Displaying items by tag: cuidados paliativos

cuidados paliativos

O Centro Hospitalar de Leiria anunciou ontem a criação, no Hospital de Alcobaça, da primeira unidade de internamento de cuidados paliativos do distrito.

A unidade de internamento em cuidados paliativos “ainda está em fase de estudo”, mas, de futuro, “permitirá finalmente trazer resposta aos doentes com necessidade deste tipo de cuidados”, sublinha Hélder Roque, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), numa nota enviada hoje às redacções.

A unidade, que foi recentemente autorizada pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, colmatará a falta de respostas no distrito que, segundo Hélder Roque, “não dispõe de qualquer cama de internamento no âmbito dos cuidados paliativos”, apesar do elevado índice de envelhecimento da região – o segundo mais alto a nível nacional, a seguir ao Alentejo – e do “aumento da prevalência de doenças crónicas”.

A nova unidade de cuidados paliativos terá por missão “proporcionar aos utentes com doença prolongada, incurável e progressiva, com prognóstico de vida limitada, a prestação de cuidados de saúde com a máxima qualidade, num ambiente confortável e tranquilo, e adaptado às necessidades dos doentes e suas famílias”, refere o CHL no documento enviado às redacções.

A escolha do Hospital de Alcobaça para a sua implementação integra-se na estratégia de dinamização daquele hospital, que “se pretende próximo das populações e activo no serviço que presta aos utentes”, justifica Hélder Roque.

O projecto de criação da nova unidade de cuidados paliativos, a implementar no Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira, encontra-se em fase de estudo, devendo o CHL apresentar uma proposta funcional à tutela para se avançar com a respectiva concretização.

Published in Mundo
Tagged under

Nacional_Lei_Bases_Cuidados_Paliativos

O Centro Hospitalar de Gaia e Espinho vai implementar, a partir de Março, uma Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos, depois de ter conseguido financiamento junto da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do programa “Inovar em Saúde”.

“Este é um projecto a que o Centro Hospitalar concorreu e ganhou para obter um financiamento junto da Fundação Calouste Gulbenkian para a implementação de uma Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos”, explicou à Lusa a administração do hospital que ontem assinou acordos de parceria com alguns organismos como as câmaras municipais de Gaia e Espinho.

Para o autarca de Gaia, “esta foi uma oportunidade boa de satisfazer uma das prioridades” do município que com a parceria pretende “criar um modelo que possa ser replicado a fim de reforçar o apoio e os serviços de proximidade”.

Eduardo Vítor Rodrigues destacou ainda a importância do serviço que permite “manter as pessoas no seu núcleo residencial sem aquele processo muito negativo de institucionalização”.

De acordo com o Conselho de Administração, a actividade a ser desenvolvida pela Unidade Domiciliária será “assistencial e também de consultadoria e de formação aos profissionais de saúde e aos cuidadores”.

“A vantagem do projecto é essencialmente permitir que o doente que necessite destes cuidados permaneça no domicílio se essa for a sua vontade, continuando a ter os cuidados diferenciados de que necessita”, assinalam.

Será criada uma equipa de cuidados paliativos domiciliários (ECPD), com sede no Centro Hospitalar, e que visa “alargar o âmbito da actividade assistencial da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos aos doentes que carecem de cuidados paliativos diferenciados no domicílio e suas famílias”.

Neste momento o projecto está numa “fase de operacionalização, prevendo-se o seu início no terreno em Março”.

A assinatura do termo de aceitação com a Fundação Gulbenkian já foi formalizada e hoje foram assinadas parcerias com alguns organismos da comunidade como Agrupamentos de Centros de Saúde de Gaia e Espinho, Cruz Vermelha Portuguesa e Liga dos Amigos do Hospital de Gaia e de Espinho “que contribuirão para o sucesso do projecto”.

Published in Mundo
Tagged under

calendário

DATA: 20 a 21 de Março

LOCAL: Castelo Branco

Saiba mais aqui

Published in Agenda (expirada)
Tagged under

KasteloAssociacaoNoMeioDoNada

A associação Nomeiodonada prevê abrir no início de 2015 o “Kastelo”, um projecto pioneiro de cuidados continuados e paliativos a crianças, premiado com 100 mil euros que vão ser usados a equipar o ginásio de fisioterapia.

“Se não fosse este prémio [BPI Capacitar] não conseguíamos abrir no primeiro trimestre de 2015, porque não tínhamos verba para o equipamento da unidade de fisioterapia. Prevemos que a entrega da obra seja feita na terceira semana de Janeiro e precisamos de pelo menos mais um mês para equipar”, disse Teresa Fraga, a enfermeira responsável pelo projecto e pelo equipamento situado no concelho de Matosinhos, distrito do Porto.

A associação foi a “grande vencedora” da 5ª edição do prémio BPI Capacitar, ao arrecadar um quinto do valor total de 500 mil euros entregues a 25 instituições para projectos de inclusão social, depois de uma selecção de 264 candidaturas apresentadas.

Com capacidade para 30 crianças, o “Kastelo” vai acolher 22 a necessitar de cuidados continuados, quatro a precisar de cuidados paliativos (nos casos em que as doenças ou processos crónicos e incuráveis estão em fase terminal) e quatro no centro de dia, adiantou Teresa Fraga.

A responsável esclareceu ainda que foi devido a questões “legais” que as obras começaram em Abril, mais tarde do que estava previsto e que apontava a abertura do projecto no Verão de 2014.

A intenção é que a unidade esteja aberta 24 horas por dia, com uma unidade de dia e outra de internamento, destinado a crianças e jovens dos zero aos 18 anos com o objectivo de servir também “para descanso do cuidador”.

“Tratar de uma criança 24 horas por dia, muitas vezes com outros filhos, é muito difícil”, justificou Teresa Fraga quando foi lançada a primeira pedra do “Kastelo”, em Novembro de 2013.

“Esta casa vai contribuir para isso. Os pais podem deixar as crianças durante um período para descansarem, podem deixar e vir buscar ao fim de semana, podem vir ao fim do dia. E estará aberta durante 24 horas por dia, portanto podem vir à hora que quiserem, de acordo com os seus horários de trabalho”, frisou a responsável na cerimónia.

Na altura, o projecto precisava de um milhão de euros para obras de reabilitação da casa e adaptação do jardim doados ao Hospital Maria Pia, que o Centro Hospitalar do Porto cedeu à Associação Nomeiodonada.

A benemérita, Marta Ortigão, deixou o legado “há 35 anos” com o objectivo de apoiar crianças doentes, explicou Teresa Fraga, a enfermeira responsável.

Published in Mundo
Tagged under
quarta-feira, 26 novembro 2014 15:50

Açores vão implementar cuidados paliativos em 2015

Nacional_Lei_Bases_Cuidados_Paliativos

Os Açores vão avançar em 2015 com a criação das primeiras equipas e camas hospitalares para cuidados paliativos, anunciou hoje o secretário regional da Saúde, Luís Cabral.

Falando no debate do Plano e Orçamento dos Açores para 2015, no plenário da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, Luís Cabral disse que vão ser criadas dez "equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial e Pico".

Além disso, "os internamentos de cuidados paliativos serão criados nos três hospitais da região" (São Miguel, Terceira e Faial), acrescentou.

Segundo Luís Cabral, está já pronto "para adjudicação o projecto de adaptação" de um piso do hospital de Ponta Delgada, "de modo a permitir a criação de dez camas".

Um estudo da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) revelado em Outubro concluiu que os Açores, a par dos distritos de Aveiro, Leiria e Santarém não têm cuidados paliativos e que metade dos doentes referenciados morre sem acesso a este tipo de assistência.

Na mesma intervenção, o secretário regional da Saúde reiterou a intenção do Governo dos Açores de alargar os cuidados continuados actualmente prestados nas ilhas.

O orçamento regional prevê 2,4 milhões de euros para, em 2015, serem "disponibilizadas mais de duas centenas de camas de cuidados continuados integrados" e criadas 16 equipas "domiciliárias de apoio integrado".

Essas equipas trabalharão em Santa Maria (uma), São Miguel (cinco), Terceira (duas), Faial (uma), Pico (três), São Jorge (duas), Graciosa (uma) e Flores (uma).

Além disso, o executivo regional prevê "dar início" em 2015 "à rede regional de cuidados continuados de saúde mental", para dar "melhor resposta e maior autonomia a estes doentes", disse Luís Cabral.

Published in Mundo

curso_euract_braganca

Perto de 300 doentes em fase terminal beneficiaram nos últimos quatro anos de cuidados paliativos ao domicílio no âmbito de um projecto pioneiro no distrito de Bragança em curso no Planalto Mirandês cuja continuidade foi ontem assegurada.

A Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos “Planalto Mirandês” vai ter um novo modelo de financiamento com as câmaras municipais dos três concelhos abrangidos (Miranda da Douro, Vimioso e Mogadouro) a assegurarem o financiamento de 30 mil euros anuais.

O protocolo de parceria foi hoje celebrado, em Bragança, na sede na Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste que disponibiliza profissionais, enquanto as Santas Casas da Misericórdia locais prestam apoio logístico e os municípios o financiamento necessário.

Jacinta Fernandes, médica responsável pela unidade realça “a importância extraordinária” deste projecto que visa “dar melhor qualidade de vida aos doentes em fase terminal e às famílias. Se não tivessem os cuidados domiciliários, o que acontecia é que estes doentes frequentariam ‘n’ vezes os serviços de urgência que estão preparados para doentes agudos e não doentes crónicos, que não têm viabilidade de reabilitação ou recuperação”, apontou.

“Os hospitais são para curar e aquilo que nós fazemos é cuidar”, enfatizou.

Por outro lado, os doentes em causa estão muito fragilizados e “sofrem imenso com as deslocações”, numa região com custos agravados pelas distâncias e falta de transportes. A unidade funciona 24 horas por dia, todos os dias e dá “uma resposta permanente” com visitas programadas ou com deslocações e prontidão para tirar dúvidas a qualquer hora.

“Os doentes são seguidos de acordo com as necessidades que eles têm de cuidados”, afirmou, realçando que desta forma conseguem também “diminuir o stress da família”.

A equipa é composta por 16 profissionais ajudados por pessoal de enfermagem disponibilizado pela ULS do Nordeste, que garante também material clínico e terapêutico.

O presidente do Conselho de Administração da ULS do Nordeste, António Marçôa, afirmou que estes cuidados domiciliários retiram “pressão nas camas de internamento” hospitalar, num distrito com mais de 30 por cento da população idosa e com uma taxa de reinternamento elevada. “Quanto mais conseguirmos prestar através das nossas unidades de cuidados na comunidade, junto das populações, menos pressão temos no internamento”, realçou.

Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, João Henriques, este “é um projecto essencial, feito de forma totalmente gratuita para os que beneficiam deste serviço”. Destacou ainda o facto de este apoio “ter permitido que grande parte das pessoas pudessem ser assistidas em suas casas, ao pé da família e não dentro de um hospital”.

O presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, apontou ainda que este projecto permitiu criar alguns postos de trabalho com a equipa técnica que o suporta.

A ULS do Nordeste já anunciou que os cuidados paliativos domiciliários vão ser alargados, no início do próximo ano a Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, com a criação de um anova unidade que tem financiamento de 250 mil euros assegurado para três anos da Fundação Calouste Gulbenkian.

Published in Mundo
Tagged under

Hospital de Estarreja

O PS e o PCP criticam o “desmantelamento” do Hospital Visconde de Salreu, em Estarreja, concluindo que “vai ser transformado apenas numa Unidade de Cuidados Paliativos”, o que tem sido negado pela administração hospitalar.

“O fim anunciado do Hospital de Estarreja e a sua reconversão quase exclusiva numa unidade de cuidados paliativos que servirá toda a região do Baixo-Vouga, por muito respeitável e necessário que seja o serviço, é um insulto à população de Estarreja”, consideram Fernando Mendonça, Madalena Balça e Catarina Rodrigues, vereadores do PS na Câmara de Estarreja, numa posição hoje tornada pública.

Para os representantes do PS, o investimento de 900 mil euros na criação de uma unidade de cuidados paliativos, anunciado pelo Governo para aquele hospital, “é um acto demagógico e serve apenas para atirar ‘areia aos olhos’ da população”.

Segundo o PS, visa trocar um conjunto de serviços hospitalares “verdadeiramente importantes para a população, como a cirurgia de ambulatório e o desmantelamento do bloco operatório, por uma unidade que servirá apenas um sector muito específico de doentes, na sua grande parte de fora do município, perante a passividade da Câmara PSD/CDS”.

Para os vereadores socialistas, “o serviço de cuidados paliativos poderia vir sim, mas enquadrado num hospital que albergasse todos os outros serviços que estavam previstos para o novo hospital projectado para junto do actual Centro de Saúde e do Quartel dos Bombeiros, na Teixugueira, que foi anunciado pelo anterior governo do PS”.

O PCP insurgiu-se igualmente, em comunicado, contra a redução das valências do Hospital: “o desmantelamento do Hospital Visconde de Salreu irá levar nos próximos meses ao seu encerramento tal como o conhecemos, passando a ser uma única unidade de cuidados continuados, que em nada dá resposta às necessidades e anseios das populações de Estarreja, bem como dos concelhos vizinhos”.

O PCP classifica de “embuste” a garantia da manutenção de valências dada aquando da visita do secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, aquele hospital, em 29 de Julho, em que foi anunciada a realização de obras, num investimento de 900 mil euros.

Segundo aquele partido, a cirurgia de ambulatório não reabriu a 15 de Setembro como estava prometido, as pequenas cirurgias que se efectuavam três dias por semana passaram a uma, as consultas de anestesia foram desmarcadas e passaram para Águeda, para cujo hospital foi transferido um dos médicos, diminuindo “drasticamente” as consultas de cirurgia.

A transferência de enfermeiros e funcionários administrativos para o Hospital de Aveiro é outra das medidas de “desmantelamento” denunciadas pelo PCP.

A Administração Regional de Saúde do Centro e a própria administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que gere os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja, têm negado a intenção de encerrar o Hospital Visconde de Salreu, afirmando que as medidas de reorganização tomadas visam rentabilizar meios e prestar melhor serviço às populações.

Published in Mundo

nacional_cuidados_paliativos_01Um estudo da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) concluiu que os distritos de Aveiro, Leiria e Santarém e os Açores não têm cuidados paliativos e que metade dos doentes referenciados morre sem acesso a este tipo de assistência.

A propósito do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que se assinala sábado, a associação divulgou um estudo que se baseou na análise do desenvolvimento destes cuidados desde 1988.

“Até à data, os passos que foram dados em Portugal são residuais para que a integração deste serviço seja uma realidade. Continuam a morrer pessoas todos os dias sem acesso aos cuidados paliativos”, refere o presidente da APCP e o principal relator do estudo, Manuel Luís Capelas.

De acordo com as conclusões do estudo, “a oferta de cuidados paliativos é a que mais se distancia das metas inicialmente delineadas, devido à quase total inexistência de equipas comunitárias de cuidados paliativos hospitalares e domiciliários”.

Para os autores do estudo, “a escassez de número e de formação dos profissionais que integram estas equipas, uma referenciação tardia e inadequada e a dificuldade geográfica de acesso” são algumas das causas que contribuem para estes “resultados preocupantes”.

A investigação indica que “o tempo de espera dos doentes é de cerca de 40 dias”, que “o número de doentes referenciados não corresponde à realidade” e que os indicadores de qualidade são “inadequados”.

Dados da European Association for Palliative Care, citados pela APCP, indicam que, em 2013, “Portugal estava na cauda nos países da união europeia, com 5,05 serviços por milhão de habitantes”. Atrás de Portugal “apenas o Chipre, Grécia, os países de Leste, do Báltico e os da antiga União Soviética”.

O estudo conta ainda com uma análise aos programas de cuidados paliativos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e no Algarve, a qual apurou “uma redução significativa, não só nos custos para o Estado, como também uma diminuição significativa do número de internamentos hospitalares, idas às urgências, medicamentos e exames”.

No Algarve, lê-se nas conclusões do estudo, registou-se uma diminuição de custos para o Estado na ordem dos 3.000 euros por doente nos últimos 30 dias de vida.

Concluem os autores que “estes cuidados, só por si, têm impacto positivo na qualidade de vida dos doentes e família, na equipa, nos outros profissionais de saúde das instituições, na forma como se abordam as doenças crónicas, na formação de outros profissionais, na promoção da prestação de cuidados compreensivos e na redução da mortalidade hospitalar".

Published in Mundo
Pág. 7 de 8
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Jornal Médico
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários

Neste momento os CSP encontram-se sobrecarregados de processos burocráticos inúteis, duplicados, desnecessários, que comprometem a relação médico-doente e que retiram tempo para a atividade assistencial.