Novo Nordisk divulga nova evidência clínica na abordagem à diabetes
DATA
25/09/2019 15:36:50
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Jornal Médico
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Novo Nordisk divulga nova evidência clínica na abordagem à diabetes

A Novo Nordisk, líder mundial no fornecimento de insulina, marcou presença na 55ª Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD), realizada em Barcelona, de 16 a 20 de setembro. Nesta reunião, foram apresentados vários estudos que comprovam a eficácia dos antidiabéticos desenvolvidos pela companhia: o Fiasp, o Tresiba e o Ozempic.

O Fiasp (insulina aspártico de ação ultrarrápida) demonstrou a sua eficácia em doentes com diabetes tipo 2 avançada (≥10 anos de diagnóstico) não controlada de forma ótima com regime basal-bólus. As pessoas a fazer Fiasp obtiveram uma maior redução dos níveis de açúcar no sangue, quando comparados com as que faziam insulina aspártico convencional. Para além de alcançarem um maior controlo efetivo destes níveis, Fiasp demonstrou ainda uma menor taxa de hipoglicemia grave ou confirmada, com resultados estatisticamente significativos.

Com a progressão da diabetes tipo 2, pode haver necessidade de administrar insulina durante as refeições para diminuir os picos de açúcar no sangue que ocorrem após refeições. Devido ao seu perfil de ação ultra-rápida, Fiasp apresenta-se como uma alternativa adequada, por promover um melhor controlo dos picos de açúcar, principalmente na primeira hora após refeição, comparativamente a uma insulina aspártica convencional, permitindo às pessoas que vivem com diabetes tipo 2 atingir os níveis de açúcar no sangue desejados.

O Tresiba (insulina degludec) está associada a um menor risco de hipoglicemias em pessoas com diabetes tipo 2, apresentando-se como uma melhor opção terapêutica quando comparada com a insulina glargina U300 em adultos com diabetes tipo 2 não controlada com insulina basal com ou sem medicamentos antidiabéticos orais.

No CONCLUDE, um ensaio comparativo com a insulina glargina U300 que envolveu 1609 adultos com diabetes tipo 2 previamente tratados com insulina, os participantes a fazer Tresiba apresentaram uma redução da taxa de hipoglicemia grave de 80% e de hipoglicemia sintomática noturna de 37%, comparativamente à insulina glargina U300, durante o período de manutenção de 36 semanas. Estas reduções foram de 62% e 43%, respetivamente, considerando o período total do tratamento (88 semanas). Tresiba mostrou ainda uma menor necessidade de dose de insulina de 12%, com uma dose média diária de insulina de 67U no final do ensaio para Tresiba, em comparação com 73U para a insulina glargina U300.

O Ozempic (semaglutido) demonstrou uma redução da HbA1c média de 1,5% comparativamente à redução de 1,0% com canagliflozina, ao fim de 52 semanas de estudo, partindo de valores base de 8,3%. Quanto ao peso corporal, Ozempic® foi responsável por redução do peso de 5,3kg, superior aos 4,2kg conseguidos pela canagliflozina. Foi também maior o número de participantes que alcançou redução de peso superior ou igual a 10% (22,3% com semaglutido, canagliflozina). Demonstrou igualmente uma redução da HbA1c média de 1,7%, superior à redução de 1% proporcionada por Victoza (liraglutido). Também na redução do peso corporal, Ozempic demonstrou reduções superiores às de Victoza, conseguindo a perda de 5,8kg em comparação com os 1,9kg de Victoza, sendo também maior o número de pessoas que alcançou uma redução do peso igual ou superior a 10% com Ozempic.

Estes foram os resultados dos estudos SUSTAIN 8 e SUSTAIN 10, agora publicados, e que vêm reforçar o valor clínico que Ozempic  tem demonstrado de forma consistente ao longo do programa de desenvolvimento clínico SUSTAIN, que inclui mais de 10 ensaios de fase 3 com mais de 10.065 adultos com diabetes tipo 2.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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