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segunda-feira, 12 setembro 2016 11:36

Angola: mais de dois meses sem novos casos de febre amarela

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Angola não confirma oficialmente qualquer novo caso de febre-amarela há mais de dois meses, registando 4.065 casos suspeitos contabilizados desde o início da epidemia, em dezembro passado, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O último relatório daquela entidade indica que o último caso de febre-amarela em Angola foi confirmado laboratorialmente a 23 de junho. O documento acrescenta que na última semana de agosto há registo de 24 casos suspeitos, não confirmados.

No total, e até 1 de setembro, a OMS, que está a trabalhar diretamente com as autoridades de saúde angolanas na contenção da epidemia de febre-amarela, referiu a contabilização de 884 casos confirmados da doença em Angola e 372 mortes que se suspeita serem motivados pela doença.

Destes, 121 óbitos foram confirmados laboratorialmente como provocados pela epidemia de febre-amarela.

A OMS já havia afirmado anteriormente que a epidemia em Angola "está a retroceder" e o novo relatório confirma que desde 23 de junho não foi confirmado qualquer dos casos suspeitos da doença que entretanto surgiram.

A transmissão da doença, que é feita pela picada do mosquito (infetado) "aedes aegypti", que, segundo a OMS, no início desta epidemia estava presente em algumas zonas de Viana, Luanda, em 100% das casas. No município registaram-se os primeiros casos.

Trata-se do mesmo mosquito responsável pela transmissão da malária, a principal causa de morte em Angola, e que se reproduz em águas paradas e na concentração de lixo, dois problemas (época das chuvas e falta de limpeza de resíduos) que afetaram a capital angolana entre 2015 e 2016.

A epidemia alastrou para a vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), com 2.603 casos suspeitos. No total, a OMS refere que foram confirmados 75 casos laboratorialmente, dos quais pelo menos 56 comprovadamente importados de Angola.

Até 1 de setembro, a epidemia matou 106 pessoas na RDCongo.

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O Ministério da Saúde angolano informou ontem que a nova campanha de vacinação contra a febre-amarela, a qual se encontra em curso, já possibilitou a vacinação de 81% da população alvo, em 22 municípios de 12 das 18 províncias de Angola. A campanha poderá ainda estender-se por mais 15 dias.

Em 10 dias foram vacinadas mais de 2,4 milhões dos 2,9 milhões de pessoas previstas. É sabido que a adesão da população a esta iniciativa tem sido notória, permitindo às equipas vacinar mais de 150 mil pessoas diariamente.

A nova campanha, que abrange as províncias de Cabinda, Benguela, Cuanza Sul, Huambo, Cuando Cubango, Huíla, Lunda Norte, Lunda Sul, Malange, Uíge e Zaire, vai permitir aumentar a cobertura de 51 para 73 municípios, elevando igualmente a população imunizada de 13 milhões para mais de 16 milhões.

Até 28 de julho registavam-se no país um total de 3818 casos suspeitos de febre-amarela, dos quais 879 foram laboratorialmente confirmados, o mesmo acontecendo com 119 dos óbitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Angola enfrenta um surto de febre-amarela, que desde dezembro de 2015 já vitimou mortalmente um total de 369 pessoas, situação que parece agora estar a melhorar, uma vez que até a última semana de julho, estava há seis semanas sem novos casos confirmados da doença, de acordo com dados da OMS.

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segunda-feira, 22 agosto 2016 12:22

EUA: Faleceu o líder da erradicação da varíola

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O médico Donald Ainslee Henderson, que liderou o esforço da Organização Mundial de Saúde (OMS) na erradicação da varíola no mundo, morreu esta sexta-feira aos 87 anos, segundo confirmação da Universidade Johns Hopkins de Baltimore, nos Estados Unidos da América (EUA).

Henderson morreu em Towson, no estado de Maryland, na sequência de complicações após uma fratura da bacia.

O reitor da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins de Baltimore, Michael Klag, classificou o médico como “um gigante da saúde pública” e assinalou que a eliminação da varíola foi “uma das maiores conquistas na história da saúde”.

Henderson, que se apresentava como “detetive de doenças”, trabalhou primeiro no Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos da América e posteriormente na OMS, onde liderou o grupo responsável pela eliminação da varíola, nas décadas de 1960 e 70.

Já em 1977 foi diagnosticado o último caso daquela doença e em 1980 a OMS considerou que a varíola estava erradicada.

Até 1990, Henderson foi reitor da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins de Baltimore, onde se pós-graduou em 1960.

O médico é ainda o autor de “Varíola: a morte de uma doença”, de 2009, e recebeu, entre outras distinções, a Medalha Nacional de Ciência, em 1986, e a Medalha Presidencial da Liberdade, em 2002, a maior distinção civil nos EUA.

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Mais de 7800 doentes iniciaram tratamentos para a hepatite C em Portugal e já há, pelo menos, 3000 doentes considerados curados.

Os dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde a propósito do Dia Mundial das Hepatites, que se assinala amanhã (28 de julho) e demonstram que cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem desta doença, sendo que 95% dos infetados desconhece a patologia.

Os dados relativos à população portuguesa são revelados pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e contabilizam um total de 7840 tratamentos iniciados até 1 de julho. Da totalidade de doentes que concluíram o protocolo de tratamento, 3005 encontram-se curados e outros 122 não curados. As informações veiculadas pelo Infarmed abrangem, inclusivamente, doentes tratados com recurso a medicamentos fora do âmbito do acordo celebrado entre o Estado e o laboratório que fornece os fármacos inovadores para esta área, formalizado há cerca de um ano e meio e que prevê o pagamento por doente tratado e não pelo tempo de tratamento ou a quantidade de medicamentos. A comparticipação do Estado português é de 100% no que concerne aos medicamentos abrangidos.

O universo dos doentes potencialmente abrangidos foi definido em 13 mil pessoas, uma referência que poderá sofrer oscilações na medida em que alguns dos doentes seguidos podem não precisar destes fármacos ou, por outro lado, outros fármacos podem ser registados no futuro.

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segunda-feira, 25 julho 2016 19:37

China alcançou importantes êxitos na área da saúde

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A China tem demonstrado grandes êxitos na área da Saúde nas últimas décadas e, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Banco Mundial (BM) e do Governo Chinês realizado nos últimos dois anos, deve continuar a apostar na reforma do setor.

Segundo o Presidente do BM, Jim Yong Kim, as alterações no sistema de incentivos financeiros e a liberalização da indústria dos medicamentos foram algumas das medidas que "provaram ser eficazes".

O programa, que visa construir um sistema mais dependente dos cuidados básicos de saúde e menos dependente dos hospitais, lançado pela China em 2009, foi também reconhecido de forma positiva por esta investigação.

Outro dos sucessos que o país alcançou foi a supressão da situação de pobreza, que afetava mais de 600 milhões de pessoas, assim como a cobertura da quase totalidade da população com seguros de saúde.

Com vista à melhoria, a China depara-se, no entanto, com novos desafios também apontados pelo estudo. O envelhecimento da população e o aumento de doenças não contagiosas, como o cancro, a diabetes ou as doenças do coração, podem constituir "a maior ameaça para a saúde da população chinesa".

Com a possibilidade de agravamento das doenças por fatores de risco como o estilo de vida sedentário, o consumo de álcool ou tabaco ou a degradação do meio ambiente, o responsável do BM enalteceu os esforços da China para combater a poluição, considerando o compromisso deste país em reduzir as emissões de dióxido de carbono como sendo "o mais ambicioso do mundo". Neste sentido, Jim Yong Kim observou que, em termos dos valores de referência aos níveis de poluição recordes que se têm registado em Pequim, a "China está agora a avançar muito rápido".

O estudo recomendou ainda a reforma dos hospitais públicos e a continuação com o sistema de incentivos, premiando os centros que alcancem melhores resultados, e a competição do setor privado nas mesmas condições do setor público.

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OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que a fuga de informação com a identidade de vários portadores de VIH, na China, violou os seus "direitos fundamentais". As declarações surgem na sequência da notícia que dava conta de que centenas de doentes foram vítimas de burla.

De acordo com um jornal chinês, 313 portadores do vírus foram contactados por supostos funcionários do Governo, oferecendo subsídios em troca de informações sobre as suas contas bancárias.

Os burlões utilizavam a informação para extrair dinheiro das contas das vítimas, ameaçando publicar os dados online daqueles que se aperceberam, de imediato, que se tratava de fraude.

"Trataram-me pelo nome e sabiam o meu número de identificação, empresa, endereço, estado civil e até quando me foi diagnosticado o vírus e o hospital onde vou", relatou uma das vítimas ao jornal chinês Southern Weekly.

Esta divulgação seria um problema, nomeadamente num país que registou vários casos de discriminação de pacientes com VIH/sida, quer no mercado de trabalho chinês, onde estes são atualmente excluídos, quer na obtenção de vistos para entrar no país que, até 2010, rejeitava os estrangeiros infetados.

Outro dos casos relatados ocorreu em dezembro passado, quando mais de 200 pessoas assinaram uma petição com vista a expulsar da aldeia uma criança de oito anos que estava infetada, tendo havido inclusivamente um debate para o efeito.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou a fuga de informação como uma violação dos direitos dos pacientes, alertando que a situação pode levar a um distanciamento por parte das pessoas que não se querem sujeitar aos testes ou a tratamentos e serviços preventivos. “A confidencialidade das pessoas e informações sobre a saúde de alguém que procura serviços médicos para o VIH deve ser protegida", afirmou aquele organismo em comunicado.

As autoridades de saúde chinesas afirmaram, entretanto, que o caso já foi reportado à polícia e que atualizaram a sua tecnologia de codificação. No combate a este crime, também o Centro para o Controlo de Doenças e Prevenção da China anunciou em comunicado que "a informação pessoal de indivíduos infetados com VIH/ sida é protegida pela lei".

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Um estudo desenvolvido na Universidade de Cambridge, e publicado na revista The Lancet, defende a ideia de que o excesso de peso diminui a esperança média de vida em um ano, valor que ascende aos 10 anos em casos de obesidade severa, refutando ideias anteriormente transmitidas de que poderia não representar um perigo.

O risco de morte até aos 70 anos é uma das evidências avançada por esta investigação, ideia que cresce de “forma constante e acentuada” com o aumento da cintura. Acresce maior preocupação para as mulheres, nas quais o risco de morte é três vezes superior ao dos homens. Também as pessoas com peso abaixo do considerado “normal” sofrem de um elevado risco mortal.

“O estudo demonstra definitivamente que o excesso de peso ou a obesidade estão associados ao risco de morte prematura”, afirmou o autor do estudo, Emanuele Di Angelantonio, acrescentando que aumentam todos os riscos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, doenças respiratórias e cancro. “Os obesos severos perdem 10 anos de esperança média de vida”, sublinhou.

A amostra deste estudo abrangeu um total de quatro milhões de adultos em quatro continentes distintos.

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicados em 2014, já davam conta da existência de 1,9 mil milhões de adultos com excesso de peso e 600 milhões sofriam de obesidade. Em 2014, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 1,9 mil milhões de adultos tinham excesso de peso e 600 milhões eram obesos.

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O Ministério da Saúde brasileiro anunciou que, desde o início do ano já foram registados 4.582 casos de gripe H1N1 naquele país, tendo a doença provocado 886 vítimas mortais.

No ano passado, ocorreram 36 mortes por H1N1 naquele país, uma descida relativamente a 2014 (163) e a 2013 (768).

Além das mortes causadas pelo vírus H1N1, desde o início do ano até ao início de junho houve ainda 93 mortes por outros tipos de 'influenza' (gripe).

Os dados do Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde daquele país mostram que a região sudeste concentra o maior número de casos (2.280) de gripo H1N1, sendo 1.926 no Estado de São Paulo, onde também foi registado o maior número de mortes (402).

Segundo a tutela, este ano, mais de 49,9 milhões de pessoas já se vacinaram contra a gripe, um número que representa mais do que o público-alvo, formado por pessoas consideradas de maior risco para desenvolver complicações causadas pela doença.

Apesar de a campanha ter encerrado a 20 de maio, a vacinação prossegue em alguns locais, já que "o Ministério da Saúde disponibilizou 54 milhões de doses da vacina - uma reserva técnica de 4,2 milhões de doses acima do quantitativo de pessoas que integram o público prioritário", de acordo com informações da tutela.

Em 2009, a Organização Mundial de Saúde emitiu um alerta de pandemia por causa de um surto de H1N1, que causou cerca de 18.500 mortos em 241 países e territórios.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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