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Jornal Médico   |  NACIONAL




























                                                                                                   “O Ministério da Saúde está sob a ditadura
                                                                                                   do Ministério das Finanças”, lamentou
                                                                                                   o secretário--geral do SIM, Jorge Roque
                                                                                                   da Cunha, enquanto que o presidente
                                                                                                   da FNAM, Mário Jorge Neves, lamenta o
                                                                                                   “desmembramento acelerado do SNS” e as
                                                                                                   condições de trabalho que se vão degradando,
                                                                                                   sublinhando que “a força política atualmente
                                                                                                   no poder, que se arroga de ter lançado
                                                                                                   os fundamentos do SNS, arrisca-se a ficar
                                                                                                   na história como o seu coveiro”




         SINDICATOS MÉDICOS REAFIRMAM INTENÇÃO DE GREVE

         “A força política que se arroga



         pai do SNS arrisca-se a vir a ser


         o seu coveiro!”








         Os sindicatos médicos reafirmaram a inten-  “Existe um acordo de princípio que os sindi-  listas que “a força política atualmente no po-
         ção de fazer uma nova greve nacional após   catos médicos pretendem honrar e que indica   der, que se arroga de ter lançado os funda-
         as eleições  autárquicas,  caso o Ministério   que até ao fim de setembro iriam decorrer as   mentos do SNS, arrisca-se a ficar na história
         das Saúde se mantenha sem apresentar con-  negociações tendentes a encontrar uma plata-  como o seu coveiro”.
         trapropostas às reivindicações sindicais.  forma de entendimento”, acrescentou.  Os sindicalistas insistem que as matérias
         “Os sinais são muito negativos”, afirmou o                                      que,  defendem,  não  são reivindicações de
         secretário-geral do Sindicato Independente  TUTELA ESTÁ “SOB DITADURA           aumentos salariais, mas antes questões es-
         dos Médicos (SIM), Jorge Roque da  Cunha,  DAS FINANÇAS”                        truturais de defesa do SNS. E frisam que se
         aos  jornalistas  no  final  da  última  reunião                                trata  de  “repor  matérias  que  existiam  no
         do Fórum Médico. Também o presidente da  Os sindicatos apresentaram uma  proposta   plano legal antes da troika” e da assistência
         Federação Nacional dos Médicos (FNAM),   negocial em  meados de  abril  e dizem  que  financeira a Portugal.
         Mário Jorge  Neves,  declarou que “se vão   até ao momento não receberam  qualquer  Em causa está a redução da lista de utentes
         acumulando as evidências” de que o Gover-  contraproposta por parte da tutela. “O  Mi-  por médico de família, que atualmente se si-
         no “está a empurrar os sindicatos” para uma  nistério da Saúde está sob a ditadura do Mi-  tua nos 1.900 utentes por médico, enquanto
         nova greve, que seria a segunda este ano, já  nistério das Finanças”, lamentou Roque da  os sindicatos pretendem regressar a um má-
         que os médicos cumpriram dois dias de pa-  Cunha,  secundado pelo representante  da  ximo de 1.500.
         ralisação nacional em maio.             FNAM, para quem “há uma política de dita-  A limitação do trabalho suplementar a 150   C
         “Já havíamos anunciado a intenção de greve  dura das Finanças sobre a Saúde”.   horas anuais, em vez das atuais 200 e a im-
                                                                                                                                  M
         para depois das autárquicas”, reafirmou o res-  Mário Jorge  lamentou ainda o “desmem-  posição de um limite de 12 horas de traba-
         ponsável da FNAM, indicando que se até ao fim   bramento acelerado do Serviço Nacional de   lho em serviço de urgência são outras das   Y
         de  setembro  se  mantiver  o  impasse  negocial   Saúde (SNS)” e as condições de trabalho que  matérias essenciais para os sindicatos e que   CM
         os médicos marcarão as datas da paralisação.   se vão degradando, sublinhando aos jorna-  já estiveram na origem da greve de maio.  MY

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                                                                Agosto 2017                                                      CMY
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