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Jornal Médico | ENTREVISTA
JOSÉ TERESO, PRESIDENTE DA ADMINISTRAÇÃO
REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO
“HÁ UM ANTES E UM DEPOIS DE 17 DE JUNHO.
AQUILO QUE VI MARCOU-ME
E MARCAR-ME-Á PARA SEMPRE”
Quando em 2011 assumiu a presidência da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), José
Tereso já conhecia bem a casa e os desafios da região. Homem do terreno, não nega a dureza dos
incêndios que a 17 de junho deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera
e Figueiró dos Vinhos, confirmando a viva voz que há um antes e um depois dos acontecimentos.
Recebe, aos 69 anos, a equipa do Jornal Médico para uma entrevista na reta final do seu mandato.
JORNAL MÉDICO | Que tipo de “testemu-
nho” lhe foi passado quando veio substi-
tuir João Pedro Pimentel? Quais eram as
principais preocupações e/ou prioridades
para a região centro?
José Tereso (JT) | Tenho o privilégio de ser
funcionário da ARSC como é o Dr. João Pedro
Pimentel. Ainda ontem estive aqui a falar
com o Dr. Fernando Regateiro, seu anteces-
sor. Na região centro trabalhamos em espíri-
to de equipa com todos os parceiros, designa-
damente os conselhos de administração dos
hospitais, os respetivos diretores clínicos, os
diretores executivos dos agrupamentos de
centros de saúde (ACES) e os presidentes dos
conselhos clínicos e de saúde, sendo certo
que preferimos o contato no terreno. É por
isso que conhecemos quase palmo a palmo
todo o território da região centro. Exerço a
função de delegado de saúde desde 1993, al-
tura em que foi publicado o decreto-lei que
constituiu as administrações regionais de
saúde (ARS) e a saúde pública. Já antes tinha
sido presidente de uma administração de
saúde distrital em Coimbra. Com as altera-
ções de 1993 passei a ser diretor do Departa-
mento de Saúde Pública e delegado de saúde
regional. Desde essa altura que tenho estado
ao serviço desta casa, com todos os conselhos
de administração e ministérios.
JM | O que é que estava identificado como
prioritário em 2011?
JT | Herdámos 34 protocolos para edificação
de novas unidades de saúde familiar (USF)
na região e temos vindo a cumprir todos es-
ses acordos com as autarquias, bem como
a aumentar o número de novos protocolos.
Alguns dependem de fundos comunitários e
de candidaturas. Tivemos algumas dificul-
dades, as mesmas que todo o país atraves-
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Agosto 2017

