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Cerca de 10% dos 14 mil doentes reumáticos portugueses inseridos no Registo Nacional iniciaram a doença em idade pediátrica, com o número de crianças e adolescentes diagnosticados com patologias reumáticas a crescer nos últimos anos.

“Com a maior divulgação e alerta dos profissionais de saúde, o diagnóstico destas doenças nas crianças tem crescido, mas não sei se corresponde a um crescimento real destas doenças”, referiu à agência Lusa a médica Filipa Oliveira Ramos, da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

No Registo Nacional de Doenças Reumáticas, 10% das pessoas iniciaram a patologia antes dos 18 anos. Dos 14 mil casos, mais de 800 correspondem a menores de 16 anos (6,3% do total) e só no ano passado foram registados 200 doentes em idade pediátrica.

As doenças reumáticas juvenis são consideradas patologias raras na globalidade das doenças da infância, com uma estimativa de um caso em cada mil crianças em idade escolar.

Já no caso dos adultos, o peso da doença reumática é mais significativo e 56% da população adulta apresenta queixas reumáticas. Contudo, apenas 22% desses doentes é que têm uma doença reumática diagnosticada.

“O diagnóstico destas doenças ainda está aquém. E isto, nas doenças reumáticas juvenis, torna-se ainda mais importante, porque quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor será a oportunidade de tratar estas doenças de forma adequada”, afirmou Filipa Oliveira Ramos.

Mesmo tratando-se de doenças crónicas, a probabilidade de obter remissão (ausência de sinais e sintomas) vai aumentando com a referência precoce dos doentes a centros especializados, permitindo que possam crescer de forma adequada e sem consequências.

A importância de uma deteção precoce leva a reumatologista Filipa Oliveira a apelar aos pais para que estejam atentos a alguns sinais, como dor nas articulações, nomeadamente nas primeiras horas da manhã, ou grande rigidez articular.

As artrites idiopáticas juvenis são as doenças reumáticas mais frequentes até aos 18 anos e podem manifestar-se desde o primeiro ano de vida.

Esta temática vai estar hoje em debate numa sessão que junta em Lisboa especialistas em reumatologia pediátrica que pretendem ajudar a compreender estas patologias e promover uma uniformização, partilha e discussão de conhecimentos.

Lusa

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Reumatismo

O projecto PortugalApto.pt, que foi apresentado a 13 de Dezembro em Lisboa, acaba de operacionalizar o website www.portugalapto.pt, uma plataforma on-line onde doentes, profissionais de saúde e população em geral podem ficar a conhecer o que é o projecto, quais os objectivos, o lema e a meta, bem como consultar artigos científicos e os parceiros desta iniciativa.

Paralelamente foi também desenvolvida uma área de cálculo de impacto laboral à qual os interessados podem aceder e, através do preenchimento de alguns campos, descobrir qual a percentagem de impedimento geral de trabalho devido a questões de saúde. Posteriormente estes dados serão compilados num estudo global que permitirá chegar a resultados relativamente ao absentismo laboral em Portugal.

Coordenado pelos reumatologistas Luís Cunha Miranda e Augusto Faustino o PortugalApto.pt conta com o endorsement do Prof. António Bagão Félix, economista e ex-ministro das Finanças e da Segurança Social.

O PortugalApto.pt é um projecto de intervenção social que tem como assinatura “Doenças Reumáticas: produtividade, empregabilidade e saúde social”, e que pretende dar resposta a um dos principais problemas de saúde pública social do nosso país. Para isso vai reunir em torno da problemática das doenças reumáticas (DR) e doenças músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho, investigadores, médicos, sociedades científicas, associações de doentes da área, universidades, entidades patronais, associações de trabalhadores e governantes. “O objectivo é trabalhar no sentido de limitar os impactos negativos das doenças reumáticas e promover uma mudança de conceito destas doenças, deixando estas de ser consideradas como uma condição invalidante e passando a ser vistas como uma doença crónica passível de controlo e de restituição de funcionalidade”, refere o reumatologista Augusto Faustino, embaixador do PortugalApto.pt.

Este projecto surge na sequência e integrado no trabalho levado a cabo por uma organização internacional denominada Fit for Work, destinada a demonstrar toda esta realidade a nível europeu. “O foco da sua intervenção é manter o indivíduo apto para o trabalho, garantindo mais trabalho e de melhor qualidade, realidade que constituirá um ganho global para todos, em especial para o indivíduo doente, mas também para a sociedade, tornando possível modificar a realidade actual do impacto e custos das doenças reumáticas”, sublinha Augusto Faustino.

A iniciativa Fit for Work é uma parceria de organizações e indivíduos que conta com o patrocínio da The Work Foundation, da Década do Osso e da Articulação da ONU, da Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR) e da RAND Europe. A coligação Fit for Work Europe é apoiada pela biofarmacêutica AbbVie – um dos sócios fundadores – e conta com uma subvenção de apoio da GE Healthcare.

As doenças do sistema músculo-esquelético são internacionalmente a causa mais frequente de morbilidade. Em 2005, na Europa, estimou-se uma prevalência pontual de dor de causa músculo-esquelética na população adulta entre 20 e 30 por cento.

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As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: