A Unidade de Cardiologia do Hospital Lusíadas Porto vai organizar, nos dias 17 e 18 maio, as 2ª Jornadas de Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular Global para a Medicina Familiar.

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Se quiséssemos caracterizar a essência da hipertensão arterial, muito provavelmente destacaríamos a sua perversidade. Não provoca dor e, dentro do seu silêncio, percorre a vida das suas “vítimas”, cerca de 42% da população em Portugal. Em entrevista à redação do Jornal Médico Grande Público, a Dra. Graça Ferreira da Silva chama a atenção para a importância de combater a obesidade e de promover o exercício físico, num envolvimento das várias estruturas da sociedade civil.

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quinta-feira, 28 abril 2016 12:08

Crescer sem hipertensão arterial é essencial

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A 17 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão, e o Grupo de Estudo da Hipertensão Arterial em Pediatria da Sociedade Portuguesa de Pediatria lembra que a hipertensão arterial (HTA) afeta crianças e adolescentes e é um fator de risco importante, independente e potencialmente reversível de doença cardiovascular e doença renal terminal em qualquer idade.

A medição da pressão arterial deve ser realizada em todas as crianças a partir dos 3 anos, nas consultas de vigilância de saúde infantil, como recomendado no programa nacional de saúde infantil e juvenil da Direção-Geral da Saúde.

A Sociedade Portuguesa de Pediatria, considera importante sensibilizar a população em geral (pais, educadores e técnicos de saúde) para a importância do reconhecimento da hipertensão arterial e sobretudo para promover globalmente estilos de vida saudável como forma de prevenção.

Desta forma, o grupo de estudo vai promover acções de Educação para a Saúde relacionadas com esta temática. Estas realizar-se-ão nas escolas, com o apoio da comunidade escolar, visando sensibilizar os mais novos e através deles os pais, os cuidadores e a população em geral.

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Mais de uma centena de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estão a rastrear doenças como a hipertensão arterial numa ação iniciada na última 2.ª feira no Hospital de São João, no Porto.

A iniciativa decorre no âmbito da Semana da Saúde e Bem-estar, promovida pela Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (AEFMUP) para celebrar o Dia Mundial da Saúde, que se assinala no dia 07 de abril.

O objetivo é alertar “as pessoas para terem atenção para medirem regularmente os valores de tensão arterial”, explicou Carolina Valente, membro da associação de estudantes e estudante do 3.º ano de Medicina.

É, também, uma oportunidade de formação dos futuros médicos, “para que possam estar a fazer rastreios e interagir diretamente com a comunidade”, acrescentou a aluna, salientando que esta é uma iniciativa “feita há alguns anos”.

Muitas das pessoas aproveitam a ida ao Hospital de São João para participarem neste controlo dos seus valores de tensão arterial.

“Venho aqui acompanhar a minha esposa, que teve um acidente vascular cerebral (AVC), e aproveitei”, afirmou Manuel Campos, residente na Maia.

Ana Paula Ferreira, de 53 anos, classificou a iniciativa como sendo “uma ótima ideia”, afirmando que ficou mais descansada depois de fazer o rastreio, porque passou “esta noite um bocadinho mal”.

“Muitas pessoas não têm tempo para serem controladas (...) e eu acho muito bom estar aqui. Não devia ser sempre nos hospitais, devia ser também em postos médicos ou centros comerciais, que é onde as pessoas vão”, acrescentou.

De acordo com Luís Pimentel, um dos estudantes de Medicina que se encontra a fazer o rastreio, a escolha desta doença está relacionada com o seu fator de “risco”, muito presente “sobretudo na sociedade ocidental”, alertando para a importância de “fazer esse controlo”.

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As doenças do aparelho circulatório matam, em média, cerca de 85 pessoas por dia em Portugal, constituindo o grupo de patologias que são a principal causa de morte no país, segundo dados da Direção-geral da Saúde (DGS), que recorda que as doenças do aparelho circulatório provocaram 31.420 mortos em 2013.

A carga das doenças cérebro-cardiovasculares em Portugal tem vindo a diminuir “de forma constante nas últimas décadas”, lembra a DGS, sublinhado que, ainda assim, é necessário investir na prevenção dos fatores de risco.

Segundo dados da autoridade de saúde, a prevalência da hipertensão arterial na população adulta continua elevada, afetando 42% dos portugueses.

“É preciso saber que a causa das doenças cérebro-cardiovasculares está, sobretudo, relacionada com a hipertensão arterial que, por sua vez, resulta do excesso de sal na alimentação”, refere a DGS.

Reduzir o sal na alimentação, a fim de prevenir e controlar a hipertensão arterial, reduzir o teor em gordura nos alimentos, sobretudo as de origem industrial, e praticar exercício físico durante todo o ciclo de vida são os principais conselhos preventivos da DGS.

Lusa/Jornal Médico

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Metade dos doentes hipertensos em Portugal tem um valor de colesterol elevado, com a hipertensão a registar elevada prevalência e mau controlo entre os mais idosos e níveis baixos nos jovens, segundo um estudo que é hoje divulgado.

A taxa de prevalência da hipertensão arterial neste estudo, que analisou utentes inscritos nos centros de saúde e com médico de família, situa-se nos 26,9%, sendo mais elevada no sexo feminino (29,5%) do que no sexo masculino (23,9%).

O coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, Rui Cruz Ferreira, explicou à agência Lusa que este estudo é um ponto de partida importante, uma vez que se trata de uma análise de larga escala que permite ter elementos estatísticos a nível nacional que possibilitem uma intervenção mais dirigida.

Sobre os 50% de doentes hipertensos que têm colesterol total elevado, Cruz Ferreira lembrou que se trata de um dado relevante e que pode ter implicações na terapêutica a aplicar, já que estes doentes estão “em particular risco de eventos cardiovasculares”.

O estudo que é hoje apresentado em Lisboa aponta ainda para uma “elevadíssima prevalência” da hipertensão nas pessoas acima dos 65 anos e para um número grande de situações não controladas.

“Isto pode significar a necessidade de haver programas específicos que se dirijam a populações alvo, como os idosos ou doentes com múltiplos factores de risco”, disse Cruz Ferreira.

Segundo o cardiologista, outro dado relevante do estudo são as diferenças regionais encontradas, “não havendo ainda uma explicação cabal” que as justifique.

Em termos de prevalência da hipertensão, a administração regional de Lisboa e Vale do Tejo é a que que regista menor taxa de doentes, enquanto o Alentejo é a que tem maior prevalência, muito próxima dos valores do Algarve.

No que respeita ao controlo da hipertensão por regiões, são verificadas também “diferenças significativas”, principalmente entre a região norte (cerca de 40% de controlo da doença) e a região do Algarve (cerca de 20%).

O estudo apontou para uma prevalência total da hipertensão arterial em Portugal de 26,9%, abaixo de outros estudos que têm indicado prevalências próximas dos 40%, mas o coordenador das doenças cardiovasculares considera que a diferença não é significativa porque o âmbito das análises é diferente e o estudo actual faz uma análise populacional de larga escala.

O estudo que é hoje apresentado analisou os dados registados em todas as pessoas maiores de 18 anos inscritas nas unidades de saúde, a quem estava atribuído um médico de família e que no ano de 2013 tinham tido pelo menos duas consultas médicas onde foram registados os valores da pressão arterial.

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Redimensionar as listas de utentes e rever a Carreira Médica é um imperativo
Editorial | Jornal Médico
Redimensionar as listas de utentes e rever a Carreira Médica é um imperativo

A dimensão das listas de utentes e a Carreira Médica são duas áreas que vão exigir, nos próximos tempos, uma reflexão e ação por parte dos médicos de família.

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