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VIHSida

O director-adjunto do Centro de Excelência em VIH/Sida da Colúmbia Britânica, Rolando Barrios, alertou ontem em Coimbra para a necessidade de se implementar o tratamento anti-retroviral como prevenção.

E, se isso não acontecer, alertou, os governos terão de "pagar uma dívida no futuro".

O TAsP ("Treatment as prevention" - Tratamento como prevenção), que é o uso do tratamento anti-retroviral nos indivíduos logo que são diagnosticados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), é "fundamental" para se diminuir o número de novas infecções, podendo com este mecanismo "eliminar-se virtualmente o VIH", disse à agência Lusa o investigador guatemalteco a trabalhar no Canadá.

"Os Governos olham a curto prazo e têm de olhar a longo prazo porque ou pagam hoje a conta ou vão pagar uma dívida no futuro", alertou o investigador e médico, que falava à margem do 6.º Congresso das Pandemias, que começou na quinta-feira, no Hotel Vila Galé, em Coimbra.

O conceito do TAsP, nascido num grupo do Centro de Excelência liderado pelo investigador Julio Montaner, foi aplicado inicialmente na província canadiana da Colúmbia Britânica, em que as pessoas diagnosticadas com o VIH iniciaram de imediato o tratamento anti-retroviral, ao contrário do que acontecia antes, em que só se iniciava o tratamento quando "os níveis de defesa estavam muito baixos", aclarou.

"De 700 novas infecções em 1995, a província passou a ter apenas 250 novas infecções por ano", sublinhou Rolando Barrios, referindo que o TAsP controla o vírus, previne a evolução do HIV para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida) e "o risco de transmissão reduz-se em 95%".

Apesar de um investimento "elevado" no tratamento ao longo da vida do paciente, o TAsP levou a que "Governo de Colúmbia poupasse agora quatro milhões de dólares por ano", acrescentou, realçando que "as outras províncias" canadianas, que não aderiram ao TAsP, "não estão bem e gastam muito dinheiro com os novos infectados".

Para Rolando Barrios, o grande desafio para o futuro será também o trabalho em torno dos jovens, que é onde se "assiste, globalmente, à maioria das transmissões", salientou.

"Estes jovens não viveram a experiência inicial, não perderam amigos com o VIH e sentem-se invencíveis", constatou, apontando para a necessidade de se pensar em abordagens junto desta faixa etária.

Por outro lado, o director do Programa Nacional para a Infecção VIH/Sida, António Diniz, afirmou que a possibilidade de tratamento como prevenção está prevista nas recomendações elaboradas pelo programa desde 2012, considerando que Portugal deve "caminhar" no sentido de se fazer "tratamento [anti-retroviral] a todas as pessoas [diagnosticadas com o vírus]".

Contudo, é necessário negociar com a indústria farmacêutica para não se "onerar excessivamente o Serviço Nacional de Saúde", apontou.

De acordo com António Diniz, o grande objectivo do programa passa no momento pelo "diagnóstico precoce" e pela "disseminação dos meios de prevenção".

Em Portugal, dados apontam para a existência de 60 mil infectados com o VIH.

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Investigadores 4

Uma vacina que contém uma proteína necessária para a replicação do VIH pode reforçar o sistema imunitário dos infectados com o vírus, refere uma investigação publicada pela revista Retrovirology.

O reforço do sistema imunitário dos pacientes pode ter como resultado um aumento da eficácia dos fármacos anti-retrovirais, assinala o estudo.

Quando uma pessoa é diagnosticada com o VIH é submetida a uma terapia denominada HAART, na sua sigla inglesa, à base de medicamentos anti-retrovirais que podem conseguir que o vírus deixe de se reproduzir quase completamente.

Os especialistas sabem que o vírus pode manter a reprodução a níveis baixos e acumular-se de forma latente nos chamados “reservatórios” que se localizam por todo o corpo, podendo causar complicações e até a morte por doenças não relacionadas com a Sida.

Na fase inicial da infecção por VIH é produzida uma proteína vírica denominada “Tat” que tem um papel fundamental na replicação do vírus e a progressão da doença ao debilitar o sistema imunitário do doente.

Desenhando uma vacina que incorpora uma pequena quantidade da proteína “Tat”, os investigadores foram capazes de produzir uma resposta imune para evitar a progressão da doença.

“Pela primeira vez provámos que a terapia anti-retroviral pode ser intensificada com uma vacina”, indicou a responsável da equipa de investigadores, Barbara Ensoli, do Instituto Superior Saúde de Roma.

O ensaio clínico foi realizado em 168 pacientes com VIH que receberam a vacina com diferentes concentrações de “Tat” durante períodos de três a cinco meses e que foram combinadas com o tratamento HAART.

Os investigadores perceberam um reforço do sistema imunitário e vão agora realizar um novo estudo de confirmação das conclusões, mas defendem que os resultados são prometedores para o tratamento do VIH no futuro.

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sida - campanhas

Associações de defesa dos doentes com VIH/Sida contestaram hoje o concurso aberto no final de 2014 para financiar projectos nesta área, por não contemplar as suas propostas, em áreas como a prevenção e a discriminação.

As associações Abraço, CASO, GAT, Ser+ e Fórum Nacional da Sociedade Civil VIH/SIDA enviaram hoje uma carta ao Director-geral da Saúde e ao Director do Programa Nacional VIH/SIDA, na qual manifestam o seu desacordo relativamente ao concurso aberto pela DGS a 29 de Dezembro de 2014 e pedem um concurso adicional no início deste ano.

O argumento é o de que o concurso não responde “às prioridades identificadas” e subscritas pelas organizações num documento – “condições e prioridades para os concursos de financiamento de projectos da sociedade civil na área do VIH e SIDA, hepatites víricas, tuberculose e IST” – que foi entregue à tutela em Julho do ano passado.

“Este documento e as prioridades e condições para os concursos nele constante, resultantes do consenso das ONG que o elaboraram e subscreveram, foi considerado pelo Director Nacional do Programa como positivo e um guião para o concurso. No entanto, as condições e prioridades definidas, no concurso agora aberto, mostram que as propostas apresentadas não foram contempladas”, explicam as associações em comunicado.

Estes activistas criticam a abertura do concurso no final do ano e com um prazo reduzido, impossibilitando a submissão de candidaturas bem preparadas e fundamentadas e impedindo que as candidaturas aprovadas se iniciem nos prazos estabelecidos.

Além disso, contestam o facto de os concursos anunciados estarem centrados na área do teste, deixando de fora outras prioridades que as associações consideram essenciais, nomeadamente na área da prevenção, discriminação, literacia e adesão terapêutica.

A verba alocada a este concurso, no valor de 1,9 milhões de euros (90% do valor dos projectos) será distribuída por metade de 2015, 2016 e parte de 2017, o que, mesmo considerando os 25% iniciais, significa um montando inferior ao alocado no concurso de 2014 e “muito longe das necessidades quantificadas”, consideram.

Na opinião dos activistas, este concurso é, “tal como o de 2013, uma aquisição de serviços do Ministério da Saúde às organizações não governamentais, com descrição do número de rastreios, áreas de realização e respectivos meios a utilizar mas pago a 90% e não a 100% como nos contratos de prestação de serviços”.

Entre as propostas apresentadas à tutela em Julho do ano passado, as associações reclamam mais dinheiro, abertura do concurso mais cedo e uma avaliação oficial do custo-benefício das intervenções.

As associações deram conhecimento da carta hoje enviada ao Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, ao Ministro da Saúde, à Presidente da Comissão de Saúde e ao Grupo de Trabalho VIH/SIDA da Assembleia da República.

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Tuberculose 2

A taxa de incidência de tuberculose em Portugal diminuiu 7% em 2013, face ao ano anterior, com as cidades do Porto e de Lisboa a registarem a maior incidência de todo o país, segundo um relatório hoje apresentado.

De acordo com o relatório “Portugal – Infecção VIH, SIDA e Tuberculose”, foram notificados no ano passado 2.195 novos casos, o que representa uma taxa de incidência de 21,1/100.000 habitantes.

Cerca de 38% dos doentes com tuberculose tinham comorbilidades reconhecidas de risco para tuberculose, sendo a mais significativa a infecção por VIH (14,5%).

A proporção de doentes com tuberculose e doença oncológica, com diabetes ou patologia inflamatória articular tem aumentado nos últimos anos.

O documento indica ainda que perto de 30% dos doentes tinha factores de risco sociais, entre os quais o consumo de álcool e o consumo de drogas ilícitas.

Dos 1.114 casos com tuberculose confirmada e tratamento terminado, 931 tiveram sucesso terapêutico, o que representa uma taxa de sucesso de 83,6%.

Em contrapartida, 32 interromperam o tratamento (2,9%) e 113 morreram no decorrer do tratamento para tuberculose (10,1%).

A Direcção-geral da Saúde recomenda a identificação e correcção das barreiras ao diagnóstico célere da tuberculose e a definição de protocolos com vista ao rastreio e detecção precoce nos grupos de maior risco.

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sida - campanhas

O Centro Anti Discriminação VIH/Sida recebeu, nos dez primeiros meses do ano, 42 queixas de pessoas infectadas com VIH que se sentiram descriminadas, um número que aumentou significativamente desde 2012, foi hoje anunciado.

Dados divulgados hoje, pelo centro, referem que o número de queixas “tem aumentado, significativamente, desde o segundo semestre de 2012, quando se registaram dez queixas”.

No primeiro semestre de 2014, foram registadas 25 e, no segundo semestre, até Novembro, foram reportados 17 casos.

Criado em Janeiro de 2010, pela SER+, Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida, e pelo Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA (GAT), o Centro Anti Discriminação VIH/Sida dirige-se “às pessoas que vivem ou são afectadas pelo VIH, sujeitas a estigma e discriminação associadas à infecção”, mas também aos profissionais e trabalhadores nas áreas da saúde, educação e serviços sociais, a voluntários, colaboradores e trabalhadores de organizações não-governamentais.

O projecto, co-financiado em 75% pela Direcção-geral da Saúde, no âmbito do Plano Nacional Para a Infecção VIH/Sida, teve início em Janeiro de 2011 e terá a duração de quatro anos.

No ano passado, foram diagnosticados quase três casos por dia de infecção por VIH/sida em Portugal, num total de 1.093 situações, o que equivale a uma taxa de 10,5 novas infecções por 100.000 habitantes, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Os dados indicam que, dos casos registados em 2013, 20,7% das situações já se encontravam no estádio sida, quando a infecção evolui para doença.

Foram notificados 226 mortes ocorridas no ano passado em pessoas com a infecção por VIH, 145 das quais no estádio sida.

Entre 1985 e 2013 foram diagnosticados ao todo 47.390 casos de infecção por VIH/sida.

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calendário

DATA: 1 a 3 de Dezembro

LOCAL: Lisboa

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sida - campanhas

O ministro da Saúde afirmou hoje que o número de novos casos de VIH/Sida em Portugal continua acima da média europeia, pelo que haverá maior aposta no diagnóstico precoce, através das análises de rotina pedidas pelo médico.

Falando na sessão de abertura do Congresso Nacional “VIH, Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica”, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, manifestou um “misto de expectativas” em relação aos dados mais recentes sobre o VIH/Sida.

“Houve uma evolução melhor nos últimos anos do que seria expectável. Tendo em conta o cenário adverso vivido, seria de supor uma diminuição não tão significativa”, realçou o ministro, como factor positivo.

No entanto, “o número de novos casos continua acima da média da União Europeia”, uma realidade que “vai demorar décadas a resolver”, afirmou.

Ou seja, “o sistema foi capaz de reduzir novos casos, mas ainda não tanto quanto deveria ser capaz”, disse Paulo Macedo, sublinhando que “o número de novos casos é significativo, apesar de a doença ter sido objecto de um investimento muito significativo nos últimos 20 anos”.

Os “novos desafios” passam assim por “melhorar comportamentos em relação às práticas de risco”, designadamente promovendo o diagnóstico precoce – para diminuir as probabilidades de contágio – e melhor informação.

Paulo Macedo considera que ainda há muita falta de informação, o que está patente nas mutações de concentração de novos casos: os dados mais recentes indicam que a maioria dos novos casos de VIH se deu no grupo de heterossexuais e uma grande percentagem em jovens de 17/18 anos.

“Precisamos de nos dirigir a estes novos grupos e alertar que a Sida é uma doença com números acima da média da União Europeia”, disse.

Quanto a medidas concretas, o ministro anunciou uma norma de orientação clínica, que se prevê seja publicada durante este mês, para que os médicos, quando estejam a ver um paciente com idade entre os 18 e os 64 anos, o alertem para a importância de fazer o teste ao VIH.

O objectivo é poder ter um diagnóstico precoce mais eficaz e tentar evitar a distância entre contrair a infecção e o diagnóstico.

“O que há de novo é uma orientação no sentido de ser proposto, ser feito e não apenas em situação de risco”, disse o ministro, sublinhando contudo que “o paciente pode recusar”.

Paulo Macedo realçou que tudo será feito para que esta medida não altere a relação de confiança entre o médico e o paciente, que considera fundamental.

Como positivo, o ministro salientou o facto de as pessoas já olharem para a Sida como uma doença crónica, embora esta seja também uma postura de menor consideração de risco face à doença e às causas de transmissão. “Há 20 anos era uma doença mortal. Hoje é tratável, de forma a torná-la uma doença crónica”, sublinhou.

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virussida

O Dia Mundial da Luta Contra a Sida assinala-se hoje com várias iniciativas, pelo país, para lembrar uma doença que, desde 1985, afectou mais de 47 mil pessoas em Portugal.

Para assinalar a efeméride, o Grupo de Mulheres com Intervenção na Sociedade da SER+, Associação Portuguesa Para a Prevenção e Desafio à Sida, promove a conferência “VIH e os Afectos”, com o objectivo de debater a problemática do VIH em Portugal.

A conferência, que irá decorrer na Sala do Senado, na Assembleia da República, terá como foco a “descriminação das pessoas que vivem com a doença, e conseguir resoluções nesta matéria”.

A Abraço vai realizar um conjunto de acções com o objetivo de “continuar a sensibilizar a população portuguesa para a problemática do VIH/sida”, uma vez que o último relatório do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) refere que se encontravam notificados, cumulativamente, 47.390 casos de infecção VIH, dos quais 19.075 em "estádio sida".

Iluminar a Fonte Luminosa na Praça do Império, em Lisboa, com luzes vermelhas, é uma das acções que a associação vai realizar.

O dia também é marcado pela Abraço, com a realização da 22ª Gala da Abraço, no Teatro São Luiz, em Lisboa, com acções de rua, que incluem rastreios ao VIH, na Praça dos Leões, no Porto, e um debate sobre o “investimento futuro na prevenção primária e secundária”, também no Porto.

A Universidade Católica vai acolher, entre hoje e quarta-feira, o Congresso Nacional de VIH, doenças infecciosas e microbiologia clínica, em que será discutido o futuro da terapêutica anti retrovírica, a simplificação dos tratamentos, a coinfecção VHC/VIH e o surto recente de legionella em Portugal.

Segundo os dados do INSA, quase três casos por dia de infecção por VIH/sida foram diagnosticados no ano passado, em Portugal, num total de 1.093 situações, o que equivale a uma taxa de 10,5 novas infecções por 100.000 habitantes.

Quanto aos óbitos, foram notificados 226 mortes ocorridas no ano passado em pessoas com a infecção por VIH, 145 das quais no "estádio sida".

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Mulher, autonomia e indicadores – uma história de retrocesso?
Editorial | Jornal Médico
Mulher, autonomia e indicadores – uma história de retrocesso?

O regime remuneratório das USF modelo B há muito que é tema para as mais diversas discussões, parecendo ser unânime a opinião de que necessita de uma revisão, inexistente de forma séria desde a sua implementação.