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[caption id="attachment_5974" align="alignleft" width="300"]poliomielite1 Quase a totalidade dos casos de poliomielite registados em 2013 no Paquistão e no Afeganistão - que com a Nigéria são os rês únicos países do mundo onde a doença também conhecida por paralisia infantil é endémica -, estão geneticamente ligados a estirpes do vírus que foram verificadas em Peshawar, sublinhou a OMS, num comunicado[/caption]

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a cidade de Peshawar, no norte do Paquistão, como “o maior reservatório mundial” de casos de poliomielite, apelando para a intensificação da vacinação apesar dos obstáculos no terreno.

Quase a totalidade dos casos de poliomielite registados em 2013 no Paquistão e no Afeganistão - que com a Nigéria são os rês únicos países do mundo onde a doença também conhecida por paralisia infantil é endémica -, estão geneticamente ligados a estirpes do vírus que foram verificadas em Peshawar, sublinhou a OMS, num comunicado.

“Relacionada com 90% dos casos de poliomielite” registados em 2013, Peshawar e os seus cerca de quatro milhões de habitantes “são actualmente o maior reservatório do mundo de casos de poliomielite endémicos”, referiu a organização internacional.

Segundo a OMS, 83 dos 91 casos de poliomielite recenseados no Paquistão e 12 dos 13 casos verificados no Afeganistão estão relacionados com estripes identificadas na cidade, parcialmente habitada por afegãos.

A província de Khyber Pakhtunkhwa, que tem Peshawar como capital, e as zonas tribais vizinhas, localizadas ao longo da fronteira com o Afeganistão e reconhecidas como o principal esconderijo de rebeldes talibãs e de elementos da Al-Qaida, são as regiões paquistanesas mais afectadas pela poliomielite.

“A água em Peshawar e nas cidades adjacentes está contaminada” e o vírus propaga-se pela rede de esgotos e canalizações domésticas enferrujadas, explicou, em declarações à agência France Press, o ministro da Saúde da província de Khyber Pakhtunkhwa, Shaukat Ali Yousafzai, reafirmando o seu compromisso de erradicar a doença.

Mas, os esforços para erradicar a poliomielite estão a ser dificultados pelos ataques violentos perpetrados por grupos rebeldes e talibãs (mais de 25 mortos no último ano e meio) no território paquistanês ou pela oposição das comunidades mais conservadoras às campanhas de vacinação.

Estas comunidades alegam que as vacinas provocam infertilidade, defendendo ainda que as campanhas de vacinação servem os interesses de acções de espionagem ocidental.

Entre os três países onde a doença é endémica, o Paquistão foi o único país onde o número de casos de poliomielite aumentou entre 2012 e 2013, com mais 58 novos casos verificados, indicou a OMS.

Na segunda-feira, a Índia, país vizinho do Paquistão, assinalou três anos sem registar um caso de poliomielite.

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[caption id="attachment_5764" align="alignleft" width="300"]poliomielite O último caso da doença registado no país foi o de uma menina de dois anos na região de Bengala, nordeste, a 13 de Janeiro de 2011. EM 2010 tinham sido detectados 43 casos, em 2009 741, em 1991 um total de 6.028 e em 1985 cerca de 150.000[/caption]

A Índia assinala hoje três anos sem registar um caso de poliomielite e em Março a organização Mundial de Saúde (OMS) certificará o país, epicentro da doença até há pouco tempo, como livre da enfermidade.

“Alcançamos este feito devido a esforços consistentes e perseverantes”, disse ao The Times of India R. K. Saboo, um dos fundadores do programa indiano contra a pólio.

O mesmo responsável acrescentou que as gotas de pólio serão substituídas por vacinas de pólio inactiva no próximo ano e nos estados de alto risco.

O último caso da doença registado no país foi o de uma menina de dois anos na região de Bengala, nordeste, a 13 de Janeiro de 2011. EM 2010 tinham sido detectados 43 casos, em 2009 741, em 1991 um total de 6.028 e em 1985 cerca de 150.000.

“É um marco sem precedentes para um país que até 2009 tinha metade dos casos mundiais de pólio”, disse a representantes da OMS na Índia, Nata Menabde, num comunicado na página da Internet da organização.

O sucesso do programa indiano foi conquistado com campanhas massivas de imunização em que foram administradas cerca de 2,3 milhões de vacinas sob a supervisão de 155.000 pessoas, além da vacina oral a 172 milhões de crianças de cinco anos em todo o país.

A Organização Mundial de Saúde declara um país livre de pólio depois de um ano sem que seja registado qualquer caso e considera a doença irradiada após três anos sem infecções.

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[caption id="attachment_5170" align="alignleft" width="300"]leiteempo “Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas[/caption]

Os leites em pó para bebés podem conter bactérias nocivas, o que leva a Organização Mundial da Saúde a recomendar que sejam preparados com água a 70 graus e a apelar aos fabricantes para darem esta indicação aos consumidores.

Érica Lopes, enfermeira e organizadora de um seminário sobre preparação e manuseamento de fórmulas em pó para lactentes, considera que este tema é pouco divulgado em Portugal, mesmo entre os profissionais de saúde.

Em Portugal, as autoridades não têm normas sobre este assunto, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisa que os processos de fabrico dos leites em pó não são estéreis, podendo estas ficar contaminadas com duas bactérias: Enterobacter sakazakii e Salmonella entérica.

Segundo uma avaliação de risco realizada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em 2006, os leites em pó nunca devem ser preparados com água a uma temperatura inferior a 70 graus.

Apesar disso, alguns fabricantes indicam, nos rótulos dos seus produtos, que o leite pode ser preparado com água a 30 ou a 40 graus.

“Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas.

Érica Lopes, uma das organizadoras do seminário que hoje decorre em Lisboa, considera que deve haver normas e orientações uniformes e claras para a preparação para as fórmulas de leite, quer em casa, quer em instituições, como creches.

“Como profissional de saúde, tento acompanhar o que diz a OMS e como consumidora quero saber se há riscos. No fundo, queremos dar uma escolha informada ao consumidor”, referiu à agência Lusa a enfermeira e conselheira de amamentação.

Além de discutir o tema, os organizadores pretendem que do seminário saia um grupo multidisciplinar que crie um documento de consenso, propondo boas práticas para a preparação, manuseamento e armazenamento das fórmulas em pó para lactentes.

Para evitar conflitos de interesse, a organizadora salienta que não foram aceites para o seminário patrocínios ou apoios de empresas que comercializam substitutos do leite materno ou produtos como tetinas e biberões.

Outro dos organizadores do encontro, Ricardo Assunção, realizou em 2008 um estudo sobre a presença de microorganismos nas fórmulas de leite na região de Lisboa, tendo confirmado a ideia de que estes leites em pó não são produtos estéreis.

Embora nas amostras analisadas tenha encontrado níveis de contaminação muito reduzidos, detectou também a presença de uma bactéria ambiental que já esteve implicada em surtos associados a cuidados intensivos neonatais.

No final do estudo realizado na Universidade Técnica de Lisboa, Ricardo Assunção recomenda que as mães que não possam ou não queiram amamentar sejam alertadas para o facto de as fórmulas infantis em pó não serem estéreis e que determinados agentes podem ser responsáveis por situações graves de doença.

Além disso, é ainda sugerido que se melhore a rotulagem dos produtos e que se desenvolvam directrizes transversais para preparação e uso destes leites em pó.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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