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Hospital do Funchal
O serviço de saúde da Região Autónoma da Madeira terá, a partir de 12 de outubro, oito médicos oncologistas do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) que, em regime de rotatividade, prestarão apoio ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

A medida foi formalizada com um protocolo assinado hoje de manhã, no Funchal, entre o CHLN e a Secretaria Regional da Saúde. Esta primeira equipa estará na unidade madeirense por um período de três anos.

O presidente do conselho de administração do CHLN, Carlos Martins, realçou a rapidez do processo, apenas possível devido à “experiência académica que o CHLN tem".

"Estamos a dar resposta imediata a uma situação que nos foi colocada: a patologia oncológica", declarou.

Carlos Martins salientou que o trabalho a ser desenvolvido na região será "em projetos conjuntos de investigação e na partilha de trabalho conjunto em proximidade com os doentes oncológicos".

O secretário regional da Saúde, João Faria Nunes, realçou a necessidade que o serviço regional de saúde sofria nesta área médica.

"A autonomia na área da saúde só faz sentido se os nossos doentes tiverem acesso aos melhores cuidados de saúde e é isso que este protocolo vem assegurar", pois o acordo "irá garantir o reforço imediato do corpo de apoio ao serviço de Hemato-oncologia".

O responsável destacou ainda a necessidade que a Madeira tem de, "cada vez mais, ter sinergismos na área técnica e científica e na prestação de serviços de saúde" com entidades nacionais.

Lusa

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HospitalGarciadeOrta2

As listas de espera para determinadas operações no Hospital Garcia de Orta, em Almada, vão reduzir-se quase para metade por influência de um protocolo assinado na passada sexta-feira, dia 24 de julho, entre o Hospital e o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN).

O protocolo permite que determinadas operações (tiroide, hérnia abdominal e vesícula) a doentes do Hospital Garcia de Orta possam ser feitas no Hospital de Santa Maria ou no Hospital Pulido Valente (do CHLN), baixando em 100 dias as listas de espera, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração do Garcia de Orta.

“Esperamos chegar aos 150 dias”, disse Daniel Ferro à Agência Lusa após a assinatura do protocolo, esclarecendo que a média atual é superior a 200 dias. O protocolo vai permitir “retirar 1.300 doentes das listas de espera” e entra em funcionamento já este verão.

“Houve nos últimos tempos um recrutamento de anestesistas desta casa que enfraqueceu o corpo clínico, e a maneira de complementarmos a resposta à população é não só aprofundar aqui, sobretudo em tempo extra, a atividade cirúrgica, como também pedir ajuda ao CHLN, que nos vai aumentar mais essa resposta”, explicou.

O tempo médio de espera para uma cirurgia tem vindo a “degradar-se” desde 2003 e nos últimos anos os anestesistas foram “reduzidos a metade”, disse.

A cerimónia de assinatura do documento foi presidida pelo ministro da Saúde, que à Lusa salientou o facto de ser uma cooperação que vai resultar em 1.200 cirurgias adicionais para os doentes do Garcia de Orta, no espaço de um ano.

Paulo Macedo congratulou-se por as duas entidades terem chegado a um entendimento para “um resultado muito concreto na vida de um conjunto significativo de portugueses” e acrescentou que é um modelo que “pode e que já está a ser replicado”.

O CHLN fez recentemente acordos de cooperação com o Centro Hospitalar do Oeste e com o Hospital do Litoral Alentejano, como o Hospital Universitário de Coimbra fez protocolos com os hospitais de Aveiro e Guarda, lembrou Paulo Macedo, acrescentando que é um tipo de cooperação a que se junta o programa de “cirurgia adicional” e que serve para “recuperar um número significativo de cirurgias e reduzir as listas de espera”.

O protocolo hoje assinado, garantiu à Lusa o presidente do Conselho de Administração do CHLN, Carlos Martins, não vai “em nenhuma circunstância” aumentar a lista ou os tempos de espera dos hospitais envolvidos da capital.

“Em nenhuma circunstância há aumento de tempo, ou de listas de espera, ou aumento de custos. Estamos é a gerir os nossos recursos humanos, a nossa tecnologia e a as nossas instalações da melhor forma possível, ao serviço do Serviço Nacional de Saúde e rentabilizando os recursos globais”, salientou.

Carlos Martins explicou que o protocolo contém um anexo onde se definem os tipos de operações que podem ser feitas e disse que esse anexo pode ser modificado em função das disponibilidades.

Para já são três as patologias contempladas e os doentes vão ser operados seja em cirurgia programada seja em cirurgia de ambulatório, num dos dois hospitais e com profissionais do CHLN, de acordo com as disponibilidades físicas e de equipas.

Câmara de Almada lamenta "perda de capacidade" do hospital Garcia de Orta

A Câmara Municipal de Almada emitiu um comunicado no qual aborda o protocolo estabelecido entre o hospital Garcia de Orta e o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), no qual refere que existe uma "perda de capacidade" daquele Hospital, salientando que há um desinvestimento nos cuidados de saúde em toda a Península de Setúbal.

"A Câmara Municipal de Almada não pode, no entanto, deixar de expressar, uma vez mais, o seu profundo lamento, pelo facto desta situação ser consequência de uma política que teima em apostar no desinvestimento continuado nos serviços públicos de prestação de cuidados de saúde, em Almada e em toda a Península de Setúbal", refere a autarquia em comunicado.

A Câmara, liderada por Joaquim Judas (PCP), refere que existe uma "perda de capacidade de resposta" do Hospital Garcia de Orta em várias valências.

"Abdicaram da existência de uma urgência polivalente na Península de Setúbal, realidade que afeta muito negativamente a qualidade dos serviços de saúde prestados às populações da margem sul do rio Tejo", salienta.

O documento refere ainda que a cooperação entre o Hospital Garcia de Orta e a Centro Hospitalar Lisboa Norte sublinha também a necessidade de construção de um novo hospital no concelho do Seixal, “há muito reivindicado”.

"Continua a constituir uma prioridade absoluta, tendo em vista a melhoria da capacidade de resposta e da qualidade dos serviços de cuidados de saúde prestados às populações", concluiu.

A atual política na área da saúde “é desde há muito denunciada pelos utentes, pelas suas associações e pelas autarquias locais”, reforçou a Câmara de Almada.

Ainda em comunicado, o município de Almada reiterou que “em primeiro lugar, deve ser colocada, obviamente, a saúde dos cidadãos e a sua recuperação das situações de doença, não colocando em causa a bondade da cooperação entre hospitais”.

A Câmara de Almada lamentou o facto de esta situação ser consequência de “uma política que teima em apostar no desinvestimento continuado nos serviços públicos de prestação de cuidados de saúde, em Almada e em toda a Península de Setúbal”.

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Hospital Litoral Alentejano

O Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho de Santiago do Cacém, vai contar com médicos provenientes do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, no qual se inclui o Hospital de Santa Maria, para colmatar as carências existentes.

A especialidade de Imuno-hemoterapia, que se dedica ao tratamento de doenças através da utilização de sangue ou derivados, é a primeira a ser beneficiada pela colaboração entre a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), entidades que assinaram ontem um memorando de entendimento no HLA, sediado em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

De acordo com o presidente da ULSLA, Jorge Sanches, "este era o caso mais premente" a atender, uma vez que o único especialista de Imuno-hemoterapia do hospital local, Carlos Aldeia, passou a acumular, recentemente, a função de médico com a de director clínico dos cuidados de saúde hospitalares da instituição.

Jorge Sanches, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do protocolo, indicou que "alguns profissionais" do Hospital de Santa Maria já se encontram no HLA para "iniciarem" serviço.

"A lógica é que eles possam, através de uma mobilidade parcial, ocupar uma parte da sua semana aqui", explicou o presidente da ULSLA, que iniciou funções há cerca de um mês.

Para o responsável, este é um "bom modelo", que poderá permitir a fixação de novos médicos nos serviços de saúde da costa alentejana.

A colaboração entre as duas instituições, disse, poderá estender-se a outras especialidades médicas, entre as quais a Psiquiatria.

No HLA "há um conjunto de especialidades que tem apenas um médico", referiu Jorge Sanches, o que compromete a prestação dos serviços em caso de "imprevistos".

"Nós não queremos estar tão dependentes assim dessas questões. Precisamos de ter alternativas, não só para melhorar o serviço, mas também para garantir que, a qualquer momento, não possa haver uma rutura", realçou.

Segundo o presidente do CHLN, Carlos Martins, a parceria com a ULSLA insere-se na missão de "proximidade" com as populações que a instituição prossegue e que se estende por alguns serviços de saúde nacionais.

Neste âmbito, exemplificou, o CHLN assegura, quatro dias por semana, as consultas de Psicologia e de Psiquiatria do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

Para José Robalo, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, o memorando de entendimento pode "fazer a diferença" para ultrapassar as carências de profissionais de saúde existentes na ULSLA, uma vez que as vagas que têm sido abertas nos concursos de colocação "ficam por ocupar".

Prestar no HLA um serviço "com a dignidade a que as pessoas têm direito" e evitar que os doentes "tenham de se deslocar" para receber assistência médica, bem como atribuir médico de família a todos os utentes, são os objectivos da ARS enunciados por José Robalo.

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Martins Carlos_Santa Maria

O presidente do Hospital Santa Maria, em Lisboa, admitiu hoje processar os autores do estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cuja análise apresenta esta unidade de saúde como estando minada pela corrupção.

“O que está em causa é toda uma instituição que é património de SNS e dos portugueses. Uma instituição como o Santa Maria não pode ser tratada desta forma, nem se pode reescrever a história”, disse Carlos Martins, em entrevista à agência Lusa.

Segundo o administrador, o hospital vai enviar o estudo para “as entidades que têm competência inspectiva e de auditoria externas” e para o escritório de advogados da instituição para que verifiquem de que forma é que podem “valer o bom nome da instituição”.

Questionado sobre a intenção de processar a Fundação Francisco Manuel dos Santos, Carlos Martins foi peremptório: “Não descarto nenhuma hipótese, nenhuma em absoluto”.

Segundo o estudo “Valores, qualidade institucional e desenvolvimento em Portugal”, encomendado pela fundação, o Hospital de Santa Maria está minado por uma teia de interesses e lealdades a partidos políticos, à maçonaria e organizações católicas.

“A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersectam a esfera do Hospital de Santa Maria”, refere o estudo.

Carlos Martins, que desde 2013 dirige o conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), de que fazem parte o Santa Maria e o Pulido Valente, recebeu as notícias sobre o estudo com “surpresa e indignação”.

“Surpresa porque, de acordo com o compromisso assumido pela equipa de investigadoras com esta instituição, o estudo tinha um âmbito académico, um grau elevado de confidencialidade, seguia as boas práticas científicas e seria do conhecimento do conselho de administração o seu relatório preliminar”.

A indignação do administrador deveu-se ao facto de, em termos de rigor científico e em relação ao compromisso entre a equipa de investigadores e a instituição, “nada disso foi cumprido”.

“Mais lamentável é que se coloque em causa, perante um país, uma instituição com 60 anos de serviço público”, afirmou.

Para Carlos Martins, este estudo “lança sobre toda a instituição uma imagem de más práticas de gestão, de interesses organizados, de captura, de orfandade, de abandono pelos accionistas da instituição”, o que “é de uma irresponsabilidade tremenda”.

“Quem diz que a instituição está órfã e está capturada tem de provar”, sublinhou.

O administrador reconhece que se vive hoje “um momento politicamente mais quente que o normal: estamos em ano de eleições legislativas”.

“Sei que, internamente, também é um momento com uma temperatura mais elevada, já que há eleições para a faculdade [de Medicina] – também visada no estudo – e o conselho de administração termina o seu mandato no final do ano”.

“Não acredito que há bruxas, mas começam a existir circunstâncias demasiado estranhas”, desabafou.

O estudo envolveu vários investigadores e foi coordenado pela professora da Universidade Nova de Lisboa Margarida Marques e pelo professor da Universidade de Princeton Alejandro Portes.

Entretanto, em comunicado, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa veio esclarecer que o estudo em causa “é da exclusiva responsabilidade dos investigadores envolvidos e não reflecte a posição institucional desta universidade”.

Também a organização Opus Dei desmentiu “categórica e integralmente” as afirmações que constam do estudo de que nos processos de nomeação dentro do Hospital de Santa Maria interferem "dinâmicas externas próprias à sociedade portuguesa — como (...) a Opus Dei".

Dados que apontam corrupção no Santa Maria assentam em metodologia científica

A investigadora da Universidade de Lisboa responsável pelo relatório sobre qualidade e funcionamento do Hospital de Santa Maria afirmou que os dados recolhidos que apontam para corrupção naquela instituição foram “cuidadosamente analisados, com base numa metodologia científica”.

Sónia Pires, que avaliou a qualidade e funcionamento daquele Hospital, no âmbito do estudo “Valores, qualidade institucional e desenvolvimento em Portugal, afirmou que “o estudo fundamenta-se em dados que foram recolhidos e, portanto, o material empírico foi feito com uma base científica”.

A investigadora reagia às declarações feitas pelo presidente do Hospital Santa Maria, que admitiu processar os autores do estudo.

“Os dados foram cuidadosamente analisados, foram feitos com base numa metodologia científica, pelo que estou particularmente surpreendida com esta reacção”, disse a investigadora.

“Aquilo que o ensaio escreve […] e os dados indicam que houve um processo durante largos anos de um fenómeno de corrupção em larga escala, mas isso, e eu quero frisar, que tudo o que está avançado foi feito com base em dados que foram recolhidos junto de agentes internos ao Hospital, bem como agentes externos do Hospital”, fundamentou Sónia Pires.

Fundação Francisco Manuel dos Santos recusa comentar eventual processo judicial

O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos recusou comentar o eventual processo judicial de que poderá ser alvo por parte do Hospital de Santa Maria.

“Não me vou referir a processos judiciais dos quais não tenho nenhum conhecimento neste momento. Este estudo tinha um objectivo que era estudar a qualidade das instituições portuguesas. Seguiu o método etnográfico, chegou a bom porto, tem as suas conclusões publicadas, acho que se cumpriu a missão”, disse Nuno Garoupa.

Nuno Garoupa afirmou que, quer as reacções da Opus Dei, quer do Hospital de Santa Maria “não surpreendem no sentido em que são agentes do espaço público visados no trabalho e é normal que reajam ao trabalho”.

“O que não faz sentido é dizer que um estudo ia ser confidencial, a fundação não faz estudos para eles serem confidenciais. O que não quer dizer que as conclusões do estudo tenham de agradar a todos”, declarou o responsável,

Rejeitando que haja “censura” no seio da fundação, Nuno Garoupa afiançou que “a fundação não só não faz estudos confidenciais – o que não pode impedir de forma nenhuma – […] e nunca fez nem nunca faz censura aos estudos encomendados aos autores”.

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.