[caption id="attachment_6262" align="alignleft" width="300"]asma O relatório de 2013 do ONDR refere dados da autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) que “não parecem demonstrar retracção ao consumo de medicamentos broncodilatadores e antiasmáticos no ambulatório em 2012”[/caption]

O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONSA) considera que o número de embalagens de medicamentos vendidas para a asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em 2012 é “francamente baixo” para o número estimado de doentes.

O relatório de 2013 do ONDR refere dados da autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) que “não parecem demonstrar retracção ao consumo de medicamentos broncodilatadores e antiasmáticos no ambulatório em 2012”.

“Todavia”, lê-se no documento que será hoje apresentado, o número total de embalagens vendidas foi de 1.188.375 em 2012, número que parece francamente baixo, para o número estimado de doentes com Asma e DPOC”.

Estão registados 1.794,27 doentes com asma por 100 mil habitantes e estima-se a existência de 800 mil portugueses com DPOC.

Os autores consideram que estes valores sugerem “subutilização desses medicamentos”.

“Para esta realidade poderão haver várias explicações, devendo ser avaliada a possibilidade de a situação financeira dos doentes ser um factor dissuasor do uso de medicamentos que, sendo essenciais ao controle da doença, são dispendiosos”, indica o documento.

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[caption id="attachment_6158" align="alignleft" width="300"]seebribreeshaler o novo medicamento demonstrou uma acção broncodilatadora sustentada de 24 horas, um início de acção rápido e uma eficácia clínica de longa duração. Estes resultados, que se traduzem numa melhoria da qualidade de vida dos doentes com DPOC, foram obtidos através dos estudos clínicos GLOW 1 e 2 de Fase III, em doentes que necessitaram de tratamento de manutenção. Os resultados demonstraram que o Seebri Breezhaler melhorou a função pulmonar durante 24 horas em comparação com placebo, com um início de acção rápido desde a primeira dose3,4. O estudo GLOW 3 demonstrou uma melhoria da tolerância ao exercício físico em relação a placebo[/caption]

Em nota enviada à nossa redacção, a Novartis informa que o Seebri Breezhaler, o seu mais recente produto indicado no tratamento de manutenção de doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), está disponível, com comparticipação, desde o dia 01 de Janeiro de 2014

Refira-se que o Seebri Breezhaler (que já obtivera aprovação do Infarmed em 2012) é um antagonista de longa duração dos receptores muscarínicos (anticolinérgico), administrado por via inalatória, para o tratamento broncodilatador de manutenção da DPOC, através de uma toma única diária.

De acordo com a Novartis, o novo medicamento demonstrou uma acção broncodilatadora sustentada de 24 horas, um início de acção rápido e uma eficácia clínica de longa duração. Estes resultados, que se traduzem numa melhoria da qualidade de vida dos doentes com DPOC, foram obtidos através dos estudos clínicos GLOW 1 e 2 de Fase III, em doentes que necessitaram de tratamento de manutenção. Os resultados demonstraram que o Seebri Breezhaler melhorou a função pulmonar durante 24 horas em comparação com placebo, com um início de acção rápido desde a primeira dose3,4. O estudo GLOW 3 demonstrou uma melhoria da tolerância ao exercício físico em relação a placebo.

O dispositivo Breezhaler foi desenvolvido para facilitar a toma da medicação e a adesão terapêutica dos doentes com DPOC. O dispositivo permite uma correta inalação do fármaco graças ao mecanismo “Ouvir, Sentir e Ver” mediante o qual é possível durante a inalação ouvir um som, sentir um sabor característico e controlar visualmente a administração do medicamento devido à transparência das cápsulas, características que não se verificam noutro tipo de inaladores.

Estima-se que a DPOC afecta 210 milhões de pessoas a nível mundial, sendo actualmente a quarta principal causa de morte, responsável por cerca de 6% de todas as mortes no mundo. Uma posição que, prevê-se, venha a subir na tabela para o terceiro lugar até 2020. Em Portugal estima-se que a DPOC afecte 14,2%9 da população. Na Europa, estima-se que 4% a 10% dos adultos venham a ser afectados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o total de mortes por DPOC deverá aumentar em mais de 30% nos próximos 10 anos, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para reduzir os factores de risco.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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