Displaying items by tag: Sociedade Portuguesa de Pneumologia

A Comissão de Tabagismo da SPP está a lançar a 2.ª edição do Curso de e-learning em Tabagismo, agendado para o próximo dia 15 de fevereiro.

Published in Atualidade

Um inquérito divulgado hoje revela que 27,2% das pessoas já se vacinaram contra a gripe, sendo que a maioria não o fez pela primeira vez.

Additional Info

  • Imagem 720*435 Imagem 720*435
Published in Mundo

Froes_Filipe

A cada hora e meia, uma pessoa morre nos hospitais portugueses com pneumonia, doença que afeta cada vez mais pessoas e que custa ao Estado 218 mil euros por dia, revelou hoje Filipe Froes, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Num encontro com jornalistas destinado a divulgar alguns números da pneumonia em Portugal, como investimento e incidência, o médico pneumologista no Hospital Pulido Valente indicou que por dia são internadas 81 pessoas por pneumonia em Portugal Continental.

Destes internados, 16 irão falecer, o que representa um óbito a cada 90 minutos, indicou o especialista baseando-se num levantamento feito ao longo de 10 anos (entre 2000 e 2009), que espelham a tendência atual, já que “há cada vez mais internamentos e a mortalidade não diminuiu”.

“Esta tendência revela que a incidência da pneumonia aumenta, porque cada vez vivemos mais e com doenças crónicas que predispõem para a pneumonia”, disse, acrescentando que “a pneumonia vai continuar a ser uma das principais causas de internamento no SNS [Serviço Nacional de Saúde] ”.

Esta doença tem custos diretos para o Estado de 80 milhões de euros por ano, o que significa que por dia se gastam 218 mil euros apenas com tratamento e internamento, já que estão excluídos os custos indiretos, como o absentismo laboral.

“Em cada quatro dias e meio gastamos um milhão de euros”, sublinhou Filipe Froes, considerando urgente reduzir estes números através de um reforço da aposta no tratamento, mas sobretudo na prevenção.

A vacinação, o antitabagismo, a alimentação saudável, a atividade física e uma boa higiene oral são fundamentais para reduzir a incidência das pneumonias e das outras doenças crónicas, designadamente aquelas que muitas vezes resultam em pneumonia.

Os dados estatísticos relativos a este período de dez anos demonstram ainda que os doentes que acabaram por falecer tinham, maioritariamente, mais de 65 anos e que quem morre menos são as pessoas de 29 anos.

A título de curiosidade, o médico, consultor da Direção-Geral da Saúde (DGS) para as doenças respiratórias, revelou ainda que nos hospitais a mortalidade aumenta à sexta-feira e durante o fim de semana e que o dia em que se morre menos é a quarta-feira.

“Há uma certa tendência para ir morrer aos hospitais, uma hospitalização da morte, são as chamadas pneumonias de fim de vida”, disse, considerando que uma melhoria dos cuidados continuados e domiciliários em Portugal poderão conduzir a uma diminuição desta realidade, à semelhança do que já acontece no norte da Europa, onde são “criadas condições para as pessoas morrerem em casa”.

O médico considera que este tipo de apoio poderá também contribuir para uma melhoria do tratamento e da prevenção da pneumonia.

Numa perspetiva de derrubar mitos sobre esta doença, Filipe Froes disse que apesar de haver mais internamentos no inverno, a pneumonia não é uma doença sazonal, tanto que é no verão que mata mais.

“Em termos proporcionais, a taxa de mortalidade é maior no verão. A conclusão é que morre-se mais de pneumonias mais graves: há menos pneumonia, mas esta é mais grave, por causa dos agentes”, afirmou.

Há cerca de um mês foi divulgado o relatório anual do Programa Nacional das Doenças Respiratórias da DGS, que já apontava para a alta taxa de mortalidade de pneumonia, que surgia como a principal causa de mortalidade respiratória.

No entanto, Filipe Froes sentiu necessidade de apresentar estes números dissecados do global, por considerar que num relatório anual das doenças respiratórias é impossível haver detalhe sobre cada patologia.

Além disso, dados de dez anos mostram uma evolução e apontam para uma tendência pois incluem na contabilização “anos muito bons” e “anos muito maus”, como foi 2009 (o da gripe A) ou, como se “detetou recentemente”, 2004 e 2005.

Published in Mundo

tabaco

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou hoje para os fatores de risco associados ao consumo de tabaco, seja através de cigarros tradicionais ou eletrónicos, salientando que a prevalência de fumadores em Portugal era, em 2014, de 25%.

Em declarações à agência Lusa, na véspera de mais um Dia Mundial do Não Fumador, que se comemora hoje, a coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP, Ana Figueiredo, disse que o tabagismo "é a principal causa de doenças respiratórias em Portugal e em todo o mundo".

A especialista adiantou que a incidência das doenças respiratórias pode ser reduzida através da cessação tabágica, que não deve passar pelo uso do cigarro eletrónico.

“Há estudos que apontam para o facto de os cigarros eletrónicos poderem causar doenças. Lembro que as pessoas inalam o vapor, que pode fazer mal. Muitas pessoas acham que faz menos mal, mas na verdade não sabemos ao certo”, explicou.

No entender da especialista, os portugueses continuam a eleger o tabaco tradicional para os seus consumos de fumadores.

“Houve uma altura, quando os cigarros eletrónicos apareceram, em que as pessoas aderiram e tornou-se uma moda. Mas não nos pareceu que em Portugal fosse uma epidemia tão importante como em outros países. Contudo, não temos dados específicos sobre o número de pessoas que usam os cigarros eletrónicos", referiu.

Na opinião de Ana Figueiredo, independentemente dos estudos e da evidência, as pessoas têm de ter é a noção de que "fumar faz mal".

“Há estudos que dizem que os cigarros eletrónicos podem causar doenças, mas, acima de tudo, o que é importante ter em conta é que o cigarro não é bom. O ideal era não fumarem nada”, vincou.

A coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP lembrou que, segundo dados do Eurobarómetro, a prevalência de fumadores em Portugal era de 25% em 2014 e de 23% em 2013.

Published in Atualidade

Vials of medications
Mais de 879 mil portugueses com mais de 60 anos já se vacinaram contra a gripe nesta época, segundo o relatório do Vacinómetro, que monitoriza em tempo real a vacinação contra esta doença em grupos prioritários.

Segundo os dados da primeira avaliação do vacinómetro para a época 2015-2016, foram vacinados até à data 776.455 portugueses com idade igual ou superior a 65 anos (38,2%) e 102.886 com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (15,9%).

Uma análise pelos grupos considerados prioritários pela Direção-Geral da Saúde demonstra que se vacinaram 20,6% dos portadores de doenças crónicas e 25% dos profissionais de saúde com contato direto com doentes.

O vacinómetro demonstra ainda que, do total de grupos inquiridos, 92,1% já tinham recebido a vacina contra a gripe noutras épocas, enquanto os restantes (7,9%) se vacinaram este ano pela primeira vez.

A análise revela, até ao momento, não haver grande diferenciação na vacinação por género, tendo recebido a vacina 27,8% de mulheres e 27,1% de homens.

Entre os inquiridos que não se vacinaram, 58,4% não manifestaram intenção de o fazer, ao passo que 41,6% tencionam ainda receber a vacina. Destes últimos, 51% são pessoas com mais de 65 anos.

Lançado em 2009, o Vacinómetro monitoriza a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários e recomendados, num projeto que é uma iniciativa conjunta da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, com o apoio de uma farmacêutica.

Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo
quarta-feira, 30 setembro 2015 17:24

Sociedades acordam oficialmente a constituição da ARELP

ARELP1
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a Asociación Latino Americana de Tórax (ALAT), a European Respiratory Society (ERS) e representantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde, acordaram oficialmente a constituição da Associação Respiratória de Língua Portuguesa (ARELP) como uma Associação Internacional sem fins lucrativos.

O acordo foi oficializado no passado dia 27, no Congresso Internacional da European Respiratory Society, ficando estabelecida a intenção das quatro Sociedades fundadoras assinarem a constituição e estatutos da ARELP no Congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que terá lugar no Algarve de 5 a 7 Novembro de 2015.

Esta associação foi constituída com o objetivo de promover a saúde respiratória através de parcerias entre sociedades respiratórias internacionais e organizações que partilhem e coordenem o seu conhecimento, experiência e recursos no espaço da língua portuguesa.

Segundo Carlos Robalo Cordeiro, presidente da SPP, a ARELP representa “um passo importante não só na afirmação da língua portuguesa como elo de ligação e partilha de conhecimento, como também uma forma de atenuar as discrepâncias existentes no que toca ao acesso à formação e conhecimento na área da Pneumologia”.

A associação será composta por membros fundadores, membros filiados, membros individuais e membros honorários.

SPP, SBPT, ALAT e ERS foram identificados com membros fundadores, representando as maiores sociedades respiratórias e reconhecidas como tal no espaço da língua portuguesa.

Os membros filiados serão organizações que têm missões similares às dos membros Fundadores e que possam contribuir substancialmente para os objectivos da associação.

Os membros individuais serão profissionais da área respiratória que residam no espaço da língua portuguesa e que estejam melhor posicionados para representar a comunidade respiratória nos países sem sociedades ou organizações nacionais.

Os membros honorários serão eleitos por Assembleia Geral.

O Comité Executivo da ARELP constituirá o Fórum de Associações Respiratórias de Língua Portuguesa (FARELP), como um grupo de trabalho cujo objetivo será focado em atividades relacionadas com a educação médica e a promoção da saúde respiratória.

Lausanne (Suíça) será o domicílio da ARELP. A Sociedade Portuguesa de Pneumologia apoiará a ARELP com serviços de Secretariado a partir de Lisboa e o primeiro presidente será um líder de opinião brasileiro, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Published in Mundo

conceitos_doençasrespiratorias
Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde criaram a Associação Respiratória de Língua Portuguesa, que é apresentada hoje em Lisboa e pretende promover a partilha de conhecimentos e experiência entre os países lusófonos na área das doenças respiratórias.

Liderada pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a associação pretende estabelecer relações multilaterais com outras sociedades científicas, tendo por base a criação de parcerias, a partilha de conhecimentos e experiências, assim como a promoção da língua portuguesa enquanto elemento de intercâmbio científico nos países lusófonos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPP, Carlos Robalo Cordeiro, explicou que, destes cinco países, apenas Portugal e o Brasil têm sociedade científicas de pneumologia formalmente constituídas.

“A sociedade angolana de pneumologia está a ser constituída”, mas Moçambique e Cabo Verde não têm, sendo, por isso, também objetivo da Associação Respiratória de Língua Portuguesa (ARELP) dinamizar a criação de associações e sociedades científicas na área respiratória nos países onde não existem, adiantou.

“O que se pretende é criar parcerias a diversos níveis”, desde parcerias clínicas, investigação na área das doenças respiratórias e um maior apoio à formação nos países em desenvolvimento em áreas da patologia respiratória deficitárias, sublinhou.

O apoio à formação pode ser feito através da realização de ações locais, mas também através da promoção de estágios de formação específica nos “países com mais dificuldades ou com défices particulares”, explicou o pneumologista.

Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde são os primeiros signatários da Associação Respiratória de Língua Portuguesa, à qual se prevê que se venham a associar Timor e Macau.

Published in Mundo

Figueiredo,Ana_SPP

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) quer mais consultas de cessação tabágica nos hospitais e centros de saúde para acabar com as listas de espera de meses que os fumadores têm de esperar para deixar de fumar.

Além disso, defende um maior envolvimento dos médicos de Medicina Geral e Familiar na prevenção e no encaminhamento dos seus doentes para as consultas de cessação tabágica.

“Existe uma lista de espera significativa nas consultas de cessação tabágica. É precioso disseminar as consultas para que haja maior acessibilidade da população. Não é compreensível que quem quer deixar de fumar esteja meses à espera”, disse à Lusa o médico Robalo Cordeiro, presidente da SPP.

Por isso, considera fundamentais os cuidados de saúde primários, pois é a este nível “que a prevenção faz sentido”. “O médico de família é o que tem maior proximidade com o doente conhece-o numa perspectiva global e é nessa perspectiva que o tabaco deve ser abordado e não apenas na vertente da doença respiratória”, defende. Também porque o tabaco é uma questão de saúde pública e por isso faz sentido a proximidade dos cuidados primários.

Para Robalo Cordeiro, é preciso aumentar a acessibilidade e a facilidade de recurso a essas consultas. “Não existe um número suficiente de consultas para permitir acesso de todos doentes”, sublinhou, descartando a possibilidade de centrar a consulta para deixar de fumar no médico de família.

Este é importante para o aconselhamento, para a prevenção, para o encaminhamento e para uma intervenção breve, mas deve haver a consulta específica e diferenciada, mesmo porque se trata de uma “consulta peculiar, uma intervenção dirigida, que exige formação específica”, destacou o médico.

Ana Figueiredo, presidente da Comissão de Tabagismo da SPP considera que “é fundamental tratar a dependência tabágica de uma forma multidisciplinar. Deixar de fumar é um processo que envolve inúmeras áreas da saúde passando pela Pneumologia, Psicologia até à Nutrição”.

Para este grupo de trabalho da SPP “é necessário questionar todos os fumadores quanto aos seus hábitos tabágicos e ser firme no que toca ao combate ao tabagismo. Seria importante que uma intervenção fosse realizada ao nível dos Cuidados de Saúde Primários, incutindo nos médicos de família a preocupação de orientar e motivar os fumadores para as consultas de cessação tabágica”.

A prevalência do tabagismo em Portugal é baixa, situando-se nos 23%, segundo dados do Eurobarómetro 2013, mas estudos portugueses apontam para um aumento da prevalência nos jovens, uma preocupação que leva a Comissão de Tabagismo a manter-se firme no que toca ao combate de qualquer forma de consumo de nicotina e a apostar na formação na área da cessação tabágica.

Apesar destes dados, o tabagismo continua a ser um tema pouco debatido e pouco ensinado, em todas as áreas da saúde. Em Portugal tem havido um esforço importante no sentido de aumentar o número de consultas de Cessação Tabágica, quer a nível hospitalar, quer dos Centros de Saúde, mas é no entanto notoriamente insuficiente, havendo ainda regiões do país em que o número de consultas é muito baixo ou mesmo inexistente.

Para Carlos Robalo Cordeiro “a luta contra o tabagismo tem sido uma das preocupações da Sociedade que tem mobilizado todos os meios para levar a cabo as mais eficazes políticas de prevenção das doenças respiratórias que têm no tabaco a principal causa”.

Published in Mundo
Pág. 3 de 4
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.