O médico Henrique Moniz Costa é novo diretor de Neurologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), substituindo Joaquim Pinheiro, que abandou o cargo a 31 de outubro.

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O conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) lamentoua demissão do diretor de Neurologia, frisando que os problemas existentes neste serviço resultam de “vários anos de inação”.

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segunda-feira, 28 novembro 2016 13:13

Dormir para quê?

Os riscos e as consequências de “brincar” com o sono são graves. Em todas as idades e em todos os continentes dormir de menos ou demais, aumentam o risco de obesidade, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, acidentes, cancro, depressão, insónia, morte mais precoce.

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  • Serviço Neurologista
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O neurologista Joaquim Ferreira defendeu ontem que os serviços e os profissionais de saúde têm de adaptar-se para responder às necessidades dos doentes de Parkinson com abordagens terapêuticas mais multidisciplinares e integradas.

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calendário

Data: 11 de julho

Local: Biblioteca do Hospital CUF Descobertas

Os Hospitais CUF Infante Santo e CUF Descobertas organizam um Programa de atualização em Neurologia, no dia 11 de julho, na Biblioteca do Hospital CUF Descobertas.

A formação destina-se a neurologistas, médicos de outras especialidades, médicos internos, e alunos de medicina dos anos clínicos.

Consulte aqui o programa.

O cartaz pode ser descarregado aqui.

O formulário on-line está disponível aqui. A inscrição é obrigatória.

Mais informações aqui.

Secretariado:
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quarta-feira, 05 novembro 2014 16:11

A Neurologia do futuro será mais interventiva

VitorOliveira

A Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN) vai organizar, entre os próximos dias 12 e 15 de Novembro, no Sana Lisboa Hotel, o seu congresso anual, sob o lema Neurologia do Futuro. O nosso jornal conversou com o presidente da SPN, Vítor Oliveira, a propósito da reunião magna dos neurologistas portugueses e ainda sobre o enorme desenvolvimento que esta especialidade médica teve nos últimos 30 anos, com avanços extraordinários ao nível do diagnóstico e da terapêutica em patologias como a epilepsia, a esclerose múltipla, a doença de Parkinson e o acidente vascular cerebral (AVC).

Ao longo dos últimos anos, a área das Neurociências sofreu uma grande evolução e a Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN), que conta com mais de 30 anos de existência, tem vindo a acompanhar este desenvolvimento, garante o seu presidente, Vítor Oliveira, reafirmando o desiderato de, em prol dos doentes, construir “uma SPN cada vez mais activa e actuante”.

De acordo com o neurologista do Hospital de Santa Maria (HSM) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), a SPN é “o bastião da neurologia portuguesa” e “só a unidade poderá dotar a nossa sociedade de força e visibilidade para uma justificada satisfação dos seus sócios”. Em Portugal, há cerca de 300 neurologistas, “que sentem que a SPN é uma parte integrante da sua actividade profissional, com um forte papel na formação e educação contínua dos associados (internos e especialistas)”, frisa o responsável.

Este esforço formativo da SPN espelha-se na organização dos seus congressos anuais, em que “procuramos trazer colegas estrangeiros e também colegas portugueses que estão a trabalhar lá fora e que estejam a desenvolver trabalhos da maior qualidade e interesse para a nossa prática. Incentivamos o caminho dos mais novos com a atribuição de prémios para os melhores trabalhos apresentados nas nossas reuniões, assim como apoiamos a investigação com a atribuição de bolsas, após escrutínio rigoroso pelos pares”, salienta Vítor Oliveira, acrescentando: “no ano passado, prolongámos o congresso anual por mais um dia, decisão que embora comportasse alguns riscos, se veio a verificar que foi ao encontro das expectativas dos colegas. Para além disso, iniciámos um modelo de fórum de cariz marcadamente didáctico e foi-nos atribuída pela Ordem dos Médicos uma certificação, que é uma mais-valia que certamente será tida em conta na avaliação da formação dos internos”.

Epilepsia, Parkinson e EM com grandes avanços terapêuticos

Como especialidade, a Neurologia conheceu, nos últimos anos, enormes progressos ao nível do diagnóstico e terapêutica, particularmente em áreas como as da epilepsia, doença de Parkinson e esclerose múltipla (EM).

De acordo com o neurologista do HSM, “a epilepsia conheceu avanços extraordinários, não só com as novas terapêuticas medicamentosas, incomparavelmente mais eficazes do que na época da constituição da SPN, como enveredou por caminhos então insuspeitáveis, como as terapêuticas cirúrgicas e as estimulações eléctricas”. Progressos que, sublinha o professor da FMUL, “só foram possíveis devido aos avanços científicos e tecnológicos na área da imagiologia, com a tomografia axial computorizada (TAC), a ressonância magnética (RM) e a tomografia de emissão de positrões (PET)”.

Na esclerose múltipla e na doença de Parkinson, o desenvolvimento terapêutico (farmacológico e cirúrgico, respectivamente) tem sido “impressionante”, considera Vítor Oliveira. “A doença de Parkinson beneficia actualmente de tratamentos que revolucionaram a qualidade de vida dos seus portadores”, sublinha o médico, enfatizando ainda que “na doença de Alzheimer e noutras demências, também se verificaram progressos notáveis, com repercussão directa na qualidade de vida, não só dos seus portadores, como dos seus cuidadores e familiares”.

As doenças desmielinizantes, de entre as quais a mais comum é a esclerose múltipla, particularmente importante e dramática ao atingir pessoas em plena força de vida, “têm beneficiado de um progresso extraordinário, através de medicação incomparavelmente mais eficaz do que existia há alguns anos”, salienta.

Já as doenças vasculares cerebrais, que aquando da criação da SPN eram uma área órfã da Medicina, devido à escassez de meios de diagnóstico e de terapêutica, foram conquistadas para a Neurologia, com avanços “extraordinários” ao nível do tratamento agudo e com a criação das vias verdes do AVC e das unidades de AVC em todo o país.

Mais recentemente, o tratamento das cefaleias – outra entidade patológica de relevo na esfera neurológica – teve desenvolvimentos inovadores significativos, com a indicação de utilização terapêutica para a toxina botulínica.

Doenças associadas ao envelhecimento no mapa da Neurologia

“A Neurologia será uma especialidade cada vez mais interventiva. É-o hoje muito mais do que há 30 anos e sê-lo-á no futuro muito mais do que actualmente”, sustenta Vítor Oliveira, recordando, de forma caricatural, a especialidade “de antigamente”: a Neurologia “era tida como uma especialidade que fazia uns diagnósticos muito bonitos, mas que não tratava praticamente nada”.

Com cada vez maior grau de intervenção, a Neurologia do futuro terá como principal desafio responder ao crescente peso das doenças associadas ao envelhecimento. Estas patologias, decorrentes de um aumento da esperança média de vida e da população idosa, serão simultaneamente um desafio e uma oportunidade para os neurologistas.

Segundo o presidente da SPN, “a Neurologia é uma especialidade com um terreno muito próprio, que não sofre ameaça de extinção, devido precisamente a este enorme potencial decorrente das doenças associadas ao envelhecimento”.

As pessoas vivem cada vez mais anos e, como tal, “os neurologistas vêem cada vez mais doenças típicas de idades avançadas: Parkinson, Alzheimer (e outras demências) e acidentes vasculares cerebrais (AVC), que também têm na idade – e em algumas condições associadas à idade (aterosclerose e fibrilação auricular) – um factor de risco”, diz o especialista, salientando que “quanto maior a esperança de vida e quanto mais pessoas idosas houver, maior a necessidade de intervenção da Neurologia”.

No entender de Vítor Oliveira, “o caminho da Neurologia será, cada vez mais, o de melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir os seus incómodos e constrangimentos, com progressos terapêuticos extraordinários nos seus vários campos de actuação”.

Congresso Neurologia 2014

O Sana Lisboa Hotel vai ser o palco da próxima edição do Congresso Nacional de Neurologia, que decorrerá entre 12 e 15 de Novembro.

Entre mesas-redondas, conferências, reuniões socioprofissionais e simpósios, o programa do evento major dos neurologistas portugueses contempla inúmeros momentos de discussão em torno do futuro da especialidade e sobre o diagnóstico, abordagem, estado de arte e tratamento das diversas patologias do foro neurológico. Especialistas internacionais e neurologistas portugueses a exercer no estrangeiro também são chamados ao debate e ao convívio, que se pretende que preencham os três dias do encontro.

As cefaleias, as doenças de Parkinson e de Alzheimer, o AVC, a epilepsia e a esclerose múltipla, bem como os novos instrumentos de intervenção cognitiva e motora, serão alguns dos temas em destaque, numa perspectiva técnico-científica. Num plano mais político/organizacional haverá espaço para debater os desafios dos sistemas de saúde e o presente e o futuro das Unidades de AVC.

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Investigação 1

O Instituto de Investigación Sanitaria de Santiago de Compostela e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia apresentaram hoje em Braga um projecto de investigação centrado no diagnóstico oncológico, neurológico e em novas terapias contra o cancro.

Com um orçamento de quase três milhões de euros, o projecto conjunto InveNNta – Inovação em nanomedicina para o desenvolvimento socioeconómico da euro região Galiza-Norte de Portugal, integra mais de 30 investigadores.

Estes investigadores iniciaram o seu trabalho em Setembro de 2013 e prevêem a obtenção de “importantes resultados” num prazo máximo de dois anos.

“Trata-se de um ambicioso programa que está a ser levado a cabo pelo Instituto de Investigación Sanitaria de Santiago (IDIS) e pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), e que pretende dar resposta a necessidades médicas por resolver nas áreas da neurologia, cancro e dos novos modelos assistenciais”, esclareceram, em conferência de imprensa, os seus promotores.

O desenvolvimento de sistemas de diagnóstico até à fase de protótipo, com aplicações na luta contra o cancro e doenças neurológicas, com o propósito de atenuar os custos dos cuidados de saúde e de dependência, é um dos objectivos que o InveNNta, que visa também “o desenvolvimento de sistemas de seguimento in vivo de células chave para o diagnóstico e tratamento de doenças complexas, com o fim de obter novos agentes de controlo por imagem de ressonância magnética (IRM)”.

A nanotecnologia aplicada à medicina oferece soluções onde os fármacos convencionais atingiram os seus limites e permite vislumbrar a possibilidade de cura a partir do próprio corpo e ao nível celular ou molecular.

A monitorização em alta definição, a reparação de tecidos, o controlo exaustivo da evolução das doenças, a defesa e melhoria dos sistemas biológicos humanos, o diagnóstico precoce e a prevenção ou tratamento individualizados são alguns dos avanços científicos que o campo da nanomedicina torna possíveis.

O projecto visa transformar a região “numa referência para a investigação em nanomedicina, capaz de liderar iniciativas empreendedoras, e de competir na linha da frente, a nível internacional”.

Este projecto é co-financiado pelo Fundo Estrutural de Desenvolvimento Regional (FEDER) da União Europeia, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 (POCTEP).

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2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos
Editorial | Rui Nogueira
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos

Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.