Jornal Médico Grande Público

Portugal com melhorias ao nível da investigação médico-científica
DATA
17/10/2018 11:30:01
AUTOR
Redação Jornal Médico
ETIQUETAS


Portugal com melhorias ao nível da investigação médico-científica

O Cancro da Mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o cancro da pele), e corresponde à segunda causa de morte por cancro, na mulher.

Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 4.500 novos casos de Cancro da Mama, e 1.500 mulheres morrem com esta doença. O Cancro da Mama é uma das doenças com maior impacto na sociedade, não só por ser muito frequente, e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade. Em declarações ao Jornal de Saúde Pública, Fátima Cardoso, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, afirma que Portugal tem registado melhorias a nível da investigação médico-científica e, em particular, no que respeita aos ensaios clínicos, nesta área mas, ainda assim, está atrás de muitos países europeus. De acordo com a investigadora, relativamente à incidência e mortalidade do cancro da mama, o país está “dentro da média europeia”, bem como no que diz respeito à relação entre o que se gasta e o tipo de cuidados e resultados que se obtêm. “Há alguns países que gastam bastante, mais do que nós, mas não têm resultados melhores. Às vezes, não é só o dinheiro que é alocado para a saúde, mas é a forma como se gasta esse dinheiro, que pode ser melhor ou pior. Nós, dentro dos gastos efetuados e dos resultados obtidos, não estamos nada mal, estamos bem”, destaca. Contudo, quando se fala de investigação, “já é um mundo diferente”. A cientista da Fundação Champalimaud reconhece que, “globalmente” a situação tem melhorado e dá como exemplo a CEIC – a Comissão de Ética para a Investigação Clínica, sustentando que “tem melhorado em termos de tempo, isto é, do tempo que demora a aprovar os estudos, bem como em termos de complexidade, das perguntas e dificuldades que levantam e não têm cabimento. Tudo isso tem melhorado”. “Ainda não estamos bem, como seria necessário por comparação com outros países europeus, ainda demoramos mais tempo do que alguns desses países e isso é muito mau. Os ensaios não podem demorar muito tempo a abrir, senão, quando abrirem, já o ensaio está a acabar nos outros países”, explica Fátima Cardoso. Mas reconhece que a situação é melhor do que há cinco anos, altura em que “a indústria farmacêutica tinha desistido de trazer ensaios para Portugal devido ao grande atraso e à grande burocracia”.

Saúde Pública

news events box

Mais lidas

Has no content to show!