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terça-feira, 05 maio 2015 12:52

Faltam equipas de cuidados paliativos domiciliários

Cuidados

A região de Lisboa e Vale do Tejo conta actualmente com apenas um terço das equipas necessárias para dar resposta às necessidades de cuidados continuados e paliativos prestados no domicílio. A denúncia é da Associação de Enfermagem em Cuidados Continuados e Paliativos (AECCP), cuja presidente, Purificação Gandra, afirmou há dias que, muito embora nos últimos anos se tenha verificado um crescimento de oferta de camas de internamento em unidades de cuidados continuados, a verdade é que de pouco serve “encher o país de camas quando as pessoas querem é estar nas suas casas a receber cuidados”.

De facto, aponta Purificação Gandra, só na região de Lisboa e Vale do Tejo, entre 2011 e 2015, o número de camas de cuidados prolongados passou de 1.114 para 1.826. Contudo, sublinha, esta é precisamente a região mais deficitária em termos de equipas domiciliárias tendo em conta a população que potencialmente usufruiria deste tipo de cuidados.

“O nosso drama ultimamente é ver que as pessoas estão a ser colocadas em casa a precisar de cuidados e nós não temos equipas para chegar lá. Há que mudar o paradigma deste tipo de cuidados: as camas de cuidados continuados são precisas, sim, mas essencialmente são precisas equipas domiciliárias”, defende a responsável.

De acordo com dados da AECCP, existirão na região da capital 57 equipas de cuidados continuados domiciliários e apenas duas de cuidados paliativos domiciliários, o que é considerado “manifestamente insuficiente”, já que os 415 profissionais de saúde que as integram apenas conseguem prestar assistência a pouco mais de duas mil pessoas, quando o universo de idosos em Lisboa e Vale do Tejo é de cerca de 670 mil.

“Pelo menos devíamos triplicar o número de equipas e o número profissionais das equipas comunitárias”, estima Purificação Gandra, referindo que Lisboa tem um rácio de 1,87 lugares de cuidados domiciliários por mil habitantes, quando a média do país é de 3,06. Ou seja, em Lisboa e Vale do Tejo não chega a ser possível acolher em cuidados domiciliários duas pessoas por cada mil habitantes. Já a região do Alentejo é a que regista melhor rácio em todo o país, com 5,44.

“O ideal para a nossa população seria as pessoas conseguirem ficar em suas casas, com as suas famílias, com os cuidados que necessitam. Isso não está a ser conseguido, porque os profissionais das equipas comunitários estão a ser desviados para outras unidades dos cuidados de saúde primários”, afirma a presidente da AECCP.

Assiste-se neste momento à saída de muitos técnicos e enfermeiros dos cuidados de saúde primários, por aposentação ou por terem decidido emigrar. Técnicos estes que não são substituídos nos cuidados de saúde primários ao ritmo necessário, levando à transferência de profissionais afectos às equipas domiciliárias para a prestação de outros cuidados.

Outra das causas do agravamento da situação prende-se com os efeitos da crise e da diminuição do rendimento disponível das famílias, que faz com que não consigam suportar os custos com o internamento em lares especializados.

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Nacional_Lei_Bases_Cuidados_Paliativos

A associação de enfermeiros dos cuidados continuados e paliativos avisa que o número de equipas domiciliárias na região de Lisboa e Vale do Tejo é manifestamente insuficiente, estimando que sejam necessários o triplo dos profissionais.

Este será um dos temas em debate nas Jornadas de Cuidados Continuados e Paliativos, que decorre na sexta-feira em Lisboa.

“O nosso drama ultimamente é ver que as pessoas estão a ser colocadas em casa a precisar de cuidados e nós não temos equipas para chegar lá. Há que mudar o paradigma deste tipo de cuidados: as camas de cuidados continuados são precisas, sim, mas essencialmente são precisas equipas domiciliárias”, afirmou a presidente da Associação de Enfermagem em Cuidados Continuados e Paliativos à agência Lusa.

Purificação Gandra reconhece que nos últimos dois anos, sobretudo, houve um crescimento de oferta de camas de internamento em unidades de cuidados continuados, mas considera que não valerá a pena “encher o país de camas quando as pessoas querem é estar nas suas casas a receber cuidados”.

Só na região de Lisboa e Vale do Tejo, entre 2011 e 2015, o número de camas de cuidados prolongados passou de 1.114 para 1.826.

Contudo, esta é precisamente a região mais deficitária em termos de equipas domiciliárias.

Segundo contas desta Associação de Enfermagem, Lisboa e Vale do Tejo tem 55 equipas de cuidados continuados domiciliários e apenas duas de cuidados paliativos domiciliários, o que é considerado “manifestamente insuficiente”.

As 57 equipas, integradas por 415 profissionais de saúde, podem dar assistência a pouco mais de duas mil pessoas, quando o universo de idosos em Lisboa e Vale do Tejo é de 670 mil.

“Pelo menos devíamos triplicar o número de equipas e o número de profissionais das equipas comunitárias”, estima a enfermeira Purificação Gandra, referindo que Lisboa tem um rácio de 1,87 lugares de cuidados domiciliários por mil habitantes, quando a média do país é de 3,06.

Ou seja, em Lisboa e Vale do Tejo não chega a ser possível acolher em cuidados domiciliários duas pessoas por cada mil habitantes. Já a região do Alentejo é a que regista melhor rácio em todo o país, com 5,44.

“O ideal para a nossa população seria as pessoas conseguirem ficar em suas casas, com as suas famílias, com os cuidados que necessitam. Isso não está a ser conseguido, porque os profissionais das equipas comunitários estão a ser desviadas para outras unidades dos cuidados de saúde primários”, afirma a presidente da Associação de Enfermagem em Cuidados Continuados e Paliativos.

Segundo esta enfermeira, os técnicos ou enfermeiros que vão saindo, por exemplo, com a emigração, não são substituídos nos cuidados de saúde primários ao ritmo necessário, o que faz aumentar a deslocação de profissionais das equipas domiciliárias para outros cuidados.

Por outro lado, este desvio de profissionais também se fez notar mais por causa da crise económica que afectou as famílias, que deixaram de ter capacidade de colocar os doentes internados em lares que precisam de comparticipação das famílias.

Ainda sobre o crescimento do número de camas de internamento em cuidados continuados ou paliativos, Purificação Gandra sublinha que também as necessidades das pessoas têm aumentado: há cada vez mais pessoas doentes e com mais doenças, resumiu.

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Depressao_exaustao

Três em cada 10 profissionais de saúde que trabalham em unidades de cuidados intensivos e paliativos encontram-se em exaustão emocional ou profissional, segundo um estudo português que avaliou 355 médicos e enfermeiros de 19 unidades.

Segundo o estudo, que vai ser apresentado na próxima semana nas Jornadas de Investigação em Cuidados Paliativos, a esmagadora maioria dos profissionais que se encontravam em ‘burnout’ – exaustão – exerciam funções em unidades de cuidados intensivos.

Foram analisados profissionais de nove unidades de cuidados paliativos e de 10 unidades de cuidados intensivos e conclui-se que cerca de 30% estavam em exaustão. Do total dos que estavam em ‘burnout’, 86% exerciam funções em cuidados intensivos.

De acordo com um resumo do estudo, acresce ainda que os níveis de ‘burnout’ em cuidados intensivos eram quase três vezes superiores aos que foram encontrados em cuidados paliativos.

Os autores consideram que este indicador mostra a necessidade de incorporar a filosofia, princípios e metodologias de trabalho dos cuidados paliativos noutros contextos, como o caso dos cuidados intensivos.

É ainda considerado importante que os profissionais com funções nestes cenários de elevada complexidade tenham formação avançada nos domínios nos quais trabalham.

Aliás, segundo o estudo, os profissionais com formação pós-graduada em cuidados intensivos/paliativos exibiam menores níveis de ‘burnout’.

Pelo outro lado, a existência de conflitos no local de trabalho mostrou-se a variável mais significativamente associada à presença de ‘burnout’.

Os autores e investigadores lembram que as consequências desta exaustão dos profissionais afectam não só os trabalhadores, mas também têm impacto directo nos doentes e famílias, havendo um aumento do risco de erros por parte dos profissionais de saúde.

É ainda salientado que o agravamento da crise económica e financeira faz agravar o confronto dos profissionais de saúde com situações de elevado stress, desgaste físico, pressão temporal, sobrecarga de trabalho ou percepções de injustiça.

O estudo foi liderado pela enfermeira Sandra Martins Pereira, investigadora integrada do gabinete de investigação e bioética da Universidade Católica Portuguesa, em conjunto com mais três investigadores.

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aexaminardinheiro

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) vai receber mais 121 milhões de euros, para os anos 2015/17, através de contratos-programa com unidades de média e longa duração e cuidados paliativos, de norte a sul do país.

Através de despacho publicado terça-feira, em Diário da República, o Governo autoriza o Instituto de Segurança Social e as Administrações Regionais de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, do Centro, do Norte, Alentejo e Algarve a assumir os respectivos compromissos para os anos de 2015, 2016 e 2017, com as entidades que estão integradas ou passam a integrar a RNCCI.

No total são 121.441.276,56 euros que, através dos Ministérios das Finanças, Saúde e Solidariedade, Emprego e Segurança Social, vão ser distribuídos por 33 Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM), 29 Unidades de Média Duração e Reabilitação (UMDR) e duas Unidades de Cuidados Paliativos (UCP).

No total das 64 unidades, aquela que recebe a parcela maior é a Associação de Socorros da Freguesia da Encarnação, em Lisboa, que, no total dos três anos, vai ter direito a cerca de 13,3 milhões de euros, entre 8,2 milhões de euros para a UMDR e mais 5 milhões de euros para a ULDM.

A zona Norte vai receber 22.306.896,96 euros, entre 14.508.462,4 euros provenientes da Administração Regional de Saúde (ARS) e outros 7.798.434,56 do Instituto de Segurança Social (ISS).

A instituição que recebe a parcela maior é a UMDR da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, que terá direito a 3.267.176 euros.

No Centro, a verba ascende a 47.158.633,2 euros, dos quais, 30.406.043,04 euros são entregues pela ARS, e 16.752.590,16 chegam às instituições via ISS, sendo que a maior parte da parcela sai da ARS para as UMDR, que recebem, no total dos três anos, 20.716.866 euros.

Na zona de Lisboa e Vale do Tejo há seis instituições que vão assinar contrato-programa, recebendo um total de 28.320.398,88 euros, 18.330.073,92 dos quais provenientes da ARS.

No Alentejo, estão previstos nove contratos-programa e uma verba total de 14.909.874,4 euros para cinco ULDM e quarto UMDR.

O Algarve é a zona do país com menos contratos-programa, recebendo 5.745.473,12 euros, distribuídos por três ULDM e uma UMDR.

No total, o ISS dá luz verde a 42.285.641,84 euros, enquanto as Administrações Regionais de Saúde distribuem 79.033.511,52 euros.

Nesta última parcela estão incluídos os 1.144.114,4 euros da ARS Norte para a Unidade Cuidados Paliativos (UCP) da Domus Fraternitas, em Braga, e os 1.733.762,4 euros da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, para a UCP da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, concelho da Moita.

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cuidadosintensivos

O Governo autorizou a celebração de contratos-programa que vão permitir a instalação de mais 150 camas em unidades de cuidados paliativos, aumentando assim para 325 as camas disponíveis nesta rede, segundo um despacho a que a Lusa teve acesso.

As novas camas vão funcionar em unidades de cuidados paliativos distribuídas pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte (35), Centro (38), Lisboa e Vale do Tejo (67) e Alentejo (10).

Actualmente existem 175 camas de cuidados paliativos em funcionamento.

Para a abertura destas camas, os ministérios das Finanças, da Saúde e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social autorizaram a celebração de contratos-programa que, em 2015, terão o valor de 2,6 milhões de euros.

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cuidadoscontinuados2

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve anunciou que, até ao final de Março, entra em funcionamento uma nova equipa de apoio domiciliário para cuidados paliativos, que vai alargar o serviço à zona do Barlavento (Oeste) da região.

Actualmente, o serviço de apoio domiciliário neste tipo de cuidados é apenas prestado na zona do Sotavento (Este) do Algarve, abrangendo os concelhos de Tavira, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, tendo a ARS/Algarve anunciado, em Novembro, que até ao final de 2015 iriam ser criadas duas novas equipas.

Em comunicado, a ARS/Algarve refere que a nova Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos, do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Barlavento, vai abranger, numa fase inicial, utentes dos concelhos de Lagoa e de Portimão, sendo, numa segunda fase, alargada ao concelho de Lagos.

A equipa multidisciplinar, constituída por médicos, enfermeiros, técnicos de serviço social e um psicólogo, vai ficar sedeada no Centro de Saúde de Lagoa, na Unidade de Cuidados na Comunidade D’Alagoa, prevendo-se que entre em actividade até final do próximo mês.

Esta nova equipa de cuidados paliativos surge na sequência do primeiro curso em "b-learning" (avançado), promovido pela ARS/Algarve entre Março e Outubro de 2014, com patrocínio científico da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), destinado a profissionais de saúde desta administração de saúde.

A nível hospitalar, existem duas equipas intra-hospitalares de cuidados paliativos, uma em cada unidade do Centro Hospitalar do Algarve: uma com dez camas no pólo de Portimão, e outra com 15 camas no pólo de Faro.

Em 2007, foi formada uma equipa de apoio domiciliário de cuidados paliativos, que abrangia os concelhos de Faro, Olhão e Tavira, mas no âmbito da reestruturação dos cuidados de saúde primários e a criação dos agrupamentos de centros de saúde, a equipa ficou a garantir a cobertura nos concelhos de Alcoutim, Castro Marim, Tavira e Vila Real de Santo António.

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Nacional_Lei_Bases_Cuidados_Paliativos

A construção da Unidade de Cuidados Paliativos em Estarreja vai a concurso na próxima semana, estando a sua abertura prevista até ao final do ano, anunciou hoje fonte hospitalar.

A informação resultou do teor de uma reunião ontem realizada entre o conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo-Vouga e o presidente do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), Paulo Sousa, para calendarizar o respectivo concurso.

De acordo com a mesma fonte, o projecto está concluído e a nova unidade irá contar com 18 camas.

Trata-se da primeira unidade do distrito de Aveiro destinada ao tratamento de doentes com necessidade de cuidados paliativos, num investimento de 900 mil euros do Ministério da Saúde, que havia sido anunciado a 29 de Julho, durante uma visita realizada pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, ao Hospital Visconde de Salreu.

A nova unidade do pólo de Estarreja do Centro Hospitalar do Baixo-Vouga está prevista no respectivo plano estratégico.

A requalificação do Serviço de Urgência e do Campus Hospitalar do polo de Águeda, foi outro dos temas da reunião, projecto que também vai ser desenvolvido em parceria com o SUCH, de acordo com a mesma fonte.

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cuidados paliativos

O Centro Hospitalar de Leiria anunciou ontem a criação, no Hospital de Alcobaça, da primeira unidade de internamento de cuidados paliativos do distrito.

A unidade de internamento em cuidados paliativos “ainda está em fase de estudo”, mas, de futuro, “permitirá finalmente trazer resposta aos doentes com necessidade deste tipo de cuidados”, sublinha Hélder Roque, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), numa nota enviada hoje às redacções.

A unidade, que foi recentemente autorizada pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, colmatará a falta de respostas no distrito que, segundo Hélder Roque, “não dispõe de qualquer cama de internamento no âmbito dos cuidados paliativos”, apesar do elevado índice de envelhecimento da região – o segundo mais alto a nível nacional, a seguir ao Alentejo – e do “aumento da prevalência de doenças crónicas”.

A nova unidade de cuidados paliativos terá por missão “proporcionar aos utentes com doença prolongada, incurável e progressiva, com prognóstico de vida limitada, a prestação de cuidados de saúde com a máxima qualidade, num ambiente confortável e tranquilo, e adaptado às necessidades dos doentes e suas famílias”, refere o CHL no documento enviado às redacções.

A escolha do Hospital de Alcobaça para a sua implementação integra-se na estratégia de dinamização daquele hospital, que “se pretende próximo das populações e activo no serviço que presta aos utentes”, justifica Hélder Roque.

O projecto de criação da nova unidade de cuidados paliativos, a implementar no Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira, encontra-se em fase de estudo, devendo o CHL apresentar uma proposta funcional à tutela para se avançar com a respectiva concretização.

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You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.