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Jornal Médico | ESPECIAL – EUROPEAN VENOUS FORUM
SIMPÓSIO PIERRE FABRE MÉDICAMENT
UM NOVO LUGAR PARA O CYCLO 3
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À LUZ DA MAIS RECENTE EVIDÊNCIA
SOBRE DOENÇA VENOSA CRÓNICA
Há novidades a marcar a abordagem terapêutica da doença venosa crónica (DVC)
dos membros inferiores, com evidência clínica recente a sugerir que o medicamento
venoativo da Pierre Fabre Médicament – o Cyclo 3 – deverá receber, a breve trecho,
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o nível de recomendação 1A nos consensus e guidelines para tratamento da DVC. Os novos
dados mereceram destaque no simpósio organizado pela companhia farmacêutica, a 30
de junho, no âmbito da 18.ª Reunião Anual do European Venous Forum (EVF). Na sessão,
a Prof.ª Doutora Eliete Bouskela abordou os efeitos dos medicamentos venoativos na
microcirculação, apresentando resultados da comparação entre o extrato de ruscus e a
diosmina. Por sua vez, o Prof. Doutor Stavros Kakkos partilhou as conclusões de uma nova
meta-análise clínica com Cyclo 3 , enquanto o Prof. Doutor Andrew Nicolaides falou
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da esperada atualização das recomendações no tratamento da DVC.
A DVC dos membros inferiores é um pro- te estudo, com o ruscus a demonstrar uma
blema de saúde pública de grande preva- ação sobre os sintomas da DVC até ao final
lência em todo o mundo e com um impacto do tratamento e até mesmo durante alguns
muito negativo na qualidade de vida dos dias após a descontinuação da terapêutica.
doentes. Acresce a este cenário o facto de De acordo com a Prof.ª Doutora Eliete Bou-
os resultados dos fármacos utilizados neste skela, “estes resultados confirmam o bene-
contexto serem esparsos, muito provavel- fício clínico demonstrado do extrato de rus-
mente devido à falta de modelos experi- cus nos sintomas da DVC e no edema”.
mentais adequados.
A opinião foi partilhada no EVF pela Prof.ª CYCLO 3 : DADOS
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Doutora Eliete Bouskela, especialista brasi- A Prof.ª Doutora Eliete Bouskela partilhou dados DE META-ANÁLISE SUSTENTAM NÍVEL
leira do Laboratório de Pesquisas Clínicas e de um estudo comparativo entre duas substâncias venoativas, DE RECOMENDAÇÃO 1A
Experimentais em Biologia Vascular - Bio- que confirmam o benefício clínico demonstrado do extrato
Vasc e docente da Universidade do Estado de ruscus nos sintomas da DVC e no edema comparativamente A DCV dos membros inferiores pode con-
do Rio de Janeiro, que levou ao Porto os com a diosmina templar uma vasta panóplia de sintomas.
resultados de um estudo comparativo en- A saber: dor ou desconforto, latejo, aperto,
tre duas substâncias venoativas – extrato peso, fadiga, sensação de inchaço, cãibras,
de ruscus e diosmina micronizada, in vivo e prurido, pernas inquietas, parestesias e sen-
versus placebo – no que concerne aos efei- sação de calor.
tos na microcirculação, no contexto da DVC. Segundo o Prof. Doutor Stavros Kakkos,
A pesquisa foi levada a cabo em hamsters professor associado de Cirurgia Vascular da
sírios (mesocricetus auratus), que recebe- Universidade de Patras (Grécia), “a eficácia
ram doses orais bidiárias dos venoativos, de determinados medicamentos venoativos
durante duas semanas, tendo sido avaliados em um ou mais sintomas individuais da DVC
os seguintes parâmetros: permeabilidade ainda não foi devidamente estudada ou con-
macromolecular, diâmetros arterial e ve- nhando que “apenas o ruscus mostrou um firmada, de forma a justificar um nível ele-
noso médios, densidade capilar funcional e efeito significativo de constrição venosa”. vado de recomendação nas guidelines sobre
leucócitos circulantes e aderentes induzidos Comparativamente com a diosmina, o efeito insuficiência venosa crónica”.
por isquemia e reperfusão (I/R). do extrato de ruscus demonstrou uma maior Neste sentido, o especialista levou recente-
Os resultados sugerem que ambas as subs- permanência, quer no aumento da permea- mente a cabo uma revisão sistemática e me-
tâncias venoativas apresentam proprieda- bilidade macromolecular, quer no incre- ta-análise (Kakkos S & Allaert FA, Int Angiol
des antioxidantes e anti-inflamatórias, mas mento do número de leucócitos circulantes 2017;36:93-106) com o intuito de aprofun-
“nas doses utilizadas o ruscus mostrou-se e aderentes. A duração do efeito de ambas dar o estudo sobre a eficácia dos fármacos
mais ativo”, salientou a especialista, subli- as substâncias também foi avaliada nes- venoativos à base de extrato de ruscus nos
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Agosto 2017

