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Jornal Médico   |   NOVIDADES TERAPÊUTICAS



         INFARMED APROVOU 34 PEDIDOS DE TRATAMENTO

         DE DOENTES COM GENÓTIPO 2 DE HEPATITE C






         O Infarmed recebeu, até agora, 34 pedidos
         de tratamento para o genótipo 2 do vírus
         da hepatite C com daclastavir, fármaco
         administrado em conjunto com sofosbuvir.
         Todos os pedidos de tratamento recebidos
         foram autorizados, não existindo nenhum
         em análise neste momento, refere a
         autoridade nacional do medicamento em
         nota de imprensa enviada, no passado dia
         28 de julho, às redações.
         “O acesso ao tratamento pelos doentes
         com hepatite C tem sido garantido através
         de um mecanismo de financiamento
         centralizado na generalidade dos casos,
         com exceção dos doentes com genótipo 2,
         a quem tem sido prescrito o tratamento
         com daclatasvir. Neste caso, o tratamento
         com sofosbuvir é financiado de forma
         centralizada, mas cabe ao hospital
         suportar o financiamento do daclatasvir”,   mantendo-se as taxas de cura que se   tratamentos para a hepatite C, tendo sido
         esclarece o Infarmed.                   verificam para os restantes tratamentos,   iniciados 11.792. Dos 6.880 doentes que
         Além desta combinação de medicamentos,   adianta a autoridade nacional do       concluíram o tratamento, 6.639 ficaram
         existem alternativas para estes doentes,   medicamento, no referido comunicado.  curados, o que representa uma taxa de
         entre elas o tratamento com sofosbuvir,   O Infarmed já autorizou 17.591        cura de 96,5%.







         KEYTRUDA REVELA BENEFÍCIO CONTÍNUO


         DE SOBREVIVÊNCIA GLOBAL EM RELAÇÃO À QUIMIOTERAPIA






                                                 segunda linha, o Keytruda aumentou a    contexto de tratamento de segunda linha
                                                 sobrevivência global (OS) em comparação   e as taxas de resposta demonstradas em
                                                 com a quimioterapia – reduzindo o risco de   doentes não elegíveis para cisplatina”,
                                                 morte em 30% (HR, 0,70 [95% IC, 0,57-0,86],   afirmou o vice-presidente sénior e
                                                 p = 0,0004) – e, no contexto de primeira   responsável da área terapêutica da MSD,
                                                 linha, demonstrou uma taxa de resposta   Roger Dansey, sublinhando que “para além
                                                 global (ORR) de 29% (95% IC, 25-34).    destes dois estudos, estamos a avaliar o
         A MSD anunciou, há dias, os resultados   “Historicamente, têm existido opções de   Keytruda em outros contextos terapêuticos
         atualizados do KEYNOTE-045 e do         tratamento limitadas para doentes com   e esperamos executar o nosso sólido
         KEYNOTE-052, dois estudos que avaliam   cancro da bexiga urotelial avançado”,   programa de desenvolvimento clínico para
         o Keytruda (pembrolizumab) em           afirmou investigador do estudo e        o cancro da bexiga.”
         determinados doentes com carcinoma      oncologista médico no Memorial Sloan    O programa de desenvolvimento clínico do
         urotelial metastático ou localmente     Kettering Cancer Center, Dean F. Bajorin.   Keytruda inclui mais de 30 tipos de tumor
         avançado, um tipo de cancro da bexiga.  “Para os doentes com esta doença        em mais de 500 ensaios clínicos, incluindo
         Esses dados – que incluem análises      devastadora, o perfil de segurança      mais de 300 ensaios que combinam
         atualizadas de sobrevivência e dos      e eficácia que observámos com o         o Keytruda com outros tratamentos
         biomarcadores – demonstram o benefício   Keytruda nestes contextos de tratamento   oncológicos. Atualmente, a MSD tem o
         clínico do Keytruda como terapêutica    representam uma nova opção importante”,   maior programa de desenvolvimento
         de segunda linha para doentes após      acrescentou.                            clínico em imunoncologia para o cancro
         progressão com platinose como tratamento   “Os dados atualizados na ASCO de doentes   da bexiga, com 29 ensaios em curso que
         de primeira linha para doentes não      com cancro urotelial tratados previamente   envolvem o Keytruda em monoterapia e
         elegíveis para terapêutica com platinos.   continuam a apoiar o benefício de    em administração concomitante, incluindo
         De modo específico, no contexto de      sobrevivência global que observámos no   quatro estudos que permitem registo.


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