segunda-feira, 09 janeiro 2017 15:05

Reumon Gel eleito “Escolha do Consumidor” 2017

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Bial

O grupo Bial recebeu a aprovação da Comissão Europeia (CE) do medicamento Ongentys (opicapona) no tratamento de adultos com a doença de Parkinson e flutuações motoras, que será lançado em 2016 e 2017, na Europa.

O Ongentys é um novo inibidor da catecol-O-metiltransferase (COMT), de toma única diária, indicado como terapêutica adjuvante da levodopa em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras, cuja estabilização não é possível com outras terapêuticas.O fármaco reduz o período off-time, oferecendo aos doentes uma maior qualidade de vida (mais duas horas por dia).

A Associação Europeia da Doença de Parkinson (EPDA) estima que 1,2 milhões de pessoas na União Europeia sofrem da patologia de Parkinson, incluindo 22 mil portugueses, geralmente entre os 55 e os 60 anos.

"A doença de Parkinson é neurodegenerativa, crónica, progressiva e irreversível e carateriza-se por uma progressão lenta, não existindo cura nem forma de a travar eficazmente, somente algumas terapêuticas para retardar o progresso", explicou o presidente executivo da Bial, António Portela.

Segundo o responsável, a aprovação do Ongentys “é resultado do empenho da empresa na investigação e desenvolvimento de soluções terapêuticas inovadoras. Representa muito para a Bial e para os seus colaboradores. Depois da aprovação do zebinix, o primeiro medicamento português para a epilepsia, o Ongentys é o segundo medicamento a ser desenvolvido em Portugal com aprovação pelas autoridades europeias. São muitos anos de esforço e dedicação de uma equipa muito competente e altamente qualificada. O Ongentys é mais uma prova da nossa capacidade de inovar e é sobretudo uma nova esperança para médicos e pacientes. A sua aprovação reforça a nossa capacidade de implementar com sucesso uma estratégia de longo prazo focada em terapêuticas inovadoras no mercado”.

Apoiado por "um vasto e exaustivo programa de desenvolvimento clínico" que incluiu 28 estudos e envolveu mais de 900 pacientes de 30 países, este é o segundo medicamento totalmente desenvolvido pelo grupo Bial.

A molécula do Ongentys começou a ser estudada pelo grupo Bial há 11 anos, com um investimento de cerca de 300 milhões de euros e espera-se que, no final do ano, o medicamento já esteja em alguns países do mercado europeu, como Portugal (onde será produzido), Alemanha e Reino Unido, com estimativa de chegar ao resto da Europa em 2017.

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Bial

O Governo solidarizou-se com a Bial e manifestou confiança na farmacêutica, estimulando-a a prosseguir a investigação e desenvolvimento de projetos que contribuam para a economia portuguesa e para o bem-estar dos cidadãos.

“A Bial, sendo uma das mais relevantes empresas portuguesas no domínio da inovação, tem a confiança e a solidariedade do Governo Português, bem como o estímulo para prosseguir a investigação e desenvolvimento em projetos de relevante contributo para a economia portuguesa e para o bem-estar dos cidadãos e dos doentes”, afirmou o Ministério da Economia em comunicado.

Não obstante, afirma estar a “acompanhar com especial atenção” o desenvolvimento do incidente ocorrido em janeiro, em Rennes, França, com uma molécula experimental do laboratório.

O Governo sublinha que o relatório publicado na segunda-feira pela Inspection Générale des Affaires Sociales (IGAS) reafirmou a regularidade do protocolo do ensaio e confirmou que não foram detetados quaisquer sinais prévios que pudessem ter previsto o sucedido na fase pré-clínica, realçando o caráter inesperado e imprevisível dos acontecimentos.

Até ao momento, ainda não foram determinadas as causas concretas do acidente.

“O Governo Português aguarda que a divulgação, que se deseja para breve, dos relatórios médicos de todos os voluntários, dos dados da autópsia do voluntário que lamentavelmente faleceu, bem como dos procedimentos levados a cabo pelo Centro Hospitalar de Rennes, possam ajudar a esclarecer as reais razões deste acontecimento”, acrescenta o Ministério da Economia.

O Governo francês afirmou na segunda-feira que o laboratório português Bial e a empresa especializada Biotrial “têm responsabilidade, de várias formas” no ensaio clínico em que morreu um voluntário e exigiu um plano de ação que impeça a repetição das “falhas graves”.

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quarta-feira, 16 março 2016 12:36

Abertas candidaturas para o Prémio BIAL 2016

Premio Bial 2016
Está a decorrer o período de candidaturas para a 17.ª edição do Prémio BIAL, um dos maiores e mais conceituados prémios internacionais na área da saúde.

O Prémio BIAL 2016 soma 320 mil euros a repartir pelas áreas de investigação básica e pesquisa clínica.

Com um valor de 200 mil euros, o ‘Grande Prémio BIAL de Medicina’ pretende distinguir uma obra intelectual escrita especificamente para este propósito, de índole médica, com tema livre, que represente um trabalho com resultados de grande qualidade e relevância científica.

Ao ‘Prémio BIAL de Medicina Clínica’, com um valor de 100 mil euros, podem candidatar-se autores de uma obra intelectual de índole médica, também escrita especificamente para este propósito, com tema livre e dirigida à prática clínica, que represente um trabalho com resultados de grande qualidade e relevância, sendo que pelo menos um dos autores tem de ser médico nacional de um país de expressão oficial portuguesa.

O regulamento prevê ainda a atribuição de até quatro Menções Honrosas, no valor de 10 mil euros cada, e determina a publicação do trabalho vencedor do Prémio BIAL de Medicina Clínica, e eventualmente de alguma das outras obras premiadas, numa primeira edição exclusiva pela Fundação BIAL para distribuição gratuita à classe médica.

As candidaturas ao Prémio BIAL podem ser apresentadas até 31 de Outubro de 2016. O regulamento da edição Prémio BIAL 2016, assim como o formulário de candidatura, estão disponíveis em www.fundacaobial.com.

Criado em 1984, o Prémio BIAL visa incentivar a investigação médica e promover a sua divulgação, acompanhando ao longo do tempo a evolução e as tendências da Saúde e da Medicina.

O Prémio BIAL já recebeu mais de 600 candidaturas de quase 1.500 investigadores, médicos e cientistas, tendo distinguido 245 autores e 95 obras. Foram editadas 37 obras, distribuídas gratuitamente pela comunidade médica, num total de mais de 300 mil exemplares.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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