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quarta-feira, 23 setembro 2015 11:15

Obesidade um risco para a saúde em Portugal e na Europa

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A esperança de vida em Portugal continua acima da média europeia, mas a obesidade é um risco crescente para a saúde no país, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) hoje publicado em Londres.

A esperança de vida em Portugal é, após o nascimento, de 77,4 anos para os homens e 83,9 anos para as mulheres, enquanto depois dos 65 anos é de 17,9 anos para os homens e 21,7 anos para as mulheres.

A média europeia é de 73,1 anos para os homens e 80,3 anos para as mulheres após o nascimento e de 15,9 anos para os homens e 19,6 anos para as mulheres depois dos 65 anos.

Porém, a prevalência de peso excesso de peso em portugueses adultos aumentou de 53,7% em 2010 para 55,6% em 2014, mantendo-se superior nos homens do que as mulheres.

Este cenário coincide com o panorama geral captado pelo relatório da OMS sobre o Estado de Saúde na Europa em 2015, publicado a cada três anos e que abrange 53 países.

"Portugal tem, como todos os países que entraram para a União Europeia antes de 2004, uma esperança de vida muito elevada. E as boas notícias são que, em toda a região, a mortalidade infantil desceu e a esperança de vida continua a aumentar", saudou Claudia Stein, diretora do departamento de Informação, Verificação, Investigação e Inovação da OMS para a Europa.

Porém, disse à agência Lusa, "nem tudo são boas notícias, porque o consumo de álcool e tabaco continua muito elevados, apesar de ter baixado nos últimos anos, e a obesidade continua a aumentar: a Europa é a região com maior índices de obesidade, atrás dos EUA".

Em Portugal, a informação relativa ao consumo de tabaco refere-se apenas a 2010 e 2012, tendo-se registado uma evolução positiva, pois a percentagem de fumadores terá baixado de 23,8% para 22,4%, mas a estatísticas sobre o consumo de álcool após os 15 anos são omissas depois de 2011.

O relatório indica também que o número de portugueses cujas vidas são interrompidas por doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias crónicas está em declínio: baixou de 242 em 100.000 em 2010 para 235,6 em 100.000 em 2012.

"Embora a esperança de vida tenha aumentado e estejamos no bom caminho para atingir os objetivos da Estratégia Saúde 2020, estes fatores de risco podem achatar a curva. Cabe aos governos fazer algo sobre isto", vincou Claudia Stein.

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Medicamentos
A resistência aos antibióticos pode custar 10 milhões de vidas e 100 biliões de dólares até 2050 se não forem tomadas medidas urgentes para responder a uma das maiores ameaças ao combate às doenças infeciosas, segundo a OMS.

Os dados foram compilados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que se mostra cada vez mais preocupada com o crescente problema dos supermicróbios e do seu impacto nos sistemas de saúde.

"O custo da inação nesta matéria pode representar uma queda de entre 2 e 3,5% do PIB mundial", disse Swarup Sarkar, diretor do Departamento de Doenças Contagiosas do escritório regional do Sudeste Asiático da Organização Mundial de Saúde (OMS), num encontro com jornalistas em Díli.

"Estamos perante a maior ameaça nos esforços de combate às doenças contagiosas", explicou, referindo que até 2050 a resistência aos antibióticos pode matar mais pessoas que o cancro: 4,15 milhões em África, 4,73 milhões na Ásia e cerca de 400 mil nos Estados Unidos e Europa.

E os dados são "muito preocupantes" com, por exemplo, uma criança a morrer em cada cinco minutos na India, Paquistão, Afeganistão, Nepal e Bangladesh devido a septicemia.

O tema da Resistência Anti microbial (AMR, na sua sigla em inglês) faz parte da agenda de debate da 68ª sessão do Comité Regional do Sudeste Asiático da OMS, que decorre entre hoje e sexta-feira em Díli com delegações de 11 países.

Depois de nos anos 50 do século XX se ter chegado a antecipar o fim das doenças contagiosas, o uso indiscriminado e inadequado de antibióticos e a capacidade de sobrevivência dos micróbios alterou a situação.

Hoje, explicou Swarup Sarkar, a proliferação dos supermicróbios está a aumentar com alguns a resistirem a praticamente todos os antibióticos disponíveis.

Só na União Europeia, destaca, a estimativa é que o custo anual seja de 1,5 mil milhões de dólares por ano, com mais de 25 mil mortes.

"Quando há resistência o impacto na saúde pública é imenso. Tratamentos mais longos, mais hospitalizações, maior mortalidade. Tratar um paciente com tuberculose resistente, por exemplo, custa o mesmo que tratar 100 pacientes com tuberculose não resistente", explica.

No caso da febre tifoide, por exemplo, a mortalidade antes dos antibióticos era de 12 a 13% e agora, porque antibióticos como a penicilina já não são suficientes, em alguns regiões a mortalidade já ultrapassa os 10%.

Na Tailândia 69% de algumas das formas da pneumonia já resistem à penicilina e em vários pontos do planeta mais de metade dos pacientes infetados com variantes mais resistentes de dois dos supermicróbios hospitalares (Staphylococcus aureus e Acinetobater baumannii) morrem.

"Pessoas que são admitidas para cirurgias ou outras intervenções médicas, que não têm doenças infeciosas e que acabam por morrer, vitimas de bactérias endémicas e resistentes nos hospitais", explicou Sarkar.

O problema é "complexo", devendo-se a questões biológicas e técnicas, mas particularmente a questões comportamentais, como o excessivo consumo de antibióticos, o seu uso inadequado (automedicação e dosagem desadequada) ou até o seu uso no setor veterinário, na carne para consumo humano.

Produzir novos antibióticos, recordou, é um processo complexo, com custos elevados e resultados demorados: "a última classe de antibióticos descoberta data de 1987".

"Daí que é necessário alterar o comportamento. Temos que promover um uso racional de antibióticos que são um recurso precioso que todos temos que preservar", afirmou Sarkar.

"Mas também temos que reduzir a pressão das doenças melhorando as condições que as causam. Estamos fascinados sobre novos avanços e menos sobre as coisas mais simples, como saneamento, melhoria básica das condições de vida", afirmou.

Lusa

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Dois casos de poliomielite em crianças pequenas foram confirmados na Ucrânia, o que ocorre pela primeira vez na Europa desde 2010, anunciou ontem a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A doença, que causa uma paralisia total ou parcial, foi detetada em duas crianças, de quatro anos e de dez meses, na região da Transcarpátia (sudoeste da Ucrânia), segundo um comunicado da OMS.

“É o primeiro caso de poliomielite na Europa desde 2010”, precisou um porta-voz da organização em Genebra, Oliver Rosenbauer.

Em 2010, foram registados 14 casos de pólio na Rússia, alguns deles na parte europeia do país, a oeste dos Urais. Os casos estavam relacionados com um surto no Tajiquistão e no Afeganistão, país onde a doença continua a ter uma prevalência importante.

Na Ucrânia, precisou, é “o primeiro caso desde 1996”.

A OMS considera no entanto que o risco de contaminação internacional é fraco, apesar de aquela região fazer fronteira com a Roménia, a Hungria, a Eslováquia e a Polónia.

A Ucrânia está especialmente exposta ao risco de surgimento do vírus da poliomielite porque a taxa de vacinação contra esta doença é de apenas 50% das crianças, segundo a associação Polio Global Eradication Initiative.

O Ministério da Saúde ucraniano admitiu por seu lado que os problemas relativos à vacinação existem desde 2008.

O vice-ministro da Saúde, Igor Pereguinets, disse à agência France Presse que o risco de contágio continua a ser elevado tanto para as crianças como para os adultos, na medida em que, devido “ao baixo nível de imunização”, o vírus sofreu “numerosas mutações”.

O responsável apontou como causas da situação “a falta crónica de financiamento” e as campanhas anti-vacinação desencadeadas em 2008 após a morte de uma criança que recebera uma vacina contra o sarampo.

O país recebeu na primavera, “a título de ajuda humanitária”, vacinas contra a poliomielite que “cobrem as necessidades daqui para a frente”.

A poliomielite foi considerada erradicada a 99% pela OMS até o vírus reaparecer na Somália em 2013.

Nesse ano, a OMS classificava apenas três países onde a doença era endémica – Afeganistão, Nigéria e Paquistão -, contra mais de 125 em 1988.

Lusa/Jornal Médico

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OMS
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou ontem que está a estudar a possibilidade de impor sanções contra os países que violem as regras globais de saúde, após as deficiências detetadas na resposta ao surto do Ébola.

A OMS criou uma comissão para rever a sua resposta global à epidemia do vírus Ébola, amplamente criticada, de forma a compreender porque é que tantos países têm ignorado o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), aprovado há uma década pelos 194 países da organização.

O presidente desta comissão, Didier Houssin, considerou que a falta de consciência sobre a aplicação destas regras e a falta de capacidade do sistema de saúde, especialmente nos países africanos de menores rendimentos que são atingidos pelo Ébola podem ser, pelo menos parcialmente, criticados, segundo relatou a agência de notícias francesa AFP.

O mesmo responsável disse em conferência de imprensa que a OMS pretende também saber se um sistema de sanções é suscetível de conduzir a uma maior aplicação das regras globais de saúde, quando a próxima epidemia irromper.

Segundo Didier Houssin, a comissão tem procurado aconselhamento do secretariado da OMS sobre “processos que possam ser usados em conformidade com o direito internacional”.

“Quando falamos de armas e atividades fundamentais, existem sanções, controlos e inspeções”, vincou, acrescentando que “com as regras internacionais de saúde [em vigor], não há sanções, mas é possível observar que não há um bom procedimento de conformidade”.

Didier Houssin admitiu que não está convencido da eficiência resultante de criar um sistema de sanções no setor da saúde, mas garantiu que a sua comissão vai estudar a questão devido às falhas na resposta dada ao Ébola.

“Estamos num estado de crise e todo o mundo acredita que é preciso mudar alguma coisa”, assinalou.

O vírus Ébola circulou na Guiné durante três meses antes de o primeiro caso ser clinicamente confirmado, em dezembro de 2013.

Na vizinha Serra Leoa, onde as autoridades estavam em alerta devido à situação na Guiné, o vírus circulou durante pelo menos um mês sem ser detetado, o que permitiu que se enraizasse, provocando maiores danos.

Na segunda-feira, a diretora-geral da OMS, a chinesa Margaret Chan, disse que a sua organização e outras entidades tinham sido “esmagadas” pelo Ébola, apelando à implementação de rápidas reformas.

De acordo com as estimativas da OMS, a epidemia do Ébola, que matou 11.300 pessoas na Guiné, Libéria e Serra Leoa, deve ser erradicada até ao final do ano.

Lusa

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou ontem que uma em cada cinco crianças no mundo não recebe as vacinas de rotina e que anualmente um milhão e meio de menores morre de doenças contra as quais existe vacinação.

vacinagripe“Um total de 18,7 milhões de crianças com menos de um ano não receberam a vacina contra a difteria, como recomendamos”, disse o responsável pelo departamento de vacinação da OMS, Philippe Duclos.

A agência das Nações Unidas manifestou ontem a sua preocupação face à corrente que defende a não utilização de vacinas, um dos aspetos que dificulta as metas mundiais de imunização.

Para o responsável, não é possível traçar o perfil das pessoas que recusam a vacinação com base em parâmetros como a classe social, escolaridade, nacionalidade ou origem étnica

De acordo com Philippe Duclos, um alto nível de educação não significa a aceitação automática das vacinas.

Também não depende do nível socioeconómico do país, segundo frisou o responsável, que recordou um caso registado numa região do Reino Unido, onde várias pessoas defendiam que certas vacinas provocavam graves doenças neurológicas nas crianças.

O representante da OMS também mencionou um caso mais recente verificado em França, onde também existiu uma corrente contra a vacina da hepatite B.

Philippe Duclos explicou que a recusa da vacinação pode ser atribuída a vários fatores, como as crenças baseadas em mitos, a desinformação, a desconfiança face aos profissionais de saúde e ao sistema sanitário, a influência dos líderes comunitários, os custos e as barreiras geográficas.

O medo de agulhas também pode funcionar como um impedimento. Sobre este aspeto, a OMS vai publicar em breve um conjunto de recomendações para atenuar a dor no momento da injeção.

“Não existe uma estratégia única, mas poderá passar pela participação de líderes influentes para promover a vacinação junto das comunidades, pela mobilização social, pelos meios de comunicação, bem como pela criação de melhores acessos à vacinação”, disse o perito.

A taxa de vacinação a nível mundial é atualmente de 86% e o objetivo da OMS é chegar aos 90% até ao final deste ano.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou hoje em Macau o Centro de Cooperação de Medicina Tradicional chinesa, uma plataforma que servirá para a região se afirmar na formação de especialistas e na cooperação internacional.

Para o Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, a medicina tradicional chinesa, à qual recorreu 28% da população local ao longo de 2014, é "muito útil na prevenção de doenças" e "através dos tratamentos da medicina tradicional as pessoas poderão viver melhor".

Alexis Tam referiu que o novo centro demonstra a "confiança" da Organização Mundial de Saúde na "competência e capacidade" de Macau para a promoção das medicinas alternativas, como a tradicional chinesa, que na cidade tem "muitos anos de aplicação".

O Centro da OMS visa a "formação profissional" de médicos de medicina tradicional, quer locais, quer estrangeiros.

"Este centro de cooperação de medicina tradicional chinesa é um centro de ação de formação para as pessoas [aprenderem] como gerir serviços de saúde na área da medicina tradicional e obter uma formação continua no âmbito desta medicina", afirmou.

O lançamento do centro decorreu na abertura do Fórum Internacional de Medicina Tradicional, que reúne em Macau cerca de 300 especialistas e responsáveis políticos de 27 países ou regiões.

Para Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, a medicina tradicional tem vindo a conquistar adeptos, já que entre os Estados membros da instituição que dirige, entre 1999 e 2012, passaram de 25 a 69 aqueles que definiram políticas sobre a medicina tradicional, aumentaram de 65 para 119 os que regularam a utilização de ervas no tratamento de pacientes e subiram de 19 para 73 aqueles que passaram a dispor de um centro de investigação de medicinas alternativas.

A mesma responsável lembrou também que muitas pessoas sem recursos e doentes não se deslocam a clínicas ou centros de urgência, "porque nenhum deles está disponível ou acessível", recorrendo à medicina tradicional, "não como primeira escolha, mas como a única opção disponível".

Já o diretor da Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa, Wang Guoqing, explicou que o desenvolvimento desta valência dos cuidados de saúde disponibiliza atualmente na China 3.590 hospitais com 600.000 camas.

No entanto, acrescentou, há que "potenciar a investigação para combinar os melhores elementos possíveis para prevenir doenças" para que a medicina cumpra o seu papel de "melhorar a qualidade de vida" das populações e garantir o maior número de beneficiários.

O Fórum, que se prolonga até sexta-feira, tem como tema principal "Como implementar as estratégias de medicina Tradicional da Organização Mundial de Saúde".

Além do centro da Organização Mundial de Saúde, Macau dispõe ainda de um laboratório criado pelas Universidades de Macau e de Ciência e tecnologia e do parque científico e industrial de medicina tradicional chinesa, criado no âmbito da cooperação com a província continental chinesa de Guangdong.

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Cinco anos após a lei que veio regular o teor de sal no pão português, médicos e nutricionistas reconhecem os benefícios da medida na saúde, mas consideram que muito está ainda por fazer para reduzir o sal na alimentação.

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão classifica como “excelentes” os resultados do diploma que diminui o sal no pão, mas admite que se deve ir mais longe, reduzindo ainda mais o teor de sal no pão e noutros alimentos.

“Seria uma mais-valia, de uma forma discreta, baixar ainda mais a quantidade de sal no pão. Uma descida lenta, de 10 a 15%, em um ou dois anos não ia ser notado em termos de paladar”, defendeu à agência Lusa o presidente da Sociedade de Hipertensão, José Mesquita Bastos.

O médico advoga que esta redução adicional não deve ser feita por legislação, pelo contrário, deveria ser uma iniciativa da indústria feita sem publicitação: “Devia ser de uma forma anónima. Se o público sabe pensa que se não tem sal não tem sabor”.

A Sociedade de Hipertensão frisa que a redução do sal na alimentação é fundamental para diminuir doenças cérebro-cardiovasculares e recorda que desde 2003 houve um decréscimo de 46% da mortalidade por AVC, 12% dos quais atribuídos à redução do sal.

Para a Ordem dos Nutricionistas, estes dados são positivos, mas ainda assim os portugueses continuam a consumir diariamente o dobro do sal que é preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em declarações à Lusa, a bastonária Alexandra Bento refere que os adultos ingerem 10,7 gramas de sal por dia e as crianças consomem 7,9 gramas, quando a OMS aconselha um máximo de cinco e 3,5 gramas, respetivamente.

“ A lei teve efeitos positivos. Mas a legislação nem sempre é o melhor caminho. Em saúde, as medidas devem ser globais e não isoladas. Para termos uma política de saúde eficaz na área da alimentação temos de ter também ações de sensibilização aos profissionais de saúde e ao público”, afirmou Alexandra Bento, que lembra que 20% do sal ingerido é adicionado na comida pelos próprios consumidores.

O setor da panificação admite que, numa primeira fase, os consumidores estranharam a redução do sal no pão, mas passados cinco anos “as pessoas estão adaptadas e satisfeitas”.

José Francisco, presidente da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação (ACIP), disse à Lusa que o setor tem ido além da legislação e que muito do pão consumido em Portugal tem já metade do teor de sal do que a própria lei define.

“Podemos dizer que hoje em dia muito do pão é comido com meio sal. É fácil encontramos pão com 0,7 ou 0,8 gramas”, afirmou.

A legislação que obrigou o pão português a conter menos sal, e que entrou em vigor a 12 de agosto de 2010, estabelecia um máximo de 1,4 gramas de sal por 100 de pão.

O presidente da ACIP defende que “este esforço, para bem da saúde pública, não pode ser apenas do pão”, tendo de ser transversal a outros setores e alimentos.

Segundo dados da Direção-geral da Saúde, mais de 33% da ingestão de sódio pelos portugueses deve-se ao consumo de sopa de legumes, seguindo-se o leite, o queijo e o iogurte. O pão contribui apenas com 6,4%.

José Francisco apela ainda às autoridades públicas que façam análises periódicas à indústria de panificação e que produzam grelhas analíticas, no que se refere ao sal, um trabalho de acompanhamento que diz que não tem sido feito.

Sobre os caminhos futuros para promover a redução do sal na alimentação, a Sociedade de Hipertensão vai organizar em novembro um fórum com vários especialistas nacionais e internacionais, mas admite já que as empresas de ‘catering’ e as superfícies comerciais que fornecem refeições já prontas são algumas das que devem merecer atenção especial.

O presidente da Sociedade diz que, em análises efetuadas em restaurantes, chegou a ser encontrada uma sopa com três gramas e meia de sal, mais de metade do que deve ser o consumo limite diário.

A Ordem dos Nutricionistas também defende que é preciso “juntar à mesma mesa” os setores da indústria e restauração para que sejam implementadas medidas de autorregulação e conjuntas.

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Perto de 400 milhões de pessoas no mundo não têm acesso aos mais elementares serviços de saúde, segundo um relatório do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado na passada sexta-feira.

Segundo um novo relatório intitulado “Seguir a cobertura de saúde universal”, com dados de 2013, pelo menos 400 milhões de pessoas no mundo são privados do acesso aos serviços de saúde mais elementares, como os cuidados pré-natais, a vacinação infantil, o tratamento da tuberculose ou mesmo o acesso a água potável e serviços sanitários.

“Este relatório é um sinal de alarme: ele mostra que estamos longe de atingir a universalidade dos serviços de saúde”, afirmou Tim Evans, director do departamento Saúde e População do Banco Mundial, em comunicado.

O mesmo responsável defendeu que deve ser "estendido o acesso aos serviços e proteger os mais pobres das despesas de saúde que lhes causam graves dificuldades financeiras”.

O relatório, o primeiro a envolver os serviços de saúde em 37 países, segundo o Banco Mundial, mostra igualmente que seis por cento dos habitantes nos países analisados vivem numa extrema pobreza e não dispõem de mais do que 1.25 dólares por dia para viverem.

A OMS e o Banco Mundial recomendam que os países prossigam o objectivo de uma cobertura de saúde universal pelo menos para 80 por cento da sua população.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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