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CHUC

O tratamento Radio 233, lançado no início do ano no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), permite uma melhoria da qualidade de vida dos doentes com cancro da próstata.

O tratamento, que já era administrado em duas instituições privadas, chegou agora, pela primeira vez, a um hospital público e, segundo a directora do serviço de Medicina Nuclear do CHUC, Gracinda Costa, permite "dar qualidade de vida aos doentes" com cancro da próstata, controlando a dor provocada pelas metástases ósseas, podendo também registar-se "ganhos no aumento de vida".

O tratamento consiste na administração de uma substância radioactiva (o Radio 233), através de seis injecções intravenosas, ao longo de seis meses, explanou.

O rádio, sendo um elemento químico análogo ao cálcio, vai fixar-se no osso. Deste modo, as metástases ósseas, como captam "mais cálcio", vão também, "captar mais rádio", o que ajuda a controlar e a garantir que "não cresçam", apesar de não ser possível destruir essas metástases com este tratamento, afirmou Gracinda Costa.

"É como se fosse um míssil dirigido", exemplifica, referindo que "as metástases têm um apetite imenso", sendo que, apesar de o rádio se difundir "por todo o corpo, vai-se localizar mais no sítio onde estão as metástases", destruindo o DNA das células metastáticas.

A quantidade de substância administrada é pequena – na ordem dos três nanogramas (três bilionésimos de grama) – sendo um tratamento "seguro, porque a toxicidade é muito limitada", frisou.

O tratamento Radio 233 está a ser aplicado a apenas um doente do CHUC, desde Janeiro, registando-se já algumas "melhorias de qualidade de vida", apesar de a terapia ainda não ter sido concluída, avançou.

Na sexta-feira, Portugal assinala o Dia Nacional da Próstata.

O cancro da próstata é uma das doenças oncológicas mais frequentes nos homens, constituindo, neste grupo, a segunda causa de morte por cancro.

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Melanoma

As escolas vão incluir a temática do cancro da pele nos seus currículos, os médicos de família vão ter formação em dermatologia e a fiscalização aos solários vai ser apertada, revelou a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo.

Estas são algumas das medidas aprovadas por unanimidade pela Assembleia da República, a serem apresentadas na terça-feira, e que visam reforçar o combate ao cancro da pele, disse à Lusa Osvaldo Correia, secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), organização que celebra 30 anos.

O trabalho desenvolvido pela APCC ao longo dos anos, que incluiu várias audições na comissão parlamentar de saúde, “culminou com aprovação por unanimidade, pelos diferentes grupos parlamentares, de um conjunto de oito medidas que vão abranger a prevenção primária e secundária”, afirmou.

Entre as medidas contam-se “a prevenção em ambiente escolar, com o comprometimento de incluir a temática nos currículos escolares, e o reforço de divulgação de informação dos índices de UV (ultravioletas)”, acrescentou.

Será também criada uma base de dados para registo nacional de todos os doentes com melanoma e todos os laboratórios serão obrigados a notificar à tutela e aos Registos Oncológicos Regional todas as formas de cancro de pele, para se conhecerem os números reais.

Outras das medidas previstas são o reforço da formação específica em dermatologia dos médicos de família, para “introduzir a vigilância da população em geral, estimulando-a a fazer o auto exame”, assim como o aumento da acessibilidade dos cidadãos a consultas de dermatologia nos hospitais e ao tratamento de cancros diagnosticados.

A fiscalização dos solários vai ser reforçada, porque estes centros de bronzeamento artificial “ainda passam a ideia de uma coisa saudável, mas têm tempos prolongados e comprovadamente cancerígenos, explicou Osvaldo Correia, sublinhando que “o solário está para a pele como o tabaco está para o pulmão”.

O responsável lamenta, a este propósito, que a abolição dos solários seja reconhecida como indispensável na Austrália, mas que a Europa ainda esteja na restrição.

No dia 20 de Maio, Dia do Euromelanoma, para além das várias campanhas de sensibilização a desenvolver em pareceria com as autarquias, cerca de 40 serviços de dermatologia de todo o país vão realizar rastreios dos vários tipos de cancros de pele, dirigidos em particular a pessoas de risco.

Este grupo inclui pessoas de pele clara, adultos que sofreram queimaduras solares quando jovens, pessoas expostas ao sol, desde trabalhadores a desportistas, com antecedentes familiares de cancro de pele ou com sinais suspeitos.

Segundo Osvaldo Correia, estima-se que os cancros de pele vão continuar a aumentar e a previsão aponta para o surgimento de mais de 12 mil novos cancros de pele e mil novos casos de melanoma (a forma mais perigosa e mortal de cancro de pele) ao longo deste ano.

Em 2014 foram rastreadas 1.663 pessoas, a maioria mulheres, das quais apenas 32% já tinham efectuado anteriormente rastreio e 31% afirmaram ter actividade profissional ao ar livre.

Foi feito um diagnóstico clínico de sinais atípicos a 317 pessoas, das quais 112 possuíam queratoses actínicas (percursores potenciais de um tipo de cancro de pele), 16 apresentaram suspeita de melanoma e 73 suspeita de carcinomas.

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Investigação Oncológica

O grupo hospitalar Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil organiza na sexta-feira, no Porto, Coimbra e Lisboa, encontros destinados a “reforçar a proximidade com médicos de família e enfermeiros” na prevenção do cancro digestivo.

Em declarações à Lusa, o director do Serviço de Gastrenterologia do IPO/Porto, que promove a iniciativa, afirmou que o objectivo é “tornar mais personalizados e alargados os canais de comunicação para a referenciação de doentes” nos três centros.

“Achamos que, se do outro lado houver rostos, se encurtam distâncias, se facilita a comunicação e se proporciona uma melhor referenciação”, sublinhou Mário Dinis Ribeiro, referindo que esta é a primeira vez que os três IPO se juntam para uma iniciativa nesta área.

Sendo o cancro digestivo dos “principais problemas de saúde pública” esta é “uma acção fundamental que a longo prazo terá com certeza efeitos positivos na prevenção e diagnóstico nesta área junto da comunidade”, explicou.

“Significa investir um bocadinho no futuro porque grande parte do público são jovens médicos e, portanto, a ideia é que eles conheçam os rostos do outro lado e possam contactá-los sempre que necessário através de um telefonema ou através de um e-mail e vice-versa”, frisou.

A meta é trabalhar melhor a prevenção e diagnóstico precoce no âmbito do cancro digestivo em particular do estômago e do intestino.

“Como cidadãos gostaríamos de encontrar a cura para todos doentes com cancro mas, não sendo possível, podemos ter um objectivo mais terreno que é aumentar a sobrevivência das pessoas que padecem. Uma das formas de aumentar a sobrevivência é diagnosticar precocemente e uma das formas de diagnosticar precocemente é estar a atento a coisas que são simples, como a idade, factores de risco ou história familiar. E ninguém melhor do que a Medicina Familiar para ter esses dados antes mesmo de se hospitalizar”, salientou.

Portanto, frisou o especialista, “em algumas circunstâncias, perante alguns factores de risco, que pode ser por exemplo a idade, se as pessoas forem submetidas a esquemas de rastreio a tendência é para que as lesões sejam detectadas precocemente e que de cancro digestivo aquele indivíduo não faleça”.

Actualmente, existe a indicação da Direcção Geral de Saúde para que indivíduos com mais de 50 anos façam o rastreio através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, seguido do exame de diagnóstico se for positivo, mas “não há uma organização deste processo, nem uma centralização dos dados”, lamentou Mário Dinis Ribeiro.

“Existem indicações, recomendações, mas continua a ser algo muito individual, muito na dependência do médico assistente”, frisou.

Durante o curso serão exploradas as temáticas da prevenção e diagnóstico precoce e respondidas todas as questões relativamente a casos clínicos concretos que os médicos e enfermeiros irão apresentar.

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Investigacao1

Uma equipa de investigadores do IPATIMUP e do Instituto Superior Técnico foi distinguida pela associação americana de doentes No Stomach For Cancer, recebendo 25 mil euros para desenvolver testes genéticos de cancro gástrico, anunciou ontem a instituição portuense.

Em comunicado, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) explicou que o projecto em causa “visa melhorar a capacidade de interpretação funcional de mutações germinativas” do gene da caderina-E, ligada ao cancro gástrico.

A investigadora do IPATIMUP Raquel Seruca disse à Lusa ser uma “honra imensa que uma associação de doentes americana reconheça uma equipa portuguesa para fazer testes não só para os EUA como oferecer estes testes mundialmente”.

Raquel Seruca explicou que os testes em causa, oferecidos gratuitamente a qualquer instituição mundial que o peça, permitem avaliar o valor das mutações germinativas numa pessoa e, assim, “se vão ou não causar cancro”.

“O cancro gástrico é a quarta causa mais comum de cancro no mundo e o cancro hereditário é uma forma genética de cancro do estômago. Apesar de não ser muito frequente é clinicamente obrigatório identificar possíveis portadores genéticos da doença”, acrescentou o comunicado do IPATIMUP.

De acordo com o instituto, em cerca de 20% dos casos “os testes genéticos não dão uma resposta conclusiva e os clínicos não podem aconselhar as famílias adequadamente”, daí que este trabalho procure agora “colmatar essa limitação”.

No ano passado, a No Stomach For Cancer havia já premiado a investigadora Carla Oliveira, também do IPATIMUP, num projecto conjunto com um investigador do Canadá.

Agora, pela primeira vez, é distinguida uma equipa composta apenas por elementos portugueses: Raquel Seruca e Joana Paredes, do IPATIMUP, e João Sanches, do Instituto de Sistemas e Robótica e do Departamento de Bioengenharia do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

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doentecancro

A maioria dos 600 oncologistas inquiridos sobre as preocupações destes profissionais considera que a qualidade do tratamento contra o cancro varia consoante o hospital onde é administrado e que Portugal não está preparado para o aumento desta doença.

O inquérito sobre percepções e preocupações de profissionais ligados à oncologia foi desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e será hoje apresentado durante os Encontros da Primavera de Oncologia, que se realizam em Évora.

De acordo com os resultados, 83 por cento dos inquiridos discorda da afirmação de que, “em Portugal, é dado aos doentes que vivem com cancro o melhor tratamento médico independentemente do hospital em que são tratados”.

A maioria dos médicos sondados considera que “em Portugal existem demasiadas assimetrias regionais no que diz respeito à prevenção e tratamento do cancro”.

A maioria dos inquiridos (71 por cento) considera que Portugal não está preparado para lidar com o crescimento da incidência do cancro.

Segundo o estudo, 55 por cento concorda que em Portugal existem os mesmos tratamentos para o cancro que estão disponíveis em outros países da União Europeia.

No entanto, 64 por cento considera que os doentes oncológicos não estão a receber tratamento de acordo com as recomendações internacionais.

Setenta e um por cento dos médicos julgam que Portugal não está preparado para lidar com o crescimento desta doença.

A maioria dos oncologistas inquiridos – com pelo menos dez anos de especialidade – considera que a comunidade científica em Portugal não tem as mesmas condicionantes orçamentais para a investigação do que outros países da União Europeia.

A maior parte destes médicos (60 por cento) considera que em Portugal não há um acompanhamento das campanhas de sensibilização europeias para a prevenção do cancro.

No que diz respeito às inquietações dos oncologistas, 53 por cento dos inquiridos identificaram o acesso à melhor terapêutica, de acordo com o estado da arte, como a sua primeira preocupação enquanto profissionais de saúde.

Questionados sobre o que mais dificulta a luta contra o cancro, 74 por cento elegeu, entre outros aspectos, a carência de profissionais nos cuidados de saúde primários/hospitalares e 68 por cento escolheu a inexistência de um programa de rastreios organizados de âmbito nacional.

A falta de conhecimento da população no que diz respeito aos problemas oncológicos foi opção de 62 por cento dos inquiridos, enquanto 54 por cento referiu a falta de campanhas de sensibilização da população regulares e sustentadas.

Sobre as maiores necessidades na área da formação de oncologistas em Portugal, 33 por cento identificou “a promoção do acesso a perspectivas multidisciplinares por patologia e a criação de sinergias entre cuidados de saúde diferenciados” e 26 por cento “a definição de requisitos de competência para a prestação das diferentes modalidades de cuidados oncológicos”.

Menos de um quinto dos inquiridos (17 por cento) escolheu a formação clínica integral no diagnóstico e a abordagem de um conjunto alargado de doenças neoplásicas como a maior necessidade ao nível da formação dos oncologistas.

Uma larga maioria (81 por cento) dos oncologistas auscultados considera que o doente oncológico em Portugal “está medianamente informado” sobre os seus direitos e sobre a sua doença e respectivo tratamento.

Oncologistas não têm mais razão de queixa do que outras especialidades

O director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) considerou hoje que os profissionais de saúde da área da oncologia “não têm mais razão de queixa do que os profissionais de saúde das outras áreas”.

“Até pelo contrário, penso que os institutos de oncologia são instituições muito boas e os hospitais universitários que tratam cancro tratam-no muito bem. O cancro em Portugal não é um problema, é pior a diabetes e a hipertensão”, afirmou Sobrinho Simões.

Para Sobrinho Simões, esta é “provavelmente uma das áreas em Portugal em que temos uma comparação muitíssimo razoável com os países europeus de dimensão semelhante à nossa”.

“O que eu sei é que há realmente uma situação de percepção do problema que é maior por parte das pessoas que têm cancro, porque continuam a considerar que é uma doença incurável, que atrasar uma semana prejudica imenso a sobrevida, o que não é verdade. É verdade que há problemas, é verdade que temos ainda hoje um problema de acesso, não temos um equilíbrio de acesso em todo o país, mas apesar de tudo a solução é continuar a valorizar o Serviço Nacional de Saúde”, referiu.

Sobrinho Simões frisou que “é um bocado exagerado pegar no cancro para dizer que há um problema, quando no cancro estamos muitíssimo razoáveis em termos internacionais. Acho que é mais a percepção e um bocado a exploração do medo das pessoas porque acham que é uma doença incurável e não é. É preciso é apostar no diagnóstico precoce”.

Ministro da Saúde reconhece assimetrias regionais no tratamento do cancro

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, reconheceu hoje que "há muito a fazer" para corrigir as assimetrias regionais em termos de prevenção e tratamento do cancro, admitindo também a necessidade de reforçar a capacidade de resposta cirúrgica.

No entanto, Paulo Macedo sublinhou que os resultados na área oncológica em Portugal "comparam com o que de melhor se faz na Europa e no mundo".

"Os resultados em Portugal estão ao nível do melhor que há", enfatizou.

Paulo Macedo reconheceu que "as assimetrias são um problema" e "têm de ser combatidas", nomeadamente através de incentivos à fixação de médicos no interior.

O governante aludiu ao investimento que o Governo está a fazer na actualização e modernização de toda a área da radioterapia, na manutenção da área da quimioterapia "de acordo com as melhores práticas" e no aumento da capacidade de resposta em termos de cirurgias.

"Relativamente às cirurgias, melhorámos os tempos de resposta, mas somos sistematicamente pressionados, porque temos mais pessoas a procurar", referiu, para vincar que esta é uma área em que é "claramente" preciso "melhorar e fazer esforço constante".

Disse que vão ser melhoradas as condições nos blocos operatórios dos institutos portugueses de Oncologia (IPO) de Coimbra e de Lisboa, "que são os que precisam mais".

Segundo Paulo Macedo, os três IPO vão beneficiar de um investimento de 40 milhões de euros, ficando assim dotados de "adequados" meios e infra-estruturas.

O ministro reiterou que os resultados oncológicos em Portugal "estão ao nível do melhor que há" no mundo, mas lembrou que a prevenção é "a área prioritária".

Nesse sentido, destacou a nova lei do tabaco, aprovada na quinta-feira, para dar "melhor informação" aos fumadores e para proteger os fumadores activos e passivos.

"Foi mais um passo na prevenção", referiu, sublinhando que sete a oito por cento dos tumores nos pulmões resultam do tabaco.

Paulo Macedo falava em terras de Bouro, à margem da inauguração do novo Centro de Saúde local.

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doentecancro

O parlamento dos Açores aprovou por unanimidade uma proposta do CDS-PP que cria um apoio suplementar para os doentes oncológicos que têm de sair da sua ilha ou do arquipélago para receber tratamento.

Todos os partidos deram o seu apoio à iniciativa, que foi negociada entre o CDS-PP e os socialistas, que têm maioria no parlamento regional e estão à frente do Governo dos Açores, no âmbito da discussão e aprovação do orçamento da região para 2015.

Com o diploma ontem aprovado, os doentes oncológicos deslocados vão receber um complemento de 20 euros à verba diária atribuída a qualquer residente no arquipélago que tenha de sair da sua ilha ou ir para o continente receber tratamentos ou fazer consultas, por a região não dispor dessa resposta.

Por outro lado, o diploma estabelece que os doentes oncológicos têm sempre direito a levar um acompanhante consigo nas deslocações e que quando saem da sua ilha recebem de imediato um terço da verba a que, previsivelmente, terão direito no global.

O deputado do CDS-PP Artur Lima considerou que este Complemento Especial para o Doente Oncológico – CEDO é "um passo significativo" para "melhorar a qualidade de vida" e "minorar o sofrimento" destes doentes, aqueles que "mais sofrem" e "mais tempo" permanecem fora da sua residência para receber tratamentos.

Antes desta votação, a maioria PS no parlamento regional chumbou, por outro lado, mais uma iniciativa do "pacote social" do PSD. Desta vez, foi a proposta para o alargamento do apoio domiciliário a todos os dias da semana.

A secretária regional da Solidariedade Social argumentou que as instituições dão respostas diferenciadas em função das necessidades dos utentes, havendo muitas que prestam apoios domiciliário todos os dias.

Numa declaração de voto, o deputado João Bruto da Costa, do PSD, considerou que os socialistas, como já fizeram anteriormente, rejeitaram esta proposta só por ter sido apresentada pelos social-democratas, lamentando que, mais uma vez, não tenha sido aprovada uma iniciativa que ajudaria os açorianos "que precisam de ajuda".

Na terça-feira, o PS chumbou outras duas propostas deste pacote social do PSD, considerando que estão já no terreno, por iniciativa do executivo regional, medidas semelhantes e até mais adequadas. Tratava-se da proposta para a criação de uma "rede social local", como a que existe no continente, e para ser reajustado o valor-padrão pago por utente às Instituições Particulares de solidariedade social (IPSS).

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Investigacao2

Uma nanopartícula desenvolvida por uma empresa de Coimbra poderá resultar num medicamento indicado para o cancro da mama triplo negativo, um tipo de tumor mais agressivo e para o qual não existe, actualmente, um tratamento específico.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora Vera Dantas Moura, responsável da empresa Treat U, do grupo Bluepharma, afirmou que a Pegasemp – uma nanopartícula inteligente, 80 vezes menor que uma célula, que reconhece os tumores actuando directamente nos alvos cancerígenos – "está a trazer esperança" aos doentes com cancro da mama triplo negativo.

"É um tipo de cancro que não tem nenhum tratamento específico indicado, pelo que é muito mais difícil e muito mais doloroso tratá-lo", explicou, adiantando que a nanopartícula – que quando administrada na corrente sanguínea do doente reconhece tumores e liberta o tratamento de quimioterapia como se de uma granada se tratasse – "permite um tratamento mais eficaz e menos doloroso".

A investigação concluiu no início do ano os testes laboratoriais em animais saudáveis, concretamente sobre o perfil toxicológico, um estudo que pretende demonstrar a segurança da utilização do medicamento e que está pronta para iniciar em 2015 ensaios clínicos em humanos.

De acordo com Vera Dantas Moura, os resultados dos testes laboratoriais demonstraram que a Pegasemp promete ser segura: "Para haver níveis toxicamente visíveis, a dose teria de ser aumentada duas a quatro vezes", indicou.

Os ensaios clínicos decorrem em três fases, as duas primeiras possíveis de realizar em Portugal, através de uma empresa do grupo farmacêutico Bluepharma e à qual estão associados mais de uma dezena de centros de saúde e hospitais.

A primeira fase dos ensaios clínicos, explicou a investigadora, "pretende explorar a dose que o paciente consegue tolerar" e deverá decorrer durante cerca de seis meses. Na segunda fase dos ensaios, que decorrerão ao longo de um ano, a dose identificada na primeira fase é administrada aos doentes para aferir da eficácia do medicamento.

A terceira fase implica o envolvimento de unidades de saúde diferenciadas "em países diferentes" por parte de grandes empresas farmacêuticas, antes do medicamento poder ser aprovado pelas entidades competentes e entrar em comercialização.

Vera Dantas Moura disse ainda que a Pegasemp possui já três patentes registadas nos EUA e está "pronta para ser produzida" à escala industrial.

"É um medicamento inteiramente português, pronto para ser utilizado", referiu, dizendo esperar que, após os ensaios clínicos, o medicamento possa chegar ao mercado dentro de três anos.

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Investigadores 4

Uma cientista brasileira descobriu um método para detectar cancro antes do aparecimento dos sintomas iniciais e que dispensa a realização de uma biópsia, informou, esta terça-feira, a imprensa local.

Priscila Kosaka, de 35 anos, investigadora do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, desenvolveu um método menos invasivo que utiliza um nano-sensor que é “dez milhões de vezes mais eficaz” do que os exames tradicionais realizados em amostras de sangue dos pacientes.

O sensor, com anticorpos na superfície, é como um “trampolim muito pequenininho” e quando em contacto com uma amostra de sangue de uma pessoa com cancro “captura” a partícula diferente e fica mais pesado, explicou a investigadora, citada pelo portal de notícias G1.

Outras componentes associadas à técnica fazem também com que se verifique uma mudança de cor das células, sinalizando a presença de um tumor maligno.

“Actualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bio-amostra”, afirmou, sublinhando que, hoje em dia, nenhum método permite encontrar a “agulha no palheiro’”.

“Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes e o nano-sensor que desenvolvi é capaz de fazer isso”, realçou, em declarações citadas pelo G1.

Segundo a cientista, novos estudos podem fazer com que o nano-sensor possa ser melhorado no sentido de identificar o tipo de células cancerígenas detectadas na amostra (gastrointestinal ou do pâncreas, por exemplo).

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que anualmente são detectados em todo o mundo 21,4 milhões de casos de cancro.

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É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Jornal Médico
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários

Neste momento os CSP encontram-se sobrecarregados de processos burocráticos inúteis, duplicados, desnecessários, que comprometem a relação médico-doente e que retiram tempo para a atividade assistencial.