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[caption id="attachment_5888" align="alignleft" width="300"]nunomiranda “Temos gato por lebre. Nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis”, disse Nuno Miranda, lembrando que cada medicamento novo que chega ao mercado custa 70 a 100 mil euros por ano e doente[/caption]

O director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, afirmou que “nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis” e que, em oncologia, existe uma “sobrevalorização” de medicamentos.

Nuno Miranda falava ontem durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, requerida pelo PS, CDS-PP e PCP, a propósito do documento “em defesa dos doentes oncológicos”, elaborado por 65 oncologistas contra o despacho que regulamenta a prescrição e dispensa de medicamentos inovadores.

“Temos gato por lebre. Nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis”, disse, lembrando que cada medicamento novo que chega ao mercado custa 70 a 100 mil euros por ano e doente.

Segundo Nuno Miranda, as aprovações destes fármacos “são cada vez mais precoces”, existindo casos em que posteriormente são retirados do mercado.

A este propósito, deu o exemplo de um medicamento que, apesar de ter aprovação da FDA (Estados Unidos) e EMEA (Europa), não foi aprovado pelo Infarmed, em Portugal, e que mais tarde foi retirado do mercado por causar mais danos do que benefícios.

Para o director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, o despacho que motivou as críticas dos 65 oncologistas “só por si tenta transmitir apenas equidade”.

“O despacho aprova um programa de monitorização em relação a estes medicamentos, mas o doente pode continuar a ser seguido nos hospitais de origem, o qual assegurará os custos associados. Como se vai fazer [entre os IPO e os hospitais de origem] a articulação não sei”, disse.

As novas regras determinam que os pedidos de medicamentos inovadores passem a ser fundamentadamente formulados por Centros Especializados para Utilização Excepcional de Medicamentos (CEUEM) que são, para a área da oncologia, apenas os três IPO.

A este propósito os administradores dos IPO de Lisboa, Porto e Coimbra apresentaram aos deputados indicadores destas unidades de saúde, como o facto de representarem mais de 50 por cento do atendimento dos doentes e “provavelmente dos mais complicados”, como lembrou o presidente do IPO do Porto.

Este responsável disse que existem hospitais que têm orçamentos superiores aos 258 milhões de euros adstritos aos IPO, sublinhando o grau de complexidade dos doentes atendidos nestas três estruturas.

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[caption id="attachment_5217" align="alignleft" width="300"]doentecancro Um pouco maior do que na análise anterior, publicada em 2007, o estudo Eurocare-5 comparou as taxas de sobrevivência a cinco anos de nove milhões de adultos e de mais de 60.000 crianças portadores de cancro entre 2000 e 2007, num total de 29 países.
Um terço dos cancros observados tinha uma taxa de sobrevivência a cinco anos de mais de 80% em 2007, entre eles os tumores dos testículos (88%), dos lábios (88%) da tiróide (86%) e da próstata (83%)[/caption]

As taxas de sobrevivência de doentes de cancro continuam a melhorar na Europa, mas subsistem importantes disparidades para certos tipos de cancro entre os países da parte oriental e o resto do continente, segundo os resultados de um estudo agora publicado.

Um pouco maior do que na análise anterior, publicada em 2007, o estudo Eurocare-5 comparou as taxas de sobrevivência a cinco anos de nove milhões de adultos e de mais de 60.000 crianças portadores de cancro entre 2000 e 2007, num total de 29 países.

Um terço dos cancros observados tinha uma taxa de sobrevivência a cinco anos de mais de 80% em 2007, entre eles os tumores dos testículos (88%), dos lábios (88%) da tiróide (86%) e da próstata (83%).

Por seu lado, a taxa de sobrevivência a cinco anos foi inferior a 25% para cancros “malignos” como o do pâncreas, da pleura, do fígado, do esófago, dos pulmões e do cérebro.

Apesar de todos os países terem registado melhorias entre 2003 e 2007, alguns, como os países nórdicos, a Áustria, a Bélgica, França, Alemanha, Suíça, Itália, Portugal e Espanha, observaram nítidas melhorias na matéria.

Outros países como a Bulgária, a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Polónia e a Eslováquia permanecem na cauda, com resultados significativamente abaixo da média europeia para certos tipos de cancro de bom prognóstico.

Trata-se do cancro do cólon (47% de taxa de sobrevivência contra 57% na média europeia), do cancro do reto (45% contra 56%) ou dos linfomas (50% contra 59%).

A situação está a melhorar neste países para o cancro da mama, com a taxa de sobrevivência a cinco anos a passar de 70 para 75%, entre 1999 e 2007.

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Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.