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O ministro da Saúde disse hoje que não é sensível à “futebolização da política de saúde” e negou que o cirurgião Eduardo Barroso o tenha pressionado na escolha de dirigentes hospitalares.

Segundo notícias divulgadas pela imprensa, Eduardo Barroso terá tentado interferir nas nomeações da equipa dirigente para o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC).

Na audição que hoje decorre na comissão parlamentar de Saúde, Adalberto Campos Fernandes revelou ter convidado o atual administrador do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Francisco Ramos, para a presidência do conselho de administração do CHLC, convite que foi aceite.

Segundo contou, Francisco Ramos terá tentado compor uma equipa e terá sido em resultado de um dos convites efetuado que a polémica surgiu.

Em causa está a escolha feita por Francisco Ramos para a direção clínica do Centro Hospitalar de Lisboa Central que, segundo a imprensa, terá recaído na anestesiologista Isabel Fragata.

O ministro reconheceu que a equipa que estava ser formada, a manter-se, iria “causar grande perturbação”.

Ao mesmo tempo, Francisco Ramos disse ao ministro da Saúde que teria tido muita dificuldade em “encontrar uma equipa estável”, tendo por isso retirado a sua disponibilidade para o cargo.

Adalberto Campos Fernandes recusou-se a mais comentários sobre Eduardo Barroso, tendo aproveitado para apresentar aos deputados o seu “enorme respeito” pelo cirurgião, que, segundo notícias divulgadas pela comunicação social, terá tentado inviabilizar a escolha da diretora clínica pretendida por Francisco Ramos.

O ministro escolheu entretanto Ana Escoval para substituir a ainda presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Teresa Sustelo, que colocou o seu lugar à disposição na sequência do caso do homem de 29 anos que morreu no Hospital de S. José, na madrugada de 14 de dezembro, com um aneurisma roto.

Lusa/Jornal Médico

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.