A APIFARMA assinou ontem o Memorando de Entendimento com vista ao estabelecimento do Sistema Europeu de Verificação de Medicamentos em Portugal, numa cerimónia que teve lugar no Centro Cultural de Belém e que contou com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Additional Info

  • Imagem 720*435 Imagem 720*435
Published in Mundo

MEDICAMENTOS 3

A utilização de medicamentos genéricos (MG) na Europa permitiu, em nove anos, duplicar o número de doentes tratados e poupar anualmente cem mil milhões de euros, sugerem as conclusões do estudo internacional “O papel dos medicamentos genéricos na sustentabilidade dos sistemas de saúde: uma perspetiva europeia”, levado a cabo pela consultora IMS Institute for Healthcare Informatics e hoje apresentado no seminário “O Valor dos Medicamentos Genéricos”, organizado pela APOGEN – Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares.

A pesquisa conclui que sem o uso de MG, os países europeus gastariam mais cem mil milhões de Euros por ano no tratamento de doentes. Para além disso, o recurso a estes fármacos possibilitou que, entre 2005 e 2014, os países europeus duplicassem o número de doentes tratados, sem aumentar a despesa, revela o estudo, destacando que o recurso aos MG aumenta o acesso para grupos mais carenciados.

A relevância destes fatores é apresentada em contraponto com a conclusão de que em 2050, a população europeia com mais de 65 anos vai aumentar de 129 para 191 milhões (um crescimento de 50%), com o consequente aumento da incidência de doenças crónicas e o correspondente impacto na despesa dos Estados com a saúde.

A par do envelhecimento populacional e do aumento da incidência das doenças crónicas, o estudo aponta “o elevado custo dos novos medicamentos” como outro dos grandes desafios para os orçamentos da saúde, indicando que entre 2013 e 2014, o custo dos novos medicamentos mais do que duplicou, de 11,54 mil milhões de euros para 27,08 mil milhões de euros.

Uma outra pesquisa internacional, intitulada “Valor dos Medicamentos Genéricos – Estudo de Economia da Saúde”, levada a cabo pelo IGES - Institut para a Medicines for Europe, também apresentado hoje no seminário, apresenta conclusões que vão no mesmo sentido.

De acordo com esta investigação, a utilização de medicamentos genéricos permite tratar um número “consideravelmente maior” de doentes que sofrem de hipertensão arterial, mantendo os mesmos níveis de despesa; tratar o mesmo número de doentes com cancro da mama com menor despesa; e tratar mais doentes que sofrem de depressão, com um ligeiro aumento na despesa.

Em termos de valor económico global, o mercado de genéricos é o principal fornecedor de medicamentos na Europa, permitindo a sustentabilidade dos orçamentos da saúde e representando um “contributo positivo para a economia europeia”, quer em termos de emprego, quer em termos de investimento, acrescenta o estudo.

A indústria dos MG emprega mais de 160 mil pessoas na Europa e produz 56% dos medicamentos prescritos na Europa, sublinha Paulo Lilaia, presidente da APOGEN. De acordo com o responsável, “a apresentação destes dois estudos permite concluir, que os medicamentos genéricos trazem grandes benefícios para os doentes e para os Estados europeus, ao aumentarem o acesso dos doentes aos tratamentos e simultaneamente diminuírem a despesa dos Estados com medicamentos”.

Published in Medicamento

comprimidos

Cerca de dez toneladas de medicamentos vão ser doados por Portugal a São Tomé e Príncipe, com o objectivo de evitar uma ruptura de 'stock' nos hospitais do país.

O Ministério da Saúde, através do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, celebrou um protocolo com o governo de São Tomé e Príncipe para a doação de medicamentos com o objectivo de minimizar as graves carências que aquele país atravessa.

Este protocolo conta com o apoio da APIFARMA - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, da APOGEN - Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares e da distribuidora Rangel Pharma como dadores.

"Os medicamentos foram oferecidos pela indústria farmacêutica nacional e existe um agradecimento muito especial para este espirito existente, respondendo a um apelo de um país irmão, que é São Tomé e Príncipe, para se evitar uma ruptura de medicamentos no país", disse à agência Lusa Manuel Teixeira, secretário de Estado da Saúde português.

O governante referiu que este será o primeiro de três carregamentos que vão ser efectuados ao longo do ano.

"São essencialmente medicamentos hospitalares, como antibióticos, analgésicos ou soros, neste primeiro carregamento de dez toneladas. O governo de Santo Tomé e Príncipe garante depois a entrega aos hospitais, para uma melhor utilização", explicou.

Eurico Castro Alves, presidente do Infarmed, também esteve presente nas instalações da Rangel Pharma, no Montijo, local onde o carregamento está pronto a seguir viagem, referindo que a indústria farmacêutica foi célere na resposta, tal como já tinha acontecido com Moçambique e a Guiné-Bissau.

"No protocolo os hospitais listaram os medicamentos que necessitavam. São medicamentos mais da área hospitalar e de utilização imediata. São largas dezenas de medicamentos diferentes em grandes quantidades", explicou.

O embaixador de São Tomé e Príncipe, Luís Viegas, afirmou que assegurar o 'stock' de medicamentos é um dos desafios com que o país se tem confrontado.

"O governo, constatando a iminência de ruptura de 'stock' e não dispondo de meios financeiros, pois foi agora eleito e não existe ainda orçamento de Estado, recorreu a um parceiro de excelência como Portugal, o que conduziu ao protocolo assinado", disse.

Luís Viegas agradeceu a oferta das dez toneladas de medicamentos, explicando que são de "extrema importância" para a população de São Tomé e Príncipe.

Published in Mundo
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos
Editorial | Rui Nogueira
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos

Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.

Mais lidas