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A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou hoje novas recomendações na luta contra o cancro do colo do útero para permitir uma melhor prevenção nos países pobres.

A OMS defende agora a aplicação de duas doses da vacina contra o vírus do Papiloma Humano (HPV), contra as três recomendadas anteriormente, em raparigas com idades entre nove e 13 anos.

A OMS, que apresentou as suas novas recomendações no congresso mundial de luta conta o cancro, em Melbourne, estima que duas injecções são mais eficazes do que três.

“A combinação de instrumentos mais eficazes e acessíveis para prevenir e tratar o cancro do colo do útero vai ajudar a reduzir o custo da saúde, especialmente nos países mais pobres", disse Nathalie Broutet, epidemiologista na OMS.

Além disso, o teste de despistagem das infecções por vírus do Papiloma Humano – que são responsáveis por 99% dos casos de cancro do colo do útero – e realizado a partir dos 18 anos de idade pode ser feito a cada cinco anos em caso de resultados negativos, contra os dois anos actualmente aplicados em vários países.

A primeira vacina contra o HPV foi lançada no mercado em 2006.

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ébola2O Ébola atingirá um pico de entre 5.000 e 10.000 novos casos por semana no início de Dezembro, estimou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O director-geral adjunto da OMS Bruce Aylward adiantou, em conferência de imprensa, que a taxa de mortalidade da epidemia se situa nos 70 por cento nos três países da África ocidental mais afectados – Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri.

A OMS estima que a partir do pico de entre 5.000 e 10.000 casos em Dezembro, o número de infectados comece a diminuir paulatinamente graças às acções da luta contra a infecção que estão a ser aplicadas.

O representante da OMS sublinhou que esta é apenas uma previsão que pretende orientar a luta internacional contra o vírus, que provoca a febre hemorrágica.

A contagem mais recente do actual surto de Ébola indica a existência de 8.194 infectados, dos quais 4.447 morreram. Aylward sublinhou que a grande maioria dos casos se mantêm naqueles três países africanos.

Em teoria, parece apontar-se para uma taxa de sobrevivência de 50 por cento, mas os números mascaram a realidade, destacou o director-geral adjunto da OMS.

“Há estes casos que conhecemos, estas mortes que nos são reportadas, mas isso não significa que se divida um número pelo outro e dizer quantas pessoas esta doença mata”, esclareceu.

“Para ter esse número, é preciso pegar num grupo de pessoas, segui-las durante o curso da doença e perceber quantos sobrevivem. Neste conjunto de pessoas, que nós sabemos que estão doentes e conhecemos o desfecho, o que estamos a encontrar é uma mortalidade de 70 por cento, é quase o mesmo número nos três países”, declarou Bruce Aylward.

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O actual surto de Ébola é “a mais grave emergência dos tempos modernos” e mostra que o mundo está mal preparado para responder a uma emergência sanitária crítica, afirmou hoje a directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O mundo está mal preparado para responder a qualquer emergência sanitária sustentada e severa”, disse Margaret Chan num discurso lido por um representante da OMS numa reunião de responsáveis de saúde do Pacífico Ocidental em Manila e distribuído à imprensa em Genebra.

Margaret Chan frisou que esta constatação não se refere apenas ao surto de Ébola na África Ocidental, mas a qualquer outra emergência da mesma magnitude.

O actual surto, considerou, é a maior emergência sanitária da nossa era.

“Na minha longa carreira na saúde pública, que incluiu lidar com os surtos de H5N1 e SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Hong Kong e com a pandemia de gripe na OMS, nunca vi um assunto que atraia tanto interesse mediático mundial. Nunca vi um problema de saúde que provoque tanto medo e terror fora dos países afectados. Nunca vi uma doença contagiosa que contribua tão fortemente para o potencial fracasso de um Estado”, afirmou a directora-geral da OMS.

A reunião de 18 de Setembro do Conselho de Segurança da ONU para avaliar a situação demonstra, considerou, tratar-se de “uma crise de saúde pública que se transformou numa crise que afecta a paz e a segurança internacional”.

Margaret Chan realçou que a evolução do surto foi parcialmente determinada pelo facto de ter surgido em países pobres com sistemas de saúde muito precários.“O surto demonstra os perigos das crescentes desigualdades sociais e económicas no mundo. Os ricos obtêm o melhor tratamento. Os pobres são deixados morrer”, disse.

A inexistência de tratamentos ou vacinas para um vírus conhecido desde 1976 deve-se, afirmou, ao facto de “o Ébola ter sido histórica e geograficamente confinado a nações africanas pobres”.

Mais de 8.000 pessoas foram infectadas com o Ébola em África nos últimos meses, das quais mais de 4.000 morreram.

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terça-feira, 12 agosto 2014 12:35

Ébola: OMS aprova recurso a tratamentos experimentais

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A comissão de ética da Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou hoje o uso de tratamentos experimentais no combate à febre hemorrágica ébola.

"Perante as circunstâncias da epidemia e sob reserva de que determinadas condições sejam cumpridas, a comissão chegou ao consenso de que é ético oferecer tratamentos não homologados, cuja eficácia não é conhecida, nem os seus efeitos secundários, como tratamento potencial ou a título preventivo", explicou a OMS.

A comissão definiu como condições essenciais à utilização destes tratamentos "uma transparência absoluta relativamente aos cuidados, consentimento informado, liberdade de escolha, confidencialidade, respeito das pessoas, preservação da dignidade e implicação das comunidades".

Os peritos referiram a "obrigação moral de reunir e partilhar os dados sobre a segurança e a eficácia destas intervenções", que devem ser alvo de uma avaliação constante, com o objectivo de uma utilização futura.

Antes mesmo do anúncio da aprovação da OMS, os Estados Unidos prometeram enviar para a Libéria, um dos países mais atingidos pela epidemia, um soro experimental, disponível em quantidades reduzidas, para tratar os médicos liberianos actualmente infectados.

Este soro foi usado, com resultados iniciais positivos em dois médicos de nacionalidade norte-americana, já repatriados para os Estados Unidos.

Na segunda-feira, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou que o medicamento experimental ia ser enviado durante esta semana.

A OMS desmentiu hoje ter autorizado o envio deste tratamento para a Libéria, e esclareceu que a utilização de um medicamento novo em determinado país depende de acordos estabelecidos entre as autoridades sanitárias e os laboratórios, não requerendo qualquer autorização da organização mundial.

"A OMS não tem qualquer responsabilidade no envio de tratamento algum para os países (afectados) porque não temos qualquer tratamento de reserva", declarou a porta-voz, Fadela Chaib.

A epidemia de ébola, que afecta a região da África Ocidental, já fez mais de mil mortos, em 1.848 casos suspeitos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde, actualizado na noite de segunda-feira.

Foram registados 11 novos casos e seis mortos na Guiné-Conacri, 45 novos casos e 29 mortos na Libéria, e 13 novos casos e 17 óbitos na Serra Leoa, não tendo sido registados novos casos ou vítimas mortais na Nigéria.

O vírus ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. Não há vacina conhecida para a doença.

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sexta-feira, 08 agosto 2014 11:45

Epidemia de Ébola é "emergência mundial de saúde"

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou hoje que a epidemia de febre hemorrágica pelo vírus ébola, presente em pelo menos quatro países da África Ocidental, é "uma emergência de saúde pública de alcance mundial".

"A OMS aceitou as conclusões" da comissão de emergência sanitária, que esteve reunida na quarta e quinta-feira em Genebra, declarou à imprensa a directora-geral da organização, Margaret Chan.

A comissão foi "unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial", acrescentou.

Perante uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma "resposta internacional coordenada" para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ébola".

A epidemia de ébola, que fez perto de mil mortos desde o início do ano e mais de 1.700 casos suspeitos, é "a mais importante e mais grave" nas últimas quatro décadas, sublinhou Chan.

A responsável considerou que os países da África Ocidental mais atingidos – Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria – "não têm meios para responderem sozinhos" à doença e pediu "à comunidade internacional que forneça o apoio necessário".

A comissão alertou que "os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ébola" e "facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus" da febre hemorrágica.

A comissão sublinhou que os chefes de Estado dos países afectados devem "decretar o estado de emergência" e "dirigir-se pessoalmente à nação para fornecer informação sobre a situação".

O responsável da OMS para a epidemia, Keiji Fukuda, adjunto de Margaret Chan, afirmou que a quarentena de pessoas suspeitas de estarem infectadas, deve ser de 30 dias, dado que o tempo de incubação é de 21 dias.

As pessoas que estiveram em contacto com os doentes, à excepção do pessoal médico equipado com roupa protectora, não devem ser autorizadas a viajar, sublinhou.

Keiji Fukuda indicou que as tripulações de voos comerciais, que se desloquem a países afectados, devem receber formação específica e material médico para protecção pessoal e dos passageiros.

"Impedir as companhias aéreas de viajarem para estes países ia afectar a sua economia", afirmou Chan.

A comissão recomendou também que todas as pessoas que saiam de países afectados sejam examinadas nos aeroportos, portos e principais postos fronteiriços, mediante um questionário e medição da temperatura, devendo ser impedidos de viajar quaisquer casos suspeitos.

O vírus já causou pelo menos 932 mortos e infectou mais de 1.700 pessoas desde que surgiu, no início do ano, na Guiné-Conacri, de acordo com a OMS.

A Libéria, Guiné-Conacri e Serra Leoa decretaram o estado de emergência. O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença.

O vírus foi detectado, pela primeira vez, em 1976 na República Democrática do Congo.

Serra Leoa

As cidades de Kailahun e Kenema, no leste da Serra Leoa, foram colocadas em quarentena, e locais de diversão, como discotecas e cinemas, foram fechados no país. “É oficial: Kenema e Kailahun ficaram colocadas em quarentena. As enfermeiras estão a ser ajudadas pelos responsáveis da polícia e do exército para que consigamos ter acesso a todos os casos suspeitos que não foram assinalados ao Ministério da Saúde”, declarou o porta-voz adjunto do governo, Abdulai Bayratay.

A presidência do país anunciou, em comunicado, mais medidas para lutar contra a epidemia, como a restrição da circulação das moto-taxi, entre as 7 horas e as 19 horas locais, em todo o país, bem como o "encerramento imediato” das discotecas, cinemas e videoclubes.

A epidemia afecta 11 dos 12 distritos do país.

Estados Unidos

Os Estados Unidos ordenaram o regresso a casa das famílias dos funcionários da embaixada do país na Libéria.

O Departamento de Estado também apelou aos cidadãos norte-americanos para não viajarem para a Libéria, repetindo uma instrução anterior das autoridades de saúde dos Estados Unidos.

China

O Governo chinês anunciou o envio de 30 milhões de yuan (3,64 milhões de euros) para a Serra Leoa, Libéria e Guiné Conacri, os três países mais afectados pelo vírus Ébola.

A ajuda consiste principalmente em equipamento de protecção para pessoal médico, medicamentos e aparelhos de monitorização de pacientes, explica uma nota do Ministério do Comércio.

Este anúncio integra o segundo pacote de ajuda da China para a região da África Ocidental depois de em Maio Pequim ter enviado ajuda avaliada em o equivalente a 121.000 euros.

Cerca de 20.000 cidadãos chineses vivem na Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, referem dados do Ministério do Comércio da China.

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A directora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou hoje que a epidemia de Ébola na África Ocidental “avança mais rápido” que a mobilização dos esforços para travá-la, podendo trazer consequências “catastróficas”.

“Os actuais efectivos de socorro nacional e internacional são tristemente inadequados”, declarou, depois de uma reunião regional sobre o surto de Ébola, em Conacri, referindo que o encontro "deve marcar uma transformação na luta contra a epidemia”.

“Se a situação continuar a deteriorar-se, as consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas, assim como pode haver perturbações socioeconómicas e um alto risco de propagação para outros países", salientou Margaret Chan, que descreveu o surto como sendo, “de longe, o maior de sempre na história de quatro décadas desta doença”.

“Está a tomar áreas com movimento populacional fluido em fronteiras mais maleáveis e mostrou uma capacidade de espalhar-se através de viagens aéreas, ao contrário do que se tinha visto em outros surtos”, acrescentou, salientando que os casos estão a acontecer não só em áreas rurais de difícil acesso, mas também em capitais densamente povoadas.

“Os governos podem precisar de usar as forças policiais e de defesa civil para garantir a segurança das equipas de resposta. Alguns já o estão a fazer”, disse.

A OMS e os líderes dos países da África Ocidental mais afectados pelo surto de Ébola reuniram-se hoje, em Conacri, para organizar, pela primeira vez, uma resposta conjunta à crise.

O objectivo do plano de emergência, entre a OMS, Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria é prevenir e detectar casos suspeitos, aperfeiçoar a vigilância nas fronteiras e reforçar o centro de coordenação sub-regional de epidemias da organização da ONU na Guiné-Conacri, bem como coordenar o envio de "várias centenas" de trabalhadores humanitários para o terreno.

Depois de lançar um plano de resposta para conter a propagação do vírus Ébola, Margaret Chan anunciou que convocou um comité de emergência da OMS na próxima quarta-feira para avaliar as implicações internacionais deste surto na África Ocidental.

Este surto de febre hemorrágica causou, após sete meses, 729 mortos – 339 na Guiné Conacri, 233 na Serra Leoa, 156 na Libéria e um na Nigéria –, indica o último balanço da OMS.

Destas 729 mortes registadas pela OMS, 485 são casos confirmados de Ébola.

A OMS anunciou um apoio financeiro de 75 milhões de euros ao plano e Margaret Chan justificou "este aumento dos recursos" pela "amplitude" do surto.

A epidemia, surgida no início do ano, foi declarada primeiro na Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença.

Esta é a primeira vez que se identifica e se confirma uma epidemia de Ébola na África Ocidental, até agora sempre registadas em países da África Central.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) apela ao reforço das medidas de combate à hepatite viral, doença que mata anualmente 1,4 milhões de pessoas.

O alerta foi lançado por Stefan Wiktor, especialista da OMS, durante uma conferência de imprensa realizada ontem em Genebra a propósito do Dia Mundial da Hepatite, que se assinala a 28 deste mês, em que se manifestou esperançado em ver "um compromisso político e financeiro" na luta contra a hepatite viral, semelhante aos esforços encetados contra a epidemia da sida, que disse estarem a dar resultados positivos.

Aquele especialista acrescentou que os recentes progressos na prevenção e no tratamento da hepatite oferecem oportunidades reais de salvar vidas, considerando que se pode falar de uma possível erradicação no futuro da hepatite C e da hepatite B, ambas relacionadas com o cancro do fígado.

No caso da hepatite crónica C, os novos medicamentos desenvolvidos reduzem o período de tratamento da hepatite C para 12 semanas e curam a quase totalidade (95%) dos doentes.

"É uma revolução terapêutica (...) Isso modifica a dinâmica. Agora é possível tratar a hepatite C também em países de rendimento baixo e médio, o que não era possível antes", sublinhou.

Stefan Wiktor também saudou os esforços realizados pela comunidade internacional, que classificou como "uma verdadeira nova dinâmica" e que foi capitalizada em maio passado, aquando da votação de uma resolução durante a 67.ª assembleia geral da OMS.

Na ocasião, representantes de 194 países votaram uma resolução que cobre a prevenção, diagnósticos e tratamentos, em que se sublinha a importância de ter um plano nacional para derrotar a hepatite.

A resolução reconhece o potencial dos novos medicamentos e tratamentos para a hepatite C e hepatite B e apela à elaboração de estratégias que facilitem o acesso a medicamentos de qualidade a preços acessíveis.

Durante a conferência de imprensa, Samuel So, cirurgião especialista em doenças do fígado e docente na Universidade Stanford, Estados Unidos, disse que "as estruturas de tratamento do VIH/Sida são boas para tratar a hepatite viral" já que contam com a presença de laboratórios e serviços de saúde.

Aquele médico também apelou para uma abordagem mais ampla e maior apoio da parte dos doadores na luta contra a hepatite, doença que não figura nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio-2015 definidos pelas Nações Unidas.

Segundo ele, a luta contra a hepatite também permitirá reduzir os custos de saúde relacionados com problemas agudos de fígados e cancros, dado que a hepatite é a principal causa daquelas doenças.

Todos os anos cerca de 1,4 milhões de pessoas morrem de problemas agudos e crónicos no fígado causados por hepatites virais, um grupo de doenças infecciosas conhecidas como hepatite A, B, C, e D.

Comparativamente, o VIH/Sida mata anualmente 1,6 milhões de pessoas, a tuberculose 1,3 milhões e a malária 600 mil, segundo a OMS.

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O estudo “Global Burden of Disease Study-2013”, ontem publicado na revista Lancet, considera que houve progressos na luta contra a SIDA, malária e tuberculose desde a adopção dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, em 2000.

Segundo aquela publicação científica, resultados de uma pesquisa compreensiva sobre as três doenças mostram um “impacto real” da redução destas doenças no mundo, apesar de ainda haver muito para ser feito e as enfermidades continuaram a ser os principais desafios da saúde em 2013.

As novas estimativas dos últimos 13 anos mostram, por um lado, que o número de pessoas que vivem com o VIH, vírus que causa a sida, tem aumentado de forma constante, na ordem dos 29 milhões de pessoas, mas os dados indicam, por outro lado, que a malária está a matar mais pessoas do que o estimado anteriormente, embora o número de mortes tenha reduzido desde 2004.

Apesar das tendências de queda das taxas de prevalência de tuberculose, desde 2000, o número de pessoas que vivem com a doença em todo o mundo aumentou cerca de 8,5 milhões, em 1990, para cerca de 12 milhões em 2013.

No estudo, os investigadores consideram que a epidemia do VIH é menor do que estimada anteriormente e que as mortes prematuras decorrentes desta epidemia são 25 por cento mais baixas do que a última cálculos fornecidos pelo Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA), em 2012.

Embora a incidência mundial de VIH tenha diminuído substancialmente anualmente, desde o seu pico em 1997 (ano em que se atingiu 2,8 milhões de novas infecções), por ano ainda são infectadas 1,8 milhões de pessoas.

No auge da epidemia, em 2005, o VIH causou 1,7 milhões de mortes em todo o mundo, mas este número caiu substancialmente para 1,3 milhões de mortes em 2013.

A revista Lancet considera que grandes progressos foram alcançados desde 2002 ao registar-se redução de novas infecções na ordem de 62 por cento em crianças.

No entanto, em mais de 100 países (74 dos quais Estados em desenvolvimento) a incidência do VIH tem aumentado.

As regiões com um aumento contínuo na mortalidade por VIH, desde 2000, incluem países ricos da Ásia-Pacífico, Ásia Central e Oriental, Europa, o Médio Oriente, Oceânia, o norte da África e África subsaariana, onde se registam casos de usuários de drogas intravenosa.

“Isso pode ser em parte porque os países estão menos inclinados a prestar serviços de tratamento para usuários de drogas, ou porque os usuários de drogas são um grupo mais difícil para os serviços de saúde alcançarem”, considera a revista Lancet.

Desde 1996, pelo menos 19,1 milhões de pessoas foram salvas graças à terapia anti-retroviral, 5,7 milhões dos quais de países ricos e 13,4 milhões (70 por cento do total de infectados) de nações em via de desenvolvimento.

Os resultados relativos à luta contra a tuberculose demonstram ter havido um declínio de incidência da doença em 12 regiões do mundo, em comparação com a década anterior quando se definiu a sexta Meta do Milénio da OMS, que apela para o combate do VIH/SIDA, a malária, tuberculose e outras doenças.

Desde 2004, ano de pico os casos de malária, doença que “mata mais pessoas no mundo do que se pensava anteriormente”, segundo o estudo, caiu de forma sistemática, em resultado dos esforços financeiros aplicados na luta contra o flagelo – o financiamento subiu para 11,3 mil milhões de dólares entre 2000 e 2011.

A incidência global da malária atingiu o pico em 2003, com 232 milhões de novos casos, posteriormente, houve uma queda de cerca de 29 por cento, para 165 milhões de novos casos em 2013.

Quatro países ainda têm mais de cinco milhões de novas infecções de malária por ano: a Índia, um dos países mais populosos do mundo, com cerca dois mil milhões de habitantes, regista mais de 60 milhões de casos; a Nigéria (30 milhões), enquanto a República Democrática do Congo e Moçambique registam seis milhões de infecções/ano cada.

As mortes por malária atingiram o pico em 2004, cerca de 1,2 milhões, mas no ano passado registou-se um declínio para cerca de 855 mil - um pouco maior do que o número de mortes estimados pela OMS em 2013 (627 mil mortes).

Três países - Nigéria, República Democrática do Congo, e Índia - são responsáveis por cerca de metade de todas as mortes por malária, que continua a ser a principal causa de mortes em crianças na África Subsaariana, apesar de ter caído em quase um terço (31,5 por cento) desde 2004.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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