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As crianças com cancro tratadas no IPO/Lisboa não recebem células dendríticas por ser um tratamento experimental e faltar fundamentação científica, segundo a directora do serviço de pediatra da unidade, que denuncia “redes de negócio” paralelas à medicina convencional.

“É importante dizer que aquelas terapêuticas que não fazemos – nomeadamente as células dendríticas –, não as fazemos por falta de fundamentação científica e por não haver qualquer indicação para serem feitas”, disse Filomena Pereira.

A especialista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que dirige um serviço que acolhe anualmente cerca de 160 novas crianças com cancro, das quais perto de 30 acabam por morrer, sublinhou que esta opção não tem qualquer razão económica. “Não tivemos qualquer constrangimento, corte, redução ou recusa em nenhum tipo de terapêutica”, frisou.

Filomena Pereira lamenta toda a confusão que se segue aos anúncios nas redes sociais de campanhas para a ida de crianças com cancro até clínicas onde são administradas as células dendríticas.

Alguns estudos indicam que as células dendríticas – que actuam ao nível do sistema imunitário e são usadas em tratamentos ainda experimentais – “têm alguns efeitos que mais não são do que prolongar alguns meses a vida de alguns doentes com determinado tipo de tumores, nomeadamente da próstata e alguns tipos de tumores cerebrais”.

Segundo a especialista, não há qualquer indicação para a aplicação de dendríticas em pediatria e, dentro das células dendríticas, "é importante fazer a diferenciação entre o que é investigação séria e o que é negócio”.

Para Filomena Pereira, “há um centro europeu e um nos Estados Unidos onde está a ser feita investigação séria sobre a utilização de células dendríticas e, depois, há as redes de negócios montadas, por exemplo, na Alemanha”.

“É bizarro que, na clínica tão anunciada por aí fora, os doentes [daquele país] não possam ser tratados, porque a clínica não tem autorização para tratar os doentes alemães”, sublinhou.

Questionada sobre quem, na sua opinião, ganha com esse “negócio”, a especialista enumerou: “ganham os do transporte, os do alojamento, os tradutores, as coisas paralelas, como as chamadas alimentações saudáveis”.

“Há toda uma série de coisas que, organizadas em grupo, em peso, fazendo de certa forma o contra à medicina convencional ou científica, e pelo facto de serem chamados alternativos, imediatamente se tornam em corpo e como corpo têm mais força, não só para embater com a medicina convencional, como para poderem ganhar dividendos de natureza vária”, adiantou.

Ainda assim, Filomena Pereira acredita que “haja gente que seja o mais honesto possível quando pensa que está a fazer bem nessa área”. “Acredito solenemente, mas, de facto, alimentam-se redes de negócio”, disse.

A especialista lembrou que já são três as crianças que apanham um avião para vir morrer em Portugal, depois de fazerem tratamentos com as células dendríticas.

“Nas redes sociais há o apelo à ida, mas depois não há o seguimento, nem sequer há muitas vezes a suspensão da angariação de fundos”, afirmou. Filomena Pereira considera que existe “um abuso das redes sociais, nomeadamente um abuso de exposição das crianças”.

Isto, “quando, cada vez mais, nós estamos sujeitos a segredo profissional, a confidencialidade, a uma série de regras de confidencialidade”, afirmou. “São as próprias famílias que expõem as crianças das formas mais incríveis”, disse, defendendo o fim do “vazio legislativo nesta área”. Estas notícias mediáticas envolvendo crianças com cancro “prejudicam” o trabalho dos profissionais do IPO, mas também os pais e os próprios doentes, declarou. “Fica sempre um pouco de descrença, de insegurança. Prejudica o nosso trabalho e, sobretudo, prejudica os outros pais, pois transmite-lhes essa mesma insegurança e descrença”.

Sobre o acto de decidir, a médica sublinha: “Não somos deuses. Mas temos que usar aquilo que acreditamos ser ou que internacionalmente se usa como melhor prática clínica”.

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Onco+
Profissionais de saúde, juristas e assistentes sociais vão lançar, no sábado, o “Onco+”, um portal informativo sobre o cancro que pretende ajudar os doentes a esclarecer dúvidas e contribuir para um maior conhecimento sobre a doença.

A ideia de criar o “Onco+” surgiu da necessidade de haver “um portal de informação sobre o cancro em português, com informação credível, cientificamente correcta” e divulgada de “uma forma simples” para que possa ser compreendida e utilizada pelas pessoas no dia-a-dia, disse à agência Lusa, Sérgio Barroso, oncologista e um dos fundadores da plataforma electrónica.

“O que sentimos é que existe muita informação disponível na internet, mas acaba por ser, muitas vezes, de difícil compreensão para a maioria das pessoas”, adiantou o médico do Hospital de Évora.

Sérgio Barroso explicou que o portal pretende disponibilizar informação “compreensível para a maioria das pessoas, para lhes dar os meios e as ferramentas para que possam procurar os recursos disponíveis na sociedade, na comunidade e no país e usarem-nos da forma mais adequada e mais atempada”.

“No cancro o tempo é um factor muito importante”, observou o especialista.

Os doentes e os familiares podem colocar as suas dúvidas à equipa que criou e gere o portal, formada por médicos oncologistas, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e sociólogos.

Mas, explicou o oncologista, o portal (disponível em www.oncomais.pt) apenas irá responder a perguntas gerais sobre a doença e nunca a casos concretos.

“O portal não irá, de maneira nenhuma, substituir-se àquilo que são os serviços de saúde”, frisou Sérgio Barroso, reiterando que a intenção é “tentar que a sociedade fique mais capacitada para lutar de uma forma mais eficaz contra o cancro”.

Perante o aumento da incidência do cancro, o especialista considerou “muito útil” este tipo de ferramenta para que as pessoas possam ter “um papel activo na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento dos tratamentos”.

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sexta-feira, 19 setembro 2014 19:00

FDA aprova nova indicação para o uso de XTANDI

Xtandi Astellas_site
A Astellas Pharma e a Medivation anunciaram que a Food and Drug Administration (FDA) aprovou uma nova indicação para o uso de enzalutamida (XTANDI) cápsulas para tratar doentes com cancro da próstata metastático resistente à castração (CPRCm). A aprovação desta nova indicação resulta da revisão prioritária do suplemento New Drug Application (sNDA) da FDA que se baseou nos resultados do ensaio clínico de fase III PREVAIL.

A FDA aprovou inicialmente XTANDI, apresentado em cápsulas, inibidor da via de sinalização do receptor androgénico, de toma única diária, em Agosto de 2012 para o uso em doentes com cancro da próstata metastático resistente à castração, previamente submetidos a quimioterapia com docetaxel. A nova indicação aprova XTANDI para uso em homens com cancro da próstata metastático resistente à castração que não receberam quimioterapia. O cancro da próstata metastático resistente à castração define-se como um cancro que não se limita à glândula prostática e progride apesar da terapêutica de privação androgénica.

“A revisão prioritária e a aprovação da FDA desta nova indicação de XTANDI, permite agora o uso de uma importante terapêutica por parte dos doentes com cancro da próstata metastático resistente à castração em todos os estádios da sua doença”, afirma Sef Kurstjens, M.D., Ph.D., director do Departamento Médico da Astellas Pharma, e presidente da Astellas Pharma Global Development. “Estamos muito satisfeitos com o facto de estes doentes terem agora XTANDI disponível como opção de tratamento”, diz o responsável.

No ensaio clínico de fase III PREVAIL, os homens que receberam XTANDI e terapêutica com análogo da GnRH exibiram uma superioridade estatisticamente significativa na sobrevivência global e atrasaram o tempo de progressão radiográfica ou morte quando comparado com placebo e terapêutica com análogo da GnRH.

XTANDI reduziu significativamente o risco de progressão radiográfica ou morte em 83% quando comparado com placebo (HR=0,17; p < 0,0001), bem como o risco de morte em 29% quando comparado com placebo (HR=0,71; p < 0,0001).

Em comparação com placebo, o tratamento com XTANDI também atrasou o tempo de início de quimioterapia e o tempo até ocorrência de acontecimentos músculo-esqueléticos.

O perfil de segurança de XTANDI foi actualizado para reflectir informação de ambos os ensaios clínicos de fase III, AFFIRM e PREVAIL.

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Espera 2
Os directores clínicos vão ter as suas competências reforçadas a partir de sexta-feira, relativamente às listas de espera para cirurgia de doentes oncológicos, uma medida que visa dar resposta ao aumento de casos de cancro nos últimos anos.

De acordo com uma portaria hoje publicada em Diário da República, “o peso das doenças oncológicas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem vindo a aumentar nos últimos anos, prevendo-se uma pressão ainda maior ao longo das próximas décadas”, o que justifica a adopção de medidas que respondam no imediato às necessidades dos doentes.

As medidas adoptadas visam ainda capacitar o SNS para o esperado aumento de entradas em lista de espera para cirurgia, mas também para responder ao aumento de necessidades como diagnósticos – em particular imagiologia e anatomia patológica –, oncologia médica, radioterapia e cuidados de suporte.

Assim, uma das medidas previstas é o reforço dos mecanismos de acompanhamento e monitorização dos doentes oncológicos, para perceber se as respostas existentes estão adequadas à procura de tratamento cirúrgico e, caso não estejam, adoptar medidas correctivas.

As unidades regionais de gestão de inscritos para cirurgia (URGIC) vêem acrescidas às suas actuais competências a obrigação de analisar e emitir pareceres relativamente aos relatórios mensais apresentados pelo director clínico da unidade hospitalar e propor medidas correctivas para aprovação pela respectiva Administração Regional de Saúde.

Os utentes classificados como prioritários passam a ter que ser acompanhados e monitorizados com uma periodicidade semanal, bem como os utentes inscritos para cirurgia com diagnóstico de neoplasia maligna, devendo ser enviada uma lista nominal ao director clínico da unidade hospitalar.

Ao director clínico compete, em especial, agendar a cirurgia desses utentes e reportar mensalmente à URGIC todos os utentes que ultrapassam os tempos máximos de resposta garantidos.

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tomate

Homens que comem mais de 10 porções de tomates por semana têm um risco 18 por cento menor de desenvolver cancro da próstata, sugere uma nova pesquisa realizada pelas universidades britânicas de Cambridge, Oxford e Bristol.

Segundo o estudo publicado na revista médica Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, que pertence à Associação Americana de Pesquisa do Cancro, homens que comem essas porções de tomate e seus derivados semanalmente demonstraram ter menor risco de aumentar cancro da próstata, a segunda variedade de tumor maligno mais comum nas pessoas de sexo masculino em todo o mundo.

Os pesquisadores das universidades de Cambridge Oxford e Bristol avaliaram as dietas e estilo de vida de 1.806 homens com idades entre 50 e 69, com cancro da próstata, e compararam com a dos outros 12.005 homens sem a doença.

A equipa de investigadores avaliou o estilo de vida dos dois grupos, nomeadamente se na sua dieta se incluía o selénio, cálcio e alimentos ricos em licopeno, produtos associados à prevenção do cancro da próstata.

E no final, apurou-se que os homens que tiveram ingestão ideal desses três componentes alimentares tiveram um menor risco da doença, refere a revista médica Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.

A redução do risco do desenvolvimento da doença deve-se ao licopeno, um antioxidante que repele as toxinas que podem provocar danos nas células e ADN, disse a pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Vanessa Er, que liderou o estudo.

“Os nossos resultados sugerem que o tomate pode ser importante na prevenção do cancro da próstata. No entanto, mais estudos precisam ser realizados para confirmar os nossos resultados, especialmente por meio de testes em humanos. Os homens ainda devem comer uma grande variedade de frutas e legumes, manter uma alimentação saudável, controlar o peso e manterem-se activos”, afirmou Vanessa Er.

Lusa/JM

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investigacao
Investigadores japoneses começaram a desenvolver um método para diagnosticar 13 dos tipos de cancro mais comuns através de uma análise ao sangue que, segundo os cientistas, seria “o primeiro sistema de detecção de alta precisão do mundo”.

O grupo de investigadores, formado pelo Centro Nacional de Cancro (CNC) do Japão, pelo Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Indústrias (NEDO), universidades e sete empresas, aspira ter disponível o novo sistema num prazo de cinco anos, de acordo com informações divulgadas hoje por estas instituições num comunicado conjunto citado pela agência Efe.

O projecto conta com um orçamento de 7.900 milhões de ienes (57 milhões de euros), financiados pelo NEDO, um organismo científico independente.

O seu objectivo passa por diagnosticar designadamente os cancros do estomago, esófago, pulmão, fígado, vesícula biliar, pâncreas, cólon, ovários, próstata, bexiga e mama.

Este seria “o primeiro sistema de diagnóstico de alta precisão do mundo” para o cancro, afirma na mesma nota o presidente do CNC, Tomomitsu Hotta, assinalando que o método permitiria aumentar a esperança de vida dos pacientes.

Simultaneamente, o NEDO trabalhará no desenvolvimento de um sistema idêntico para o Alzheimer, segundo o consórcio de investigadores.

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A Acreditar, de apoio a crianças com cancro, decidiu atribuir bolsas de estudo a jovens doentes ou sobreviventes da doença, numa altura em que crescem os pedidos de ajuda de famílias “fragilizadas e carenciadas”, à associação.

O programa de atribuição de bolsas de estudo para o ano lectivo 2014-2015, que assinala simbolicamente o 20.º aniversário da Acreditar, vai contemplar apenas dois jovens, mas a intenção é que, no futuro, sejam atribuídas mais bolsas.

“Se conseguirmos angariar apoios junto da sociedade civil, talvez consigamos ajudar mais jovens” a prosseguir os estudos, disse Margarida Cruz, directora da Associação.

A criação destas bolsas visou responder à necessidade que os pais têm de poderem continuar a apostar na educação dos filhos, que “vão ficar bons e vão precisar de ter uma boa profissão, uma boa formação”, explicou.

Sob o lema “Tratar a criança com cancro e não só o cancro na criança”, a Acreditar tem feito a diferença no dia-a-dia de milhares de crianças, adolescentes e respectivas famílias, intervindo a nível emocional, material, financeiro e educativo.

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Fazendo um balanço do trabalho de duas décadas da Acreditar, Margarida Cruz disse que a associação cumpriu o seu papel, mas o “balanço seria muito mais positivo”, se a associação pudesse ter deixado de existir: “Era um óptimo sinal”.

Mas o que tem acontecido é que há “cada vez mais famílias fragilizadas e carenciadas” a recorrerem à instituição, "como último recurso", uma situação potenciada pelos cortes orçamentais ao nível da protecção social, pelo aumento do desemprego, das despesas com os tratamentos e as deslocações ao hospital.

Acresce a esta situação, o facto de o tratamento levar a que o principal cuidador deixe de trabalhar para poder cuidar do filho.

No ano passado, foram encaminhadas para a instituição 278 famílias pelos serviços sociais dos IPO do Porto, de Coimbra e Lisboa, do Hospital de S. João, Hospital Pediátrico de Coimbra, Hospitais da Universidade de Coimbra e Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

“Nós que não tínhamos uma vocação para dar apoio económico, cada vez mais temos de ajudá-las a vencer algumas dificuldades económicas, até porque numa fase tão complicada da vida deles é quase injusto que ainda tenham que estar a pensar se têm dinheiro para pagar a renda”, uma prótese ou um suplemento alimentar que a criança necessita para a sua recuperação, sublinhou.

Margarida Cruz explicou que são necessidades que não estão directamente relacionadas com os tratamentos, que são comparticipados na totalidade, mas com a qualidade de vida destas crianças.

Para responder a necessidades que não estão contempladas nos protocolos da Segurança Social (rendas, medicamentos, facturas de água, gás e electricidade), ou devido a atrasos na atribuição dos subsídios de protecção na parentalidade, a Acreditar apoiou financeiramente 46 famílias, num valor total de cerca de 35 mil euros, em 2013.

A nível alimentar, a associação apoiou 59 famílias.

“Procuramos, com algum equilíbrio, ajudar todos aqueles que recorrem a nós, o que quer dizer que, muitas vezes, alguma ajuda fica aquém das necessidades das pessoas”, sublinhou Margarida Cruz.

Comparativamente a 2012, o valor de donativos de empresas desceu de 64% para 58,2%, situação que reflecte a crise económica que muitas empresas estão a viver.

No entanto, as doações de particulares aumentaram de 29% para 32,6%, o que demostra que, “apesar de estarem a viver tempos difíceis, as famílias deram prioridade ao apoio à Acreditar, reconhecendo o trabalho levado a cabo pela instituição”, sublinha a associação.

Margarida Cruz avançou que foi assinado, na sexta-feira, o contrato para o início da Casa Acreditar do Porto, um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros.

Já existem Casas Acreditar em Lisboa e em Coimbra, que foram o segundo lar, no ano passado, para 190 crianças e famílias, que, devido à distância ou por “condicionantes físicas, sociais ou económicas”, não puderam ir para a sua casa entre os ciclos de quimioterapia ou durante os tratamentos em regime ambulatório.

As famílias ficam ali instaladas gratuitamente, cuidando da manutenção e arrumação dos espaços que ocupam, e contam com a ajuda dos voluntários que diariamente estão disponíveis para as auxiliar.

No ano passado, a Casa Acreditar de Lisboa recebeu 71 famílias oriundas de vários pontos do país, principalmente dos Açores (37%), mas também de Angola, Cabo Verde e São Tomé.

À Casa de Coimbra chegaram 119 famílias de crianças com cancro, mas também com outras patologias, como transplantes hepáticos, cardiopatias, surdos profundos com implante coclear, entre outras doenças.

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Investigação 1

O Instituto de Investigación Sanitaria de Santiago de Compostela e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia apresentaram hoje em Braga um projecto de investigação centrado no diagnóstico oncológico, neurológico e em novas terapias contra o cancro.

Com um orçamento de quase três milhões de euros, o projecto conjunto InveNNta – Inovação em nanomedicina para o desenvolvimento socioeconómico da euro região Galiza-Norte de Portugal, integra mais de 30 investigadores.

Estes investigadores iniciaram o seu trabalho em Setembro de 2013 e prevêem a obtenção de “importantes resultados” num prazo máximo de dois anos.

“Trata-se de um ambicioso programa que está a ser levado a cabo pelo Instituto de Investigación Sanitaria de Santiago (IDIS) e pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), e que pretende dar resposta a necessidades médicas por resolver nas áreas da neurologia, cancro e dos novos modelos assistenciais”, esclareceram, em conferência de imprensa, os seus promotores.

O desenvolvimento de sistemas de diagnóstico até à fase de protótipo, com aplicações na luta contra o cancro e doenças neurológicas, com o propósito de atenuar os custos dos cuidados de saúde e de dependência, é um dos objectivos que o InveNNta, que visa também “o desenvolvimento de sistemas de seguimento in vivo de células chave para o diagnóstico e tratamento de doenças complexas, com o fim de obter novos agentes de controlo por imagem de ressonância magnética (IRM)”.

A nanotecnologia aplicada à medicina oferece soluções onde os fármacos convencionais atingiram os seus limites e permite vislumbrar a possibilidade de cura a partir do próprio corpo e ao nível celular ou molecular.

A monitorização em alta definição, a reparação de tecidos, o controlo exaustivo da evolução das doenças, a defesa e melhoria dos sistemas biológicos humanos, o diagnóstico precoce e a prevenção ou tratamento individualizados são alguns dos avanços científicos que o campo da nanomedicina torna possíveis.

O projecto visa transformar a região “numa referência para a investigação em nanomedicina, capaz de liderar iniciativas empreendedoras, e de competir na linha da frente, a nível internacional”.

Este projecto é co-financiado pelo Fundo Estrutural de Desenvolvimento Regional (FEDER) da União Europeia, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 (POCTEP).

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É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Jornal Médico
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários

Neste momento os CSP encontram-se sobrecarregados de processos burocráticos inúteis, duplicados, desnecessários, que comprometem a relação médico-doente e que retiram tempo para a atividade assistencial.