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A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje uma emergência sanitária mundial devido ao aumento dos contágios de poliomielite nos últimos seis meses, depois de detectar casos em mais de uma dezena de países.

A decisão foi tomada após várias reuniões no seio do Comité de Emergência da OMS, formado por especialistas na matéria, que recomendaram a declaração do estado de emergência porque estes contágios podem representar uma ameaça para o resto do mundo, afirmou Bruce Aylward, director-geral adjunto da OMS.

Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde especifica que a propagação internacional da poliomielite até agora “constitui um ‘evento extraordinário’ e um risco público de saúde para outros Estados, para o qual é essencial uma resposta internacional coordenada”.

“A situação actual é um forte contraste em relação ao estado de quase-cessação da propagação do poliovírus selvagem desde Janeiro de 2012 até à época de baixa transmissão (de Janeiro a Abril) de 2013. Se nada for feito, esta situação pode resultar na impossibilidade de erradicar globalmente uma das doenças mais graves e evitáveis por vacina”, refere o comunicado do Comité, que revela ter considerado estarem reunidas as condições para decretar uma emergência de saúde pública.

No final de 2013, 60 por cento dos casos de pólio tinham origem na propagação internacional do poliovírus selvagem, e existiam provas de que os viajantes adultos contribuem para esta propagação, segundo a OMS.

Já este ano, mesmo durante a época de baixa transmissão, houve contaminação internacional de três dos dez países onde existem actualmente infecções: na Ásia central (do Paquistão ao Afeganistão), no Médio Oriente (da Síria ao Iraque) e na África central (dos Camarões à Guiné Equatorial).

“Uma resposta internacional coordenada é considerada essencial para travar esta propagação e para prevenir nova contaminação, tendo em vista o período de elevada transmissão, em Maio e Junho. Medidas unilaterais podem ser menos eficazes”, sustenta o Comité de Emergência da OMS.

As consequências de mais casos de propagação internacional são particularmente graves actualmente, tendo em conta o elevado número de países livres de pólio, mas alvos de conflitos e frágeis, onde os serviços de imunização foram “severamente comprometidos” e, por isso, “correm o risco de uma reinfecção”, refere.

Segundo a OMS, a prioridade máxima dos países infectados deve ser a de interromper a transmissão desta doença no interior das fronteiras “o mais rapidamente possível” através da “imediata e total aplicação das estratégias de erradicação, entre as quais campanhas de imunização suplementar com vacina oral, vigilância do poliovírus e imunização de rotina”.

Os países que a organização considera representarem o maior risco para a transmissão internacional são o Paquistão, Camarões e Síria, aos quais a OMS recomenda que declarem o estado de emergência de saúde pública e garantam que a população e visitantes de mais de quatro semanas recebem vacinação antes de viagens internacionais, devendo também os visitantes, pelo menos, ser vacinados aquando da partida.

Quanto aos países infectados, mas que não estão actualmente a exportar a doença – Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria – a OMS recomenda que declarem também o estado de emergência e recomendem a vacinação.

Os especialistas do Comité deverão voltar a avaliar a situação dentro de três meses.

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa viral aguda transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pela via fecal-oral. Atinge em particular crianças com menos de cinco anos.

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medicamentos

Infecções consideradas actualmente como menores podem voltar a matar se nada for feito com urgência a nível global para lutar contra a resistência aos antibióticos, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No primeiro relatório sobre a resistência aos antibióticos a nível mundial, a OMS afirma que “esta grave ameaça já não é uma previsão, mas uma realidade em cada uma das regiões do mundo e todos, independentemente da idade e do país, podem ser afectados”.

Considerados pela OMS como um dos pilares da saúde, os antibióticos permitem-nos viver mais tempo e com melhor saúde, mas a sua utilização incorrecta tornou-os praticamente ineficazes em algumas décadas.

“A não ser que os numerosos actores envolvidos ajam urgentemente, de modo coordenado, o mundo caminha para uma era pós-antibióticos, onde infecções comuns e feridas menores que têm sido tratadas há décadas podem voltar a matar”, advertiu Keiji Fukuda, subdiretor-geral da OMS para a segurança sanitária.

“Se não tomarmos medidas significativas para evitar as infecções, mas também para alterar o modo como produzimos, receitamos e utilizamos os antibióticos, vamos perder pouco a pouco esses benefícios para a saúde pública mundial e as consequências serão devastadoras”, afirmou.

O relatório, com dados de 114 países, indica que existe resistência a numerosos agentes infecciosos, mas centra-se na resistência aos antibióticos de sete bactérias responsáveis por doenças comuns como as infecções hematológicas (septicemia), diarreias, pneumonias, infecções das vias urinárias e gonorreia.

A OMS, que classifica os resultados de “muito preocupantes”, considera como uma das principais causas da resistência a incorrecta utilização dos antibióticos: nos países pobres as doses administradas são demasiado fracas e nos países ricos a utilização é excessiva.

A organização critica também a falta de vigilância do uso dos antibióticos nos animais destinados ao consumo humano.

O estabelecimento de sistemas de vigilância do fenómeno, a prevenção das infecções e a criação de novos antibióticos são as recomendações feitas pela OMS.

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Poluição do Ar

Cerca de sete milhões de pessoas morreram em 2012 por exposição à poluição do ar, que se transformou no maior factor de risco ambiental para a saúde no mundo, alerta hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A conclusão resulta de novos dados hoje divulgados, segundo os quais uma em cada oito mortes em 2012 se deveu à exposição à poluição do ar, dado que mais do que duplica as estimativas anteriores e confirma que a poluição do ar é agora o maior factor de risco ambiental para a saúde humana.

Reduzir a poluição do ar poderia salvar milhões de vidas, escreve a OMS num comunicado.

“Os riscos da poluição do ar são agora muito maiores do que se pensava, particularmente no que respeita a doenças coronárias e AVC”, disse Maria Neira, directora do departamento da OMS para a saúde pública, ambiente e determinantes sociais da saúde. “Poucos factores de risco têm hoje maior impacto na saúde global do que a poluição do ar; as evidências alertam-nos que é preciso uma acção concertada para limpar o ar que respiramos”, acrescentou.

Segundo as estimativas agora divulgadas, a poluição do ar interior esteve ligada a 4,3 milhões de mortes em 2012 em lares com fogões a carvão, lenha ou biomassa. Já a poluição do ar exterior terá estado na origem de 3,7 milhões de mortes em todo o mundo. Como há muitas pessoas expostas à poluição interior e exterior, a mortalidade associada às duas fontes não pode ser simplesmente adicionada, daí a estimativa de sete milhões de mortes em 2012.

Os novos dados, adianta a agência da ONU para a saúde, revelam uma ligação mais forte entre exposição à poluição do ar interior e exterior e as doenças cardiovasculares, como AVC e cardiopatia isquémica, assim como a poluição do ar e o cancro. Estas ligações juntam-se ao papel da poluição do ar no desenvolvimento de doenças respiratórias, incluindo infecções respiratórias agudas e doenças pulmonares obstrutivas crónicas.

As novas estimativas baseiam-se, não só em mais conhecimento sobre as doenças causadas pela poluição do ar, mas também em avaliações mais rigorosas da exposição humana aos poluentes, através de melhores medições e tecnologias. Estas melhorias permitiram aos cientistas analisar mais detalhadamente os riscos para a saúde numa cobertura geográfica mais ampla.

Em termos regionais, os países de baixo e médio rendimento na região do sudeste asiático e do Pacífico ocidental foram as que registaram maior número de mortes associadas à poluição do ar, com um total de 3,3 milhões de mortes ligadas à poluição do ar interior e 2,6 milhões de mortes associadas à poluição do ar exterior.

“Limpar o ar que respiramos previne doenças não transmissíveis e reduz as doenças entre as mulheres e os grupos vulneráveis, como as crianças e os idosos”, disse Flavia Bustreo, directora-adjunta da OMS para a saúde da família, mulheres e crianças, citada no comunicado da OMS. “As mulheres e as crianças pobres pagam um preço elevado pela poluição do ar interior porque passam mais tempo em casa a respirar os fumos e fuligens de fogões a carvão e a lenha”, acrescentou.

Segundo os dados da OMS, 80 % das mortes associadas à poluição do ar interior devem-se a doenças cardiovasculares como a cardiopatia isquémica (40 %) e o acidente vascular cerebral (40 %). Já a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é responsável por 11 % das mortes ligadas à poluição interior, enquanto o cancro do pulmão (6 %) e as infecções respiratórias agudas em crianças (3 %) são responsáveis pelo restante.

No que diz respeito à poluição do ar exterior, 34 % das mortes devem-se a AVC, 26 % a cardiopatia isquémica, 22 % à DPOC, 12 % a infecções respiratórias agudas em crianças e 6 % ao cancro do pulmão.

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Tuberculose 2Quase nove milhões de pessoas são infectadas com tuberculose todos os anos, mas cerca de três milhões não chegam aos serviços de saúde, por falta de acesso ou de diagnóstico, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS). "Alcancemos os três milhões" é o lema da campanha da OMS para o dia mundial da tuberculose, que se assinala no dia 24 de Março.

Os sistemas de saúde dos países notificam [à OMS] cerca de seis milhões de casos de tuberculose, isso quer dizer que outros três ficam sem detectar", informou hoje em conferência de imprensa Mario Raviglione, director do departamento dedicado à doença na OMS.

Além disso, acrescentou, dos seis milhões detectados estima-se que entre 450.000 e 500.000 sejam casos de tuberculose multirresistente (MDR-TB, na sigla em inglês). Destes, apenas 90 mil são diagnosticados, "o que é muito alarmante, porque é um número muito baixo", alertou o especialista.

A OMS declarou no ano passado que a MDR-TB é uma "crise sanitária” e deveria ser abordada "com urgência", recordou hoje Raviglione.

A agência da ONU para a saúde aplicou em 27 países em desenvolvimento o programa EXPAND TB, que visa melhorar as técnicas de detecção e diagnóstico da tuberculose em general e da multirresistente em particular.

Este programa permite que o diagnóstico se faça em duas horas, e não em dois meses como acontece em vários países, especialmente os mais pobres, que têm apenas um laboratório central ou que têm de enviar as amostras para outro país.

Segundo os primeiros resultados, nos países onde o projecto está em vigor, triplicou o número de casos detectados.

"Sem diagnóstico, a medicina é cega. O projecto EXPAND TB é crucial para aumentar a capacidade de detectar tuberculose multirresistente", disse, por seu lado, Catherina Boehme, directora executiva do FIND's, uma organização não-governamental que participa no projecto.

Os 27 países onde o programa foi aplicado representam 40 % dos casos estimados de tuberculose multirresistente no mundo.

Até agora, o projecto teve "enormes resultados", já que mais de 30 % dos casos de MDR-TB detectados a nível mundial, em 2012, resultaram do EXPAND TB.

Com efeito, entre 2009 e 2013 triplicou o número de casos detectados de tuberculose multirresistente nos 27 países do projecto.

Na Índia, graças ao projecto, foram detectados 90 % dos casos de tuberculose multirresistente.

Perante estes resultados, a OMS pede à comunidade internacional mais fundos para financiar o projecto na sua estrutura actual de 92 laboratórios e poder expandi-lo para alcançar os três milhões de casos no mundo que continuam fora dos sistemas de saúde.

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[caption id="attachment_5974" align="alignleft" width="300"]poliomielite1 Quase a totalidade dos casos de poliomielite registados em 2013 no Paquistão e no Afeganistão - que com a Nigéria são os rês únicos países do mundo onde a doença também conhecida por paralisia infantil é endémica -, estão geneticamente ligados a estirpes do vírus que foram verificadas em Peshawar, sublinhou a OMS, num comunicado[/caption]

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a cidade de Peshawar, no norte do Paquistão, como “o maior reservatório mundial” de casos de poliomielite, apelando para a intensificação da vacinação apesar dos obstáculos no terreno.

Quase a totalidade dos casos de poliomielite registados em 2013 no Paquistão e no Afeganistão - que com a Nigéria são os rês únicos países do mundo onde a doença também conhecida por paralisia infantil é endémica -, estão geneticamente ligados a estirpes do vírus que foram verificadas em Peshawar, sublinhou a OMS, num comunicado.

“Relacionada com 90% dos casos de poliomielite” registados em 2013, Peshawar e os seus cerca de quatro milhões de habitantes “são actualmente o maior reservatório do mundo de casos de poliomielite endémicos”, referiu a organização internacional.

Segundo a OMS, 83 dos 91 casos de poliomielite recenseados no Paquistão e 12 dos 13 casos verificados no Afeganistão estão relacionados com estripes identificadas na cidade, parcialmente habitada por afegãos.

A província de Khyber Pakhtunkhwa, que tem Peshawar como capital, e as zonas tribais vizinhas, localizadas ao longo da fronteira com o Afeganistão e reconhecidas como o principal esconderijo de rebeldes talibãs e de elementos da Al-Qaida, são as regiões paquistanesas mais afectadas pela poliomielite.

“A água em Peshawar e nas cidades adjacentes está contaminada” e o vírus propaga-se pela rede de esgotos e canalizações domésticas enferrujadas, explicou, em declarações à agência France Press, o ministro da Saúde da província de Khyber Pakhtunkhwa, Shaukat Ali Yousafzai, reafirmando o seu compromisso de erradicar a doença.

Mas, os esforços para erradicar a poliomielite estão a ser dificultados pelos ataques violentos perpetrados por grupos rebeldes e talibãs (mais de 25 mortos no último ano e meio) no território paquistanês ou pela oposição das comunidades mais conservadoras às campanhas de vacinação.

Estas comunidades alegam que as vacinas provocam infertilidade, defendendo ainda que as campanhas de vacinação servem os interesses de acções de espionagem ocidental.

Entre os três países onde a doença é endémica, o Paquistão foi o único país onde o número de casos de poliomielite aumentou entre 2012 e 2013, com mais 58 novos casos verificados, indicou a OMS.

Na segunda-feira, a Índia, país vizinho do Paquistão, assinalou três anos sem registar um caso de poliomielite.

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[caption id="attachment_5764" align="alignleft" width="300"]poliomielite O último caso da doença registado no país foi o de uma menina de dois anos na região de Bengala, nordeste, a 13 de Janeiro de 2011. EM 2010 tinham sido detectados 43 casos, em 2009 741, em 1991 um total de 6.028 e em 1985 cerca de 150.000[/caption]

A Índia assinala hoje três anos sem registar um caso de poliomielite e em Março a organização Mundial de Saúde (OMS) certificará o país, epicentro da doença até há pouco tempo, como livre da enfermidade.

“Alcançamos este feito devido a esforços consistentes e perseverantes”, disse ao The Times of India R. K. Saboo, um dos fundadores do programa indiano contra a pólio.

O mesmo responsável acrescentou que as gotas de pólio serão substituídas por vacinas de pólio inactiva no próximo ano e nos estados de alto risco.

O último caso da doença registado no país foi o de uma menina de dois anos na região de Bengala, nordeste, a 13 de Janeiro de 2011. EM 2010 tinham sido detectados 43 casos, em 2009 741, em 1991 um total de 6.028 e em 1985 cerca de 150.000.

“É um marco sem precedentes para um país que até 2009 tinha metade dos casos mundiais de pólio”, disse a representantes da OMS na Índia, Nata Menabde, num comunicado na página da Internet da organização.

O sucesso do programa indiano foi conquistado com campanhas massivas de imunização em que foram administradas cerca de 2,3 milhões de vacinas sob a supervisão de 155.000 pessoas, além da vacina oral a 172 milhões de crianças de cinco anos em todo o país.

A Organização Mundial de Saúde declara um país livre de pólio depois de um ano sem que seja registado qualquer caso e considera a doença irradiada após três anos sem infecções.

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[caption id="attachment_5170" align="alignleft" width="300"]leiteempo “Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas[/caption]

Os leites em pó para bebés podem conter bactérias nocivas, o que leva a Organização Mundial da Saúde a recomendar que sejam preparados com água a 70 graus e a apelar aos fabricantes para darem esta indicação aos consumidores.

Érica Lopes, enfermeira e organizadora de um seminário sobre preparação e manuseamento de fórmulas em pó para lactentes, considera que este tema é pouco divulgado em Portugal, mesmo entre os profissionais de saúde.

Em Portugal, as autoridades não têm normas sobre este assunto, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisa que os processos de fabrico dos leites em pó não são estéreis, podendo estas ficar contaminadas com duas bactérias: Enterobacter sakazakii e Salmonella entérica.

Segundo uma avaliação de risco realizada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em 2006, os leites em pó nunca devem ser preparados com água a uma temperatura inferior a 70 graus.

Apesar disso, alguns fabricantes indicam, nos rótulos dos seus produtos, que o leite pode ser preparado com água a 30 ou a 40 graus.

“Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas.

Érica Lopes, uma das organizadoras do seminário que hoje decorre em Lisboa, considera que deve haver normas e orientações uniformes e claras para a preparação para as fórmulas de leite, quer em casa, quer em instituições, como creches.

“Como profissional de saúde, tento acompanhar o que diz a OMS e como consumidora quero saber se há riscos. No fundo, queremos dar uma escolha informada ao consumidor”, referiu à agência Lusa a enfermeira e conselheira de amamentação.

Além de discutir o tema, os organizadores pretendem que do seminário saia um grupo multidisciplinar que crie um documento de consenso, propondo boas práticas para a preparação, manuseamento e armazenamento das fórmulas em pó para lactentes.

Para evitar conflitos de interesse, a organizadora salienta que não foram aceites para o seminário patrocínios ou apoios de empresas que comercializam substitutos do leite materno ou produtos como tetinas e biberões.

Outro dos organizadores do encontro, Ricardo Assunção, realizou em 2008 um estudo sobre a presença de microorganismos nas fórmulas de leite na região de Lisboa, tendo confirmado a ideia de que estes leites em pó não são produtos estéreis.

Embora nas amostras analisadas tenha encontrado níveis de contaminação muito reduzidos, detectou também a presença de uma bactéria ambiental que já esteve implicada em surtos associados a cuidados intensivos neonatais.

No final do estudo realizado na Universidade Técnica de Lisboa, Ricardo Assunção recomenda que as mães que não possam ou não queiram amamentar sejam alertadas para o facto de as fórmulas infantis em pó não serem estéreis e que determinados agentes podem ser responsáveis por situações graves de doença.

Além disso, é ainda sugerido que se melhore a rotulagem dos produtos e que se desenvolvam directrizes transversais para preparação e uso destes leites em pó.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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