[caption id="attachment_5803" align="alignleft" width="300"]viagra Dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), a que a agência Lusa teve acesso, indicam que neste momento 45 medicamentos genéricos da substância activa Sildenafil têm AIM[/caption]

O medicamento mais famoso contra a disfunção eréctil vai ter, a partir de hoje, um genérico no mercado português, que custará pelo menos metade do fármaco com nome comercial.

Trata-se do Viagra, nome comercial da substância activa Sildenafil, medicamento à venda em Portugal desde 1998 e um dos mais “copiados” em todo o mundo.

Apesar de só a partir de hoje ser possível existirem outros medicamentos com esta substância activa no mercado, em virtude da perda de patente, existiram nestes últimos anos vários genéricos comercializados, e que foram sendo retirados do mercado graças a acções nos tribunais, interpostas pelo laboratório responsável, a Pfizer.

A aproximação da data da perda de patente levou a uma “corrida” aos pedidos de Autorização de Introdução de Mercado (AIM).

Dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), a que a agência Lusa teve acesso, indicam que neste momento 45 medicamentos genéricos da substância activa Sildenafil têm AIM.

O mesmo organismo adiantou que dois titulares de AIM de medicamentos genéricos de Sildenafil notificaram o início de comercialização para Janeiro de 2014.

Fonte da Pfizer indicou que este laboratório também vai comercializar um genérico do Sildenafil.

Dados da consultora IMS Health, fornecidos à Lusa pela Pfizer, indicam que, em 2012, foram vendidas 129.052 unidades de Viagra, movimentado 3.901.268 euros.

No ano passado, entre Janeiro e Novembro, foram vendidas 127.445 unidades, num total de 3.864.217 euros.

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[caption id="attachment_5419" align="alignleft" width="300"]Premiospfizer2013 A entrega dos galardões realizou-se ontem, em Lisboa, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, e pela secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira. Os prémios, considerados os mais antigos na investigação biomédica, foram instituídos em 1955 e resultam de uma parceria entre os laboratórios Pfizer e a Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa[/caption]

Foram quatro, os jovens cientistas portugueses que este ano conquistaram a 57ª edição dos Prémios Pfizer – o mais antigo galardão na área da Investigação Biomédica atribuído em Portugal. Os quatro cientistas distinguidos são autores de três projectos de investigação – dois de investigação básica e um de investigação clínica – seleccionados pelo júri entre os 65 trabalhos que este ano foram se candidataram aos prémios. Cada um dos premiados recebeu, para além do galardão, um prémio monetário no valor de €20 mil.

A cerimónia da entrega dos galardões, presidida pelo Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, teve este ano como palco a Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e contou com a presença de inúmeras personalidades da Medicina portuguesa e do sector da Saúde, entre as quais, o Presidente da SCML e Presidente do Conselho da Administração da FCML, Professor José Caldas de Almeida e a Directora Geral Executiva dos Laboratórios Pfizer, Ana Torres.

Os três projectos premiados prosseguem avanços científicos na optimização das terapêuticas biológicas em doenças inflamatórias crónicas e incapacitantes, como é o caso da Artrite Reumatóide; no tratamento da sépsis; e no combate à fibrose quística.

Trabalho vencedor pode poupar 20 milhões ao SNS

[caption id="attachment_5430" align="alignleft" width="300"]sandragarces Na categoria de investigação clínica, a grande vencedora deste ano foi a investigadora Sandra Garcês, do Instituto Gulbenkian de Ciência, com o projecto “An Evidence-Based Approach to Optimize Therapeutic Decisions Involving Biological Drugs”, que, segundo a autora, permitirá, se implementado, que o Serviço Nacional de Saúde poupe até 20 milhões de euros por ano[/caption]

Na categoria de investigação clínica, a grande vencedora deste ano foi a investigadora Sandra Garcês, do Instituto Gulbenkian de Ciência, com o projecto “An Evidence-Based Approach to Optimize Therapeutic Decisions Involving Biological Drugs”. Um trabalho que demonstra a possibilidade de uma abordagem clínica personalizada, baseada em evidência científica, que permitirá optimizar o uso das terapêuticas biológicas, melhorando, significativamente, o seu perfil de custo-efectividade.

Segundo Sandra Garcês, com o modelo de optimização terapêutica que a sua equipa desenvolve, o Serviço Nacional de Saúde pode poupar até 20 milhões de euros por ano.

A médica, do Hospital Garcia de Orta, em Almada, lidera a equipa que desenvolveu um algoritmo para optimizar a terapêutica a doentes com artrite reumatóide, patologia que afecta, principalmente, as articulações.

O algoritmo, "de apoio à decisão clínica", que avalia a quantidade de medicamento no sangue e a presença de anticorpos contra fármacos biológicos bloqueadores de moléculas inflamatórias, foi testado, ao longo de um ano, em 105 doentes que tiveram uma "probabilidade de resposta à terapêutica cerca de dez vezes superior", comparativamente a outros doentes.

A reumatologista adiantou à agência Lusa que o algoritmo pode ser aplicado a outras doenças crónicas inflamatórias, igualmente incapacitantes, que são tratadas com os mesmos medicamentos, como as espondilartrites - artrite reactiva, artrite da psoríase - e as artrites associadas a doenças inflamatórias do intestino, colite ulcerosa e doença de Crohn. O próximo passo será testar e validar a dose mínima de medicamentos para cada doente. Segundo a investigadora, que iniciou em 2008 o trabalho ao abrigo de um programa de doutoramento financiado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência, muitos dos doentes, que respondem bem à terapêutica, têm sem necessidade "concentrações plasmáticas de fármaco muito elevadas, muito superiores às que estão preconizadas".

Sandra Garcês crê que, com os novos critérios de avaliação da resposta terapêutica propostos, é possível fazer um tratamento personalizado aos doentes, mais eficaz e com menos custos, que se traduziria numa poupança anual de 20 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde.

Uma esperança para o tratamento da sépsis

[caption id="attachment_5431" align="alignleft" width="300"]luismoita Na categoria de investigação básica, um dos prémios atribuídos foi para Luís Ferreira Moita (na foto) e Nuno Figueiredo (foto em baixo). Os dois investigadores do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, apresentaram-se a concurso com o trabalho “As antraciclinas iniciam uma resposta protectora na Sépsis grave por activação de respostas reparadoras do DNA”. O trabalho vencedor, abre uma nova janela de esperança para o tratamento da sépsis[/caption]

[caption id="attachment_5432" align="alignleft" width="300"]nunofigueiredo De acordo com o júri que avaliou os trabalhos, esta investigação terá um grande impacto social e espera-se que face às descobertas realizadas num modelo de experimentação animal seja possível contribuir para o tratamento eficaz da maior causa de morte em unidades de cuidados intensivos e a terceira causa de mortalidade hospitalar[/caption]

Na categoria de investigação básica, um dos prémios atribuídos foi para Luís Ferreira Moita e Nuno Figueiredo. Os dois investigadores do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, apresentaram-se a concurso com o trabalho “As antraciclinas iniciam uma resposta protectora na Sépsis grave por activação de respostas reparadoras do DNA”. Trata-se de um trabalho que representa uma esperança para o tratamento da sépsis através da descoberta que o grupo das antraciclinas clinicamente aprovadas (incluindo epirrubicina, doxorrubicina e daunorrubicina), vulgarmente utilizadas no cancro, são eficazes, mesmo em baixas doses, no tratamento da sépsis severa em ratinhos.

De acordo com o júri que avaliou os trabalhos, esta investigação terá um grande impacto social e espera-se que face às descobertas realizadas num modelo de experimentação animal seja possível contribuir para o tratamento eficaz da maior causa de morte em unidades de cuidados intensivos e a terceira causa de mortalidade hospitalar. Algo que será possível de avaliar já em 2014, altura em que se dará início à realização de um ensaio clínico no Hospital de Santa Maria num pequeno número de doentes. Os resultados sugerem ainda que as antraciclinas podem ser usadas não só na prevenção da septicemia, mas também podem agir de forma terapêutica quando a sua administração é combinada com um antibiótico de largo espectro. Este trabalho sugere que esta terapêutica seja útil na prática clínica, de forma a reduzir a mortalidade por septicemia, em doentes que se encontram hospitalizados ou a necessitar de cuidados médicos durante as primeiras horas em que manifestem os sintomas de sépsis.

 

Investigação básica avança na área da Fibrose quística

[caption id="attachment_5429" align="alignleft" width="300"]margaridaamaral Margarida Amaral, professora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, conquistou o prémio dirigido à investigação básica, com o trabalho “Global ENaC Regulators and Potential Cystic Fibrosis Therapy Targets”, que visou a descoberta de novos potenciais alvos terapêuticos para a fibrose quística, doença genética fatal mas frequente na União Europeia, onde se estima que existam cerca de 30 mil doentes[/caption]

O terceiro projecto vencedor dos Prémios Pfizer 2013 foi liderado por Margarida Amaral. Sob o título “Global ENaC Regulators and Potential Cystic Fibrosis Therapy Targets”, o trabalho da professora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, visou a descoberta de novos potenciais alvos terapêuticos para a fibrose quística,  doença genética fatal mas frequente na União Europeia, onde se estima que existam cerca de 30 mil doentes.

Neste trabalho foram descobertos 739 genes que, quando inibidos, diminuem a actividade da proteína ENaC, entre os quais aquele que codifica para a DGKί (“diacylglycerol kinase iota”). Quando testados em culturas de células de pulmão de pacientes com fibrose quística, os inibidores da DGKί normalizaram quer a actividade da ENaC, quer o transporte de fluidos, mostrando assim ser a DGKί um promissor alvo terapêutico.

Num subgrupo de sete genes, foi identificado um que codifica uma enzima da família cinase, com o qual foi possível, depois de testado em culturas de pulmão de doentes, ter "resultados muito positivos" e normalizar a função da ENaC "até ao nível do das células normais".

A docente, especializada em bioquímica e biologia molecular, explicou à Lusa que não interessava bloquear o funcionamento da proteína, pois tal procedimento poderia causar edema pulmonar (acumulação de líquido nos pulmões) nos doentes com fibrose quística, que têm "as vias respiratórias desidratadas".

Depois da identificação do gene, a ideia é desenvolver um fármaco, a partir da enzima, que possa ser testado.

57 anos ao serviço da investigação biomédica

[caption id="attachment_5419" align="alignleft" width="300"]Premiospfizer2013 Desde o início, os Prémios Pfizer têm marcado de uma forma positiva a investigação que se faz em Portugal e afirmam-se como um incentivo aos jovens investigadores, abrindo a porta para uma carreira científica. No passado, já receberam esta distinção reputados cientistas portugueses como João Lobo Antunes (1960 e 1969), António Damásio (1974), Alexandre Castro Caldas (1974, 1976 e 1999), Miguel Castelo Branco (2005 e 2006), Miguel Soares (2009), Bruno da Silva Santos (2009), Moisés Mallo (2004, 2005 e 2010), entre tantos outros[/caption]

Instituídos em 1955, os Prémios Pfizer de Investigação distinguem os melhores trabalhos de investigação básica e clínica, elaborados total ou parcialmente em instituições portuguesas por investigadores portugueses ou estrangeiros e conferem anualmente um prémio monetário no valor de 20.000 euros para cada um dos projectos vencedores em cada área.

Na edição deste ano foram apresentados 65 trabalhos para avaliação do júri, correspondendo 31 candidaturas à área da Investigação Básica e 34 á área da Investigação Clínica. Ao longo destes anos, os Prémios Pfizer de Investigação foram atribuídos a mais de 550 investigadores, tendo sido premiados mais de 200 trabalhos.

Desde o início, os Prémios Pfizer têm marcado de uma forma positiva a investigação que se faz em Portugal e afirmam-se como um incentivo aos jovens investigadores, abrindo a porta para uma carreira científica. No passado, já receberam esta distinção reputados cientistas portugueses como João Lobo Antunes (1960 e 1969), António Damásio (1974), Alexandre Castro Caldas (1974, 1976 e 1999), Miguel Castelo Branco (2005 e 2006), Miguel Soares (2009), Bruno da Silva Santos (2009), Moisés Mallo (2004, 2005 e 2010), entre tantos outros.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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