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doença pulmonarApenas 0,1 % dos cerca de 700 mil portugueses que sofrem de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) têm acesso a reabilitação respiratória, revela a organização do Congresso de Pneumologia do Norte, que começou hoje na Fundação Cupertino Miranda, no Porto, prolongando-se até sábado.

“Os doentes respiratórios, em Portugal, têm um acesso reduzido a esta abordagem terapêutica, comparativamente com outros países europeus”, diz a pneumologista e presidente do Congresso Marta Drummond, citada num comunicado da organização do evento.

A reabilitação respiratória é uma prática médica, assente na educação, exercício físico e controlo clínico, cujos benefícios passam pela diminuição dos sintomas e num aumento da tolerância ao exercício físico. Além dos benefícios para a saúde, a reabilitação respiratória permite, segundo o comunicado, uma redução nos custos para o doente e para o Estado, dada a menor frequência de consultas e internamentos. Marta Drummond afirma que a reabilitação respiratória “é uma componente fundamental no tratamento do doente”.

A reabilitação respiratória é um dos temas em debate no Congresso, que reúne especialistas nacionais e internacionais para debater uma prática médica que é “apontada como uma intervenção de primeira linha no tratamento de doentes com DPOC estável”, explica Marta Drummond.

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[caption id="attachment_6249" align="alignleft" width="300"]dpoc A deputada socialista Luísa Salgueiro citou dados do relatório anual do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias que apontam para um aumento de 17 por cento em 2012, em comparação com o ano anterior, no número de mortes devido a doenças respiratórias[/caption]

O PS afirma que os mais recentes dados sobre um aparente aumento da mortalidade causada por doenças respiratórias em 2012 contrariam afirmações feitas no parlamento pelo ministro da Saúde e pede-lhe explicações sobre esta matéria.

A deputada socialista Luísa Salgueiro citou ontem dados do relatório anual do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias que apontam para um aumento de 17 por cento em 2012, em comparação com o ano anterior, no número de mortes devido a doenças respiratórias.

"O mesmo relatório indica que, além de 4012 óbitos por cancros da traqueia, brônquios e pulmão, 13908 portugueses morreram por doenças respiratórias, representando um aumento de 16,58 por cento face a 2011. Destas, um terço perdeu a vida devido a pneumonia, representando uma subida de 25 por cento em comparação com o ano anterior", referiu Luísa Salgueiro.

De acordo com a deputada do PS, estes dados contrariam as posições assumidas pelo ministro Paulo Macedo na última audição da Comissão Parlamentar de Saúde, a 22 de Janeiro passado, em que terá defendido uma diminuição em 2013 no número de pneumonias.

"Em que fonte se baseou o senhor ministro para informar a Comissão Parlamentar de Saúde que os casos de pneumonia diminuíram em 2013 ?", questiona Luísa Salgueiro, solicitando ainda a Paulo Macedo que explique "a subida abrupta" registada no número de mortes relacionado com doenças respiratórias.

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[caption id="attachment_6262" align="alignleft" width="300"]asma O relatório de 2013 do ONDR refere dados da autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) que “não parecem demonstrar retracção ao consumo de medicamentos broncodilatadores e antiasmáticos no ambulatório em 2012”[/caption]

O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONSA) considera que o número de embalagens de medicamentos vendidas para a asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em 2012 é “francamente baixo” para o número estimado de doentes.

O relatório de 2013 do ONDR refere dados da autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) que “não parecem demonstrar retracção ao consumo de medicamentos broncodilatadores e antiasmáticos no ambulatório em 2012”.

“Todavia”, lê-se no documento que será hoje apresentado, o número total de embalagens vendidas foi de 1.188.375 em 2012, número que parece francamente baixo, para o número estimado de doentes com Asma e DPOC”.

Estão registados 1.794,27 doentes com asma por 100 mil habitantes e estima-se a existência de 800 mil portugueses com DPOC.

Os autores consideram que estes valores sugerem “subutilização desses medicamentos”.

“Para esta realidade poderão haver várias explicações, devendo ser avaliada a possibilidade de a situação financeira dos doentes ser um factor dissuasor do uso de medicamentos que, sendo essenciais ao controle da doença, são dispendiosos”, indica o documento.

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[caption id="attachment_6158" align="alignleft" width="300"]seebribreeshaler o novo medicamento demonstrou uma acção broncodilatadora sustentada de 24 horas, um início de acção rápido e uma eficácia clínica de longa duração. Estes resultados, que se traduzem numa melhoria da qualidade de vida dos doentes com DPOC, foram obtidos através dos estudos clínicos GLOW 1 e 2 de Fase III, em doentes que necessitaram de tratamento de manutenção. Os resultados demonstraram que o Seebri Breezhaler melhorou a função pulmonar durante 24 horas em comparação com placebo, com um início de acção rápido desde a primeira dose3,4. O estudo GLOW 3 demonstrou uma melhoria da tolerância ao exercício físico em relação a placebo[/caption]

Em nota enviada à nossa redacção, a Novartis informa que o Seebri Breezhaler, o seu mais recente produto indicado no tratamento de manutenção de doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), está disponível, com comparticipação, desde o dia 01 de Janeiro de 2014

Refira-se que o Seebri Breezhaler (que já obtivera aprovação do Infarmed em 2012) é um antagonista de longa duração dos receptores muscarínicos (anticolinérgico), administrado por via inalatória, para o tratamento broncodilatador de manutenção da DPOC, através de uma toma única diária.

De acordo com a Novartis, o novo medicamento demonstrou uma acção broncodilatadora sustentada de 24 horas, um início de acção rápido e uma eficácia clínica de longa duração. Estes resultados, que se traduzem numa melhoria da qualidade de vida dos doentes com DPOC, foram obtidos através dos estudos clínicos GLOW 1 e 2 de Fase III, em doentes que necessitaram de tratamento de manutenção. Os resultados demonstraram que o Seebri Breezhaler melhorou a função pulmonar durante 24 horas em comparação com placebo, com um início de acção rápido desde a primeira dose3,4. O estudo GLOW 3 demonstrou uma melhoria da tolerância ao exercício físico em relação a placebo.

O dispositivo Breezhaler foi desenvolvido para facilitar a toma da medicação e a adesão terapêutica dos doentes com DPOC. O dispositivo permite uma correta inalação do fármaco graças ao mecanismo “Ouvir, Sentir e Ver” mediante o qual é possível durante a inalação ouvir um som, sentir um sabor característico e controlar visualmente a administração do medicamento devido à transparência das cápsulas, características que não se verificam noutro tipo de inaladores.

Estima-se que a DPOC afecta 210 milhões de pessoas a nível mundial, sendo actualmente a quarta principal causa de morte, responsável por cerca de 6% de todas as mortes no mundo. Uma posição que, prevê-se, venha a subir na tabela para o terceiro lugar até 2020. Em Portugal estima-se que a DPOC afecte 14,2%9 da população. Na Europa, estima-se que 4% a 10% dos adultos venham a ser afectados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o total de mortes por DPOC deverá aumentar em mais de 30% nos próximos 10 anos, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para reduzir os factores de risco.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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