrada no hospital de São José numa sexta-feira a necessitar de “uma intervenção da área da neurocirugia", tendo acabado por não ser "intervencionado porque a equipa especializada neste tipo de intervenção, ao invés de estar ao serviço no hospital, como as boas práticas clínicas assim o exigiram, encontrava-se em situação de prevenção”.

O PCP lamenta que “apesar desta situação ser conhecida das várias entidades” só depois da morte do rapaz e da notoriedade adquirida pelo acontecimento é que os responsáveis “apresentaram a demissão”, tendo também posto o cargo à disposição o “Presidente do Conselho de Administração do centro Hospitalar de Lisboa Norte, que inclui o hospital de Santa Maria, por ter os mesmo problemas e as mesmas limitações”.

Para os comunistas, “esta situação não se desliga do desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde”, da “retração da sua capacidade de resposta”, da “desvalorização dos profissionais de saúde e das suas carreiras”.

O requerimento do grupo parlamentar do PCP foi assim justificado com a “gravidade da situação, que contraria plenamente todo o discurso propagandístico do anterior executivo quanto à capacidade de resposta do SNS,” e com a necessidade de debater as “consequências da política e das opções do anterior executivo”.

Lusa

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.