Investigadores portugueses desenvolvem aplicação para prevenir doença arterial periférica

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, desenvolveram uma aplicação móvel para prevenir e tratar a doença arterial periférica que vai abranger 120 doentes do Centro Hospitalar Universitário do Porto.

 

Em comunicado, o instituto explica “que a tecnologia foi desenvolvida no âmbito do projeto WalkingPAD, cujo objetivo é estudar e desenvolver um programa de exercício em ambulatório para a educação e corresponsabilização dos pacientes com doença arterial periférica (DAP)”.

Além do INESC TEC, o projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo programa Norte2020, integra também o Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) e o Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento (CIDESD) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

“A tecnologia agora desenvolvida, acessível através de uma aplicação móvel e complementada com uma plataforma web, integra sistemas de localização geográfica, permitindo criar e supervisionar um plano de exercício individualizado para cada doente, semelhante aos programas de reabilitação hospitalares”, adianta o instituto.

Acrescenta que com supervisão remota, a aplicação torna-se “atrativa” ao permitir que o programa de reabilitação seja feito no “ambiente familiar do doente”, sendo que o objetivo é também aumentar a adesão dos pacientes ao exercício físico.

Citado no comunicado, o investigador Hugo Paredes, do INESC TEC, afirma que a utilização de algoritmos de inteligência artificial para a descoberta de padrões no caminhar na DAP “aufere ao WalkingPAD a capacidade de recomendar paragens aos doentes quando a dor claudicante se intensifica, evitando situações extremas”.

Já a investigadora Catarina Abrantes, do CIDESD, acrescenta que as novas tecnologias de captura e processamento de dados “possibilitam uma monitorização personalizada da dose da caminhada em cada sessão de exercício e em cada semana”.

De acordo com o instituto, a nova estratégia terapêutica centrada – a tecnologia WalkingPAD - vai abranger 120 doentes do Centro Hospitalar Universitário do Porto, contribuindo assim para que “o exercício passe a ser prescrito como uma ferramenta fundamental, não só na intervenção, mas também na prevenção da doença física ou mental”.

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Editorial | Jornal Médico
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