Page 9 - JM Especial XXXII Congresso Penumologia
P. 9
ATUALIDADE TERAPÊUTICA | Jornal Médico
bilidade de tratamento dos doentes com
DPOC, uma vez que têm surgido novas op-
ções terapêuticas para estes doentes”. No
entanto, a maior parte dos doentes com
DPOC quando são diagnosticados “já per-
deram cerca de 50% da sua função pulmo-
nar, fazendo com que a doença não seja
acompanhada desde o início”, lamentou.
A título de exemplo, o especialista apre-
sentou a nova opção de terapêutica com-
binada constituída pelo umeclidínio e
pelo vilanterol (Laventair Ellipta ). É uma
®
associação de um LAMA com um LABA,
respetivamente, que atua localmente nas
vias respiratórias para produzir bronco-
dilatação através de mecanismos separa-
dos. Segundo o Prof. doutor Jorge Ferreira,
“esta associação acrescenta algo ao trata-
mento destes doentes, pois quando com-
parada à utilização dos seus componentes
em monoterapia representa uma melhoria
significativa em termos de função respira-
tória”. “É uma terapêutica que acrescenta Revinty Ellipta ®
muito em termos funcionais”, enfatizou.
Quando comparada com o tiotrópio, “o
Laventair Ellipta® proporciona um ganho Furoato de fluticasona Vilanterol
muito significativo em termos de função
pulmonar ao longo do tempo, de uma for- Elevada afinidade e seletividade para os recetores Maior afinidade para os recetores β2;
ma sustentada, ao fim de alguns meses de glucocorticoides;
utilização”. “Esta nova associação mostrou
uma melhoria muito significativa em ter- Ação nuclear prolongada; Ação persistente nos recetores β2;
mos funcionais, com melhoria dos parâ-
metros de hiperinsuflação”. Na opinião do Elevada atividade anti-inflamatória. Seletividade para os recetores β2.
palestrante, “o Laventair , no futuro, vai
®
ter um grande impacto no dia a dia dos Slack RJ et al. J Pharmacol Exp Ther. 2013;344:218- 30.
doentes com DPOC”. Valotis A. Högger P. Resp Res. 2007;8:54-62; Salter M et al. Am J Physiol Lung Cell Mol Physiol. 2007;293:L660-7;
Em termos de posologia, o Prof. doutor An- Rossios C et al. Eur J Pharmacol. 2011;670:244-51.
tónio Jorge Ferreira indicou que “o Laven-
tair Ellipta deve ser utilizado uma vez por
®
dia, um esquema posológico que facilita a tes que apresentam duas ou mais exacerba- “Há grupos
adesão por parte do doente, que vê a sua ções por ano) que podem beneficiar da te- de exacerbadores
vida mais simplificada e mais tranquila”. rapêutica com corticosteroides associados
à terapêutica broncodilatadora de longa frequentes (doentes
Revinty Ellipta : para além duração”. Contudo, “nem todas as opções que apresentam duas
®
da broncodilatação de corticosteroides inalados são igualmen-
“A DPOC é também uma doença inflama- te eficazes nas exacerbações da DPOC”. ou mais exacerbações
tória e a inflamação continua a desempe- Existe uma nova opção terapêutica que por ano) que
nhar um aspeto muito importante na evo- associa o furoato de fluticasona com o vi-
lução desta doença e naturalmente mere- lanterol (Revinty Ellipta®) indicada para podem beneficiar
ce uma abordagem terapêutica que tenha o tratamento sintomático de adultos com da terapêutica com
isto em consideração”, sublinhou o Prof. DPOC com um FEV inferior a 70% (após corticosteroides
1
doutor Jorge Ferreira. broncodilatação) com antecedentes de
Devido à componente inflamatória da exacerbação apesar da terapêutica regu- associados à terapêutica
doença, “em algumas circunstâncias, é ne- lar com um broncodilatador. “Trata-se de broncodilatadora
cessário a utilização de corticosteroides uma associação entre uma molécula bron-
inalados”, indicou o Prof. doutor António codilatadora e um novo corticosteroide de longa duração”
Jorge Ferreira. Nesta área, “a discrimina- que apresenta características farmacológi- Prof. doutor António
ção médica é fundamental. Dentro das tera- cas próprias, diferentes do propionato de
pêuticas inalatórias, esta é a área que exige fluticasona, e que vem conquistar um es- Jorge Ferreira
maior conhecimento por parte do médico paço novo no tratamento dos doentes com
e maior capacidade da sua decisão clínica DPOC”. “O furoato de fluticasona apre-
imediata”. “Cada vez mais, a terapêutica senta uma maior afinidade e seletividade também apresenta “um conjunto de carac-
com corticosteroides inalados é dirigida a para os recetores glucocorticoides e uma terísticas únicas e diferenciadoras, com
grupos específicos de doentes”, defendeu atividade anti-inflamatória muito supe- uma maior afinidade para os recetores β2,
o pneumologista do Centro Hospitalar Uni- rior. É o corticoide inalado que mostrou a com uma ação persistente nos recetores e
versitário de Coimbra. Por exemplo, “há maior afinidade in vitro para os recetores uma seletividade superior à da associação
grupos de exacerbadores frequentes (doen- glucocorticoides”, destacou. O vilanterol formoterol/indacaterol”.
9
Março 2017

