Displaying items by tag: INE

DinheiroSaude
A despesa corrente das famílias com a saúde aumentou 3,1% em 2014, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), depois de no ano anterior ter diminuído 4,5%.

Os dados da Conta Satélite da Saúde do INE, ontem divulgados, mostram que, globalmente, a despesa corrente em saúde aumentou 1,3% em 2014, registando ainda assim uma taxa de crescimento inferior à do Produto Interno Bruto (2,2%).

“Para 2013 estima-se uma despesa de 15.681,9 milhões de euros, representando 9,1% do PIB, o que traduz um crescimento de 1,3% face a 2013”, refere o INE.

Desde 2010 que a despesa corrente em saúde tem registado taxas de crescimento inferiores à do PIB. Em 2013, por exemplo, o PIB cresceu 0,6% enquanto a despesa corrente em saúde diminuiu 1,6%.

Para 2014, o INE estima um ligeiro aumento, de 0,7%, da despesa corrente pública e um crescimento de 2,5% da despesa corrente privada, que tinha diminuído significativamente no ano anterior.

Em 2013, a despesa corrente pública e privada tinha crescido 0,3% e 4,1% respetivamente.

Nesta despesa privada, o INE contempla o que é suportado por seguros, instituições sem fins lucrativos ou pelas famílias.

Em relação às famílias, estima-se em 2014 o aumento de 3,1% da despesa com saúde, depois da diminuição de 4,5% registada em 2013.

Numa análise global entre 2000 e 2010, a despesa corrente privada aumentou em média 5,6% ao ano, alcançando depois um crescimento moderado em 2011 e 2012 e uma redução de 4,1% em 2013.

No caso da despesa corrente pública, entre 2000 e 2010 cresceu em médico 5% ao ano, havendo depois reduções “muito significativas” em 2011 e 2012, “traduzindo o impacto de medidas políticas gerais de contenção da despesa e de medidas sectoriais como a política do medicamento”.

Em 2013 a despesa corrente pública continuou a diminuir, mas a um ritmo moderado (-0,3%) e em 2014 estima-se um aumento de 0,7%.

A análise do INE aos agentes financiadores da saúde permite perceber que entre 2012 e 2014 quase 65% da despesa do sistema de saúde foi financiada através da administração pública. Por seu lado, nos mesmos anos, 27,7%, em média, da despesa corrente foi suportada diretamente pelas famílias.

Published in Mundo

logo_Ministerio_Saude

O Ministério da Saúde reagiu hoje ao relatório da OCDE que reporta um aumento das despesas de saúde privada em Portugal, indicando que segundo o Instituto Nacional de Estatística a despesa corrente das famílias em 2013 terá diminuído 4,7%.

“Importa referir que a única fonte que a OCDE dispõe para o out-of-pocket [pagamentos diretos no momento de utilização dos cuidados de saúde] é a conta satélite da saúde”, refere uma nota do Ministério, sublinhando que os dados do INE apontam para 2013 um “decréscimo da proporção do financiamento das famílias (menos 0,8 pontos percentuais face a 2012”.

Segundo as “Estatísticas de Saúde 2015” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), despesas de saúde privada em Portugal e na Grécia tiveram o maior crescimento da área da OCDE desde 2009 a 2013, significando já um terço da despesa total em saúde, sendo este um dos indicadores que foi destacado pela própria organização internacional.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Ministério da Saúde refere, recorrendo a dados do INE, o aumento da importância relativa da despesa do Serviço Nacional de Saúde que, em 2013, se estimou ser a maior desde 2010.

O Ministério argumenta ainda que “a redução na despesa privada de saúde nas famílias com produtos farmacêuticos e outro artigos médicos mais do que compensou o aumento da despesa privada de saúde das famílias com a redução das deduções à coleta de IRS e aumento das taxas moderadoras”.

Sobre o crescimento do setor hospitalar privado, também referido pela OCDE, o Ministério contrapõe novamente com dados do INE que considera mostrar “o peso expressivo do setor público na prestação de cuidados de saúde”.

Assim, recorda que, em 2013, mais de 50% dos hospitais em Portugal eram tutelados pelo Estado, 88% dos atendimentos nos serviços de urgência feitos em hospitais oficiais e que 70% das camas disponíveis e apetrechadas para internamento imediato de doentes eram de hospitais públicos.

As “Estatísticas de Saúde 2015” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgadas na terça-feira, mostram que a despesa de saúde continuou a tendência decrescente em Portugal, Grécia e Itália no ano 2013.

“A maioria dos países membros da OCDE da União Europeia indicou gastos com a saúde per capita abaixo dos níveis de 2009. Fora da Europa, estas despesas aumentaram a uma taxa de 2,5% ao ano desde 2010”, refere a OCDE.

Três quartos dos gastos com a saúde continuam a ser financiados por fontes públicas nos países da OCDE, “mas as medidas de contenção de custos tomadas por alguns estados levaram a um aumento do consumo privado”, seja através de seguros de saúde ou de pagamentos diretos pela família.

“Na Grécia e em Portugal, a participação das despesas de saúde privada cresceu quatro pontos desde 2009, o que representa o maior aumento na área da OCDE e significa que um terço da despesa total em saúde foi financiado por fontes privadas em 2013”, refere uma síntese da organização.

A OCDE destaca mesmo que “alguns dos países mais atingidos pela crise tiveram aumentos significativos” nos pagamentos diretos no momento de utilização dos cuidados de saúde (pagamentos out-of-pocket).

Como exemplos surgem Portugal e a Grécia, que entre 2009 e 2013 viram as despesas de saúde privada aumentarem, respetivamente, para 28% e 31% do total.

Published in Mundo

Cemiterio

Portugal registou 106.876 óbitos em 2013, menos 1.093 face ao ano anterior, mais de metade devido a doenças do aparelho circulatório e a tumores malignos, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) hoje divulgadas.

As doenças do aparelho circulatório continuaram a ser a principal causa básica de morte, tendo originado 31.528 óbitos, representando 29,5% da mortalidade total ocorrida no país, menos 4,1% face a 2012.

No conjunto destas doenças, destacaram-se as mortes devido a acidentes vasculares cerebrais (AVC), que representaram 11,5% do total (12.273 óbitos), contra 12,5% no ano anterior, refere a publicação do INE “Causas de morte 2013”.

Já a doença isquémica do coração provocou 6.936 óbitos em 2013 (6,5%) e o enfarte agudo do miocárdio 4.568 mortes (4,3%).

Em média, as doenças do aparelho circulatório atingiram os homens cinco anos mais cedo, com uma idade média ao óbito de 78,5 anos, contra 83,5 anos das mulheres.

Segundo o INE, estas doenças mataram mais mulheres (55,7%) do que homens (44,3%) e causaram uma mortalidade prematura de 12,3% [proporção de indivíduos falecidos com menos de 70 anos no total de mortes por esta causa] e 40.956 anos potenciais de vida perdidos no país em 2013.

Os tumores malignos foram a segunda causa de morte em 2013, provocando 25.920 óbitos, o que correspondeu a 24,3% do total da mortalidade, mais 0,6% relativamente a 2012.

De entre os tumores malignos, evidenciaram-se 4.010 mortes causadas por cancro da traqueia, brônquios e pulmão, mais 9,1% do que em 2012, enquanto os tumores malignos do cólon, recto e ânus foram responsáveis por 3.848 óbitos (3,6%).

O cancro matou mais homens (59,7%) do que mulheres (40,3%), tendo a idade média ao óbito se situado nos 72,4 anos, mais elevada para as mulheres (73,7 anos) do que para os homens (71,6 anos).

A mortalidade prematura situou-se em 9,2%, mais elevada para os homens (11,7%) do que para as mulheres (6,7%), referem os dados do INE, acrescentando que foram perdidos 113.408 anos potenciais de vida em 2013 devido aos tumores malignos.

As mortes por cancro do cólon, recto e ânus ocorreram em média cinco anos mais tarde (74,6 anos) do que as devidas a cancro da traqueia, brônquios e pulmão (69,3 anos).

No caso das mulheres, o cancro da mama provocou 1.646 óbitos, menos 6,4% face a 2012, tendo sido a idade média ao óbito de 70,5 anos, mais 1,2 anos do que em 2012.

Já o cancro da próstata causou 1.717 óbitos em 2013, menos 5,3% do que em 2012, mantendo-se a idade média ao óbito próxima dos 80 anos.

O cancro do estômago foi responsável por 2,1% do total de óbitos, menos 4,6% face a 2012, e o cancro do pâncreas por 1,3%, um aumento de 5,9% face ao ano anterior.

No conjunto das doenças do aparelho respiratório, a pneumonia com 5.935 óbitos e a doença pulmonar obstrutiva crónica com 2.537 óbitos, foram as causas com maior número de mortes (representando, respectivamente, 5,6% e 2,4% do total de óbitos no país).

As doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas causaram 5.775 óbitos em 2013, menos 4,6% do que no ano anterior, tendo a diabetes mellitus sido a causa que provocou mais mortes (4.548 óbitos), embora tendo baixado 6,7% relativamente a 2012.

Published in Mundo
Pág. 3 de 3
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.